22 de junho de 2026

A morte de Gurgel

Por Rene Guedes

Nassif,

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Bom dia.

Notícia relevante deste sábado (nublado, ainda por cima) é do falecimento do João Gurgel, pioneiro e desbravador da indústria automobilística nacional, a Gurgel.

A aventura desse homem merece um tópico para discussões, não acha?

Do Portal Luís Nassif

A engenharia brasilieira está de luto.Gurgel Motores: Reportagem SBT, venda da antiga fábrica

* Adicionado por Marcos P.B.

(tem mais vídeos na página)

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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38 Comentários
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  1. alfredo machado

    31 de janeiro de 2009 1:35 pm

    Nassif:
    João Augusto Amaral
    Nassif:
    João Augusto Amaral Gurgel foi, sem qualquer margem para dúvidas, um grande brasileiro.
    O engenheiro pagou um preço altíssimo por seu pioneirismo, pelo seu desprendimento ao tentar, por todas as formas, viabilizar uma empresa automobilística realmente brasileira; João Gurgel foi devidamente massacrado pelas montadoras multinacionais, estas contando com o apoio desavergonhado de um governo militar que, só na parte final da história da montadora Gurgel colaborou, e mesmo assim de forma relativamente tímida- via BNDES, com o sonho do empresário.
    A história dos vinte e poucos anos desta empresa, se por um lado é uma vergonha para a história da indústria automobilística do país por outro é um notável exemplo de capacidade de superação que deveria ser motivo de orgulho para todos os brasileiros, governantes principalmente, mesmo se conhecendo o resultado inglório daquela luta inconsequente, tal como David e Golias.
    Entendo que, em função das grandes transformações que ocorreram nas indústrias por conta dos notórios efeitos da globalização em todo o mundo, as aspirações de João Gurgel possivelmente não tivessem resistido, mas é imperdoável o descaso com que o país lidou com a Gurgel Motores S/A, empresa que no Wikipedia é descrita, com toda a justiça, como a indústria mais brasileira de todos os tempos.

  2. Sérgio Leandro

    31 de janeiro de 2009 2:04 pm

    É uma pena que a morte de
    É uma pena que a morte de Gurgel seja hoje uma nota de rodapé.

    Talvez o Brasil estivesse em um nível tecnológico (pesquisa e desenvolvimento) se o governo socorresse a Gurgel, ao invés de deixá-la quebrar.
    Talvez hoje ela poderia despontar como as indianas Tata e Mahindra Mahindra estão.

  3. Romanelli

    31 de janeiro de 2009 2:10 pm

    Minhas sinceras homenagens a
    Minhas sinceras homenagens a este brasileiro NOTA 10

    Sim, centralizador, cabeça dura …verdade

    Mas visionário, corajoso, empreendedor como poucos

  4. Wandhkleysson

    31 de janeiro de 2009 2:53 pm

    Há alguns dias atrás
    Há alguns dias atrás discutiram aqui o grupo Brasmotor. Lembrei então que já me disseram – ou li em algum lugar – que havia uma indústria automobilística nacional – pequena, ma operando – quando o Juscelino atraiu as multinacionais estrangeiras para o Brasil. Nesta época havia a FMN, estatal que fabricava caminhões, a Romi que fabricava a Romisetta com licença da Isetta italiana, e a Vemag (nacional?) que também fabricava carros sob licença da Vemag alemã.

    Na mesma época, a Coreia do Sul – que tinha então uma renda per capita muito inferior a do Brasil – decidiu incentivar a criação de uma indústria automobilística nacional voltada para a exportação.

    Trinta anos depois, a Coreia do Sul já era uma grande exportadora de veículos e nossos carros eram carroças.

    Os fatos conferem? Então, o que faltou ao Brasil? Faltou alguns Gurgel que combinassem conhecimento de engenharia com ousadia empresarial? Faltou educação do povo? Faltou competência e visão dos políticos?

  5. anarquista

    31 de janeiro de 2009 2:53 pm

    Devidamente colocado no meu
    Devidamente colocado no meu obituário.

    Até o fim do dia, teremos outros…

    E amanhã..e depois… e depois….

