10 de junho de 2026

Inflação pelo IPC-S perde força na segunda semana do mês

Desaceleração do grupo Alimentação foi destaque no período, segundo FGV
 
Jornal GGN – O IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal) atingiu 0,45% durante a segunda semana de junho, resultado 0,14 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa registrada na última divulgação, segundo dados divulgados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).
 
Cinco das oito classes de despesa componentes do índice reduziram suas taxas de variação ao longo do período de pesquisa. A maior contribuição partiu do grupo Alimentação, que caiu de 0,60% para 0,29%, com destaque para o comportamento do item hortaliças e legumes, cuja taxa passou de -0,32% para -4,30%.
 
Outros grupos que perderam força no período foram Saúde e Cuidados Pessoais (de 1,13% para 0,88%), Despesas Diversas (de 3,08% para 2,09%), 
Habitação (de 0,87% para 0,80%) e Comunicação (de 0,24% para 0,19%). Os itens que se destacaram foram medicamentos em geral (de 1,90% para 1,28%), cigarros (de 6,57% para 4,17%), tarifa de eletricidade residencial (de 1,83% para 1,25%) e mensalidade para internet (de 2,23% para 1,75%), respectivamente.
 
Em contrapartida, os grupos que ganharam força no período de análise foram Transportes (de -0,32% para -0,18%) e Vestuário (de 0,62% para 0,66%). As contribuições partiram dos itens tarifa de ônibus urbano (de -0,28% para 0,38%) e calçados (de 0,41% para 0,70%), respectivamente.
 
O grupo Educação, Leitura e Recreação manteve a taxa de -0,08% vista na última apuração. As principais influências em sentido ascendente e descendente partiram dos itens show musical (de -1,29% para 0,31%) e passagem aérea (de -4,53% para -9,71%), respectivamente.
 
A análise mostra que os itens com maior influência no período foram taxa de água e esgoto residencial (de 4,19% para 4,62%), cigarros (de 6,57% para 4,17%), leite tipo longa vida (de 4,68% para 5,42%), tarifa de eletricidade residencial (de 1,83% para 1,25%) e plano e seguro de saúde (estável em 1,03%). Por outro lado, os itens com as principais influências negativas foram etanol (de -6,07% para -4,38%), cenoura (de -29,03% para -30,58%), gasolina (de -0,64% para -1,03%), tomate (de -5,83% para -10,10%) e banana-prata (de -5,30% para -7,56%).

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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