4 de junho de 2026

OCDE prevê crescimento de 1,6% para o Brasil em 2026 e recuperação em 2027

Organização reduz prognóstico, mas retomada será impulsionada por exportações, demanda chinesa e recuperação gradual dos investimentos
Foto de Daniel Dan via pexels.com

OCDE projeta crescimento do PIB do Brasil de 1,6% em 2026 e 2,1% em 2027, após 2,3% em 2025.
Exportações, impulsionadas por commodities e demanda da China, serão motor da economia em 2026.
Consumo das famílias mantém economia, mas juros altos limitam investimentos privados no próximo ano.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A economia brasileira deverá desacelerar em 2026, mas voltar a ganhar força no ano seguinte, segundo projeções divulgadas pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

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A entidade estima que o Produto Interno Bruto (PIB) do país crescerá 1,6% neste ano e 2,1% em 2027, após uma expansão de 2,3% registrada em 2025.

De acordo com os dados divulgados pela OCDE, o principal motor da atividade econômica em 2026 será o desempenho das exportações, beneficiadas pela força do setor de commodities, pela demanda robusta da China e pelo avanço das vendas externas de produtos agrícolas e minerais.

A organização também avalia que a implementação do acordo entre o Mercosul e a União Europeia e tarifas efetivas mais baixas para exportações destinadas aos Estados Unidos poderão contribuir para o desempenho do comércio exterior.

Apesar da desaceleração do crescimento, o consumo das famílias deverá continuar sustentando a economia. A avaliação da OCDE é que o mercado de trabalho segue resiliente, com baixos níveis de desemprego, crescimento dos salários reais e aumento da renda disponível.

Medidas como a valorização do salário mínimo e a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda também devem favorecer o consumo ao longo do ano.

Por outro lado, a entidade alerta que os juros ainda elevados continuarão limitando os investimentos privados em 2026. A expectativa é que a recuperação dos investimentos ocorra de forma mais consistente apenas em 2027, à medida que a política monetária se torne menos restritiva.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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