    A morte é o complemento da vida.

    Nada relevante.

    HÁ um ”’Q” como se a morte fosse uma tragédia.

    TRAGÉDIA É QUANDO SE NASCE EM UM PAÍS REPLETO DE DESIGUALDADES,CHAMADO BRASIL.

    Neste exato momento as maternidades estão lotadas.que tal noticiar quantas irão sobreviver mais que 30 dias?

    ISSO sim é tragédia.

    Agora ,alguém que morre com trocentos anos( por mais importante ou útil que tenha sido, é normal)

    Anormal, é morrer nas maternidades alguns que poderiam ser muito melhores do que os mortos anunciados.

    E ninguém liga pra eles…

    E muito menos pra dor das mães.

  6. Silvio Gouveia

    31 de janeiro de 2009 3:12 pm

    Prezados,

    Foi realmente uma
    Prezados,

    Foi realmente uma linda luta inglória de um sonhador e realizador brasileiro.
    Na década de 90 nas suas tentivas de capitalização e busca de apoio para a única empresa montadora realmente brasileira (e certamente comprometida com o bem do povo do Brasil) encontrou a pusilanimidade do governante paulista sr. Fleury, dos governantes brasileiros srs. Collor e Itamar e seu ministro da Fazenda FHC, e por fim do governante cearense Ciro Gomes.
    Todos esses honoráveis senhores negaram o apoio necessário para sua sobrevivência como indústria (alguns depois deram esse mesmo apoio para as empresas montadoras instaladas no Brasil mas isso é outra história).
    A recompensa pelo seu ideal e esforço virão sem dúvida através da Luz da Justiça Divina que acredito Gurgel mereceu.

    Silvio

  7. Legal

    31 de janeiro de 2009 3:15 pm

    Nassif,

    Vc acha que ha
    Nassif,

    Vc acha que ha espaco pra criacao de uma montadora nacional hj?

  8. Paulo Cavalcanti

    31 de janeiro de 2009 3:20 pm

    João Augusto Amaral Gurgel,
    João Augusto Amaral Gurgel, um visionário nacionalista, vítima do descaso do governo e do conlúio das grande montadoras estrangeiras, pode ser definido numa frase de Colins P.Huntington, fundador da Newport News:

    “Construiremos aqui bons navios. Com lucro – se pudermos. Com prejuízo – se preciso. Mas sempre bons navios.”

    Meu recado: “Prezado Gurgel, seu legado agora será reconhecido pela história” Afinal, os grandes gênios somente são reconhecidos após a morte.

  9. peregrino

    31 de janeiro de 2009 3:39 pm

    E pensar que tudo fizeram
    E pensar que tudo fizeram para impedir este grande homem de administrar inteligentemente a sua empresa…enorme perda, sem dúvida alguma !
    Tanto mal fizeram ao Brasil e ainda acreditam que podem voltar ao poder

  10. Raí

    31 de janeiro de 2009 3:54 pm

    O leitor Rene Guedes,nos
    O leitor Rene Guedes,nos lembra da morte neste sábado deste desbravador do nosso empresariado,que ousou invar,num segmento totalmente dominado pelas grandes montadoras,que vindo para cá,nos idos anos 60,acham-se “donas do pedaço”e para isso contam com o benaplácito dos governos federais,estaduais e municipais,que para terem em seus territórios tais montadoras,literalmente “abaixam as calças”para estas multinacionais exploradoras,e impedem que empresários como o saudoso João do Amaral Gurgel,que colocou dinheiro do próprio bolso,na sua iniciativa,e jamais teve incentivos fiscais dos governos,consigam sobreviver. Ele tinha tudo para competir em pé de igualdade com os monstros deste setor,se tivesse as mesmas condições favoráveis que aquelas têm,na obtenção do crédito,nas negociações,etc,etc, entretanto sua luta contar um sistema viciado e comprometido com as multi,obrigou que ele encerrase suas atividades e seus sonhos em 1994,e o Brasil perdeu a chance de ter rodando em nossas vias,um veículo com tecnologia brasileira,e que não precisasse pagar royalties a nenhuma matriz extrangeira.
    Ele tambem fugiu à regra,de ser da elite,porem jamais “implorar”pelo auxílio Estatal,que tanto faz por estes,e queria apenas ter as mesmas condições dos concorrentes,e isso lhe foi negado,que pena !

