
Pingos nos “is”!
Agora eu posso contar.
Poucos dias depois da morte daquele garotinho de 8 anos, o Alex, cujo pai o espancou até dilacerar seu fígado porque o menino gostava de lavar louça e de dança do ventre (isso meses depois de o deputado viúvo da ditadura militar dizer publicamente que gays, lésbicas e transexuais só somos o que somos por falta de porrada na infância para que tomássemos jeito de homem ou de mulher), eu recebi a ligação de um editor de O Globo me pedindo para que escrevesse uma resposta a um artigo de um dos seus colunistas (aquele que o jornal demitiu recentemente e que também escrevia para Veja até ser dispensado por ela), que havia afirmado em seu texto que a esquerda brasileira esconde que a homofobia é própria ou originária de países da África negra para, aqui no Brasil, não prejudicar a luta do movimento negro contra o racismo. Antes de atender ao pedido e responder a essa mistura de ignorância com desonestidade intelectual que constrangeu os próprios editores de O Globo, eu perguntei ao tal editor: “Por que o jornal contratou e mantém um sujeito desses escrevendo para seus leitores?”. O editor me respondeu: “Desculpe-me, deputado, mas eu não sou responsável por isso. Não depende de mim”.
Bom, por que contei essa história? Ora, porque os principais jornais e revistas desse país (mesmo a Folha de São Paulo, o mais “plural” desses veículos), em seu propósito de derrubar o governo Dilma e destruir o PT, não bastasse a linha editorial de suas reportagens e notícias, encheram seus espaços com “jornalistas” e “intelectuais” cuja a atuação e produção de conteúdo se pauta pela desonestidade intelectual, má fé, deturpação deliberada de fatos e declarações e, em alguns casos, por ignorância e analfabetismo político. O resultado final disso é uma permanente campanha de difamação e estímulo ao ódio e à violência cujo alvo não circunscreveu apenas o governo e o PT: estendeu-se a toda esquerda e ao campo político progressista e identificado com os direitos humanos.
Os jornais, revistas, telejornais e seus sabujos davam o material ruim necessário (meias-verdades, deturpações, manipulações, declarações e lados das histórias selecionados, ângulos de fotos e etc) acerca dos fatos e personagens políticos para que, na internet, os fascistas e difamadores profissionais produzissem sua avalanche de mentiras, calúnias, injúrias e teorias conspiratórias contra Dilma, o PT, a esquerda e o campo progressista, sem qualquer distinção: para os difamadores e fascistas, somos todos um bloco monolítico.
Sabia-se que tudo isso estava não só destruindo reputações e afetando os direitos políticos de cidadãs e cidadãos brasileiros, mas fortalecendo a extrema-direita nacional e seu fascismo. Entretanto, nenhum veículo da chamada “grande mídia” fez qualquer coisa para barrar esse processo; ao contrário (lembrem-se de que a última contratação da Folha de São Paulo foi um analfabeto político hipócrita e proto-fascista membro do MBL, cujo método de trabalho é constranger e difamar os contrários ao impeachment de Dilma)!
Mesmo com a escalada da violência produzida por esse “jornalismo” intimamente articulado com a difamação – os panfletos insultuosos atirados no enterro de Zé Eduardo Dutra; os insultos a Guido Mantega no hospital onde fora encontrar a esposa em tratamento de câncer; as ofensas a Alexandre Padilha, Patrus Ananias e Gregório Duvivier em restaurantes; os ataques às casas de Jô Soares, Juca Kfouri, Ciro Gomes e do filho do ministro do STF Teori Zavascki; os insultos a Chico Buarque numa rua do Leblon; os atentados a sedes de partidos e sindicatos; e etc., fora a violência verbal perpetrada de maneira orquestrada nos perfis dessas pessoas e instituições nas redes sociais – apesar dessa barbárie, nenhuma desmentido, nenhuma matéria, nenhum artigo, nenhum editorial foi feito por qualquer desses veículos no sentido de contê-la; nenhum mea-culpa, afinal, o objetivo de derrubar o governo e PT estava sendo alcançado mesmo que inocentes estivessem sendo destruídos e um mal se fortalecendo (Foi Ricardo Noblat ou Merval Pereira que repetiu, como argumento, que “os fins justificavam os meios”? Não importa. Eles são a mesma coisa).
