Rede Record do Rio de Janeiro demite 246 funcionários nos últimos quatro meses
A Record no Rio de Janeiro demitiu 246 funcionários entre os meses de setembro e dezembro deste ano, segundo o Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro, informa a coluna “Outro Canal”, daFolha de S.Paulo.
De acordo com o presidente do sindicato, Miguel Walther Costa, foram dispensados “seguranças, motoristas, produtores e câmeras. Os cortes atingiram todos os setores do Recnov [estúdio de produções]”. As demissões atingiram, também, as redações.
Segundo a presidente do Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro, Suzana Blass, dez jornalistas foram demitidos, porém, a Record ainda não homologou as dispensas. Outros 12 radialistas teriam sido dispensados recentemente.
O sindicato questionou a emissora sobre a quantidade de horas feitas no plantão de fim de ano (12 horas), que ultrapassava o limite definido por lei de, no máximo, 10 horas. A Record mudou o plantão para sete horas.
Para Suzana, o enxugamento das redações, que vem acontecendo em diversos veículos de comunicação do País, ocorre devido a um “temor” das empresas jornalísticas com relação ao futuro econômico e que, por isso, realizam contenção de custos.
Ela ressalta que as empresas jornalísticas têm “balanços econômicos sadios” e não apresentaram queda no faturamento. Com o enxugamento, “eles comprometem a mão de obra” que produz o conteúdo e que, por isso, verifica-se uma “queda na qualidade” da informação do jornalismo.
“Estão criando uma estrutura ‘capenga’ para quem fica, que acaba trabalhando o dobro. A baixa qualidade do jornalismo hoje em dia é por isso. Pagam menos, enxugam as redações. A gente vê isso ao longo de décadas”, disse Suzana ao Portal IMPRENSA. “Tem que se preservar a mão de obra, que é a produtora do conteúdo. Não tem como você fornecer o produto sem um bom jornalista”.
O Portal IMPRENSA entrou em contato com a assessoria da Rede Record Rio, mas não localizou os responsáveis para comentar o assunto.
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