A economia brasileira deverá desacelerar em 2026, mas voltar a ganhar força no ano seguinte, segundo projeções divulgadas pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
A entidade estima que o Produto Interno Bruto (PIB) do país crescerá 1,6% neste ano e 2,1% em 2027, após uma expansão de 2,3% registrada em 2025.
De acordo com os dados divulgados pela OCDE, o principal motor da atividade econômica em 2026 será o desempenho das exportações, beneficiadas pela força do setor de commodities, pela demanda robusta da China e pelo avanço das vendas externas de produtos agrícolas e minerais.
A organização também avalia que a implementação do acordo entre o Mercosul e a União Europeia e tarifas efetivas mais baixas para exportações destinadas aos Estados Unidos poderão contribuir para o desempenho do comércio exterior.
Apesar da desaceleração do crescimento, o consumo das famílias deverá continuar sustentando a economia. A avaliação da OCDE é que o mercado de trabalho segue resiliente, com baixos níveis de desemprego, crescimento dos salários reais e aumento da renda disponível.
Medidas como a valorização do salário mínimo e a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda também devem favorecer o consumo ao longo do ano.
Por outro lado, a entidade alerta que os juros ainda elevados continuarão limitando os investimentos privados em 2026. A expectativa é que a recuperação dos investimentos ocorra de forma mais consistente apenas em 2027, à medida que a política monetária se torne menos restritiva.
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