4 de junho de 2026

Poupança registra menor fuga de recursos em março

Ao longo do ano, retirada líquida chega a R$ 24,05 bilhões

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Jornal GGN – A fuga de recursos da caderneta de poupança perdeu força pelo segundo mês consecutivo. Segundo dados do Banco Central, o volume de retiradas ultrapassou os depósitos efetuados em R$ 5,38 bilhões, quando os brasileiros pouparam R$ 164,397 bilhões, mas sacaram R$ 169,777 bilhões da caderneta.

Apesar do menor volume de recursos aplicados, os saques tiveram queda em março. A retirada líquida tinha ficado em R$ 12,032 bilhões em janeiro e R$ 6,639 bilhões em fevereiro.

As retiradas também diminuíram em relação ao mesmo mês do ano passado. Em março de 2015, a caderneta tinha registrado saques líquidos de R$ 11,438 bilhões. No acumulado de 2016, no entanto, os brasileiros retiraram mais recursos da poupança. De janeiro a março, a retirada líquida somou R$ 24,05 bilhões, contra R$ 23,231 bilhões no mesmo período do ano passado.

Desde janeiro de 2015, a caderneta de poupança tem apresentado forte retirada de recursos devido ao aumento de juros, que tornam mais atrativas aplicações em fundo de investimento, e da perda de rentabilidade diante da inflação. Nos últimos 12 meses, a caderneta rendeu 8,29%, contra inflação oficial de 11,08% pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

A recessão econômica também contribui para a fuga de recursos da poupança. Por causa da crise e do desemprego, os brasileiros têm menos sobra de dinheiro para aplicar na caderneta e precisam sacar mais recursos para pagar dívidas.

 

 

(com Agência Brasil)

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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  1. JB Costa

    6 de abril de 2016 10:00 pm

    Pela condição de funding para

    Pela condição de funding para financiar dos setores estratégicos nas áreas econômica e social, o produto “Caderneta de Poupança” é, de longe, o mais perverso para com seus usuários. Sempre foi o “irmão pobre” no mercado porque destinatário tradicional dos pequenos poupadores sem nenhum poder de barganha nem político. 

    Isso simplesmente é uma vergonha. Mais: se confrontado com os juros ditos “de mercado” praticados pela banca para produtos como cheque especial e cartão de crédito na faixa de 400%(quatrocentos por cento) ao ano estaremos adentrando na senda do crime. 

    Pelo que saiba, jamais houve prisões para tais assaltos contra a economia popular. 

    Muito peculiar o nosso senso de moralidade. 

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