  11. evandro condé

    31 de janeiro de 2009 4:03 pm

    Nassif, eu não tenho como,
    Nassif, eu não tenho como, mas você bem que pedeira analisar o que de incentivo foi dado ao Gurgel para montar sua indÚstria, lutando contra as multis e tudo o mais, e o que já se deu de incentivo às multis. Em tempo, colega meu tinha um gurgelzinho e saíamos muito para acampar, não havia “não dá para passar”. Fico imaginando se a gurgel ainda existisse aonde já não estaríamos (nos dois sentidos).

  12. Ricardo

    31 de janeiro de 2009 4:22 pm

    Olá,
    Como engenheiro lamento
    Olá,
    Como engenheiro lamento a morte do empreendedor que foi Gurgel.
    Quanto à empresa: não acho correto debitar a falência de sua empresa a algum complô das outras montadoras ou ao descaso do governo. Não me lembro dele se lamentando a respeito. Trabalhar com tecnologia própria neste país sempre foi (e ainda é) um suplício.
    Se bem me lembro a Gurgel obteve do governo na década de 80 o que muitas empresas não tiveram: dinheiro barato. Sem contar o mercado fechado. Na época do apelo ao nacionalismo com a idéia de capitalizar diretamente a empresa com a venda de seus carros ele foi muito criativo. Lembram-se que na compra de um BR800 as pessoas ganhavam ações da empresa? Conheci a Gurgel em Rio Claro, (87, creio) e em sua produção tinha muitas máquinas brasileiras (centros de usinagem Brevet p. ex.). Enfim, o mercado abriu, as montadoras que já estavam aqui se modernizaram e nem o nacionalismo bastou para manter o negócio.
    Fica o exemplo para outros aventureiros.
    [ ]´s

  13. Virgulino

    31 de janeiro de 2009 4:38 pm

    Tenho um amigo que possui um
    Tenho um amigo que possui um gurgel novinho em folha. Afeiçoou-se ao carro e não se desfaz dele. Gurgel foi uma espécie de Delmiro Gouveia moderno e, como ele, igualmente boicotado.

  14. Antonio Martins

    31 de janeiro de 2009 5:01 pm

    Parabéns Gurgel! Você foi e
    Parabéns Gurgel! Você foi e será sempre motivo de orgulho para o Brasil! Infelizmente, nosso governo nao soube honrar os compromissos, mas o mérito do carro de baixo custo, urbano, adequado as grandes cidades, o br 800, é seu!

  15. Marc

    31 de janeiro de 2009 5:24 pm

    Um homem de coragem, dia
    Um homem de coragem, dia triste para aqueles que acreditam no Brasil.

    Espero que no futuro nosso pais saiba valorizar os verdadeiros empreendedores.

    PS – Ainda tem gente que acha Daniel Dantas um grande empresário e um genio das finanças.

  16. Marcos P.B.

    31 de janeiro de 2009 6:07 pm

    A imprensa brasileira é mesmo
    A imprensa brasileira é mesmo uma lástima: na folha online precisa procurar muito pra achar a notícia (só mesmo na busca) e no estadão nem achei.

    Sem dúvida alguma Gurgel foi um herói. Ele pediu demissão da Ford quando era o engenheiro mais bem pago ali para mergulhar no seu fantástico mundo de veículos. Cada projeto que se tornava um novo carro trazia várias idéias que muitas vezes eram inovadoras.

    Por exemplo o Itaipú, um carro elétrico ou o carro híbrido (não lembro o nome) que funcionava em baixas velocidades com motor elétrico e velocidades maiores passava a funcionar com um motor à diesel. Claro que era um veículo rudimentar ainda, mas a idéia era fantástica.

