4 de junho de 2026

Falência leva montadora Saab a vender a própria história

Por Paulo F.

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Nem o museu foi salvo! A SAAB faliu, encontrou um potencial comprador chines, mas a GM antiga propietária vetou a transação pois os carros da montadora sueca ainda possuiam algumas tecnologias pertencentes a gigante estadunidense. Como resultado: fim de uma marca, trabalhadores sem emprego em Trollhättan e até a história da SAAB, representada pelo seu museu vai desvanecer.

Do Noticias Automotivas

Saab: nem o museu será poupado! Conheça as “ofertas históricas” da montadora (121 fotos) 

 nem o museu será poupado! Conheça as ofertas históricas da montadora (121 fotos)

Não há perdão para quem não consegue pagar suas dívidas! A Saab não conseguiu fugir do assédio dos credores e infelizmente suas muralhas caíram.

A invasão está sendo impiedosa e nada está sendo poupado. A ordem é vender tudo o que for de valor. Tudo mesmo! Até a história da Saab.

Suas relíquias mais preciosas foram profanadas e serão levadas como prêmio para outras terras, distantes da fria Escandinávia.

Para muitos, essa será uma ótima oportunidade de ter algo realmente valioso do ponto de vista histórico em sua sala. Mas para quem viveu a maioria de seus dias entre as muralhas da Saab, este tesouro não tem preço. Aliás, tem sim, e já estão cotando tudo.

São mais de 120 modelos históricos da Saab que serão vendidos para pagar as dívidas da montadora, e nada vai escapar do martelo do leilão.

A lista tem dos primeiros protótipos UrSaab 92 de 1946/1947 até o mais recente Saab 9-6x, que é uma releitura do Subaru Tribeca. Modelos como Saab 98, Saab 99, Saab 900, entre tantos, estão listados. Exceto o Saab PhoeniX, obra de Jason Castriotta, que deve ter sido levado antes do leiloeiro chegar…

Pois é. Assim acaba a história de uma montadora, que a partir de agora será conhecida apenas em livros ou sites da internet. E o museu vazio? Ficará como uma triste lembrança da força que um dia moveu uma cidadechamada Trollhättan.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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