O juiz da 1ª zona eleitoral de São Paulo, Henrique Harris Júnior, concedeu liminar (decisão provisória) para suspender imediatamente a veiculação de uma das inserções de TV da campanha do candidato Fernando Haddad (PT). No vídeo de 30 segundos, a campanha de Haddad faz referência à saída do candidato do PSDB, José Serra, da prefeitura, em 2006, quando deixou o cargo para concorrer ao governo do Estado.
“Um certo candidato prometeu resolver os problemas dos paulistanos, em especial a saúde. Eleito, traiu seus compromissos e abandonou a prefeitura pela ambição de subir na vida. Com um gesto egoísta despedaçou a esperança de quem votou nele. Agora, aprende uma dura lição: confiança é como cristal, depois que quebra, nunca mais volta a ser igual”, diz o narrador.
De acordo com o juiz, “a propaganda tem, pelo menos em tese, conteúdo degradante”. A inserção poderá ser substituída por outra.
O vídeo exibe uma pessoa colocando papéis com os escritos educação, transporte, saúde, moradia, entre outros, dentro de um vaso de cristal. Em seguida, uma pessoa segura o vaso e joga o objeto no chão.
A campanha de Haddad tem 48 horas para apresentar defesa, segundo a liminar. O mérito da representação –proposta pela campanha de Serra– ainda será julgado.
Nos últimos dias, a disputa entre tucano e petista ficou mais acirrada nas propagandas da TV.
Segundo a coluna Painel, da Folha, a campanha de Serra estuda pedir direito de resposta na propaganda de Haddad devido ao programa que acusou o tucano de ter ofendido o caminhoneiro José Machado, que deu depoimento dizendo ter catarata, diagnóstico que a prefeitura negou e exame posterior confirmou.
Na sexta-feira (14), a propaganda petista disse que o tucano tentou “desmoralizar a vítima” (Machado). De acordo com reportagem do jornal “O Estado de S. Paulo”, a Secretaria Municipal de Saúde informou que “a hipótese de diagnóstico” de Machado não era catarata. Nesta semana, o jornal divulgou laudo que constata que ele sofre da doença.
A propaganda afirmou que Serra deu entrevistas “tentando desmoralizar a vítima” e que, “com surpreendente frieza, defendeu a quebra do sigilo”. O programa exibiu entrevistas do tucano afirmando que o homem não tinha catarata e que o procedimento da prefeitura foi correto.
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