
Jornal GGN – Para o senador José Serra (PSDB-SP), a atual crise política é mais complexa do que a que gerou o golpe de 1964, e uma intervenção militar não aconteceu atualmente porque o Exército não tem a força política que tinha naquela época. “Não temos mais um Exército que se apresente como uma força política. O setor militar esteve ausente e, se Deus quiser, vai continuar ausente da política brasileira”, disse o senador, durante participação em seminário de Direito organizado pelo instituto do ministro Gilmar Mendes, do STF, em Lisboa.
O senador disse aos jornalistas que uma eventual troca de poder pode ser benéfica para a economia brasileira a curto prazo, mas diz que um novo governo terá de oferecer perspectivas de médio e longo prazos.
Outra conferência do seminário reuniu os senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Jorge Viana (PT-AC). O parlamentar petista afirmou que o Brasil está à beira de um golpe de Estado, enquanto o senador mineiro criticou o sistema político atual, afirmando que há um “presidencialismo de cooptação”.
Da BBC Brasil
O senador José Serra (PSDB-SP) afirmou nesta quinta-feira que considera a atual crise política brasileira ainda mais complexa do que a que levou ao golpe de Estado em 1964 e que uma intervenção militar só não aconteceu nos dias atuais porque o Exército não tem mais a força política de antigamente.
“A situação à época do golpe de 1964 era menos complexa do que a atual (…) Se o Exército brasileiro ainda tivesse a força que tinha naquele momento, não tenha dúvida de que já teria tido uma militarização no país”, afirmou Serra, em participação no 4º Seminário Luso-Brasileiro de Direito, em Lisboa.
“A principal diferença entre o cenário atual e o daquela época é que não temos mais um Exército que se apresente como uma força política nos últimos 30 anos. O setor militar esteve ausente e, se Deus quiser, vai continuar ausente da política brasileira”, agregou o tucano, que se exilou no exterior depois que os militares assumiram o poder.
Depois da sua palestra, o senador tucano conversou com jornalistas brasileiros e portugueses. Apesar de ter evitado comentar sobre um eventual governo liderado pelo vice-presidente peemedebista Michel Temer (com quem se reuniu recentemente), Serra disse que, num primeiro momento, a troca de poder fará bem à economia brasileira.
“Se mudar o governo vai haver um clima econômico a curto prazo mais favorável, pelas mudanças das expectativas. Mas esse novo governo vai ter de oferecer uma perspectiva também de médio e longo prazos”, afirmou.
Serra foi conferencista do primeiro ciclo de palestras do último dia do seminário de Direito envolvendo lideranças políticas e jurídicas brasileiras e portuguesas na Universidade de Lisboa. O encontro, de âmbito acadêmico, gerou polêmica ao reunir na capital portuguesa lideranças da oposição ao governo Dilma Rousseff num momento de acentuada crise política e risco de impeachment da presidente.
Debate político
O último dia de debates do encontro também reuniu numa mesma conferência os senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Jorge Viana (PT-AC), que defenderam os seus pontos de vista sobre o atual momento político brasileiro.
“A minha intenção original era falar sobre a implementação da Constituição em diferentes países após o período da Segunda Guerra, mas como a Constituição no Brasil está a ponto de ser rasgada, resolvi mudar a minha intervenção”, afirmou o petista, vice-presidente do Senado.
“Não quero relativizar a crise política do Brasil nem esconder os erros do meu partido, que são muitos, mas é preciso respeitar a Constituição. O Brasil está à beira de sofrer um golpe de Estado”, opinou.
Viana traçou comparativos entre índices socioeconômicos do Brasil de 2002 (antes de o PT entrar no poder) e atual, para concluir que eram piores há 14 anos do que agora. “Não quero fugir da crise, só quero tipificá-la”, afirmou.
Logo após a fala do petista, Aécio assumiu os microfones e respondeu ao seu colega de Senado. “Não vim a Lisboa com o ônus de defender o governo, vim aqui para falar a verdade”, comentou o tucano.
