
Por André Araújo
AS RELAÇÕES BRASIL-ESTADOS UNIDOS NO RESCALDO DO IMPEACHMENT – A eleição de Lula em 2002 acendeu sinal vermelho em Washington. Temia-se que Lula fosse um novo Chávez em um País muito mais importante que a Venezuela, acentuando um processo de esquerdização da América Latina.
Os que conheciam Lula e o PT desde suas raízes em São Bernardo sabiam que não se tratava de um grupo da esquerda radical, mas não era essa a impressão que dava. Na época da fundação do PT, eu tinha fábrica em São Bernardo e o sindicato de nossos operários era o do Lula, além da empresa eu representava o sindicato patronal e conheci desde o primeiro ninho o PT e suas lideranças, sabia que era um sindicalismo não revolucionário embora desse impressão aos que olhavam de longe.
Nos primeiros anos do Governo do PT, de 2003 a 2006, as relações com Washington foram muito boas, para surpresa de muitos. Em Washington mandava o Governo Bush, do Partido Republicano, uma força diametralmente oposta ao que o PT representava. Como então se deram tão bem? Houve um acordo prévio que acertou inteiramente os ponteiros entre o Governo Lula e a presidência Bush. Esse acordo se deu em uma reunião sigilosa em São Paulo entre o então Subsecretário de Estado para o Hemisferio Ocidental, que tinha jurisdição sobre a América Latina, Otto Reich, e a cúpula do PT, reunião que durou 7 horas, com a presença da Embaixadora dos EUA em Brasília e do Cônsul Geral em São Paulo. Otto Reich não tinha só seu alto posto, mas era amigo íntimo da família Bush, desde o Bush pai, quando Otto assumiu a Operação Irã-Contras para proteger o então Presidente, a quem prestou inestimável serviço.
Nessa reunião, que se realizou em minha casa, uma agenda foi acertada e as relações nos três anos seguintes foram ótimas. A reunião deixou de ser sigilosa porque o longo relatório do Departamento de Estado foi vazado por Snowden ao Wikileaks (vide matéria).
Essas excelentes relações tiveram seu contraste dez anos depois com a despedida do Embaixador Thomas Shannon em março de 2013, quando o Itamaraty ofereceu o protocolar almoço de despedida ao Embaixador. A praxe diplomática é ser o Ministro de Estado o anfitrião a presidir o almoço, cujo ambiente deve ser o mais cordial posíivel, o homenageado comparece com sua esposa e seu staff. Nada disso aconteceu. Quem presidiu o almoço foi um diplomata de terceiro nível que puxou do bolso um discurso agressivo e descortês contra o País representado pelo Embaixador, que ficou chocado com a quebra do protocolo na hierarquia do anfitrião e no tom desproposital de seu discurso, que nessas ocasiões deve ser o mais ameno possível, afinal é um almoço de homenagem ao convidado.
A desfeita foi objeto de uma carta assinada pelo Secretário de Estado John Kerry à Presidente Dilma, que não mereceu resposta. Tampouco foi dada a Shannon a costumeira comenda da Ordem do Cruzeiro do Sul, que de praxe se confere a Embaixadores cessantes junto ao Governo brasileiro.
Repare-se que Shanon é um diplomata especial, adora o Brasil, fala português fluente e sua remoção de Brasília foi por um motivo muito especial, foi promovido a Subsecretário de Estado para Assuntos Políticos, cargo criado pelo lendário diplomata George Kennan. O cargo de Assuntos Políticos corresponde em qualquer chancelaria a um dos mais altos na hierarquia. Quer dizer, Shanon se despediu de Brasília pela sua elevação a um altíssimo cargo em Washington, mais uma razão para uma homenagem à altura, um almoço oferecido pela Presidente com a presença de vários Ministros seria “de rigueur”, Vargas e Juscelino convidavam habitualmente Embaixadores para almoço em palácio como forma de destacar a importância do diplomata, nós fizemos o contrário, humilhamos quem foi promovido.
A desfeita foi paga com a nomeação para Brasília da Embaixadora Liliane Alwayde, ótima pessoa, mas cujo maior cargo diplomático foi ter sido Embaixadora no Paraguai. Quer dizer, REBAIXARAM o Brasil ao nivel diplomático do Paraguai, a estatura do Embaixador indica a importância que o País representado atribue ao País onde o Embaixador é acreditado.
Na vasta ignorância de Brasília, ninguém percebeu essa vingança de Washington, talvez porque nem perceberam o recado sutil que exige alguma finesse para ser recolhido.
O Brasil é uma das principais Embaixadas dos EUA no mundo, e o rebaixamento de nível da representação mostra que deixou de ser importante para Washington, a próxima etapa seria ter a Embaixada chefiada por um Secretário ou Ministro Conselheiro, como em Caracas e La Paz, existe a Embaixada física, mas o chefe da Missão não é Embaixador.
As duas notas em sequência, a primeira três horas após o fim da votação no Senado, dando boas vindas ao novo Governo, o que implica em reconhecimento, são um contraponto às péssimas relações até ontem entre Brasil e EUA, que devem entrar em processo de recuperação.
As relações entre Brasil e EUA são cruciais para o Brasil, dentro do amplo guarda chuva das boas relações vem os investimentos e as iniciativas que revigoram nossa economia, o Brasil sempre foi o mais constante e maior aliado dos EUA na América Latina desde o Império, aliados nas duas guerras mundiais, o Brasil faz as vezes dos EUA na chefia de mais Missões de Paz da ONU do que qualquer outro País, processo que não foi interrompido nem com as más relações dos últimos anos, porque as Forças Armadas tem seu próprio sistema de relações com os EUA e o Conselho de Segurança da ONU. Para relançar sua economia, o Brasil precisa regularizar suas relações com os EUA, criando um ambiente pró-negócios e de colaboração comercial, financeira e tecnológica, atribuindo a essas relações a importância que eles merecem, independentemente de ideologia, o tema é de GEOPOLÍTICA de interesse do Brasil.
Cláudio Freire
13 de maio de 2016 10:56 amAproveito para falar do Temer
Aproveito essa postagem para dizer que o Miguel do Rosário, no blog O Cafezinho, publicou hoje matéria em que mostra Temer como um informante da embaixada americana.
Os documentos são do Wikileaks, e mostram Temer prestando informações políticas e de cunho comercial do Brasil.
O sujeito tem uma vocação de traidor realmente incontrolável.
Vejam:
http://www.ocafezinho.com/2016/05/13/wikileaks-michel-temer-era-informante-do-governo-americano/
rdmaestri
13 de maio de 2016 11:08 amEste comentário deve ser alçado a artigo no Blog.
Este comentário deve ser alçado a artigo no Blog e com relevância.
Alexandre Weber - Santos -SP
14 de maio de 2016 12:19 amAfinal o André é amigo de quem?
rdmaestri
13 de maio de 2016 11:02 amAndré, entre 2003 e 2013 aconteceram fatos que demonstraram ….
André, entre 2003 e 2013 aconteceram fatos que demonstraram uma verdadeira ruptura de qualquer protocolo firmado em 2003, como a espionagem da Presidenta Dilma e da Petrobras assim como outras ações nada protocolares do Governo Norte-americano em relação ao Brasil.
Ou seja, mais uma vez o cordeiro fica culpado por estar sujando a água do Lobo.
Uma coisa é certa, a política externa promovida pela Madame Clinton é por muito mais agressiva do que de Bush em relação a América Latina.
Vini
13 de maio de 2016 12:03 pmMas o próprio Snowden avisou
Como é possível um chefe de estado nao usar transmissoes criptografadas? Dizer que os EUA espionaram alguém que até um juiz de primeira instância de Curitiba conseguiu fazer é dourar a pílula. Esse governo foi muito displicente em relaçao a segurança de informaçao e contra-inteligência, cadê a ABIN? É fato que a Dilma, apesar de ter sido legitimamente eleita e ter sido de uma honestidade beirando a ingenuidade, ela parecia nao ter a plena consciência da atribuiçoes e responsabilidades, muitas vezes sutis, da posiçao que ocupava. Além disso, destrartar o embaixador de qualquer país é terrível, ainda mais de um país que sempre teve estreita relaçao com a nossa elite, coordenando golpes de Estado…
Roberto S
13 de maio de 2016 12:42 pmDE fato RD
O leilão de libra ficou como um espinho na garganta deles. Foi dificil para eles ficarem fora do seu “principal” parceiro nas américas. A Petrobras e muito, mas muito mais cobiçada que parece. De fato a Petrobras é a cereja do bolo. Quem vicer, verá. Assim que ela ficar sob o controle deles, os barões e condes voltarão a ser coronéis.
