
Jornal GGN – Paul Singer, economista, professor da USP e fundador do CEBRAP e do PT, foi substituído no cargo de Secretário Nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho por Natalino Oldakoski, escrivão de polícia aposentando pelo Estado do Paraná.
Um dos mais respeitados intelectuais brasileiros, Singer é autor de 25 livros e implantou mais de 300 projetos ligados ao cooperativismo e ao trabalho associado, na área da agricultura familiar, reciclagem de resíduos sólidos e produtos artesanais.
No Ministério do Trabalho, o novo secretário de Políticas Públicas de Emprego, Leonardo José Arantes, sobrinho do deputado Jovair Arantes (PTB-GO), aliado de Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Leia mais abaixo:
Do Diário do Poder
Trata-se de um escrivão de polícia Classe C 1, aposentado pelo Estado do Paraná. O policial aposentado Oldakoski substitui, no posto, Paul Singer, 83 , um dos mais respeitados intelectuais brasileiros. Austríaco de nascimento, brasileiro naturalizado, o economista Singer foi fundador do CEBRAP e do PT, partido do qual se afastou pela decepção com os retrocessos e a roubalheira.
Autor de 25 livros e referência internacional no pensamento econômico, Singer implantou mais de 300 projetos ligados ao cooperativismo e ao trabalho associado, no campo da agricultura familiar, reciclagem de resíduos sólidos, produtos artesanais.
O escrivão aposentado que substitui Singer é o exemplo do padrão intelectual que rege um governo onde o ministro da Educação recebe o ator pornô Alexandre Frota e não abre a agenda para o Conselho de Reitores das Universidades.
O padrinho dessa indicação no Ministério do Trabalho é o deputado Jovair Arantes (PTB-GO), aliado de Eduardo Cunha, indicado por ele relator da Comissão do Impeachment de Dilma na Câmara dos Deputado. É cartola do Atlético Goianense e aliado da CBF contra a CPI do Futebol.
O homem que comanda o retrocesso no Ministério do Trabalho é o novo secretário de Políticas Públicas de Emprego, Leonardo José Arantes, sobrinho do deputado Jovair. Ele que é o homem que comanda a área estratégica do seguro-desemprego, emissão de carteiras e intermediação de mão de obra.
O ministro do Trabalho de Temer é o deputado gaúcho Ronaldo Nogueira, do PTB, bispo da Assembleia de Deus e integra a bancada evangélica.
Alan Souza
9 de junho de 2016 9:50 pmPois é…
É esse o “governo de notáveis” que o Temer sonhou?
Mais Frota e menos Reitores!
A fórmula perfeita pro Brasil dar certo. Agora vai!
Carlos Tramontina
9 de junho de 2016 9:53 pmMy GOD…
My GOD…
Avelino de Oliveira
9 de junho de 2016 10:07 pmCaro Nassif
Quem não for
Caro Nassif
Quem não for alinhado do Cunha, algum conhecido do Cunha, parente do Cunha, coleguinha do Cunha, de preferência com alguma coisa em haver com a justiça no passado, não deve ser parte do governo golpista.
E ainda Temer terá que cortar muita gente no governo.
Saudações
saulogeo
9 de junho de 2016 10:15 pmAparelhamento
Depois, o aparelhamento era o do PT…..
Um governo dominado por políticos enredados em várias denúncias e também por pastores e bispos que barganham apoios por cargos e benesses diversas, não pode resultar em coisa boa.
Esse é o tal do “Governo de Salvação Nacional”?
Pelo visto, a salvação não será a da nação e sim dos oportunistas de plantão….
Com a benção dos componentes do “último bastião de defesa da Constituição STF)”
H_b
9 de junho de 2016 10:38 pmSó tá faltando o governo
Só tá faltando o governo Temer ressuscitar algo similar à OBAN…
peregrino
9 de junho de 2016 10:42 pmparece que o Temer continua vice decorativo…
enquanto fala, embroma e promete, o Cunha age
peregrino
9 de junho de 2016 10:50 pmaté agora…
mais atendeu as vontades dos golpistas do que governou
João Maria Fernandes de Sousa
9 de junho de 2016 10:46 pmÊ o profissionalismo Nassif
O mesmo que está no comando da Petrobrás.
