12 de junho de 2026

Intenção de consumo familiar volta a apresentar queda

Intenção de consumo apurada atinge menor patamar desde 2010

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Jornal GGN – A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) caiu 4,6% de abril para maio deste ano, segundo pesquisa elaborada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Essa foi a terceira queda consecutiva da ICF neste tipo de comparação e, ao atingir 69,9 pontos, o índice chegou ao menor patamar desde o início da série histórica, em janeiro de 2010. Em relação a maio de 2015, o indicador recuou 27,5%,em sua 41ª queda consecutiva.

Historicamente, a pesquisa mostra maior retração na intenção de compra de bens duráveis. Em maio, porém, o componente com a maior queda foi o nível de consumo atual, com retração de 8,7% na comparação com abril e 39,2% em relação ao mesmo período de 2015. A maior parte das famílias, 65,9%, declarou que está comprando menos que no ano passado.

Outros componentes ligados ao consumo também recuaram, com destaque para as compras a prazo, com queda de 5,6% na comparação mensal e de 33% em relação a maio de 2015. De acordo com a pesquisa, fatores como o elevado custo do crédito, o alto nível de endividamento e o aumento do desemprego são os principais motivadores da queda na intenção de compras parceladas.

Com 42,9 pontos, o componente Momento para Bens Duráveis teve uma queda de 3,7% em relação a abril e de 39,1% na comparação anual. A maior parte das famílias, 75,7%, considera o momento atual desfavorável para aquisição desse tipo de bem.

De acordo com a pesquisa, os indicadores relacionados ao emprego são os que apresentam as menores quedas na comparação anual. Contudo, assim como os demais componentes da ICF, todos estão na mínima histórica. Emprego Atual foi o subíndice que apresentou o menor recuo, com retração de 2,5% em relação a abril e de 15,0% na comparação anual. Com 100,2 pontos, é o único componente que se mantém acima da zona de indiferença (100 pontos).

Mesmo com perda de força da inflação e seus impactos sobre o volume de vendas, o contínuo encarecimento do crédito e a confiança fragilizada de consumidores e empresários levaram a CNC a reforçar a expectativa de que 2016 será o pior ano do setor varejista desde 2001. Segundo a entidade, a previsão é que o volume de vendas do varejo do ano apresente retração de 4,8% no conceito restrito e de 8,8% no varejo ampliado, que inclui os setores de automóveis e materiais de construção. 

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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