Vini
13 de maio de 2016 2:48 pmComo diz o Saul Leblon
A pasta de dente saiu do tubo, não tem como botar de volta. Eles podem tentar, bater, esfolar que não vão conseguir. Se não seguirem a marcha inevitável do progresso serão pisoteados pelo povo. É impossível conter uma enchurrada. A Dilma caiu com apoio massivo por não conseguir acompanhar o ritmo necessário, mesmo tendo sido legitimamente eleita, não vai ser esse aí com esse ministério de “notáveis” que irá conseguir. Pelos nomes escolhidos, a aniquilação das pastas sociais e o pronunciamento fraquíssimo, acho que o povo vai pedir novas eleições em menos de 180 dias…
joel lima
13 de maio de 2016 11:04 amIdeologia de quinta é uma
Ideologia de quinta é uma desgraça pro país. Aliás, o setor do governo que mais deve ter gritado de felicidade com a queda de Dilma foi o pessoal do Itamaraty. Dilma sempre mostrou um desprezo solene pela diplomacia. Acho que daria pra escrever um livro sobre as grosserias de Dilma nessa área. Aliás, a cintura dura de Dilma não poupou nenhuma área e é por isso que o país caiu nas mãos dum presidente que entrou numa máquina do tempo à la HG Wells vindo da época da república velha, no início do século XIX. Dilma não esteve à altura da tarefa que lhe caiu no colo.
Alexandre de Souza
13 de maio de 2016 11:14 amCerimonial>geopolítica ?
Embora reconheça que o cerimonial é instrumento fundamental nas relações diplomáticas, nos gestos de apreço, aproximação e esfriamento de relações, não posso concordar com a idéia de que o mal tratamento do embaixador que saia seja resposável maior pela nova nomeação e por um “rebaixamento” do Brasil. Ao contrário, acredito que no contexto da guerra híbrida, foi a Embaixadora Liliane Alwayde, que após ótimos serviços prestados nos no Paraguai (justamente na época da deposição de Lugo), “subiu” para o Brasil. Coincidência ou não, quem assumiu ontem o governo federal tem objetivos claros de aproximação (um belo eufemismo) com os EUA, incluindo aí a questão do petróleo. Ressalte-se ainda o casoda espionagem, acima citado. Não, não foi apenas um questão de protocolo, o protocolo é que talvez tenha demonstrado uma reação ao episódio que maculou a soberania nacional.
Guimarães Roberto
13 de maio de 2016 11:36 amPermita-me discordar.
Pra mim o que azedou as relações Brasil/EUA foi o anúncio da descoberta do pré-sal em 2007. O governo americano, desde então, ficou preocupado com o poder futuro que teria um partido, considerado por eles, de esquerda administrando tamanha riqueza. A imediata modificação na lei que regulava a exploração do petróleo em nosso país serviu para informar ao mercado dessa commodity que a administração teria como objetivos a segurança energética independência e soberania nacionais. Os EUA e demais países centrais sabem muito bem que todos os parques industriais ao redor do mundo são mantidos em funcionamento pelo petróleo. Toda a geopolítica tem como objetivo a garantia de acesso às fontes produtoras desse bem insubstituível para que suas indústrias não tenham que ser paralisadas. Aquela nação já bancou até guerras contra países menores, em população e território, com a finalidade de acesso às fontes produtoras. Como agir com o Brasil? Não podendo ser invadido, optou-se pelos outros 3 itens já conhecidos, que são, diplomacia, suborno e desestabilização econômica e política. A embaixadora foi, pra mim, promovida porque havia comandado o mesmo tipo de golpe em Honduras e no Paraguai. O Brasil seria, para ela, um novo desafio. Feitas as tratativas iniciais, o plano foi colocado em ação e agora vemos o seu desfecho. Para o sucesso, aquela nação contou com os brasileiros não patriotas, os que não possuem a noção de Nação e que já haviam prestado serviços durante o processo de privatização de nossas empresas e riquezas durante os governos neoliberais que tivemos por aqui. Muito provavelmente assistiremos daqui para a frente a modificação na lei que regula a exploração do petróleo para que as 7 irmãs tenham acesso à nossa fonte produtora e garanta, para os países centrais, mais décadas de parques industriais em funcionamento. Perderemos nossa segurança energética, independência e soberania nacionais. Perderemos, de novo, o bonde da história.
Renato Lazzari
13 de maio de 2016 12:14 pmA questão não é o que os EUA
A questão não é o que os EUA têm a nos oferecer, é o preço que cobram, e o pior, o preço que os golpistas brasileiros estão dispostos a nos fazer pagar. Não há absolutamente nada que os EUA nos ofereçam que outros países não nos ofereçam também, nem em tecnologia nem em investimento, com a diferença de que outros países não nos cobram abrirmos mão de nossa soberania e independência. O programa FX-2 é exemplo.
Isso sem falar nas diferenças culturais entre nosso povo e o povo dos EUA. A cultura, o jeito de viver de um povo, não se pode mudar por decreto. Nosso povo gosta, por exemplo, de leis que protegem o trabalhador, leis que empresas estadunidenses costumam desprezar e ainda por cima subornar nossa justiça do trabalho. O SindFast é um exemplo.
Os EUA não são um país amigo, têm histórico de bandidagem contra nós e contra outros países, e não atende aos nossos interesses nacionais nem comerciais nem GEOPOLÍTICOS.
Andre Araujo
13 de maio de 2016 1:41 pmAs diferenças culturais entre
As diferenças culturais entre brasil e EUA são muito menores que as semelhanças, o Brasil é o Pais mais parecido com os EUA nas Americas, no modo de vida, na visão de mundo, os Consulados americanos no Brasil emitem mais vistos para brasileiros que querem visitar os EUA que em qualquer outro Pais do mundo, em 2012 o Consulado de SP emitiu mais de um milhão de vistos, há 220 mil estudantes brasileiros nos EUA, das 500 maiores empresas americanas, 476 tem negocios no Brasil, as relações historicas entre o Brasil e EUA são de um nivel muito mais elevado do que os EUA tem com qualquer outro Pais das Americas, mesmo com o Mexico.
As multinacionais de origem brasileiras tem hoje ativos de mais de cem bilhões de dolares nos EUA, com forte presença nos setores de cerveja, refrigerantes, aço, cimento, carne bovina, suina e de frango.
As relações do Brasil com os EUA não são comparaveis com outros paises, nunca foram, são de uma naturza especial desde o Imperio, basta conhecer a Historia do Brasil.
Plínio J. V. Lins
13 de maio de 2016 2:46 pmAlto lá, AA
Não se deve hostilizar as postagens do AA, apenas saber filtrar. Quando ali está o excelente narrador de fatos históricos, eventualmente testemunha e até protagonista, é uma coisa. Quando está o lobista de Washington, é outra.
AA, “esquecer” no seu post que tudo adveio da agressão, humilhação pública e arrogância dos EUA ao serem pilhados em flagrante espionando e até grampeando a Dilma… aí também é demais, convenhamos. Até na ONU isso foi publicamente denunciado pela Dilma! E você faz de conta que nada houve, que foi uma grosseria gratuita, e ainda quer repreender o Brasil pela “desfeita” de reagir em defesa da soberania e da vergonha na cara!