O senador mineiro, então, voltou atacar o atual sistema político brasileiro, ao qual chamou de “presidencialismo de cooptação”. “Temos 35 legendas atualmente, e não as chamo de partidos políticos, porque nada mais são do que siglas que se formam para arrecadar benefícios e vender tempo de TV no horário político gratuito”.
Oposição versus situação
Durante seu discurso, Viana havia dito que o PSDB e seus aliados não sabiam se comportar como oposição, “porque querem tomar atalhos em vez de esperar pelo curso natural das coisas”.
“É preciso ser paciente quando se é oposição, entender que vai perder as eleições algumas vezes até ganhar nas urnas. Esta oposição atual não quer esperar as eleições para voltar ao poder pelo voto”, criticou o petista, gerando nova resposta de Aécio Neves.
“O atual governo não sabe a sorte que tem, porque tem uma oposição responsável, que não embarca na onda de que ‘quanto pior melhor’. Na verdade, eu acredito que passar um tempo na oposição faria muito bem ao PT, para reavaliar seus conceitos”, afirmou o tucano.
Reforma política
Ao mesmo tempo, tanto Aécio quanto Viana – e também Serra – concordaram no evento em Lisboa quanto à necessidade de reformular o sistema político brasileiro.
“Nós temos de mudar esse modelo composição de governo, de coalizão. O atual modelo perdeu a validade, não atende mais o país, não importa quem esteja no poder”, afirmou Viana à BBC Brasil.
“Ficou evidente também que existe uma relação promíscua no fluxo de dinheiro, de empresas que têm obras em governos e no financiamento de políticos e partidos, um caso em que não há inocentes. Estamos diante de um modelo que fracassou”, concluiu o petista.
Já Aécio defendeu o fim da reeleição e o mandato de cinco anos, além de reforçar a campanha para limitar o número de partidos políticos brasileiros. “Existem hoje empresas especializadas em conseguir assinaturas para a criação dessas legendas. Essa é a mercantilização da política brasileira em sua essência”.
Na opinião de Serra, é preciso criar no Brasil um modelo que permita a mudança de governo – em caso de uma crise como a atual – que não seja tão “traumática” quanto o impeachment. “É preciso mostrar às pessoas que grande parte do que está acontecendo se deve ao sistema político do país, e não há momento mais oportuno para isso”, concluiu.
O 4º Seminário Luso-Brasileiro de Direito foi organizado pelo Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP) ─ que tem entre os seus fundadores o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes ─ em parceria com a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.
Eram esperadas também as presenças do vice-presidente Michel Temer e do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, mas ambos desistiram de viajar a Portugal.
Líderes da política portuguesa que também haviam confirmado presença optaram por cancelar suas participações após a repercussão do encontro na imprensa dos dois lados do Atlântico. Foi o caso do ex-primeiro-ministro luso Pedro Passos Coelho e do presidente Marcelo Rebelo de Sousa, que originalmente faria o discurso de encerramento do seminário.
Ivan de Union
1 de abril de 2016 1:31 pmEm outras palavras, TODOS
Em outras palavras, TODOS foram pra Portugal pra falar no golpe em andamento e…
Estao pensando que estao abafando! Que vao ser bem vindos em Portugal e no resto da America Latina!!!
sabra arad
1 de abril de 2016 1:33 pmDialogos ou monólogos vazios.
Me entristecem as análises tão superficiais destes nossos políticos. Sempre discursos escondendo a realidade, seja ela : realidade de intenções, ou a realidade ela mesma. Enquanto isto a la nave va!!
mcn
1 de abril de 2016 1:36 pmG-sus!
Mas esse Serra só fala m…
Quer ser presidente e sai dando canelada, como se ninguém tivesse vendo. Não entende NADA de Segurança Nacional e fica falando mal das Forças Armadas brasileiras pros gringos.
¿Por qué no te callas, gabiru?
Gilson AS
1 de abril de 2016 1:54 pmMais uma merda entre tantas
Mais uma merda entre tantas falada pelo Serra.
