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O chanceler Antonio Patriota afirmou ontem que o momento para a reincorporação do Paraguai de forma plena ao Mercosul será avaliado na reunião dos chefes de Estado da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), marcada para 30 de novembro na capital do Peru, Lima. O assunto voltará a ser analisado uma semana depois na cúpula do Mercosul em Brasília, dia 7 de dezembro. “Quando houver plena vigência democrática no Paraguai, o país será reincorporado. Não é uma referência a eleições propriamente ditas nessas decisões”, explicou Patriota em Buenos Aires ao sair do Palácio San Martín, sede da chancelaria argentina, após uma reunião com seu colega Hector Timerman. Em junho, poucos dias depois do impeachment do presidente Fernando Lugo, substituído por seu vice, Federico Franco, o Paraguai foi suspenso das reuniões do Mercosul temporariamente. Os presidentes dos outros sócios do bloco determinaram que o Paraguai – o parceiro mais pobre do grupo – somente seria reintegrado com plenos direitos quando “a ordem democrática” fosse restituída. Os presidentes do Mercosul consideram que a remoção – feita pelo Senado eleito com o próprio Lugo em 2008 – foi irregular. O bloco depara-se com um problema burocrático, já que na cúpula de Brasília o Brasil teria de passar a presidência pro-tempore do Mercosul – atualmente nas mãos brasileiras – ao Paraguai, tal como ocorre há 20 anos. Se a suspensão dos paraguaios persistir até a lá, a presidência pro-tempore teria que ser entregue a outro país. Questionado se em dezembro a presidência pro-tempore passaria ao próximo país da lista (que é por ordem alfabética), o Uruguai, Patriota respondeu: “Temos que ver o que os presidentes decidem em Lima”. |
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