4 de junho de 2026

A origem das armas do atirador

Confirmado que uma das armas era roubada:

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Do UOL

07/04/2011 – 23h13 

Polícia confirma que uma das armas usadas por atirador era roubada

Guilherme Coimbra
Especial para o UOL Notícias
No Rio de Janeiro

Fontes da Divisão de Homicídios (DH) da Polícia Civil do Rio de Janeiro, que investiga o massacre em uma escola do Realengo, na zona oeste da capital, confirmaram na noite desta quinta-feira (7) que o filho do dono de uma das armas usadas pelo atirador Wellington Menezes de Oliveira depôs na delegacia.

Segundo ele, um dos revólveres calibre 38 usado no ataque fora roubado de seu pai, já morto, há aproximadamente 18 anos. A polícia não soube informar como a arma chegou a Oliveira.

Ao longo da tarde, a DH ouviu depoimentos de professores, parentes das vítimas e policiais envolvidos na ação. Não são esperadas mais testemunhas para hoje e não foi divulgado o cronograma para esta sexta-feira (8).

ApolA polícia não confirmou a versão de que Oliveira teria disparado contra dois estudantes antes de entrar na escola municipal Tasso de Silveira. Segundo fontes da DH, todo o ataque ocorreu em apenas duas salas do primeiro piso, o andar imediatamente superior ao térreo.

O fato de a maioria das vítimas ser do sexo feminino, ainda segundo a polícia, não indica necessariamente uma preferência do assassino e pode dever-se ao fato de as meninas terem o hábito de sentar-se à frente nas salas de aula.

Um dos sobreviventes do massacre, o estudante Matheus Moraes, 13, esteve com a arma apontada para a sua cabeça e disse que o assassino resolveu não disparar. “Ele pensou um pouco e disse para eu ficar tranquilo, que ele não iria me matar”, relatou o jovem. Segundo ele, sete meninas foram assassinadas brutalmente. “Ele simplesmente entrou na sala, puxou a arma e começou a selecionar as pessoas que iriam morrer”, explicou o menino.

Investigadores da DH esperam o resultado da perícia para saber de qual das duas armas partiu o disparo que acabou com a vida de Oliveira. Segundo afirmou em depoimento o sargento Márcio Alves, que abriu fogo contra o atirador e o acertou na perna, Oliveira suicidou-se em seguida com um tiro na cabeça.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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