No fundo, ele quer fomentar o golpe de qualquer jeito
Gilson AS
1 de abril de 2016 1:55 pmMais uma merda entre tantas
Mais uma merda entre tantas falada pelo Serra.
No fundo, ele quer fomentar o golpe de qualquer jeito
Marcos Antônio
1 de abril de 2016 2:04 pmQue tal?
Vamos esquecer o serra?
Quem sabe assim, ele desaparece?
Leonardo Neves
1 de abril de 2016 2:07 pmPovo de São Paulo merece mesmo
Ter um senador lunático e limítrofe como esse Serra. Quando governador quase criou uma guerra campal entre as polícias civil e militar na frente do palácio dos Bandeirantes. Esse cara é um louco desvairado. Agora nos brinda com um comentário totalmente inapropriado sobre as forças armadas, como se não fosse o ápice da vergonha nacional um país do tamanho do Brasil sofrer um golpe militar em pleno século XXI. Ele fala assim para instigar os “brios” de alguns militares saudosos do tempo em que comandaram o Brasil. Passa ao largo da cabeça dessa anta que o tempo passou, não há mais guerra fria e os militares não mais se dariam ao papel de jagunços de canalhas golpistas, como o próprio Serra. As forças armadas têm mantido uma postura exemplar nessa crise, ao que nos custe a manutenção da lei da anistia. Não se ouve falar de pronunciamentos de líderes militares, nem mesmo bestas como o Bolsonaro são endossados como porta voz da instituição. Esse senador idiota ganharia muito mais calando a boca.
Andre W.
1 de abril de 2016 2:31 pmO Serra agora quer falar em
O Serra agora quer falar em nome do exército? Qual a história do serra com o exército, qual a liderança do serra sobre o exército? zero! Outra coisa, o Serra é um zero à direita, a coisa mais importante que ele participa no golpe é bater panela no discurso da Dilma. Esse golpe é da polícia federal, do ministério público, do judiciário do Paulinho da Fraca do Gilmar e do PMDB.
Derli
1 de abril de 2016 2:31 pmSábias palavras do guru dos coxinhas.
Os coxinhas estão em êxtase depois destas incríveis e sábias palavras do guru deles.
Que sensibilidade, que argúcia.
Fico imaginando quantas horas de meditação ele levou para dizer tanta merda.
PauloBR
1 de abril de 2016 2:32 pmO exército nunca teve força.
O exército nunca teve força. Nem o daqui, que deixou Serra fugir para o Chile em 1964, nem o do Chile, que o deixou fugir de lá (um brasileiro já fugido e com uma esposa de sobrenome Allende!) depois do golpe de Pinochet. Nem o americano, que não prendeu aquele sujeito “de esquerda”, inimigo do regime militar tão caro aos ianques.
Ou será que Serra estava do lado oculto da força desses exércitos?
Jaide
1 de abril de 2016 5:29 pmTudo que é falado pode ser
Tudo que é falado pode ser interpretado sob diferentes ângulos.
Se o nosso exército não tem força política para intervir (graças a Deus, seguindo o Serra), quem sabe aquele outro exército que não tem qq problema com intervenções fora de suas fronteiras não poder dar uma ajudinha…
Afinal, nas manifestações “cívicas” da Paulista tinha cartazes com esse apelo.
OBS
1 de abril de 2016 9:51 pmEste “Allende” da mulher do
Este “Allende” da mulher do Serra merece um histórico para sabermos exatamente.
PauloBR
2 de abril de 2016 8:20 pmCá está:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Mónica_Serra
Sylvia Mónica Allende Serra.
Andre Araujo
2 de abril de 2016 6:50 pmNada a ver. Serra fugiu para
Nada a ver. Serra fugiu para os EUA com uma bolsa paga e lá fez curso universitario sem precisar trabalhar, assim como muitos outros brasileiros acolhidos pelos EUA em fuga do regime de 1964, inclusive um certo Leonel de Moura Brizola, asilado nos EUA por tres anos sob proteção do governo americano, que o retirou do Uruguai porque estava em risco de ser lá detido pelo regime militar uruguaio.
