4 de junho de 2026

A homofobia cotidiana em Sampa

[Nem sei se isto é notícia, de tão comum que ficou. A novidade pra mim foi saber que a Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância) não abre nos fins de semana. Acho que é melhor só sair à noite em grupo… De 2a. a 5a.!]

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http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/sp/casal-gay-e-agredido-na-regiao-da-avenida-paulista/n1597253412836.html

Casal gay é agredido na região da avenida Paulista

Casal afirma ter levado socos e pontapés na madrugada de ontem na região da Avenida Paulista, no centro da capital

Casal gay é agredido na região da avenida PaulistaCasal afirma ter levado socos e pontapés na madrugada de ontem na região da Avenida Paulista, no centro da capital

Um casal de gays afirma ter sido agredido com socos e pontapés na madrugada de sábado na região da Avenida Paulista, no centro da capital. Segundo o analista fiscal Marcos Paulo Villa, 32 anos, e o namorado, o supervisor financeiro J.P., 30, as agressões foram praticadas por dois amigos, que não aparentavam pertencer a nenhum grupo de intolerância sexual, em frente ao restaurante Mestiço, na Rua Fernando de Albuquerque. J.P. teve a perna direita fraturada em dois pontos.

 

“Eram mais de 4h da manhã. A gente tinha acabado de sair do Sonique Bar, na Rua Bela Cintra. Eles nos seguiram até um posto de gasolina, que fica perto e, na loja de conveniência, começaram a nos chamar de ‘viados’ e dizer que tínhamos de morrer. Depois, do outro lado da rua, um dos agressores partiu para cima de mim e o outro começou a bater no meu namorado, que caiu desacordado depois de tomar um chute na cabeça. Fiquei desesperado, achei que ele tinha morrido”, contou Villa.

De acordo com as vítimas, os agressores também estavam no bar. “Eles tentaram se aproximar de duas amigas nossas, mas nem chegamos a conversar. Não houve discussão nenhuma. Depois, na saída, foram atrás da gente. No começo, tentei argumentar. Disse que eles eram jovens e poderiam, um dia, ter um filho gay. Mas parece que eles saíram de casa para arrumar briga mesmo”, afirmou o analista fiscal.

O casal, que está junto há quatro anos, mora na região e foi socorrido por amigos.

“Os policiais nem foram atrás. Disseram que não daria para identificar os agressores porque eles não tinham estereótipo de punks ou skinheads. Mas nós também não temos estereótipo de gays. Estamos sempre na nossa, sem chamar a atenção, com medo de passar por uma situação absurda dessas”, disse P.J.

As vítimas registraram boletim de ocorrência hoje, no 78º DP, nos Jardins, e foram orientadas a procurar, na segunda-feira, a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), que não funciona aos fins de semana. O casal espera que as câmeras de segurança da região tenham filmado a ação e que as imagens possam ser usadas para identificar os agressores.

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http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/984492-casal-gay-e-agredido-na-regiao-da-av-paulista-em-sp.shtml

Casal gay é agredido na região da av. Paulista, em SP

ALEXANDRE ORRICO

Um casal gay foi agredido no centro de São Paulo, na região da avenida Paulista, na madrugada de sexta para sábado. O caso foi registrado neste domingo (2) na 78ª DP, no bairro Jardins.

A agressão ocorreu pouco após o analista fiscal Marcos Villa, 32, deixar o bar Sonique com o namorado por volta das 4h da manhã. No caminho para casa, na rua Consolação, eles pararam em um posto para comprar cigarros. Na fila para pagamento, sofreram ofensas de dois homens, que também haviam saído do mesmo bar.

“Eles começaram a provocar, chamar de viado e dizer que não merecíamos viver”, conta Villa. “Pedi pra que eles parassem e tentei reverter a provocação em conversa. Meu namorado se exaltou um pouco e discutiu com eles”.

O casal deixou o posto e foi seguido pelos agressores. Quando estavam em frente ao restaurante Mestiço, na rua Fernando de Albuquerque, foram alcançados e agredidos. “Foi na porta do restaurante, um monte de gente viu. Levamos vários socos e chutes no corpo todo. Meu namorado desmaiou”, conta Villa. O analista observou ainda que os homens não eram carecas e nem pareciam neonazistas.

  Robson Ventura/Folhapress  
Homem agredido na região da avenida Paulista quebrou o pé e está com escoriações no rosto
Homem agredido na região da avenida Paulista quebrou o pé e está com escoriações no rosto

Ambos procuraram atendimento na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, ainda no sábado. O namorado de Villa quebrou o pé e está com escoriações no rosto.

No dia seguinte, antes de procurarem a 78° DP, as vítimas tentaram registrar o caso na Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância) — mas o local fica fechado nos fins de semana.

 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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