De IraNews
Militares egípcios que apoiaram revoltas são condenados
Ativistas de direitos humanos e membros do chamado Movimento Revolucionário 25 de Janeiro deploraram nesta quinta (05) as várias condenações contra oficiais do Exército por apoiarem as revoltas populares durante e após o derrocamento de Hosni Mubarak.
Integrantes da Coalizão Juvenil Revolucionária (CJR) mostraram sua repulsa pela severidade das instâncias judiciais e do dirigente Conselho Supremo das Forças Armadas (CSFA) para o capitão e médico Amr Metwally e o major Ahmed Shoman.
Metwally foi sancionado na quarta-feira por uma corte militar a cinco anos de cárcere por “violar códigos da disciplina militar” quando se uniu em dezembro passado às manifestações em frente aos escritórios do premiê Kamal Ganzouri para exigir sua demissão.
Para ativistas sociais, carece de sustento o argumento da falha de que o médico vestia uniforme do Exército no momento de aderir às demonstrações, uma das mais violentas porque teve vinte mortos devido à repressão de policiais e soldados.
O tribunal, que também degradou a Metwally e lhe suspendeu a possibilidade de aspirar a alguma promoção dentro da instituição castrense, lhe condenou a três anos por se negar a obedecer ordens militares e se recusar a ir à sua unidade.
Ademais, a sentença argumenta que discutiu temas políticos e compareceu aos canais televisivos via satélites sem licença, usando uniforme do Exército fora de uma unidade militar.
O ex-capitão, que havia menos de um ano de integração junto ao órgão militar, depois de graduar-se na Faculdade de Medicina, purgará outros dois anos depois das grades por conduta militar indisciplinada, publicar em Internet parte de vídeos que o denigram vestindo uniforme e danar a moral do Exército.
A corte também condenou na terça-feira ao major Shoman a seis anos de prisão e trabalho forçado por se unir aos jovens que durante 18 dias de levantamento na Praça Tahrir (janeiro e fevereiro de 2011) fizeram renunciar a Mubarak, e reincidir em outro protesto em novembro.
Shoman foi detido no início do ano passado e depois indultado pelo chefe do CSFA, marechal de campo Mohamed Hussein Tantawi, como consequência de uma intensa pressão nas ruas com marchas de diferentes setores a favor de sua libertação.
O jovem oficial, ao que se lhe imputaram delitos similares aos de Metwally, repetiu sua solidariedade com a população que tomou a rua cairota Mohamed Mahmoud, onde morreram dezenas de rebeldes dias após a matança de 27 cristãos no distrito de Maspero.
Precisamente, um tribunal infantil de Assiut sancionou ontem à noite a três anos de cárcere a um adolescente copto daquela cidade por publicar em sua conta de uma rede social caricaturas ofensivas do Islã e do Profeta Maomé, e depois circular entre seus colegas de aula.
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