Andre Araujo
13 de maio de 2016 1:42 pmAs diferenças culturais entre
As diferenças culturais entre brasil e EUA são muito menores que as semelhanças, o Brasil é o Pais mais parecido com os EUA nas Americas, no modo de vida, na visão de mundo, os Consulados americanos no Brasil emitem mais vistos para brasileiros que querem visitar os EUA que em qualquer outro Pais do mundo, em 2012 o Consulado de SP emitiu mais de um milhão de vistos, há 220 mil estudantes brasileiros nos EUA, das 500 maiores empresas americanas, 476 tem negocios no Brasil, as relações historicas entre o Brasil e EUA são de um nivel muito mais elevado do que os EUA tem com qualquer outro Pais das Americas, mesmo com o Mexico.
As multinacionais de origem brasileiras tem hoje ativos de mais de cem bilhões de dolares nos EUA, com forte presença nos setores de cerveja, refrigerantes, aço, cimento, carne bovina, suina e de frango.
As relações do Brasil com os EUA não são comparaveis com outros paises, nunca foram, são de uma naturza especial desde o Imperio, basta conhecer a Historia do Brasil.
Renato Lazzari
13 de maio de 2016 2:55 pmSim, não dá prá dizer que
Sim, não dá prá dizer que parte do povo brasileiro reflete sobre o aliciamento “cultural” dos EUA. Há uma parte que simplemente compra a propaganda estadunidense sem refletir. E se coloco “cultural” entre aspas é porque a cultura de um povo vai muito além de simplesmente repetir trejeitos e modas. Cultura não se cria de cima para baixo, através de propaganda comercial e ideológica, cultura é manifestação espontânea.
Mas Nelson Rodrigues já definia com precisão a esquizofrenia que causa esse tomar propaganda comercial e ideológica como se fosse cultura, esse desvínculo da pessoa consigo mesmo e com sua codadania: complexo de vira-lata.
Cultura não tem nada a ver com negócios… Gregory Ryan e sua luta insana para fazer brasileiro comer fora de casa no café da manhã e ainda por cima bacon e ovos que o diga.
Agora dizer que somos “especiais” para os EUA, precisa definir o que significa “especial”. A ver o jeito como os EUA têm invadido o Brasil e sequestrado as nossas iniciativas de independência e soberania, creio sim é que temos tido pessoas especialmente traidoras entre nós, brasileiros. Vínhamos sendo “especialmente” fáceis de sermos aliciados até os governos do PT. E eis o ponto principal, André: os EUA nos querem como parceiros, sim, mas não aceitam parceria de igual para igual e nem aceitam abrir mão de recursos e subterfúgios escusos, de tramas secretas, para que mantenhamo-nos no papel que eles acham que deve ser o nosso.
Não me sinto nem um pouco lisonjeado pelo fato dos EUA nos quererem como “parceiros”, nunca achei legal ser parceiro de bandido;
JSFMarcelo
13 de maio de 2016 12:20 pmJá havia visto o comentário
Já havia visto o comentário do André sobre a saída desse embaixador, como isso estragou as real ações com o Estados Unidos. Ao meu ver têm muitos mais fatores do que essa desfeita feita pelos brasileiros ao embaixador, os Estados Unidos trabalham para suas corporações e jogam para vencer, não duvido que tenham orquestrado a queda de Dilma. Um governo de direita que queira ser colonia norte americana é muito melhor que um governos de esquerda que queira ser visto como uma nação forte mundialmente. Fato é que no jogo geopolítico os americanos são infinitamente melhores que os brasileiros, a derrota era clara.
Francisco de Assis
13 de maio de 2016 12:43 pmSó falta o cidadão manipulador de datas dizer que …
Só falta o cidadão manipulador de datas dizer que …
Primeiro o cidadão, por algum motivo, manipula datas, pois não foi em março de 2013, e sim em setembro de 2013, que Shannon caiu fora do Brasil. Bem depois que Snowden revelou – no primeiro semestre de 2013 – a putaria tazunidense de espionar o Governo, a Presidenta, a Petrobras e o diabo a quatro no Brasil. Vai ver que o cidadão, notório vira latas, queria também que o Governo brasileiro pedisse desculpas ao Tazuni por não ter facilitado mais ainda a sua bandidagem espionadora. Vai ver que o cidadão vira latas acha que Shannon era um homem correto que jamais ajudaria e participaria dessa espionagem. Na ocasiãio, o Tazuni recusou-se a pedir desculpas ao Brasil pela bandidagem. Vai ver que, para o cidadão, isto também foi culpa do Brasil, que não pediu as desculpas de joelhos, ou de pés descalços, como no governo do ídolo do cidadão, o bandido entreguista FHC. Aí o cidadão cobra que o governo espionado do Brasil devia dar uma despedida de luxo para Shannon. Ah, cidadão, vá… catar coquinhos.
Léo.
13 de maio de 2016 2:06 pmEngano Apenas
Assis, você tem razão. O tal almoço foi em setembro, a folha contou a história**.
Mas continuo gostando do Araujo. Gostando muito na verdade. Suas análises abalam profundamente meu modo de ver o mundo (talvez por isso encare o erro como lapso).
**
http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2013/11/1369390-tratamento-dado-por-brasil-a-embaixador-desagrada-aos-eua.shtml
Francisco de Assis
13 de maio de 2016 5:19 pmA data pode ser um lapso, mas o vira-latismo tem mais de 70 anos
A data pode ser um lapso, mas o vira-latismo tem mais de 70 anos
Observando-se também que, se o almoço tivesse sido em março, antes das revelações de Snowden, aí sim teria sido uma falha brutal da diplomacia e do governo brasileiros e o André teria razão. Já em setembro, com a bandidagem tazunidense conhecida, seria totalmente diferente, como expus. Por isto que fiz a referência à data, mas, quanto a isso, não há porque duvidar da boa fé do André Araújo, a quem chamo respeitosamente de cidadão.
Paulo Figueira
13 de maio de 2016 12:46 pmQualquer cidadão latino
Qualquer cidadão latino americano que conheça minimamente a História do continente e da região não pode ver os EUA como nação amiga, muito pelo contrário.
mauro sp
13 de maio de 2016 12:47 pmgrampo não conta?
Não podia ser omitida a informação que o eua grampeava a presidente, por isso que a relação desandou…mesmo sendo grampeada, vamos ficar nos rebaixando? Como no paraguai, está claro o dedo dos eua na queda da presidente…voltamos a ser a república de bananas
José Carlos Lima...
13 de maio de 2016 12:47 pmMesmo que tenha sido tratado
Mesmo que tenha sido tratado com desdém, não se justifica a revanche de Shanon, na verdade creio que seja apenas coincidência tais fatos que o AA relata e o que ocorre neste momento, pois o golpe já vinha sendo tramado
Golpe no Brsil, uma conexão internacional
http://altamiroborges.blogspot.com.br/2016/05/a-conexao-internacional-do-golpe-no.html
Andre Araujo
13 de maio de 2016 1:28 pmShannon não fez nenhuma
Shannon não fez nenhuma revanche, continua sendo um grande amigo do Brasil, o establishment diplomatico de cada Pais REAGE a sinais de outro Pais, o Departamento de Estado simplesmente reagiu ao sinal que o Brasil na despedida do Embaixador americano mostrou seu total desprezo pelas boas relações com os EUA, a reação de Washington foi absolutamente regular, o Brasil fez o mesmo em 1947 quando Embaixador do Brasil em Moscou foi maltratado, cortou relações com a URSS.
José Carlos Lima...
13 de maio de 2016 2:30 pmRespeito sua opinião mas não concordo
Respeito sua opinião AA, sou grato pelo seu empenho contra o golpe midiático-penal quando do “mensalão” e da Lava Jato bem como seu papel na aproximação do nosso pais quando da vitória de Lula,,,sim,,,mas nesse ponto (das boas intenções do Tio Sam) não posso concordar de jeito nenhum….esses funcionários americanos são todos muito cordiais, vc tem razão,,,mas essa “cordialidade” faz parte do serviço sujo,,.eles são craques nisso, faz parte do knhow de defesa dos interesses nacionais e da sua geopolitica invisível que o diga Carmem Miranda…no entanto tem um cronograma a seguir e o seguiram tanto em 1964 como agora em 2016, isso é fato,..