PauloBR
2 de abril de 2016 8:26 pmPor partes
Respeitosamente,
A alusão a Brizola não invalida minha afirmação sobre Serra.
Nem esclarece a fuga do Chile.
Nem esclarece de que lado Serra estava, afinal.
Andre W.
1 de abril de 2016 2:39 pmDeve ser um tremendo
Deve ser um tremendo desconforto assistir certas palestras só com plasil para não vomitar. Sobre discurso de de reforma política, blablabla, essas palavras estão gastas. Dilma tentou frear a corrupção e deu no que deu, perdeu base de sustentação. De quem vai ser a iniciativa da reforma política? do governo pós-golpe, com plenos poderes para tudo ? Nunquinha. Ainda não vi nada em direção a tal reforma política.
Athos
1 de abril de 2016 2:57 pmÉ
O Golpe fez água.
Agora é a hora de partir para a OFENSIVA e limpar o Estado porque todos estão expostos.
É agora Ou aguarde a próxima tentativa de golpe com OS MESMO personagens.
Espero que o PT tenha inteligência para fazer pelo menos uma listing mínima de pessoas não confiáveis. Tivesse feito isso no passado Janot não estaria onde está. Essa gente, os Petistas, não tem UM assessor que presta!
Marcos Marques de Sousa Trindade
1 de abril de 2016 3:32 pmAlguém poderia me explicar o
Alguém poderia me explicar o que faz um Senador Petista em um seminário golpista promovido por ninguém menos do que Gilmar Mendes ?
Juro que não consegui entender o motivo. A não ser que o mesmo seja quinta-coluna infiltrado estilo Delcídio Amaral….
Jossimar
1 de abril de 2016 3:44 pmEste senador é um dos maiores
Este senador é um dos maiores canalhas que já pisaram o solo brasileiro.
Se tivèssemos justiça, este pilantra estaria atrás das grades há anos. provas não faltam.
edmorc
1 de abril de 2016 4:20 pmSaudosismo
Embora o Cerra diga o contrário, ele deve estar mesmo é saudoso do exército com poder de intervenção política, tal qual em 64.
Andre Araujo
2 de abril de 2016 6:47 pmSaudoso não deve estar pois o
Saudoso não deve estar pois o Exercito em 64 o colocou para correr e ele fugiu para o Chile.
Charles Harnack
1 de abril de 2016 5:05 pmÉ que o Exército não se
É que o Exército não se presta mais a golpes a mando de facções de direita. O Serra e suas paquitas, viúvas de quartel,
saudosistas que são da época em que não precisavam de votos, aliás como todos do PSDB,(vide Aécin ) o desolado.
Eliseu Leão
1 de abril de 2016 5:28 pm*Há um tempo em que é preciso
*Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas,
que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os caminhos,
que nos levam sempre aos mesmos lugares.
É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la,
teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.*
(Fernando Pessoa)
Não é verdade que os militares perderam a força politica. As FFAA não querem que a história politica daqueles anos faça parte do presente. Falta de memória significa perda de identidade; significa reviver os mesmos fracassos; significa ser manipulável. Significa incapacidade para criar o proprio jogo narrativo. Não é verdade que os militares perderam a força. E’ verdade o contrário, o silêncio deles é estratégico. Impuseram a lei de anistia. Um magistrado inconformado escreveu: ”No infeliz nove de abril de 2010, o Supremo, por maioria, entendeu terem sido abrigadas pela lei de anistia todas aquelas pessoas que, durante o regime de exceção instaurado em 1964, torturaram opositores do regime. (…) Parece-me que, neste caso, a razão esteve com a minoria, ou seja com os dois ministros derrotados no seu entendimento: Ayres Britto e Ricardo Lewandovski. Entenderam esses magistrados que a tortura é crime comum, não é crime politico, daí que não foi abrangido pela anistia.