    Até hoje essa indústria automobiistíca viciada e preguiçosa não conseguiu (ou nnao quis) resolver esse problema dos combustíveis.

    saiba mais:

    http://www.gurgel800.com.br/gurgel/

    http://gurgelmotores.vilabol.uol.com.br/

    http://gurgelguerreiro.com.br/portal/index.php

    http://www.gurgelbrasil.com/

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Gurgel

  17. Antonio Carlos

    31 de janeiro de 2009 6:27 pm

    E quem pode garantir que ele
    E quem pode garantir que ele morreu? Ainda hoje pela manhã , no meio de tantos outros veículos que disputavam espaço no já caótico trânsito de Belo Horizonte, um jipinho bege, reluzente, parecendo recém saído da fábrica, despertava a atenção. Na traseira as letras GURGEL, mais que u´a marca, uma homenagem ao criador.

  18. Athos Rache

    31 de janeiro de 2009 6:40 pm

    Um grande engenheiro. Um
    Um grande engenheiro. Um grande brasileiro.

    So de pensar quantos bilhoes montadoras estrangeiras hoje pegam emprestado do Povo brasileiro depois de a matriz ter enxugado seu caixa.

    Deixar a Gurgel quebrar foi um dos maiores erros deste pais.

  19. Fabio Passos

    31 de janeiro de 2009 7:02 pm

    Uma pena que o Estado
    Uma pena que o Estado brasileiro não trabalhou para viabilizar uma montadora brasileira.

    É evidente que há espaço para isso.

    China e India são apenas os exemplos mais recentes.

  20. Julio

    31 de janeiro de 2009 7:50 pm

    Apenas para fazer “justiça”ao
    Apenas para fazer “justiça”ao Itamar: Gurgel pediu redução de impostos, durante muitos anos, para os automóveis de empresas nacionais ( a sua, nos caso). E Itamar deu a redução para fabricar o Fusca-Itamar….. Foi um dos golpes de misericórdia na Gurgel.

  21. antonio francisco

    31 de janeiro de 2009 9:58 pm

    Ele fabricava veiculos para
    Ele fabricava veiculos para as Forças Armadas. De quem elas compram hoje?

    São milhares de empregos perdidos.

    Repito a pergunta já feita no blog: haveria espaço hoje para uma indústria automobilística nacional?

  22. Ivan Moraes

    31 de janeiro de 2009 11:24 pm

    “Repito a pergunta já feita
    “Repito a pergunta já feita no blog: haveria espaço hoje para uma indústria automobilística nacional?”: sabe o que eu quero?

    Eh nunca mais ter que mudar um refrigerador de uma casa pra outra. A falta de inteligencia eh tanta no ramo que voce leva a caixa toda quando se muda quando deveria somente levar seu motor. Um motor da Toyota, da GM, da VW, de quem diabos fosse, nao vem ao caso.

    Nao, nao ha espaco para uma “industria automobilistica nacional”.

    Talvez a Apple nao a tenha desenhado ainda.

    (Uma hora volto a esse assunto, ainda nao colecionei ideias, mas a conexao eh simples: leva se 8 toneladas de carro pra fazer compras de supermercado.)

  23. Anarquista Lúcida

    1 de fevereiro de 2009 12:24 am

    Vídeos voltaram a nao
    Vídeos voltaram a nao aparecer no IE…

  24. evandro condé

    1 de fevereiro de 2009 1:10 am

    Aproveitando, já que estamos
    Aproveitando, já que estamos falando no Gurgel, pesquisem um pouco sobre um alucinado chamado Salvador Arena. Nassif, cê que sabe tanto, conhece história mais interessante? O homem era visionário. alucinado, ou o quê?

    Visionário de pés no chão. Daria uma belíssima história.

  25. Edson

    1 de fevereiro de 2009 4:41 am

    Sempre gostei e tive orgulho
    Sempre gostei e tive orgulho dos carrinhos . . . . para mim eram de ótimo gosto . . . . . .

  26. Alexandre Weber / Santos - S.P.

    1 de fevereiro de 2009 2:15 pm

    Quando eu era pequeno e
    Quando eu era pequeno e morava perto da praça da República, tinha a Av. Amaral Gurgel, e quando o Gurgel lançou o gurgelzinho, um carrinho a motor para crianças, enchi a paciência do meu pai para me dar um, nunca ganhei, Dali o cara pegou gosto para construir carros e foi em frente, Lembro quando ele comprou a francesa temperamental, a tal da máquina de usinagem , com a qual ele escavaria o bloco dos seus motores, era orgulho só.

