De Prensa Latina
Ingressa no Congresso chileno projeto de reforma tributária
Um projeto de reforma tributária, anunciado pelo governo chileno como via de financiamento da educação, ingressará hoje a trâmite legislativo no meio de fortes críticas da oposição e organizações sociais.
Ao apresentar a iniciativa legal na semana anterior, o presidente Sebastián Piñera assegurou que o principal objetivo é garantir as medidas de financiamento e aperfeiçoamento da educação em todos os níveis, pré-escolar, escolar e superior.
A reforma à educação requer uma reforma tributária, que nos permita a financiar em forma séria, responsável e sustentável, expressou.
Precisou que para isso se prevê arrecadar entre 700 e mil milhões de dólares ao ano em matéria impositiva.
No entanto, setores opositores e dirigentes sociais asseguram que esse montante é totalmente insuficiente.
Na opinião do senador e vice-presidente do Partido Pela Democracia, Guido Girardi, as grandes empresas sairão favorecidas com tal normativa. Não é uma reforma, senão um pequeno reajuste tributário que beneficiará à classe mais acomodada do país, opinou.
De igual modo o deputado e presidente do Partido Comunista, Guillermo Teillier, disse que o anúncio do governo tem muito de publicidade, mas pouco de efetividade.
“Para solucionar os problemas de educação precisam-se seis bilhões de dólares ao ano; então, é uma soma ínfima o que o Presidente lhe está oferecendo ao país”, afirmou Teillier.
Considerou que no fundo o que há é “um perdão às grandes empresas e às grandes fortunas”.
Chamou a atenção que o lançamento da reforma coincida com o início do processo eleitoral municipal no país, o que faz pensar que se quer usar como um elemento de campanha.
Também do mundo social, organizações como a Confederação de Estudantes de Chile (Confech), o Colégio de Professores e a Central Unitária de Trabalhadores têm rechaçado a proposta governamental.
O porta-voz da Confec, Gabriel Boric, declarou que o que se quer é maquilar o sistema. Os estudantes voltaram a ratificar nas ruas na semana passada que não querem maquilagem nem ajustes. Querem mudanças profundas, enfatizou.
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