Não há justiça enquanto não forem responsabilizados. Aquela força eversiva não perdeu poder de ação. Do lado civil a prova está nas manifestações golpistas da FIESP, da OAB; na mídia, no recrutamento de jovens e no aliciamento de Forças Públicas. Do lado militar, os recalcados e revanchistas Peri, Moura Neto e Saito, chefes do Exército, Marina e Aeronáutica, que estavam em seus cargos desde o governo do Lula, contra quem montaram gesto de insubordinação (nenhum chefe militar compareceu à cerimônia de lançamento do livro Direito à Memória e à Verdade), desafiaram a presidenta Dilma durante a cerimônia que restituiu simbolicamente o cargo ao ex-mandatário Jango. Durante o enterro definitivo do presidente Goulart, o boçal e impreparado general Goellner fez declaração provocatória: “Nada de que retratar-se”. Esse Goellner é a prova que os quadros militares continuam unidos na reivindicação do terrorismo de Estado e contra as tentativas de reconstruir a memória).
Nos governos do PT nunca faltaram provocações dos militares a Lula e Dilma. O general chefe da segurança da Presidenta permitiu que um panaca entrasse na área de contato, no corredor do hotel em Washington, para insultá-la. O insubordinado e debochado general Luiz Eduardo Rocha Paiva (foi chefe da Escola de Comando do Estado-Maior e secretário-geral do Exército), numa entrevista (2012) ao jornal O Globo, disse cinicamente: “Dilma era da VAR-Palmares. E a VAR-Palmares foi a que lançou o carro-bomba que matou o soldado Mario Kozel Filho. Ela era da parte de apoio. Será que ela participou do apoio a essa operação?” Comentando esse ato terroristico de desinformação, um ex preso politico que na época era um secundarista, fez saber que a VAR-Palmares nada teve a ver e nem sequer existia em julho de 1968.
Dramático é saber que os meios de comunicação partícipes do golpe de 64, os grandes grupos empresariais, a embaixada estadunidense e o alto comando das Forças Armadas, não podem ser investigados pela Comissão da Verdade. O então ministro da Defesa Celso Amorim teve o descaramento de afirmar à CV –em nota oficial– que não ocorrera tortura nos quartéis. Portanto, a discrição do Estado Maior das FFAA, hoje, é puramente estratégica, questão de conveniência.
Janio de Freitas: ”O cinquentenário de 64 mostra-se como um brado uníssono de “ditadura nunca mais”. Talvez seja assim. Mas só poderá ser se consumadas duas condições. O ensino das escolas militares precisaria passar por reformulação total. A do Exército, mais que todas. Nas escolas militares brasileiras não se ensinam apenas as matérias técnicas e acadêmicas apropriadas para os diferentes ramos da carreira militar. Muito acima desse ensino, as escolas militares ocupam-se de forjar mentalidades. Uniformes, planas, infensas à reflexão, e, por aí já está claro, ideológica e politicamente direcionadas. São produtos criados ainda para a Guerra Fria. É por isso que se vê, há tantos anos, tão igual solidariedade e defesa dos atos e militares que, para a lei e para a democracia, são criminosos, muitos de crimes hediondos e de crimes contra a humanidade. As escolas militares não preparam militares para a democracia.
Palavras do professor João Quartim de Moraes: «Perante a memória histórica do povo brasileiro, cometeríamos, entretanto, a pior das infidelidades, a traição à memória de nossos mortos, se consentíssemos em pagar, pelas boas relações com os militares de hoje, o preço do esquecimento dos crimes cometidos pela ditadura».
Luciano Lira
1 de abril de 2016 5:28 pmPode-se esperar alguma coisa
Pode-se esperar alguma coisa boa de Serra? Nem vou perder meu tempo falando…
Aldo Cardoso
2 de abril de 2016 2:03 amSe quem cala consente…
Se o Exército Brasileiro fica mudo diante das afirmações do Serra é porque ele concorda com o que foi dito a respeito de sua postura atual frente aos últimos acontecimentos. Logo, acho que nem compensa falar mais nisso, pois optou por não exercer mais protagonismo.