    Faltou um Osiires Silva e a Aeronáutica para entender a estratégia de sua indústria, no mais este é o pais do Kurt Rudolf Mirrow.

  27. Valdemir

    1 de fevereiro de 2009 4:12 pm

    Triste país é este. Quando
    Triste país é este. Quando morre alguém que desbravou, criou, perdeu fortunas por uma idéia,foi rejeitado por todos ( governo, mídia,empresariado,etc.etc).

    Convivi de perto com João Gurgel e, pude sentir o que ele sentia – ingratidão, desprezo e rejeição. Comparo João Gurgel a Davi lutando com Golias.Sempre dizia a mesma coisa : ” o Brasil depende de nós, se a gente se curva seremos eternamente explorados, temos que enfrentar essas multinacionais,somos melhores que elas, nós criamos, elas copiam …..”

    Como eu gostaria que houvesse no Brasil uma desas ONGs sérias, que pudesse juntar essas figuras verdadeiramente patriotas e, formar uma espécie de conselho pensante do Brasil. Um órgão voltado para o empreendimento através do exemplo vivo dessas criaturas. Mas, precisamos correr,pois essa geração está indo embora e, precisamos honrá-las enquanto estão vivas ( quando morrem viram estrelas !) – onde estão : Paulo Villares, Claudio Bardella, Salvador Arena, Ometo, etc, etc.).

    O Brasil precisa resgatar seus valores.

  28. Gui Spec

    1 de fevereiro de 2009 5:06 pm

    Os modelo da Gurgel eram
    Os modelo da Gurgel eram carrinhos mediocres com desempenho deploravel. Além do mais, não entendo a polemica, os modelos só tinham a carcaça exterior diferente, mas o motor era da Volkswagen, bem como como outros acessórios, bombas de agua etc..Os carros eram de fibra de vidro, se não me engano não tem um Gurgel em chapa. Assim é “fácil montar um carro”. Realmente, a industria automobilistica precisa de umas sacudidas com pessoas como o Gurgel, Tucker e Jack DeLorean mas não passam de espasmos períodicos. O interessante é quando as grandes montadoras assimilam tais mudanças e colocam em larga escala,afinal , só fabricando em grande quantidade para baratear os custos. Mas não compraria um carro chines que custe menos de 8000 dolares.

  29. Tuaregue Alemão

    1 de fevereiro de 2009 7:21 pm

    -“Havería espaço para uma
    -“Havería espaço para uma indústria automobilistica nacional?”

    Se há mercado, um dos mais rentáveis dos últimos anos…

    Por que não havería ????

  30. Neri Perrud

    1 de fevereiro de 2009 10:44 pm

    Passei a semana toda meio
    Passei a semana toda meio triste.
    Quinta-feira, inexplicavelmente, olhei para o meu Gurgel Br800 SL, Azul Torino, nascido em 30 de setembro de 1990, e chorei.
    Hoje, há pouco, soube do falecimento deste homem que prá mim é e sempre será o maior empreendedor e sonhador do Brasil – Engenheiro Gurgel.
    Fiz uma promessa há muito – meu Zoe é invendável e imprestável – quero ser enterra com ele – para saber que um sonho é eterno – não morre.
    Engenheiro Gurgel, a ti levanto a minha taça num brinde para a eternidade.
    Até lá.

  31. Neri Perroud

    1 de fevereiro de 2009 10:56 pm

    pois é – eta carrinho
    pois é – eta carrinho fraquinho.
    mas o meu roda – em segurança e perfeito estado —há 20 anos..
    Zoe – significa vida.
    Este é o n ome do Br800 Sl- 30 de setembro de 1990.
    Um empreendedor e sonhador brasileiro.
    O único. Por isto chorei o sonho ter acabado.