A nova embaixadora (terrorista) dos Estados Unidos no Brasil, Liliana Ayalde
Nova embaixadora dos Estados Unidos chega dia 16 a Brasília
A nova embaixadora dos Estados Unidos no Brasil, Liliana Ayalde, desembarcará em Brasília segunda-feira (16). A diplomata chega ao Brasil em um momento de tensão com os Estados Unidos em decorrência das denúncias de espionagem, por agências norte-americanas, à presidenta da República, às autoridades, aos cidadãos e, mais recentemente, à Petrobras.
A embaixada norte-americana examina a possibilidade de Liliana Ayalde fazer uma declaração à imprensa – sem perguntas dos jornalistas – após o desembarque. Porém, a iniciativa ainda está em discussão.
Ayalde substitui o embaixador Thomas Shannon, que ficou no posto três anos e meio e deixou Brasília no último 6. A substituição estava prevista há três meses. Diplomata de carreira, ela serviu no Paraguai e na Colômbia e demonstra conhecimento sobre a América Latina, a exemplo de seu antecessor.
Liliana Ayalde é “cria” da USAID
Ayalde tem extensa experiência dentro da agência de cooperação USAID, na qual trabalhou durante 24 anos e pela qual foi diretora de missão em Nicarágua (1997-1999), Bolívia (1999-2005) e Colômbia (2005-2008). A USAID é utilizada pelo governo norte-americano como fachada para espionagem e corrupção de políticos e governantes.
Recentemente o presidente da Bolívia, Evo Morales, anunciou a expulsão do país da representação da Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional (USAID), que operava desde 1964, sob a acusação de conspiração e interferência em assuntos políticos internos.
Evo Morales denunciou que a agência americana está na Bolívia “com fins políticos e não com fins sociais”.
“Não precisamos de algumas instituições da embaixada dos Estados Unidos que continuam conspirando contra este processo, contra o povo e, em especial, contra o governo nacional”, afirmou na época Evo.
“Nunca mais a USAID, que vai manipulando, que vai utilizando nossos irmãos dirigentes, que vai usando a alguns companheiros de base com esmolas”, insistiu diante de milhares de pessoas no Dia do Trabalho, evento que aproveitou para anunciar diversas medidas a favor dos trabalhadores.
Nascida em Baltimore em 1956, com raízes latinas e domínio do idioma português, ela trabalhou como embaixadora dos Estados Unidos no Paraguai de 2008 a 2011, onde participou ativamente da formatação do golpe parlamentar que derrubou Fernando Lugo da presidência.
Certamente ela participará ativamente de maquinações e espionagem para tentar sabotar os esforços dos líderes democráticos que lutam pela construção de uma América Latina mais unida, através do Mercosul.
http://burgos4patas.blogspot.com.br/2013/09/a-nova-embaixadora-terrorista-dos.html
paulo vi
13 de maio de 2016 12:55 pmSr. André, aprecio demais
Sr. André, aprecio demais suas postagens pois são em ricas em informação, cultura e modo de vida. Quanto as relações do Brasil e Estados Unidos me parecem sempre de senhor e servo, tal como agora ficou claro. O que eu lamento é que não viverei para assistir ao declínio que percebe-se claramente, o problema é que talvez antes de morrer ‘êles’ levem a humanidade junto. Um abraço!
Lucinei
13 de maio de 2016 1:09 pmUi, que “chique”!
Ui, que “chique”!
Até parece que o nome da embaixadora que estava in loco no golpe paraguaio foi decidido POR CAUSA de melindres de salão, e não ANTES, bem ANTES.
… Mas se as “fontes” do AA no departamento de estado dizem que sim…
Acho que da reunião de 2003 ele só contou o que ocorreu no salão. Falta comentar o papo do banheiro e do quarto da empregada.
A espionagem, “absolutely”, não tem nenhum significado maior nessa história. Aliás, deve ser coisa “muito fina” no “jargão diplomático”.
Andre Araujo
13 de maio de 2016 1:23 pmA Embaixadora Liliane Alwayde
A Embaixadora Liliane Alwayde NÃO estava em Assunção quando Lugo caiu.
Ela inha deixado de ser Embaixadora no Paraguai no ano anterior à queda de Lugo.
Alan Meira
13 de maio de 2016 1:39 pmEla saiu três mes antes de um
Ela saiu três mes antes de um golpe que durou poucas horas. O golpe não foi planejado em 3 meses.
Coincidencia: poucos dias depois esse almoço, a denuncia:
http://oglobo.globo.com/mundo/eua-espionaram-milhoes-de-mails-ligacoes-de-brasileiros-8940934
Andre Araujo
13 de maio de 2016 8:09 pmLugo caiu em 22 de junho de
Lugo caiu em 22 de junho de 1012, a Embaixadora Liliane Alwayde deixou a Embaixada em agosto de 2011, portanto dez meses antes mas fica uma curiosidade EM QUE a Embaixada poderia, se fosse real, ter interferdo? Qial a forma da intervenção? Como se faria ? Pessoas brincam com a fantasia.
José Carlos Lima...
13 de maio de 2016 1:47 pmMas esteve…e
Mas esteve…e tramou…
“Lugo não estava errado ao indagar o embaixador americano sobre seu futuro quando convidado para o 4 de julho. Afinal, o apoio dos EUA é fundamental para o futuro de qualquer governo naquele país. As reticiências dos americanos em relação à sua presidência foram bem descritas pela antecessora de Thessin na embaixada, Liliana Ayalde, que escreveu em telegrama enviado em 7 de dezembro de 2009, e vazado pelo Wikileaks: “Temos sido cuidadosos em expressar nosso apoio público às instituições democráticas do Paraguai – não a Lugo pessoalmente”.
http://apublica.org/2013/02/paraguai-os-eua-impeachment/
José Carlos Lima...
13 de maio de 2016 1:51 pmEssa senhora não é flor que
Essa senhora não é flor que se cheire,,,..onde ela põe os pés é golpe na certa,,,por onde ela passa, pode esperar…por falar nisso, qual será o próximo destino dessa senhora de aparência tão inofensiva…como diriam: recatada…rsss
http://burgos4patas.blogspot.com.br/2013/09/a-nova-embaixadora-terrorista-dos.html
Catharina RJ
13 de maio de 2016 1:32 pmFiquei mais fã de Dilma
Fiquei mais fã de Dilma agora. Reagiu à altura as investidas pré-golpistas norte-americanas.
andre B
13 de maio de 2016 1:37 pmmeu xará cortejanto o ‘governo provisório’ de Temer?
“ambiente pró-negócios”. ‘regularização das relações com os EUA’, ‘independencia da ideologia”: O último paragrafo desse post parece uma declaração de apoio velada ao governo Temer. Ao que parece não vai demorar muito para muita gente ‘embarcar’ no apoio ao ‘governo provisório’, enfim, interesses são intere$$e$
wendel
13 de maio de 2016 1:45 pmEntão…………..
Pela hora em que o AA postou seu artigo, e os comentários postados até agora já somam dez, eu acredito que serão muitos…. ,
Tb posto o meu. O AA, deveria ser investigado pois suas colocações sempre são a favor do império, e algumas outras considerações/criticas que faz, qdo cita o mesmo, são apenas para dourar a pilula.
Eu o considero um quinta-coluna. Nada mais !!!!!!!!!!!!!!!! Ainda que com algum conhecimento da história oficial !!!!! que diga-se de passagem, não passa de embromação !!!!!!!!!
Então………………
Andre Araujo
13 de maio de 2016 2:33 pmEm mais de uma dezena de
Em mais de uma dezena de artigos aqui no blog fiz pesadas criticas ao tipo de colaboração que o Ministerio Publico Federal
tem estabelecido com o Departamento de Justiça dos EUA, tema que foi tambem objeto de um programa BRASILIANAS do Luis Nassif do qual participei. Essa colaboração só traz prejuizos ao Brasil, ganho aos EUA e jamais deveria ser operada dessa maneira, sem levar em conta os interesses nacionais do Estado brasileiro.
Minha visão é de “realpolitik”, de politica nos seus termos reais e não de delirios ideologicos ou fantasias conspirativas.
O Brasl tem que defender os interesses do Estado brasileiro e não de grupos e corporações, a visão tola deslocada da realidade leva diagnosticos errados e politicas toscas.