Ivan de Union
9 de junho de 2016 11:00 pmCagadas em serie. Deve ser
Cagadas em serie. Deve ser novidade na direita, neh?
CARLOS PINHEIRO JR.
9 de junho de 2016 11:14 pmRuindade esférica
A mediocridade desse governo golpista é total: intelectual, ideológica e moral.
Cafezá
10 de junho de 2016 12:01 amCunha colocará no ministério
Cunha colocará no ministério sua esposa e sua filha, para que passem a ter prerrogativa de foro.
maria rodrigues
10 de junho de 2016 12:02 amCada dia uma revolta maior.
Cada dia uma revolta maior. Como diz Ciro Darlan em seu artigo no jornal O DIA, estamos vivendo mais uma caça às bruxas, com pessoas e livros sendo desprezados, quando um funcionário público pode ser rebaixado se ousar emitir opiniões contrárias aos poderosos.
Trocar um homem-celebridade por um joão qualquer é apenas mais uma demonstração do nível baixo desse governo chinfrin.
Como é possível Temer conseguir golpear uma presidente que subiu a rampa com ela, posteriormente se apresentando como um ser selvagem, sem o mínimo de decência.
Pelo pouco que vejo Requião discursar, sem perder sua coerência, mesmo fazendo parte do PMDB, imagino que ele também se surprendeu com o caráter de seu colega. Eu mesmao jamais imaginei esse homem como o monstro que se apresenta.
Uma lástima o acontecido a esse homem, que, pela história, e pels livros escritos, merecia como poucos ser parte integrante da Academia Brasileira de Letras.
evandro condé de lima
10 de junho de 2016 12:41 amSem entrar no mérito
Dá qualificação do novo secretário, mas a chamada desqualifica o novo ocupante pela profissão. Cansei de ler sobre a troca de um sociólogo por um operário. Não é por aí.
Gilson Otsedom
10 de junho de 2016 2:39 amNão era apenas um operário
A questão é que o sociólogo e intelectual foi substiruído não por um operário somente,mas por um também lider sindical, fundador do PT e alguem que tinha enorme trânsito nos movimentos sociais! No caso presente, Paul Singer é um intectual, com bom trânsisto nos movimentos sociais e nas correntes políticas de esquerda, quanto ao policial aposentado, nunca ouvi falar dele, e acredito que pouca gente ouviu; qual o curriculum dele alem de policial aposentado? Nâo é demérito ser policial aposentado ou da ativa mas não é também credenciamento para ocupar a Secretaria em questão!
evandro condé de lima
10 de junho de 2016 1:01 pmEu entendo a diferença.
Mas continuo achando que a chamada foi depreciativa. Tanto que nem é citado qualquer informação sobre o escrivão (que realmente pode não ter qualificação)
Mas já imaginou a manchete: Royal Society of science da Inglaterra dá voz a um bedel (Faraday).
Henrique Finco
10 de junho de 2016 3:33 amDesculpe
Desculpe, mas é por aí também. Um presidente é elito, um secretário não é. Espera-se do secretário que ele entenda do assunto, que tenha cabedal . de um presidente, espera-se que ele implemente um progrma e que já tenha demonstrado ser capaz de fazer isto.
evandro condé de lima
10 de junho de 2016 9:19 amSe for por aí
O ministério da Dilma foi uma festa.
Celio Mendes
10 de junho de 2016 9:46 amAí meu Deus, só faltava essa,
Aí meu Deus, só faltava essa, então vamos nomear o Alexandre Frota pro ministério da educação, o usurpador falou que ia montar uma equipe de notaveis e o que estamos vendo é a formação de uma congregação evangélica incompetente formada pelos piores tipos que o neopentecostalismo tupiniquim conseguiu produzir, como o colega mencionou presidente se elege já secretários e ministros são indicados, são um retrato do plano de governo do presidente eleito, como essa coisa que taí não foi eleita o que vemos é o retrato de um plano para pilhar o país pois é o único plano possivel para golpistas usurpadores.
evandro condé de lima
10 de junho de 2016 10:36 amEntão pai que dá em Chico dá em Francisco.
