Por Ronaldo Bicalho e Felipe de Souza, do Blog Infopetro
A China é o maior consumidor de energia e o maior emissor de CO2 do mundo. Sua matriz energética é baseada no carvão, que atende a 67 % da sua demanda energética e gera 79 % da sua eletricidade.
De acordo com a Agência Internacional de Energia, o gigante asiático será responsável por um terço do aumento da demanda global de energia de hoje até 2035.
Se em 2000 a China demandava o correspondente a metade da energia consumida pelos Estados Unidos, espera-se que em 2035 os chineses irão consumir 73% a mais do que os americanos; em um quadro no qual além de maiores consumidores de energia eles serão também os maiores importadores mundiais de petróleo.
Por outro lado, em 2009 a China ultrapassou o Estados Unidos como o país que detém a maior capacidade instalada de energias limpas. Nesse mesmo ano e no seguinte a China foi o país que mais investiu nesse tipo de energia (US$ 39,1 bilhões e US$ 54,4 bilhões de dólares, respectivamente); de tal forma que hoje os chineses são os maiores produtores mundiais de turbinas eólicas e painéis solares.
Diante desses números, pode-se afirmar que a China tem um papel decisivo no enfrentamento global dos desafios gêmeos, insegurança energética e aquecimento global. Esse protagonismo faz com que a política energética desenhada e implementada por Pequim se torne uma peça chave na evolução do cenário energético/ambiental mundial nas próximas décadas; principalmente no que tange à difusão das tecnologias de energia limpa.
O apoio às energias limpas
Em Novembro de 2009, a China anunciou o objetivo de reduzir o montante de dióxido de carbono emitido para cada unidade do PIB entre 40% e 45% até 2020; tendo como base de comparação os níveis de 2005. Essa meta implicava um grande esforço por parte do governo no incentivo ao desenvolvimento de tecnologias limpas.
No início de 2011, foi apresentado o 12º Plano Quinquenal que estabeleceu novas metas. Essas metas apontavam para um aumento da capacidade instalada de 150 GW para a eólica, 380 GW para a hidrelétrica e 20 GW para a solar.
Há duas agências governamentais que atuam no atingimento dessas metas. A primeira é a National Energy Administration (NEA), que aprova o financiamento e construção de todos os grandes projetos de energia, e a segunda é o Ministério de Ciência e Tecnologia, que acompanha as diversas pesquisas na área de energia limpa realizadas nos centros acadêmicos do país.
Por meio dessas duas agências, o governo chinês direciona os investimentos para o desenvolvimento do setor. O massivo investimento estatal tem permitido que a China avance em um ritmo extremamente vigoroso e difícil de ser acompanhado pelo setor privado em outras partes do mundo.
A capacidade instalada de energias renováveis (excluindo a hidráulica), que praticamente não existia na China a alguns anos atrás, vem dobrando desde 2005; ano em que foi promulgada a lei de Energia Renovável, que trouxe um sinal forte e de longo prazo à indústria chinesa. Embora a participação de energias renováveis seja pequena, a magnitude e a velocidade do crescimento são impressionantes. (…) O texto continua no Blog Infopetro.
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