O círculo vicioso da perpetuação do ódio islâmico – através das crianças, que aprendem e valorizam apenas o ódio e a vingança, a partir de uma visão unilateral. Qual a chance de se viver em paz, quando não é isso que se busca?
(a página inclui um vídeo, que não dá para postar aqui)
Do IG
Crianças querem vingar morte de Bin Laden
09/05/2011 – 22:39
“Crianças paquistanesas, incluindo as de famílias ricas, agora sonham vingar a morte de Osama Bin Laden. Em uma escola islãmica do país, as crianças aprendem que Osama Bin Laden foi um herói do Islã.
A maneira como os Estados Unidos lideraram a operação, que matou o chefe da Al-Qaeda, indignou e chocou um grande número de alunos.
Segundo o estudante Mohammad Tofail, de 15 anos, presidente dos Estados Unidos, Obama mandou seus homens para o Paquistão e violou as regras do país.
“Ele tem origem muçulmana, o nome dele é Barack Hussein Obama, e, apesar disso, não deu a Osama o funeral que o líder merecia. Jogou-o no mar. Eu fiquei muito triste. Isso nos deixou com raiva”, indigna-se Mohammad.
A raiva dos jovens vai além dos portões das Madrassas, as escolas onde se aprendem Alcorão. A política externa americana já era impopular entre muitos paquistaneses. Para alguns, agora, a morte de Osama só reforçou o sentimento.
“Osama bin Laden desenvolveu uma mentalidade, uma ideologia, e as gerações mais novas foram afetadas. Não existe educação adequada no Paquistão. A maioria dos alunos vai para os seminários. Então, naturalmente, se eles não são educados e se o socialismo no país não ocorrer, essa mentalidade pode ganhar lugar”, declara Farzana Anis, médica residente de Abbottabad, cidade onde o terrorista foi morto.
Mesmo as crianças de famílias abastadas de Abbottabad, que estudam nas escolas que não seguem os ensinamentos islâmicos, vêem a invasão dos Estados Unidos como um ataque à sua nação.
“Nós vamos vingar a morte de Osama Bin Laden. Vamos travar uma luta e vamos ganhar. Vamos ganhar dos americanos”, afirma Bilal Umar, estudante em uma escola pública da cidade. Abbas Khan, outro estudante, diz que quer crescer para ser como o líder da rede terrorista Al-Qaeda.”
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