Apenas um exemplo: George Hilton como ministro do esporte.
Roberto Monteiro
10 de junho de 2016 12:46 pmCompara as histórias dos dois, por favor.
Comparar Lula com fhc é humilhar o segundo. O ociólogo só tinha título. Ao contrário do Singer que além de tudo, tém títulos. Fosse o cidadão indicado à secretaria um trabalhador braçal, mas com história de lutas sindicais, movimentos em favor de trabalhadores, com trânsito entre sindicatos, por exemplo, ninguém estaria questionando a indicação dele para a secretaria. Mesmo que este cidadão hoje secretário, fosse doutor, pós doutor ou o que fosse, mas insignifcante, receberia o mesmo tratamento de desconfiança e reprovação. Da minha parte, pelo menos.
Marcos Antônio
10 de junho de 2016 12:42 amO AI-5 foi o quinto…
Antes
O AI-5 foi o quinto…
Antes veio o AI-1 EM 09/04/64, AI-2, AI-3, AI-4…
Parece óbvio, mas levou tempo…
O AI-5 foi em 13/12/1968!
Este é o tempo que ele NÃO TERÁ…
José Carlos Lima...
10 de junho de 2016 3:12 amÉ o crime organizado que
É o crime organizado que responde pelo pomposo nome de Congresso Nacional mandando ver, como pode esse ninho de ratos tomar na marra o Poder Executivo de uma das maiores economias do planeta….,…basta pesquisar no Google para saber quem esse tal de Jovair e sua turma…cruzis…
Otto
10 de junho de 2016 10:28 pmEconomia Solidária?
Tive o prazer de assitir palestras sobre Economia Solidária do sr. Paul Singer, lá em 2007, na Instituto Técnico de Berlin, na época em que fazia doutorado por lá.
Extremamente simpático, Paul Singer sempre foi muito querido por sua afabilidade e por suas ideias utópicas sobre economia. Paul Singer, em carisma, lembra bastante o Mujica.
Contudo, vale a pena questionar os resultados da outrora tão propalada “Economia Solidária” – nome mais moderno para o antigo “cooperativismo”.
A Economia Solidária nunca logrou realizar os resultados utópicos a que se propunha – e dos quais Singer foi um dos mais animados divulgadores mundiais. Baseado em experiência exitosas de cooperativas ricas e inovadoras (como em Mongragón, na Espanha), a EcoSol propunha uma revolução “de dentro” no modo de produção capitalista.
Mas o que se tornou, na prática, a EcoSol ou o Cooperativismo no Brasil? Para não citar o caso mais comum das “cooperativas de catadores” espalhadas por todo o país (os empreendimentos autogestionários nunca saíram desse nível medíocre de inserção nas cadeias produtivas), o cooperatvismo no Brasil se tornou sinônimos de empreendimentos que jamais se desvincularam da ajuda estatal – algo completamente distinto de sua essência, já que deveriam ser “autogestionárias”.
A maior parte das cooperativas brasileiras (falo aqui das cooperativas genuínas, não as que só têm “cooperativa” no nome) vive de convênios bancados pelo governo federal, são ineficientes, improdutivas e incapazes de se “autogerir”. Jamais chegarm perto de competir, por si só, com os empreendimentos heterogestionários, isto é, capitalistas. Com frequência, são cooptadas por interesses partidários e eleitorais e vêem sua fonte de recursos condicionadas a este elo perpétuo com o governo. Pululam processos na justiça, por improbidade, de convênios envolvendo cooperativas.
Diante deste fato, penso ser irrelevante a troca de Paul Singer por um “escrivão aposentado”. Muito mais interessante seria debater os resultados medíocres da Economia Solidária no país e no mundo.
jose antonio santosjj
12 de junho de 2016 1:51 pmchocado mas não surpreso
como sempre digo nesses casos, chocado não não surpreso!.
desse governo temer(ário) podemos esperar tudo!