Precisamos dos EUA e eles precisam de nós, o terreno é para acordos onde cada um deve defender seus interesses.
José Carlos Lima...
13 de maio de 2016 1:49 pmO golpe começou em 2008
[video:https://www.youtube.com/watch?v=qRz-hWqSCCU%5D
O GOLPE COMEÇOU A SER GESTADO PELOS EUA EM 2008 – na sequência temos o vazamento do escandalo da espionagem, por Snowden,,..depois a direita se apropriou do movimento do MPL e como provocação criou o MBL, um trocadilho com MPL como forma de que a direita havia chegado, uma direita entreguista e mercenária financiada por interesse públicos e privados americanos..depois temos, em setembro de 2013, a embaixadora golpista(clique aqui) sendo transferida para o Brasil, apos concluirem o golpe no pais vizinho…por falar nisso, qual o próximo pais onde ela será lotada…rsssVoltando ao fio da meada:temos em 2008 um EUA preocupado com a ousadia do Brasil nos vários campos do desenvolvimento, como por exemplo na área da defesa, como pode um pais que era quintal dos EUA passar a competir no campo da geopolitica e do comércio exterior como essa empreendida pelo “Cara” ah sim, agora dá prá entender que Obama já sabia que Lula iria longe, dai o elogio, só que por trás trazia uma faca a ser enfiada nas costas do Lula para conte-lo dai o momento pelo qual estamos passando, em que a caçada a Lula lembra a caçada a Bin Laden.,…temos uma midia que ao invés de informar provoca sensações e salivações e o que há no ar é um bando de inocentes úteis salivando só de pensar em verem Lula preso
José R C Martins
13 de maio de 2016 1:56 pmas Forças Armadas tem seu próprio sistema de relações com os EUA
O comentário é esclarecedor das doenças que padecemos. Um dos primeiros atos de Temer: recriar o GSI e colocar a inteligência de estado de volta sob os militares. Eles têm uma relação especial e direta com o governo americano, assim como a Polícia Federal.
José Carlos Lima...
13 de maio de 2016 2:27 pme com a Mossad, sempre citada
E com a Mossad, sempre citada pela familia que dirgiu a Casa da Morte de Petropolis e sempre conspirou, inclusive contra Vargas e que ocupará o GSI do TEMERoso,,..será que mesmo diante desse abismo não se conseguirá que 3 senadores desistam da derrocada deste pais e optem pela via eleitoral e da democracia
https://jornalggn.com.br/noticia/xadrez-do-governo-temer-e-o-fator-militar
Juliano Santos
13 de maio de 2016 2:27 pmÉ um previlégio ter o AA como
É um previlégio ter o AA como colaborador do blog do Nassif e podermos debater com ele. Ele trás informações de quem viveu parte da história de dentro dos acontecimentos. Muito interessante esses detalhes sobre como o Lula e o Bush acertaram um convívio pacífico.
No entanto, fecho com o Alexandre Souza abaixo. Cerimimonial tem lá sua importância nas relações entre países, não deixa de ser uma mostra de como um se sente em relação ao outro. Mas os EUA não vão deixar de sentir-se ameaçado pelos Brics, nem se o Brasil tratasse o embaixador como a rainha da Inglaterra.
Tudo que os EUA fazem e farão nas relações com o Brasil está ligado ao fato do Brasil ter se unido à China e Rússia no tabuleiro delicado da geopolítica. Já criaram um banco e pensam numa moeda para concorrer com o dollar. Isso é o que conta.
Raul Abreu Leite
13 de maio de 2016 3:02 pmuai!
Andre Araujo, te adoro cara. Mas perai, pelo seu ponto de vista pareceu que o Brasil não tem o direito de tratar com até devido e singelo repúdio, de bastidores, à enorme ofensa direta norte-americana, mas o EUA tá certinho em rebaixar o Brasil, por este ínfimo ato? Só me atendo ao texto, a sua visão eu creio que tá tão equivocada, que desulpa, se promove à ‘parcial’. Quem tá de mimimi, na própria narrativa que você construiu foram eles, querido! Com toda vênia (…rs) do mundo!
Andre Araujo
13 de maio de 2016 11:48 pmhttps://jornalggn.com.br/notic
https://jornalggn.com.br/noticia/os-estados-unidos-e-as-causas-internacionais-por-andre-araujo
Meu caro, aqui no Blog existem mais de 35 artigos meus de CRITICAS à politica externa dos Estados Unidos, portanto não sou tão parcial. O maior critico historico da politica externa americana foi George Kennan, o maior diplomata americano no Seculo XX, cujas memorias estimulei a TopBooks a publicar e recomendo sua leitura.
A estupidez e cegueira da politica externa americana é lendaria, sua aliança incondicional a Israel é inacreditavel,
eles cometem mais erros que acertos mas atribuir a eles golpes puramente domesticos é um delirio, eles simplesmente não tem essa capacidade de ação. Tenho um amigo americano que vem ao Brasil há 40 anos, não sai do aeroporto a não ser em carro da firma com motorista, tem medo de tomar taxi em Guarulhos, em São Paulo só sai para jantar se for com algum amigo brasileiro que o leve a um restaurante, se não tiver só come no hotel, não pisa na calçada sozinho.
Esse cara aposentou-se na CIA como um dos principais Diretores e foi inclusive Residente no Brasil na decada de 70.
Um cara desse tem capacidade de criar um golpe? Só rindo.
Raul Abreu Leite
14 de maio de 2016 12:40 amCerto!
Realmente! Ri graciosamente pela construção ao final da sua resposta.
Aguardei tão ansioso, que quase dei um ‘DDOS’ na página do Nassif, de tanto F5 rs
Obrigado, pela resposta, sempre bem embasada, meu caro. Acredito na sua idoneidade, e imagino quão árdua seja a tarefa que lhe é atribuída ao escrever neste espaço, contendo tais convicções sobre o tema.
Me ajudou de quebra, com algumas peças nesse vasto quebra cabeça, que é compreendê-lo (tenha por elogio).
Claro que a resposta expandiu ainda mais o assunto em minha mente, o que é excelente, porém também suscita ainda muito mais perguntas, que creio ser mais razoável fazer sob demanda.
Grande Abraço!
Raul Abreu Leite
14 de maio de 2016 12:42 amPS.
Acato suas sugestões.
Diogo Costa
13 de maio de 2016 3:52 pmTexto ridículo baseado numa premissa assustadoramente falsa
Esse texto é ridículo e parte de uma premissa absurdamente falsa. A premissa é mentirosa dos pés até a cabeça e por isso o texto, lamentavelmente, não tem serventia nenhuma.
O embaixador Thomas Shannon não deixou o Brasil em março de 2013. Isto é uma ridícula e grosseira MENTIRA DESLAVADA. Este embaixador deixou o Brasil em setembro de 2013! Ou seja, 06 longos meses depois do que o articulista, de forma rigorosamente falsa, coloca em seu texto.
Ele deixou o Brasil em função do ESCÂNDALO de espionagem dos EUA, espionagem essa feita contra Dilma, contra a Petrobras e contra altos funcionários públicos brasileiros.
Ele saiu porque o governo Obama espionou o governo brasileiro, fazendo sabotagem industrial e coletando dados que depois seriam usados inclusive na Operação Lava Jato.
Em qualquer outro país o embaixador dos EUA, numa situação similar, seria simplesmente EXPULSO deste mesmo país. O texto de Andre Araujo, como disse logo acima, é imprestável e não tem serventia nenhuma.
Este texto falso, baseado em premissas assustadoramente falsas, é uma vergonha completa para um blog como o GGN.
Só faltou o autor do texto dizer que o Brasil deveria aceitar a permanência de Thomas Shannon depois do ESCÂNDALO de espionagem do qual fomos alvo em meados de 2013…
Maurici Aazevedo
13 de maio de 2016 5:25 pmFabricar o convencimento…
Poder-se-ia dizer que houve pouca felicidade em conduzir o processo de espionagem de que foi alvo o pais e sua presidenta mas, querer induzir enganos e distorções aos fatos que levaram o embaixador norte-americano a se retirar do nosso país; é leviano.
