Por wilson yoshio.b…
Do Estadão Educação
Professor do Mackenzie faz piadas homofóbicas em sala e no Facebook, dizem alunos
Marco Antônio Ferreira Costa é procurador de Justiça e docente da Faculdade de Direito do Mackenzie
Estudantes de Direito do Mackenzie dizem que o professor Marco Antônio Ferreira Lima, procurador de Justiça do MP-SP, costuma fazer piadas de cunho homofóbico em sala de aula. Nesta terça-feira, 30, Marco Antônio acusou uma aluna de racismo contra seu irmão, o também procurador e docente Paulo Marco Ferreira Lima.
“A aula dele (Marco Antônio) é séria. Mas, se houver oportunidade, eles faz piadinhas homofóbicas”, afirma o aluno do 8.º semestre Rodrigo Rangel, de 22, diretor geral do Centro Acadêmico da Faculdade de Direito do Mackenzie. Rangel já pegou matérias lecionadas por Marco Antônio.
Na página pessoal do procurador no Facebook, mensagens sobre homossexualidade são recorrentes. Ele faz várias críticas à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de reconhecer o direito de casais homossexuais à união estável.
A reportagem não conseguiu entrar em contato com o professor.
Veja alguns posts de Marco Antônio na rede social:
‘É uma grande calúnia’, diz aluna acusada de racismo
‘Fui humilhada pelo professor Paulo e exposta pelo irmão dele no Facebook’, diz bolsista do ProUni
Marcelle Souza – Especial para o Estadão.edu
Acusada de racismo, a aluna de Direito do Mackenzie T., de 31 anos, disse que “é uma grande calúnia o que aconteceu”. Ela nega que tenha ofendido o professor. “Até porque sou bolsista integral do ProUni e, com qualquer sanção administrativa, perderia a bolsa”, afirmou a aluna, que chorou diversas vezes durante a entrevista.
Segundo T., na noite de sexta-feira, 26, logo antes da aula de Direito Penal III, procurou o professor Paulo Marco Ferreira Lima no corredor para falar de seu método didático. “A aula dele é mais um bate-papo e expliquei que sentia a falta de conceitos, que tinha dificuldade com o método dele.”
A aluna disse que o professor se sentiu ofendido. Afirmou que dá aula há 20 anos e levantou a voz para humilhá-la. Os dois continuaram a discussão andando no corredor, e quando chegaram à porta da sala de aula, viram a filha de Paulo Marco, que é aluna de Direito do Mackenzie, mas não na disciplina do pai. “Ele tá te dando voz de comando”, brincou a filha, segundo T.
T. disse que o professor bateu a porta na sua cara depois de ter posto a filha dentro da sala. Ela disse que se assustou, mas abriu a porta. O professor chamou os seguranças: “Não deixem ela entrar, ela está proibida de entrar na minha sala”, disse Paulo Marco, segundo a estudante. T. disse que o professor se dirigiu a ela, antes de sair do prédio. “Não me dirija a palavra, não estou aqui como professor, mas como procurador de Justiça. Se continuar me dirigindo a palavra, vou te dar voz de prisão, você tá me entendendo?”.
Na mesma sexta, T. procurou o diretor da Faculdade de Direito, que a orientou a fazer um relatório do que aconteceu. Ela fez o relatório e no mesmo documento, protocolado na segunda-feira, 29, pediu transferência na matéria de Paulo Marco para o período da manhã. A decisão sobre o pedido sai na sexta-feira, dia 2. T. se disse tranquila quanto ao resultado porque o diretor da faculdade acompanha o caso desde o começo.
T. disse que não conhece o irmão de Paulo Marco, Marco Antonio, mas que não teria aula com ele. “Como vou ter aula com alguém que me acusa de racismo?”, disse. “Fui humilhada pelo professor Paulo e exposta pelo irmão dele no Facebook. Sou estudante de Direito e um dia vão lembrar que me acusaram de racismo.”
