4 de junho de 2026

Sadia cobiçada por empresas estrangeiras

Por Marco Antonio L.

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Do iG

Marca Sadia é avaliada entre R$ 10 bilhões e R$ 15 bilhões 

Caso fusão com a Perdigão seja vetada pelo Cade, grupos da China e do Oriente Médio devem ter interesse em comprar a Sadia 

Claudia Facchini 

Empresas de alimentos da China e do Oriente Médio teriam interesse em comprar a Sadia caso a fusão do frigorífico brasileiro com a Perdigão seja barrada pelo Conselho Administrativo de Defesa econômica (Cade).

Segundo fontes consultadas pelo iG, a Sadia pode valer algo entre R$ 15 bilhões e R$ 10 bilhões e seriam poucos os grupos que teriam recursos atualmente em caixa para bancar uma aquisição desse porte, sobretudo no Brasil.

A Tyson Foods, dos EUA, também figura na lista dos prováveis candidatos a comprar o frigorífico brasileiro. “Mas eles, com certeza, enfrentariam a concorrência dos chineses e dos árabes”, afirmou um consultor.

A Sadia é vista como uma empresa estratégica para países como a China, que têm dinheiro para investir, mas enfrentam escassez de alimentos nos seus mercados internos. “Os chineses já estão comprando tudo na África”, diz uma fonte.

Na avaliação de defensores da fusão da Sadia com a Perdigão, que criou uma grande multinacional brasileira no setor de carnes, a aquisição da Sadia por empresas de países emergentes seria um problema para o Brasil. Isso porque esses grupos tenderiam a privilegiar o abastecimento de seus próprios mercados internos.

A venda da Sadia pela Perdigão é uma das hipóteses avaliadas pelo Cade, onde a fusão encontra-se neste momento em processo de julgamento.

Outra alternativa é a venda pela Brasil Foods, a empresa resultante da união da Sadia com a Perdigão, de um pacote de ativos, que inclui outras marcas controladas pela empresa, como Rezende, Confiança e Wilson, além de fábricas.

Esse “pacote”, na avaliação de uma fonte, poderá valer entre R$ 1 bilhão e R$ 2 bilhões e deve atrair interesse de compradores brasileiros, como o grupo JBS.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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