Chutaram o balde, meteram a mão na massa e agora tentam convencer à população brasileira dos seus pseudos acertos. Foi e é golpe…
Andre Araujo
13 de maio de 2016 5:58 pmCOMENTARIO DOS COMENTARIOS –
COMENTARIO DOS COMENTARIOS – 1.DATA da saida de SHannon, erro de digitação pelo que me desculpo.
2.DIPLOMACIA é a defesa dos interesses nacionais no seu sentido mais amplo, diplomacia não é RETORICA OU IDEOLOGIA, diplomacia não se presta a bravatas, grosseria ou mau humor. Os mestres da diplomacia jamais se deixaram envolver por passionalismos, vinganças ou vaidades, cito Talleyrand, Metternich. Cavour, Pozzo di Borgo, Kennan, Stalin, Chu En Lai.
Maltratar diplomatas NÃO é instrumento de mostrar desacordo com as politicas de outro Estado, é apenas prova de má educação, os protocolos da diplomacia prevalecem até no meio de guerras e entre inimigos, se observam protocolos de cortesia até na assinatura de rendição em guerras mundiais.
3.ESPIONAGEM : todos os Estados espionam outros o tempo todo. Se ser espionado torna um Estado inimigo de outro faria o mundo estar em guerra permanente. A espionagem do NSA teve como alvo o mundo inteiro, não só o Brasil, nossa reação foi legitima como foi a de outros paises como a Alemanha, mas a nossa PASSOU DO PONTO, foi caipira e tosca, fez beicinho, estou de mal, coisa de criança. Deu bronca, cessou a espionagem, assunto encerrado.
Os sistemas de comunicação eletronicos usados pelo mundo inteiro são invenção americana e tem sua base tecnologica e operacional nos Estados Unidos. Em tese os EUA podem ler todas as mensagens via internet, como podem saber de todas as transferencias bancarias que se processam no mundo porque todas passam pelos EUA. Então a espionagem da NSA esá dentro do esperado, não deveria ser surpresa, cada Pais que se defenda como puder.
4.PETROLEO – Tem gente vivendo na lenda do pre-sal, uma reserva que nem chega a sser média, é de apenas 14 bilhões de barris (está no site da PETROBRAS), de extração cara e arriscada, pode ou não ser um bom negocio para empresas de petroleo, nunca foi uma “maná” como a propaganda politica vendeu, no ultimo leilão não apreceu nenhuma “major” porque o preço do barril não é estimulante e os EUA tem uma politica de AUTO SUFICIENCIA em petroleo que os fazem não mais considerar petroleo produzido fora dos EUA. Apesar de tudo isso ser de AMPLO CONHECIMENTO GERAL, muitas pessoas crédulas continuam repetindo bordões antigos do pre-sal, “”que o mundo inteiro está de olho etc””, pura balela, o pre-sal é uma reserva modesta e cara , nunca foi uma mega , só a reserva da Franja do Orinoco na Venezuela tem 576 bilhões de barris, quase 40 vezes maior que a do pre-sal.
5.GOLPE : Outra lenda, o “golpe dos EUA no Paraguai” não faz o menor sentido logico, qual o INTERESSE ESTRATEGICO DOS EUA NO PARAGUAI? dar golpe para que? Os golpes de Estado onde se admitia, muitas vezes era pura fantasia, intervenção dos EUA foram parte da GUERRA FRIA, da mesma forma que a URSS patrocinava intervenções como existiram na Hungria, na Tchecoslovaquia, na Polonia, na Alemanha Oriental, em Angola, em Cuba,
no Cambodja. Os golpes onde realmente os EUA tiveram intervenção durante a Guerra Fria foram Irã, Guatemala, Republica Dominicana, Panama, outros foi lhes atribuido pela maquina de propaganda do Comintern mas os EUA nunca foram bons nisso, como eram os britanicos, faltava-lhes sutileza e conhecimento do ambiente local., o grosso dessa historia de “golpes da CIA” é pura ficção mesmo porque a CIA é muito ruim no ramo. Não confundir golpe no sentido operacional com “simpatia” de Washington por certo grupo politico em cada Pais, “simpatia” é algo que qualquer governo pode ter em relação a um grupo de outro Pais, o governo petista brasileiro tiem por exemplo grande simpatia pelo chavismo venezuelano, isso não significa o Brasil ser parte de golpe, nesse campo como qualquer narrativa não requer provas, surge o terreno para lendas, como a de que Peron financiava Vargas nas eleições de 1950, tese levantada por Carlos Lacerda.
6.INTERESSE DO BRASIL NOS EUA – O Governo brasileiro, seja de que partido for, tem interesses naturais nos EUA,
a partir da base de nossa economia onde os investimentos dos EUA somam quase 300 bilhões de dolares no Brasil e os do Brasil nos EUA somam mais de 100 bilhões de dolares, alem das reservas do Banco Central lá aplicadas, o Brasil é o quarto comprador de titulos do Tesouro americano, os EUA são de longe o maior comprador de PRODUTOS MANUFATURADOS do Brasil, só a Caterpillar exporta um bilhão de dolares de peças fabricadas no Brasil para sua matriz americana, a China não compra nada de manufaturados, portanto os EUA são importantes para dar emprego no Brasil.
O Brasil politicamente é um alaido chave dos EUA na America Latina desde a Republica de 1889, cuja constituição foi copiada dos EUA, bem cmo o nome (Estados Unidos do Brasil) e a Suprema Corte, o sistema bicameral e muitas outras instituições. Esse satatus de ALIADO PRINCIPAL que o Mexico e a Argentina, por exemplo, nunca tiverm, é um VALOR DIPLOMATICO ENORME para o Brasil e que qualquer governo inteligente deve aproveitar.. Esse posição geopolitica unica nos vale ser o Pais SEMPRE indicado pelos EUA para compor ou comandar as principais missões de Paz criadas pelo Conselho de Segurança da ONU, hoje o Brasil integra 9 missões e comanda a maior de todas, a do Congo.
7.CHINA – Mais uma ilusão permamente. A China NAÕ é adversaria dos Estados Unidos, a China é uma grande aliada dos EUA, o mercado americano é a base das exportações chinesas, as reservas cambiais da China estão nos EUA,
há contenciosos pontuais mas o INTERESSE ESTRATEGICO da China está ligado aos dos EUA. Por outro lado a China
tem uma politica de ampliar sua influencia economica através de investimentos estrategicos MAS a China jamais será uma PARCEIRA de qualquer Pais, não é de sua doutrina diplomatica ter parcerias, sua cultura politica é muito especifica,
na Asia toda a China é vista com desconfiança, a China não tem amigos na Asia e muito menos terá maigos na America Latina, apesar de alguns bocós que acham que a China é a salvação do Brasil.
Eliseu Leão
13 de maio de 2016 9:25 pmDiplomacia
Pode ser que os mestres da diplomacia jamais tenham se deixado envolver por passionalismos, vinganças ou vaidades, mas os EUA nunca tiveram mestres em diplomacia. Tem quem cite o James Baker mas eu acho que ele é considerado ”um glande” porque os outros não são nada.
Os EUA são historicamente incapazes de estabelecer qualquer tipo de relação de igualdade com quem quer que seja. Não existe precedente histórico. Como não lembrar do oficial brasileiro de nome Lampert em missão nos EUA e humilhado por eles, que escreveu a Faria Lima, desabafando: ”senti vontade de construir um Brasil grande e realmente soberano, porque infelizmente, o nosso não o é”.
Moniz Bandeira, no fundamental ”Presença dos EUA no Brasil”, faz saber que o Governo dos EUA tratava os paises da A. Latina como um bando de bundões submissos, sem vontade nem autonomia. Foster Escroto Dulles convocava os embaixadores latino-americanos não para discutir mas para comunicar as decisões dele em nome do continente. Entrava na sala, não cumprimentava nem apertava a mão de ninguém, transmitia aos diplomatas a sua resolução e saia da mesma forma, sem ouvir qualquer opinião e apenas fazendo um imperceptivel aceno com a cabeça. Moniz relata o caso do embaixador brasileiro em Washington, Ernani do Amaral Peixoto que leu num jornal estadunidense a noticia sobre o resultado de uma reunião, que ainda não se realizara e para a qual ele se dirigia. Ordenou ao motorista de regressasse à embaixada e mandou um conselheiro substitui-lo e dizer a John Foster Escroto Dulles que a sua presença era desnecessaria para ouvir o que já foi publicado nos jornais.