  32. MARCOS MESQUITA - Belo horizonte

    2 de fevereiro de 2009 1:12 am

    SOU UM BRASILEIRO FELIZ: T E
    SOU UM BRASILEIRO FELIZ: T E N H O U M C A R R O D A G U R G E L,
    É um GURGEL CARAJAS 86, não vendo, não dou, não empresto, é meu amigo, é feio, é bonitão, é quadrado, é espaçoso, é cheio de soluções interessantes, é admirado, é B R A S I L E I R O – É O ÚNICO CARRO TOTALMENTE BRASILEIRO QUE EXISTE, NÃO É….me perguntam……..eu digo que SIM, apesar da mecãnica ser totalmente VW.
    SOU FELIZ POR TER CONHECIDO A SAGA DESTE SUPER BRASILEIRO: JOAO AUGUSTO CONRRADO DO AMARAL GURGEL.
    VAI SEU JOÃO…….CONHECER ESTE INFINITO UNIVERSO, QUEM SABE UMA DE SUAS REVOLUCIONARIAS IDEIAS NÃO VIRÁ A CONSERTAR ESTE NOSSO CAÓTICO MUNDO.
    POR AQUI A SUA MISSÃO FOI IMENSAMENTE CUMPRIDA.

  33. Alexandre

    2 de fevereiro de 2009 10:58 am

    Recemente, estava na
    Recemente, estava na internet, e vi algo sobre o gurgel.. me interessei, depois fui na livraria e o livro saltou para mim. Impressionante… Li o livro em 2 dias, minha sede de saber quem foi gurgel era enorme e conclui que ele foi um bravo guerreiro, ele tentou, mas o governo o bloqueou, para quem acha que o carro era fibra mais VW, na decada de 90 criava os motores 2 cilindros, sem correias com tecnologia 100% brasilieira, capaz de andar 22KM com 1 litro de combusativel, o valor desse carro? em media 5 mil reais. seria um carro popular e tanto, mas essa historia já passou pela PUMA, pela BIanco, nao com essa mesma critividade que é o forte do nosso povo.. Ser Brasilieiro e não desistir nunca…pra sempre. Adeus João Gurgel.

  34. Ricardo Montero

    2 de fevereiro de 2009 1:47 pm

    Tinha (e tenho) enorme
    Tinha (e tenho) enorme simpatia pelo Gurgel. Acho, porém, que cometeu equívocos vários em sua empresa. Por exemplo: abandonar os jipes, onde teve merecido sucesso, e se dedicar exclusivamente ao projeto de carro urbano e popular.
    Aliás, quanto a esse projeto, minhas maiores críticas ao Gurgel. Seus BR800/Superminis pecavam feio em design. Eram feios, apertados, sem ergonomia, mal acabados e tinham uma cara de carro feito em casa, tudo meio improvisado. Custavam próximo do preço de um Mille oferendo muito menos espaço, conforto e confiabilidade – tudo por conta de um consumo pouca coisa melhor.
    Um melhor caminho foi tentado pela Puma, que tentou fabricar aqui uma versão licenciada do Daihatsu Cuore, mas que esbarrou na falta de capital. Por sinal, esse foi o caminho que os coreanos fizeram: buscaram tecnologia no Japão. Em contraposição, o idealista Gurgel desenvolveu um dois-cilindros de 800 centímetros cúbicos serrando um motor de Fusca no meio e colocando refrigeração líquida, para fazer carros de plástico com vidros planos de correr. Deu o que deu…

  35. Gui Sp

    2 de fevereiro de 2009 4:30 pm

    Meus caros amigos, se querem
    Meus caros amigos, se querem comprar o passado comprem um Trabant. ´Não existem empresarios saudosistas, existem saudosistas que acham que são empresarios. Eu só quero um carro barato, econômico e que não tenha manutenção cara, para isto serve o Uno Mille que está ai já tem tempos e só vem melhorando. A evolução é implacavel com quem não se moderniza, nem se adapta, estão ai os fosseis dos dinossaouros, eles já tiveram seu momento de brilho no mundo assim como os carros Gurgel, Lada e demais companhias. O ufanimso é prejudicial a evolução tecnologica….