Ameaçada de prisão, aluna do Mackenzie é acusada de racismo no Facebook Procurador e professor do Mackenzie admitiu que falou em dar voz de prisão a estudante de Direito que o interpelou no corredor; hoje, seu irmão, também professor, disse que aluna usou termos como ‘negro sujo’ 30 de agosto de 2011 | 18h 18Carlos Lordelo – Estadão.edu
O professor da Faculdade de Direito do Mackenzie Paulo Marco Ferreira Lima, procurador de Justiça, ameaçou dar voz de prisão a uma aluna do 5.º semestre do curso na sexta-feira, 26. Depois da aula de Direito Penal III, a estudante abordou o professor para questionar sua metodologia de ensino. Segundo o docente, foi necessário chamar seguranças para conter a garota, que insistia em fazer reclamações em voz alta. Paulo Marco, então, disse que ou ela parava, ou ele lhe daria voz de prisão. Nesta terça-feira, o irmão de Paulo Marco, o também procurador e professor do Mackenzie Marco Antônio Ferreira Lima, acusou a aluna de racismo no Facebook.
O caso ganhou proporção no Mackenzie após o Centro Acadêmico João Mendes Jr., que representa os alunos da Faculdade de Direito, ter divulgado nota de repúdio em que classifica de “inadmissível” a postura do professor Paulo Marco. “Em um país de ‘Doutores’, em que qualquer um se acha acima da lei, não podemos permitir que em nossa faculdade, um ambiente exclusivamente acadêmico, pessoas desse tipo continuem a desrespeitar nossa Constituição, em uma perfeita cena de abuso de autoridade”, diz o texto, assinado pelo diretor geral do C.A., Rodrigo Rangel.
Ao Estadão.edu, Paulo Marco disse na tarde desta terça-feira que a aluna quis “tirar satisfação” e criticar sua aula. “Entrei na sala para dar a última aula do dia e ela continuava falando. Fechei a porta. Ela arrombou. Pedi aos seguranças para tirá-la da sala. Ela continuou gritando e me ofendendo. Foi aí que falei: ou a senhora para ou eu vou te dar voz de prisão por desacato. Ela parou de gritar depois da ameaça.”
O professor respondeu às críticas de que a situação configurou abuso de autoridade. “Ameaçar prender não é abuso de autoridade. Seria se eu tivesse prendido ela sem razão”, afirmou. “Achei que ela iria me agredir, porque estava totalmente transtornada. Tive de fazer alguma coisa para contê-la.”
“A aluna está fazendo um sensacionalismo que beira o lado criminoso”, finalizou Paulo Marco.
Em entrevista, T. – que preferiu não senão quis dizer o sobrenome – se diz vítima de calúnia, e afirma que não poderia ofender um professor por depender de bolsa do ProUni. “Fui humilhada pelo professor Paulo e exposta pelo irmão dele no Facebook. Sou estudante de Direito e um dia vão lembrar que me acusaram de racismo.”
Racismo. O irmão do professor entrou na polêmica usando o Facebook. Marco Antônio postou na tarde desta terça-feira, em letras maiúsculas, que a aluna do 5.º semestre noturno teceu “considerações raciais” sobre Paulo Marco, “chamando-o na frente de sua filha de ‘negro sujo’ e afirmando que ‘preto não pode dar aula no Mackenzie’ e que ‘preto não pode ter poder'”. Amigos de Marco Antônio na rede social, entre eles alunos do Mackenzie, escreveram mensagens de apoio aos professores.



Na entrevista concedida mais cedo, Paulo Marco não mencionou ter sido alvo de racismo.
Por meio de nota, o Mackenzie disse que a estudante foi atendida pelo diretor da Faculdade de Direito e “não houve prisão”. “Os fatos ainda estão sendo apurados para que as providências cabíveis sejam tomadas”, afirmou a universidade.
Marco Antonio Ferreira da Costa
9 de junho de 2020 6:55 pmPeço gentilmente que tetirem meu nome desta matéria pois o nome correto e lima e não costa ou irei ser obrigado a tomar medidas de maiores dimensões.