O Shannon sabia que o Temer nunca valeu nada. “Com aliados desse tipo, quem precisa de inimigos?!” — pensavam os caras do Departamento de Estado.
Estamos pra ter um governo interino liderado por um traidor do Brasil ( Wikileaks: Michel Temer era informante do governo americano, Miguel do Rosario) http://www.ocafezinho.com/2016/05/13/wikileaks-michel-temer-era-informante-do-governo-americano/
O Temer é tão lacaio que o cara da embaixada escreveu “With Allies Like This . . . “
O Brasil tem longa tradição de quadros lacaios e lambe-pé. Um deles foi o chanceler João Neves da Fontoura. João das Neves lamentara-se do descaso dos EUA pelo Brasil (”as boas relações era do interesse de ambos os paises”, insistia João Neves tal qual André Araujo. Acontece, que o presidente era o general Eurico Gaspar. Neves lamentava-se pelo Brasil não ter recebido um centavo durante os cinco anos do presidente Eurico Gaspar. Nem, precisava. O extremo servilismo que caracterizou a politica brasileira durante aquele governo, tranquilizou a Casa Branca, desobrigando-a de qualquer investimento para comprar lealdade e obediência. Imaginem agora, com Michel Traira, um informante do governo estadunidense!
Alguém aí falou no interesse dos EUA no Pré-sal?
Será que o Brasil do Michel é o mesmo que o Brasil do Eurico Gaspar? Será que Michel Traíra vai levar o país ao estado de guerra fria civil? O novo ministro da justiça é uma promessa.
Em agosto de 1946, Eisenhower visitou o Rio de Janeiro. O André Araujo da ocasião, um tal de Otavio Mangabeira, então como deputado da UDN, beijou-lhe a mão publicamente numa atitude espetacular de humildade e servilismo. A Assembléia Constituinte instalada naquele ano, elaborou a Carta Magna sob o chicote do Rockefeller na modificação do que dispunha a Carta sobre a exploração do petróleo. E Rockefeller conseguiu. A Constituinte trabalhou em clima de estado de sitio (Werneck Sodré): Eurico Gaspar, general, acionou o dispositivo policial militar que herdara da ditadura Vargas e ordenou que o povo não participasse dos debates. Proibiu comicios e suspendeu as comemorações do Dia do Trabalho. Uma concentração promovida pela esquerda, no dia 23 de Maio, terminou sob rajadas de metralhadoras com mortos e feridos no Largo da Carioca.
O programa lacaio e anti-patriótico do Eurico Gaspar, general (”regularizar as relações com os EUA, criando um ambiente pró-negócios e de colaboração comercial”) funcionou: para atrair investimentos dos EUA ordenou o massacre repressivo do movimento operário para permitir que os monopolios estadunidenses gozassem, plenamente, as benesses da nova ordem estabelecida. E as classes dominantes dilapidaram, com negociatas, passeios e compras de artigos de luxo, os saldos que o Brasil obtivera e não usara durante a guerra. (Fonte: Moniz Bandeira)
O George Kennan citado no seu post, informara numa reunião de embaixadores latinoamericanos, em 1950, que a kryptonita do governo dele era (e sempre será) ”a heresia que um governo tenha responsabilidade direta pelo bem-estar do povo” e deu instruções contra os hereges: ”Repressão policial. Não é vergonhosa porque os comunistas são essencialmente traidores…” (Sic).
O Thomas Shannon, dedicou-se a convencer [jornalistas e formadores de opinião] brasileiros de que a ideologia populista de Chávez acabaria por desestabilizar o Brasil. Shannon promoveu movimentos de uma oposição-fantoche na Venezuela, financiada com dinheiro e informação das agências de segurança, e sempre foi hostil às boas relações entre Brasil e Venezuela.
Dilma deveria ter oferecido um buffet de pão com ovo ao Shannon.
Sobre Aylde: como diretora de missão da USAID atuou na Nicarágua e em outros países da América Central; esteve envolvida na implementação do “Plano Colômbia” – cujo mais importante objetivo foi impor pressão estratégico-militar sobre a Venezuela e o Brasil. Foi embaixadora dos EUA no Paraguai, e teve participação no golpe que derrubou o presidente Lugo.
“O controle político da Suprema Corte é crucial para garantir impunidade dos crimes cometidos por políticos hábeis. Ter amigos na Suprema Corte é ouro puro”.
A afirmação não é de agora e nem de quem critica o STF por não prender o Cunha, por enrolar a posse do Lula etc. Foi feita há cinco anos pela pessoa que hoje é a embaixadora dos Estados Unidos no Brasil, Liliana Ayalde. A diplomata exercia o cargo de embaixadora no Paraguai (de 2008 a 2011) quando se reportou ao governo norte-americano, relatando a situação do país. Ela deixou o cargo poucos meses antes do golpe que destituiu o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, mas deixou o caminho azeitado. Aqui no Brasil, no cargo desde outubro de 2013, esta personagem é cercada de mistérios e sua vinda pra cá, logo após o golpe parlamentar paraguaio, não foi gratuita.
Fonte: http://altamiroborges.blogspot.it/2016/04/o-golpe-e-embaixadora-dos-eua.html
Raul Abreu Leite
13 de maio de 2016 10:06 pmPrimeiramente, meus parabéns
Primeiramente, meus parabéns pela resposta extremamente embasada.
Embora incapaz de proporcionar um bom debate item a item, mas lendo com cuidado e apreciação, me fica uma sensação que beira ao maniqueísmo de sua parte (posso estar enganado), que a meu ver, é um tanto incompatível com a personalidade que eu traço a distância lendo seus textos, de maneira geral. Por isso, me surge uma curiosidade, que gostaria de expor.
Resumindo em um ponto chave, e já pedindo desculpas caso ache que foge um pouco do foco: Duas nações, não podem ter oficialmente boas relações, ao mesmo passo que, uma motivado por interesses (egoístas), inclusive pela ‘simpatia em determinados grupos políticos’ (seu termo), ajude/financie/arquitete a tomada de poder deste grupo, extraoficialmente, claro, uma vez que está auxiliando/colaborando/cometendo um golpe, na outra nação?
Elvys
14 de maio de 2016 3:06 amSr. André, meus parabéns
Sr. André, meus parabéns novamente por suas postagens! Se me permite, alguns adendos:
– Golpe no Paraguai – na época do afastamento do Fernando Lugo, li alguns comentários (inclusive do Jânio de Freitas na FSP) que foram os contrabandistas e traficantes paraguaios que articularam a derrubada do bispo presidente;
– Relações China – EUA: nunca é demais relembrar que foi Henry Kissinger um dos principais (se não o principal) idealizador das relações entre os dois países, isso no governo Nixon.
Pedro Mundim
13 de maio de 2016 6:04 pmO imenso contraste entre Lula e o PT
No episódio narrado dá para perceber a imensa diferença que existe entre um líder que sabe fazer política e a burrice enfeitada de ideologia dos petistas em geral.
Lula, diga-se dele o que quiser, é um político de primeira linha, ciente de que a política é a arte do possível, como dizia o chanceler Otto Bismark. Transigir, para um político, não é uma vergonha, é o próprio cerne do ofício. O destino dos intransigentes é passar a vida matraqueando em forum´s da internet, como este daqui, ou engrossando passeatas a troco de trinta reais. Observando o que aconteceu desde 2002, estou convencido de que se Lula não houvesse entrado para o PT, esse hoje seria apenas um partideco de radicais porra-loucas, espécie de PSol grisalho.
Lula atualmente é o único capaz de alterar a marcha dos acontecimentos, se conseguir candidatar-se às eleições de 2018. Então ele terá a oportunidade histórica de reverter todos os erros cometidos desde a Nova Matriz Econômica, trazendo o país de volta à racionalidade que vigorou em seu primeiro mandato, e depois retirando-se como um dos maiores líderes da nossa História.