  36. Carolina Amaral Gurgel

    9 de fevereiro de 2009 4:17 pm

    Muito obrigada
    Em meu nome, e
    Muito obrigada
    Em meu nome, e de toda a família, a todos que souberam entender a pessoa bem intecionada, idealista e lutadora que era o meu marido.
    Muito obrigada! pelas boas palavras!

  37. Dalton C. Rocha

    14 de julho de 2009 1:17 am

    No site
    No site http://blog.estadao.com.br/blog/jc/?title=adeus_genio&more=1&c=1&tb=1&pb=1#comments alguém escreveu:
    “Comentário de: Conhecedor [Visitante]
    04.02.09 @ 08:49
    É interessante como o Gurgel conseguiu criar essa aura de semi-deus sendo como foi. Pelos posts aqui, as pessoas tem a imagem que o Gurgel foi um injustiçado, um empresário espetacular e um homem que não teve nenhum apoio. Repetindo, eu convivi com ele por 40 anos. Não é nada disso. Ele era um engenheiro genial. Disso não há dúvida. Suas soluções técnicas eram apreciadas por todos, incluindo as montadoras. Fora isso, ele foi um empresário lamentável.

    Gurgel mantinha a famosa casa de hóspedes em seu sítio próximo da fábrica. Aquilo vivia lotado de políticos de todos os tipos, todos muito bem agraciados para garantir vantagens fiscais e financeiras à Gurgel. Nunca houve falta de dinheiro público. O próprio BNDES colocou dinheiro a fundo perdido (FUNDO PERDIDO) para financiar as pesquisas da fábrica. Hoje falam aqui que havia falta de dinheiro público. O Sr. Gurgel prosperou na fase do regime militar, anos 70 e 80, regime este que adorava apoiar empresários brasileiros. O Sr. Gurgel foi um desses empresários.

    Gurgel não prosperou porque era impossível trabalhar com ele. Ele era extremamente centralizador. Nunca nada o que as pessoas faziam estava certo. Cansei de ver ótimos engenheiros serem contratados e pedirem a conta no mês seguinte porque o Gurgel os tratava mal, não lhes dava liberdade para nada e interferia o tempo todo no que estivessem fazendo. Dessa forma, os bons iam embora e Gurgel ficava cercado de bajuladores e puxa-sacos incompetentes, que era o que de fato o agradava.

    Não existia custos na Gurgel e não foi feito projeto de viabilidade econômica para o 0800. Se fosse nos dias de hoje, a Gurgel Motores não teria como ter aberto o capital na bolsa. O objetivo do Sr. Gurgel era que o 0800 custasse 60% do preço do Fusca. De onde ele tirou esses 60% ninguém sabe. Era impossível fabricar, com a escala pretendida de 50.000 veículos anuais, algum carro mais barato do que o Fusca. Mas custo não importava ao Sr. Gurgel, apenas a notoriedade.

    As montadoras gostavam do Sr. Gurgel, ao contrário do que muitos dizem aqui. Ele nunca foi competidor de montadora nenhuma e nem o seria com o carro popular. Todos o consideravam mais um visionário capaz de fazer muita articulação política e incapaz de administrar qualquer empresa. E era isso mesmo. Ele era amigo pessoal do Sr. Wolfgang Sauer, presidente da Volks, que vendia muitos chassis e motores para a Gurgel.

    Tem muito mais mas chega… vamos deixar Gurgel descansar em paz e os amigos aqui, que acompanharam tudo pela mídia, acreditar que ele foi um gênio injustiçado. Parte de sua família, entretanto, continuará morando nos EUA, onde estão os recursos patrimoniais e onde os processos criminais que correm na justiça brasileira não poderão alcançá-los.”

  38. JOSAFÁ COSTA DA SILVA

    22 de novembro de 2009 1:23 am

    Este País é Triste.
    Falta
    Este País é Triste.
    Falta coragem ao seu povo.
    Não se reagem contra ato de covardia do Estado.
    Os bandidos são homologados por elições viciadas em todos os sentidos, até forçados são os eleitores a irem as urnas.
    Um povo que assiste inerte as maiores traições dos Estado contra a Nação.
    Falta coragem, falta preparo, falta gente que reaja…

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