Agora reconhecida internacionalmente como antidemocrática, desonesta intelectualmente e excessivamente partidária por protagonizar e apoiar um golpe contra a democracia urdido por plutocratas e cleptocratas, a mídia brasileira quer se livrar do corpo morto ou esconder seu esqueleto no armário (até a patética revista Veja decidiu descobrir agora que Cunha é “do mal”). Tarde demais pra vocês, hipócritas e golpistas!
A esquerda e o campo progressista decidiram reagir de vez! Não só em manifestações de rua e denúncias à comunidade internacional contra seu golpe na democracia, mas por meio da reação imediata e enérgica ao fascismo e ao macartismo cotidiano perpetrados pelos analfabetos políticos e facistas em restaurantes, aeroportos, porta de residências, hospitais, cemitérios e etc. Juca Kfouri e Ciro Gomes foram os primeiros a reagir de maneira mais ostensiva aos seus detratores. Os fascistas não voltaram às suas casas depois disso. Ontem, foi o vez do ator José de Abreu reagir a um casal fascista – e com uma cuspida na cara de cada um!
Sempre existirão, claro, os que vão considerar a reação de Juca, Ciro e principalmente a de Zé de Abreu “extremadas”, “mal-educadas”, “grosseiras”, “violentas” e “desnecessárias”, inclusive nos veículos da chamada “grande mídia”. Quase sempre são os mesmos que eram insensíveis ou faziam vistas grossas e ouvidos moucos às violências sofridas pelos que agora eles acusam e condenam pela reação justa. Quem liga para esses hipócritas e canalhas?
Essa gentalha precisa saber que vivemos numa democracia e num estado de direito e que, nestes, o exercício de nossos direitos políticos, por mais que esse exercício contrarie sua visão de mundo, senso comum, teorias conspiratórias, analfabetismo político ou preconceitos, não lhe autoriza a nos insultar, injuriar, difamar, acusar, ameaçar e agredir em lugares públicos! E essa gentalha só começará a entender isso quando reagirmos pronta e energicamente. As pessoas de esquerda e do campo progressista têm o direto político à organização e à atuação políticas! Defender a democracia e a justiça só nos torna “cúmplices de ladrões” e/ou “vendidos ao governo e ao petê” nas cabeças desses imbecis, regadas por esse “jornalismo” abjeto praticado pela “grande mídia” – imbecis que, ao fim e ao cabo, serão os responsáveis pela chegada, à presidência da República, de um traidor citado em delação e cúmplice de um gângster reú no STF pelo crime de corrupção. Quanto ironia do destino, né?
Sendo assim, para garantir nossos direitos, inclusive o de ir e vir sem ser insultado por conta de nossas escolhas políticas, precisamos reagir aos fascistas! José de Abreu reagiu ontem e com razão! Tenho certeza de que o casal de fascistas não repetirá a façanha com Zé nem com qualquer outro! Não temos que ouvir calados nem deixar pra lá. Temos de gritar na mesma altura, fazer o mesmo barraco, impedir as filmagens constrangedoras, responder de imediato aos insultos, denunciar e processar os estabelecimentos que não tomarem providências imediatas e também os agressores. Só assim, esses analfabetos políticos e fascistas alimentados por esse jornalismo irresponsável e nefasto vão se pôr em seus devidos lugares.
Não passarão!
jose carlos vieira filho
25 de abril de 2016 2:58 pmJornalismo marron
Esse jornalismo dos fins que justificam os meios vai descobrir, um pouco tarde, que os meios determinam os fins.
Reginaldo RJ
25 de abril de 2016 3:11 pmconcordo ipisis literis com o
concordo ipisis literis com o deputado baiano, temos que nos defender, e vale cuspe na cara mesmo! (só não vale dedar)
Não passaram!!!
