4 de junho de 2026

Jeanine Deckers, a freira cantora de Dominique nique nique

Você se lembra de Dominique, nique, nique? Em português, no link:

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http://letras.mus.br/giane/223549/

A música foi uma festa no Brasil e em várias partes do mundo!

http://www.tumblr.com/tagged/soeur-sourire

Porém, Jeannine Deckers, não se enquadrou nos rótulos desta merda de mundo. Tentou ser freira, saiu, tentou construir sua vida com uma mulher a quem amava, tentou várias coisas. Não deu. Matou-se.

http://deckers66.homestead.com/photos.html

A história dela, resumida, está em

http://35.mostra.org/jornal-da-mostra/freira-cantora-volta-em-novo-filme/

Do Jornal da Mostra

Freira cantora volta em novo filme

“Dominique, nique-nique/sempre alegre esperando alguém que possa amar/o seu príncipe encantado/seu eterno namorado/ que não cansa de esperar”. Nos anos 1960, era impossível resistir a essa canção. Aos primeiros acordes todos se juntavam a Giane, paulista de Ribeirão Preto, que gravou a versão em português da canção francesa Dominique interpretada pela freira Jeanine Deckers e que conseguia rivalizar com os Beatles nas paradas de sucesso. Não por acaso a brasileira Georgina Morozini dos Santos adotou o nome artístico de Giane.

Conhecida como Soeur Sourire (Irmã Sorriso) ou Singing Nun (Freira Cantora), Jeanine Deckers chega às novas gerações por meio de Soeur Sourire, produção franco-belga dirigida por Stijn Coninx e com a atriz belga Cecile de France como protagonista. Coninx disse que não concebia o filme falado em outra língua senão o francês, já que Jeanine morava na região da Bélgica onde se falava o idioma.

O diretor disse ainda esperar que seu filme atinja mais o público, depois das liberdades tomadas na versão hollywoodiana de 1966, The Singing Nun (A Freira Cantora) com Debbie Reynolds no papel principal e que Jeanine rejeitou. O filme de Coninx aborda a conflituosa sexualidade de Jeanine, que era lésbica, e sua busca por amor que a levou para longe da Igreja Católica.

Depois do estrondoso sucesso de Dominique, Jeanine largou o hábito para seguir carreira solo. Mas jamais repetiu o sucesso, teve problemas de depressão, tornou-se viciada em tranqüilizantes e suicidou-se ao lado da namorada, em 29 de março de 1985.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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3 Comentários
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  1. WILLIAM MORAES CORREA

    8 de janeiro de 2015 10:42 pm

    AMADA DOMINIQUE

    Triste história por trás de uma canção tão bela e de um sucesso tão estrondoso. Interessante que a música nada tem a ver com a versão brasileira. Nada mesmo. Os franceses são pesados em suas letras e Domonique não  fica atrás.

  2. Dalvan Gomes da Silva

    23 de julho de 2015 12:40 pm

    Dominique

    Segundo informações que li em um manuscrito da capa de um disco, a música original é uma composição da Ordem Dominicana (O.P.) para o seu fundador. Dominique ou Domingos de Gusmão canta assim o refrão: São Domingos de Gusmão procurando ensinar o bem sempre a pregar. Pela estrada pobre vai a falar de um Deus que é Pai, a falar de um Deus que é Pai. A versão remântica não sei ao certo como se deu. Fica ai algumas dúvidas: A composição da música é da própria Jeanine Deckers ou somente a letra romantica? 

     

  3. O Poltrão, marido da Poltrona.

    10 de setembro de 2015 8:33 pm

    Dominique nique nique no “idioma” brasuca.

    Dominique Amada está certa. Dominique nique nique no “idioma” brasuca não tem absolutamente nada com a canção original francesa. A Irmã Sorriso, ex-freira católica que se declarou lésbica deu um toque homosexual à letra “Dominique”, nome mais comum como masculino na França, tanto é que nos útimos versos ela apresenta explicitamente um personagem gay. Cá entre nós, a letra nem foi uma versão livre do texto original, é outra letra que nem de leve fala em homosexualismo. Pudera nos pruridos militaristas da década de 1960, quem se atreveria?

    P.S. Sou um verdadeiro expresso das onze, se assim não fosse não conseguiria comentar o seu texto em tão exíguo tempo.

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