
Conheci a obra de Marcelo Khayat no início dos anos 90. Apaixonado pelo paraguaio Agustin Barrios, em viagem aos Estados Unidos, adquiri um CD de John Williams, io britânico na época considerado o maior violonista em atividade. E de um certo Marcelo Kayath, de quem nunca ouvir falar.
Tinha ido levar minhas filhas a Disneyworld. Comprei um pequeno aparelho de CD para ouvir os discos no hotel. E me surpreendi ao me dar conta de que a interpretação de Kayath era superior, mais intensa, mais sonora. Lendo o release descubro se tratar de um violonista brasileiro que havia vencido no mesmo ano três dos mais importantes festivais do mundo.
Na volta ao Brasil escrevi sobre ele e sua mãe me escreveu informando que o filho tinha abandonado o violão profissional e estudava em Stanford. Retornou ao Brasil, fez uma carreira vitoriosa no mercado financeiro e, agora, retorna ao violão, com um repertório maiúsculo, com Bach, Sor, Castelnuovo Tedesco.
mcn
23 de junho de 2016 11:25 amKayath é um daqueles grandes
Kayath é um daqueles grandes violonistas que fizeram carreira fulgurante e depois abandonaram a vida artística, ainda na juventude, como o irmãos Abreu e, acho, o Edson Lopes.
Atualmente, ele participa ativamente do fórum Violão.Org (http://www.violao.org/), falando de música, de interpretação, dos instrumentos que já tocou ou tem, enfim, papo de músico.
Lançou recentemente a plataforma Guitarcoop (http://www.guitarcoop.com.br) para apreciadores do violão clássico, que vende o CD citado no post, e de onde saíram aquelas entrevistas com o Sérgio Abreu publicadas aqui, há umas semanas atrás, tendo ele, Marcelo, como entrevistador.
Nesse link, ele conta um pouco quem o inspirou quando ainda era adolescente: http://www.violao.org/topic/14615-edson-lopes/