Raul Abreu Leite
14 de maio de 2016 12:45 amE aí, meu caro!Ia ver se
E aí, meu caro!
Ia ver se perfil, só pra bizoiar se você fica ‘matraqueando em forum´s da internet, como este daqui’ mas deu num link, de um site homônimo onde há exatamente zero comentários, nas postagens. Continua firme na luta, que uma hora você será um GGN também, colega. Claro que não li as postagens, por não fazerem meu estilo literário e pelo visto ideológico também, logicamente.
Desejo sincera sorte, educação ajuda. Lucidez nem é um pré requisito, há muitas formas de chamar atenção do seu público, inclusive a falta total dela. Isto tá beleza.
lfmrodrigues
13 de maio de 2016 6:57 pmsubmissão
Lembra da frase do Chico sobre nem falar grosso e nem falar fino… ?
Respeito o que escreve, gostando ou não. Impossível é aceitar discurso de inferioridade, submissão. Não é acaso que existam brasilianistas pelo mundo fora. A grandeza do Brasil não precisa do “habite-se” dos eua. Pena que o pensamento de tantos brasileiros assim o seja. Você argumentou partindo da premissa que não há igualdade. Não pode, cara.
O que li é uma aula de submissão*… uns são mais que outros e por isso devem ser sempre cortejados.
Qual foi o grande movimento diplomático dos eua quando foram denunciados de espionagem? Que grande movimento foi esse que justificasse a recíproca deferência de que o André se queixa?
À gravidade da espionagem eles fizeram… nada. E atente-se! Ainda se deveria condecorar o embaixador!
Ao mau trato do embaixador** retaliaram com o endosso a um governo ilegítimo, fruto de um GOLPE***.
Agora estamos bem aos olhos de Obama, mas aos olhos do mundo o Brasil é um paraguaiXL. Diga, você que manja tanto das diplomacias, rápido: o paraguaiXL pode almejar assento no conselho de segurança?
Porque esse era o objetivo final das conquistas recentes em outros órgãos internacionais… ou não?
*sem considerar o conveniente lapso cronológico**acho que tinham era de deixá-lo ir sem nada, nem festa nem comenda… provocar é molecagem, de fato***aqui não é molecagem porque é a Democracia de outro país em jogo
Andre Araujo
13 de maio de 2016 9:53 pmEsse discurso não tem mais
Esse discurso não tem mais nenhum sentido, ser grosseiro para mostrar que não sou submisso, que tidpo de cultura é essa? A grossura como diplomacia? A falta de educação como doutrina de relações internacionais?
O Japão se preparou com um ano de antecedencia para receber o Chefe de Estado do Brasil em VISITA DE ESTADO,
minuciosamente preparada por um Pais extremamente protocolar, onde tudo é planejado nos minimos detalhes e um Pais profundamente apegado a formalidades, a visira teria como ponto mais alto um jantar oferecido pelo Imperador do Japão
em seu Palacio. Pois esse visita de Estado do Presidente do Brasil ao Japão foi desmarcada em cima da hora DUAS VEZES durante o Governo do PT, algo sem precedentes na Historia do Japão. Pode-se imaginar a desfeita que isso representou para os japoneses, povo que tem a boa educação como forma de civilização.
Vai ver que o Brasil deu essa bofetada para não mostrar submissão.
lfmrodrigues
13 de maio de 2016 10:57 pmCaro,
Caro*,
O exemplo historico que voce sempre arruma para engalanar o comentario – e que agradeço para juntar ao rol de causos – nao o exime de argumentar. A partir do episodio que comentou, o Japao estaria legitimado para exaltar Temer. Mas tem boas maneiras.
Voce que entende tudo de diplomacia usou de um episodio idiota para justificar o apoio imediato a, de novo, um presidente ilegitimo e fruto de um golpe. Trata-se de provocaçao infantil vs estado de direito. Saca a desproporçao?
As boas maneiras nao podem ser so para os vira latas. Uma potencia foi apanhada a espionar deus e o mundo. Houve boas maneiras para resolver o assunto? Nao! Arrogancia! Ai os embaixadores adhoc tupiniquins “todo o mundo faz”. Mas as boas maneiras dizem que quando se e apanhado, talvez seja necessaria uma açao exemplar de ambas as partes**. Isso sao as boas maneiras que dizem. O que jamais faria era seguir o protocolo DEPOIS** de um ato hostil nao sanado.
Correr a legitimar um golpe talvez tenha dado muito nas vistas… Jusitificar essa legitimaçao a partir das boas maneiras…
…da para fazer melhor Andre.
*o computador instalou o windows 10 sozinho. peço que entenda onde ha acentos e pontuaçao
**(se do lado ofendido ignoraria, nao provocaria… como disse no comentario anterior, nem jantar nem comenda) (do lado ofensor o minimo seria uma visita oficial apos o cancelamento da visita aos eua)
***achou realmente que ia passar?
Andre Araujo
14 de maio de 2016 3:41 amO reconhecimento de um
O reconhecimento de um governo ou regime tem fundamentos mais de geopolitica do que de direito, moral ou ética.
A pergunta do Foreing Office ao seu Embaixador no Rio de Janeiro quando a Monarquia Imperial brasileira foi derrubada
e surgiu a Republica, grande surpresa, não havia nenhuma expectativa disso na Europa, a pergunta era simples: “O novo regime controla o territorio? ” Mesmo a afinidade monarquica entre a Inglaterra e a Casa de Bragança não importava tanto quanto saber se a Republica tinha dominio do territorio. Se tivesse o novo regime deveria ser reconhecido e ponto.
Por razão identica a Inglaterra reconheceu em 1929 o regime sovietico, o mesmo que tinha fuzilado a Familia Imperial russa, cujo chefe Nicolau II era primo-irmão do Rei da Inglaterra MAS o Governo sovietico controlava o territorio e era portanto um poder soberano, ideologia, direito, ética, moral, direitos humanos, tudo foi posto de lado.
A chancela do governo Temer pelo Senado, pelas Forças Armadas e pelo mercado financeiro bastou para o governo dos EUA reconhecer a troca de Presidentes sem dificuldades.
Depois, independentemente do que se possa pensar, os procedimentos da troca de governo tiveram todo um protocolo onde a narrativa de golpe visto do exterior não encontram referencia.
.A anterior Presidente saiu do Palacio do Planalto com todas as honras de estilo, em carro oficial, com seu sequito de auxiliares, direito Palacio residencial da Presidencia e com plena liberdade de movimentos incluindo o uso de avião oficial, vitima de golpe não tem ou não aceita essas regalias.
Em “golpes de Estado” não é esse o roteiro, o titular derrubado pede asilo em uma Embaixada ou vai para o exilio.
Foi assim com os Presidentes Washington Luis e João Goulart, esse é o roteiro classico do golpe de Estado.
Infelizmente as circunstancias da Presidente Dilma fogem a esse enquadramento no angulo de visão do Departamento de Estado, que viu a mudança de Chefe de Estado como dentro da norma legal, se houvesse a minima duvida não teriam reconhecido de pronto.
Antonio Moura
14 de maio de 2016 11:21 pmSr. Rodrigues, o senhor tem
Sr. Rodrigues, o senhor tem toda minha admiração.
junior50
13 de maio de 2016 11:06 pmCartagena e Quito
AA, o governo Dilma em matéria de diplomacia, foi um fracasso, não apenas protocolar como politico, nem mesmo com seus parceiros “próximos”, a Sra. PR-a demonstrou tato ou aptidão para exercer tais funções, pois em reuniões da UNASUL, a 1a em Cartagena ( Colombia ), quando deixou uma reunião de chefes de Estado a esperando, pois foi em comitiva almoçar , e recentemente em Quito ( Equador ), na qual demonstrou varias vezes a inconveniência de lá se encontrar, parando varias vezes reuniões, para atender chamadas do Brasil, conversar com assessores sobre problemas domésticos.
Já o “esquecimento” de uma tradutora do Itamaraty, no aeroporto de Panamá City, foi pura falta de educação e respeito com um funcionário publico.