Joel Miranda
25 de abril de 2016 3:16 pmGolpismo
Willys, é isto aí, a mídia do PIG, Globo comandando é a principal por estar destruindo o Brasil!
São golpistas mesmo!
hcmagalhaes
25 de abril de 2016 3:20 pmTudo errado.
Um golpe promovido pela imprensa facista; um golpe temperado pelo ódio incentivado pela grande imprensa; um golpe sem crime da presidenta, um golpe orquestrado durante dois anos por quem como autoridade burlou a constituição, vazou crimnosamente e seletivamente contra a constituição; um golpe comandado na câmara por um acusando de crime comprovado ( pela suiça, porque se dependesse daqui, neca); um golpe contra 54 milhões de votos recentes e de reeleição; um golpe para colocar no poder um traidor temer controlado pelo criminoso cunha ( será que o todo poderoso cunha vai entregar de graça para o traidor temer); um golpe que joga as instituições no lixo. um golpe que nos joga no caos e que será depois cobrado de quem o deixou acontecer; etc, etc.
O QUE QUE O STF ESTÁ ESPERANDO! QUE ESPERA PARA CUMPRIR SEU DEVER DE DEFENDER A CONSTITUIÇÃO?
Hänsel
25 de abril de 2016 3:31 pmSe houvesse justiça neste
Se houvesse justiça neste país e não a ópera-bufa encenada por togados que somos obrigados a assistir diariamente, os barões do PIG seriam condenados pelo crime de traição à Pátria por insuflarem o ódio, a violência e a destruição da economia.
Marcio Aurélio Cruzeiro
25 de abril de 2016 3:50 pmCom a palavra, o Decano da
Com a palavra, o Decano da Corte……
ocator
25 de abril de 2016 4:22 pmFará uma análise técnica e
Fará uma análise técnica e saudosista da saliva e depois condenará, veementemente, a quém cuspiu num restaurante.
Marcos Fernandes Gonçalves
25 de abril de 2016 6:37 pmCitando algum “saudoso”Como
Sem dúvida, citando algum “saudoso”…
Como bem disse o Nassif, o decano tem saudades de todos os juristas mortos…!
Obs.: esse tipo de coisa está ultrapassada. Juristas modernos não perdem tempo com excessivas citações de autores antigos – nem dos novos. Em trabalhos jurídicos acadêmicos, a tônica é evitar excesso de citações, senão fica a impressão que o autor da tese não sabe nada, apenas reproduz conceitos de outras pessoas. Não é errado citar, problema é o excesso. Certa vez, recente até, estava no fórum, quando me deparei com um desses juristas da “antiga”. De cada frase falada, mandava assim: “já diziam os romanos…”, “como diziam os latinos…”, num tom bastante rococó, citando, claro, alguns provérbios em latim. Senti vergonha alheia.
altamiro souza
25 de abril de 2016 4:56 pma grande mídia criou e cria
a grande mídia criou e cria um monstro que devora todo sentimento de amor
e solidariedade, que devora toda civilidade e legalidade…
e dificilmente conseguirá minimizar essa monstruosidade…
WELINTON NAVEIRA E SILVA
25 de abril de 2016 4:57 pmFascistas, sim!
Não vejo nada de anormal na violência da grande maioria dos defensores do golpe contra Dilma/PT. A amostragem máxima desse comportamento pode ser vistas nas gigantescas badernas por todo o Brasil. Impunes e livres. É assim mesmo que agem os fascistas. Para os que desconhecem, basta dar uma olhada na internet sobre os tempos da Alemanha nazista e na Itália de Mussolini.
Eles não estão errados. Errado, foi o governo Dilma/PT não ter reagido a tempo. Acreditou na democracia, pasmem. Agora, só mesmo com as Forças Armadas para deter o prometido golpe da turma de preto, bem a caminho, seguro, certo e garantido. Mas, ainda é possível evitar o desmantelamento do Brasil. Acorda, Brasil!
Marco A.
