4 de junho de 2026

Hidrogénio a partir de centrais de energia nuclear

Por Zé Zinho

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A produção de hidrogénio a partir de centrais de energia nuclear é factível? Um estudo suíço mostrou que um reator nuclear quarta geração poderá, graças à co-geração, produzir em um ano a quantidade necessária de hidrogénio para que um milhão de veículos com esse combustível possam, cada um, rodar cerca de 15 mil quilômetros. 

Astrid

produção em grande escala de hidrogênio sem emitir CO2 é uma questão que muitos acham fundamental para o futuro da atmosfera do planeta(?). Os transportes representam mais de 1/4 dos 31 bilhões de toneladas de CO2 que a humanidade emite a cada ano. A dupla hidrogênio-eletricidade pode reduzir maciçamente as emissões de CO2 relacionadas com todas as idas-e-vindas de veículos, especialmente quando sabemos que o crescimento econômico vai dobrar o número de automóveis no mundo – de um bilhão em 2010 para dois bilhões em 2030

O desenvolvimento do vetor hidrogênio de energia combustível armazenável é essencial para acelerar o desenvolvimento de todas as energias renováveis, quer solar, eólica, hídrica ou energia marinha.

As energias renováveis, na sua natureza, mesmo a hídrica (sazonalidade das chuvas) são intermitentes. A energia termonuclear é firme. Está sempre disponivel para sua utilização de acordo com a oferta e a demanda. Nos períodos de menor demanda pode produzir hidrogênio. Trabalhando com eólica e/ou solar para assegurar uma energia firme. Nos peeríodos de insolação e/ou de ventos teria um maior saldo (sobra) para uma produção maior de hidrogênio. O hidrogênio pode ser armazenado como qualquer combustível de alta densidade energética. Poderá ser distribuído aos usuários de forma semelhante ao do gás natural da atualidade.

Vale lembrar que o hidrogênio é o elemento mais abundante do universo (90%). Para se produzir hidrogênio da água (H2O) por hidrólise se produz também oxigênio. A combustão do hidrogênio em motores de célula já é uma tecnologia conhecida e ao invés do CO2 sai água do escapamento do veículo. Só o reino vegetal é que não vai gostar. Coitada das plantas.

Vejam este endereço: http://www.notre-planete.info/actualites/actu_3426_nucleaire_4_generation_ASTRID.php


Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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