25 de abril de 2016 5:05 pmo deputado wyllys apareceu em
o deputado wyllys apareceu em uma reportagem ontem no sbt. declarou-se intelectualmente qualificado e superior a seus “adversários” podendo debater. No entanto, os adversários são todos, sem exceção analfabetos politicos, fascistas, golpistas, hipócritas e canalhas. Aprova uma atitude desqualificada, a cusparada como sendo arma legitima de debate, até porque ele também o fez.
A midia é golpista porque dá espaço pra gente, segundo ele, que não merece ser empregado, A FSP é elogiada porque é mais plural (dá voz a várias correntes), mas a critica porque da espaço a gente proto fascista, Ou seja, a FSP é golpista embora seja plural (pra usar um termo do gosto da turminha), mas ela seria muito melhor se contratasse articulistas somente após aprovados pela regua do deputado e seus companheiros de idéias.
Fica dificil, Ele reclama, e com 100% de razão dos elogios que o outro tonto fez a um comprovado torturador da época do regime militar, mas aplaude (tem video no youtube), um militante da causa gay dizendo que tem disposiçao de pegar em armas.
Se o membro do mbl citado e só tem um que escreve para a FSP resolvesse denunciar o deputado por seus xingamentos no facebook, ele apontaria sua imunidade parlamentar. Contra o deputado que é pastor usa até hoje suas postagens de twitter para desqualifica-lo embora o mesmo também tenha direito a imunidade parlamentar.
Não li até hoje, um argumento bem construido desse deputado. Apenas e tão somente as acusações de “analfabetismo politico”. Não escreveu, e olha que ele tem espaço para isso, porque o afastamento não é baseado em fatos, por a + b. Sendo mestre em letras para ele é mais do que facil expor no papel esses argumentos, mas ele se resume a tão somente “golpistas”.
Quem é hipócrita, analfabeto politico, etc?
Por fim, sou do tempo que a cusparada e o tapa na cara possuiam o mesmo dom e resultado: – abriam a porta e legitimavam a agressaõ física, porque afinal “nao se bate na cara de um homem” muito menos se cospe.
Talvez seja isso, ao cuspir e legitimar a ação, se espera que o outro faça exatamente isso, e quebre a cara do emissor de saliva a distancia, para que esse possa posar de vitima de violencia.
Gandhi conseguiu a independencia de um pais sem dar um tiro, um soco, uma cusparada. Ulisses Guimaraes venceu a ditadura militar sem dar um tiro. Eram outros tempos, eu sei, mas…
Luciano Prado
25 de abril de 2016 7:40 pmSangue de barata só nos contos
Legítima defesa é o nome da resposta.
E deve ser na intensidade que faça o coxinha entender sua ignorância.
Se o cuspe não bastar umas boas porradas deve resolver.
Agora vê se pode?
O sujeito agride e quer a outra face para agredir ainda mais?
A vítima passa a ser o agressor?
Comigo não sabidão.
Luciano Prado
25 de abril de 2016 5:10 pmCerteiro.
Jean Wyllys não perde uma vírgula sequer. Preciso em seus argumentos, destemido.
Concordo, portanto, com todos os pontos, mas destaco como essencial a denúncia que faz – ele não está só nisso – sobre a responsabilidade da grande mídia na formação, manutenção e encorajamento desses fascistas.
É a grande mídia a responsável pela perigosa divisão social que ora verificamos.
Imagina se o brasileiro não fosse um povo pacífico e tolerante?
Certamente estaríamos enterrando diariamente vítimas da grande imprensa enquanto os patrões gozam de suas riquezas bem distante do Brasil e na segurança de suas Ilhas.
jose antonio santosj
25 de abril de 2016 5:17 pmtô louco também para dar umas cusparadas
Que não me venham com xingamentos que to louco por umas cusparadas!
soaresdearaujo88
25 de abril de 2016 5:47 pmNunca é demais lembrar…
Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma. (Joseph Pulitzer).
Maria de Fátima de Souza Rocha
25 de abril de 2016 6:05 pmMALDADE
“O mundo não está ameaçado pelas pessoas más, e sim por aquelas que permitem a maldade.” (Albert Eintein)