O presidente do Senado, Renan Calheiros, o ex-ministro Moreira Franco, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e o vice-presidente da República, Michel Temer, durante a convenção nacional do PMDB, no começo de março – Valter Campanato/Agência Brasil
A dois dias da decisão do PMDB sobre a permanência na base aliada do governo da presidenta Dilma Rousseff, a tensão no cenário político aumenta e peemedebistas favoráveis e contrários ao rompimento tentam ganhar apoio em articulações de bastidores.
O partido, presidido pelo vice-presidente da República, Michel Temer, marcou para as 15h da próxima terça-feira (29) a votação sobre a permanência no governo. A eleição será realizada em um dos plenários da Câmara dos Deputados e pode mudar a condução dos trabalhos no Planalto e no Congresso.
Articulação
Temer cancelou a viagem que faria a Lisboa nesta segunda-feira (28) a pedido de peemedebistas que querem que ele participe do processo de articulação da decisão da legenda. Na última quarta-feira (23), o vice-presidente se reuniu com o senador Aécio Neves, presidente nacional do PSDB e um dos principais opositores de Dilma, para uma conversa sobre a situação política do país.
No mesmo dia, as articulações ocorreram do outro lado, em encontros do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), do ex-senador José Sarney (PMDB-AP) e de outras lideranças peemedebistas alinhados com o governo com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Diante da ameaça de desembarque político do principal partido da base aliada, Dilma disse, em declarações na última semana, querer “muito que o PMDB permaneça” no governo, mas disse que vai respeitar a decisão da legenda.
Dilma disse que aposta no comprometimento de ministros peemedebistas que compõem seu governo, entre eles, Marcelo Castro (Saúde) e Celso Pansera (Ciência, Tecnolgia e Inovação). Os dois querem que a aliança seja mantida e consideram irresponsável um rompimento.
Os ministros do PMDB se reunirão um dia depois da votação do Diretório Nacional para fechar uma posição em relação a possibilidade do partido decidir deixar a base aliada.
Diretórios regionais
Para aprovar a continuidade ou o fim da aliança com o governo petista, é necessário maioria simples dos 125 membros do PMDB que têm direito a voto. O diretório regional do Rio de Janeiro, que reúne nomes como o líder do partido na Câmara, Leonardo Picciani – aliado do Planalto –, representa a maior bancada, com direito a 12 votos. Na última quinta-feira (24), os fluminenses sinalizaram que vão votar pelo desembarque do governo.
O primeiro diretório peemedebista a anunciar o apoio ao rompimento com o governo foi o de Santa Catarina, segundo o deputado federal Mauro Mariani (SC), que ocupa uma das cadeiras da comissão especial que analisa o impeachment da presidenta Dilma.
Além dos diretórios do Rio e de Santa Catarina, peemedebistas do Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Espírito Santo, Piauí, Distrito Federal, Acre, Pernambuco, Tocantins, Maranhão, Bahia e Mato Grosso do Sul defendem a ruptura com o Planalto. Outros estados ainda não se manifestaram.
Clovis de Oliveira
27 de março de 2016 6:57 pmlembrando uma caçada:
abatida a presa, começará o desmonte para alimentar rapinantes
jose antonio santosj
27 de março de 2016 6:58 pmos ratos
Os ratos são os primeiros a abandonar o barco, não é mesmo!
Deveriam abandonar o governo, a politica e o pais. Seria tão bom!
Selma G
27 de março de 2016 7:06 pmUm pequeno detalhe: o PMDB
Um pequeno detalhe: o PMDB não é da base aliada, PMDB é governo.
Desembarque significa que o vice vai renunciar?
Ockham
27 de março de 2016 7:28 pmAbutres pairando no ar
“Desembarque significa que o vice vai renunciar?”
Não! Ele vai apenas escrever uma cartinha sonsa, reclamando que ninguém lhe dá importância e depois vai se juntar aos golpistas esperando ser empossado presidente não eleito do Brasil.
mc
29 de março de 2016 1:16 pmSIM!!! … por favor, alguém poderia esclarecer este ponto?
Não faz o menor sentido o PMDB dizer que ‘sai do governo’, pois o PMDB é governo (infelizmente)… a chapa era Dilma e Temer.
‘Sair’ e ficar com a vice-presidência – isso tem algum sentido para alguém?
Como é isso, Nassif?
Ockham
27 de março de 2016 7:12 pmProvavelmente se aliarão àquele partido de homens probos: PSDB
[video:https://www.youtube.com/watch?v=vsRlczWdEL0&ebc=ANyPxKoHRXwoxLI_pK-rPW8mvF4YEkUqyUe3oo-RS0HliZts4cZD_IJitlBym4552_AP9KdyS1BsphICthlGTisSKugEpK6Fw%5D
peregrino
27 de março de 2016 7:25 pmrs………………..que alegria
estão rindo do Janot ou do Moro?
Gilson AS
27 de março de 2016 7:57 pmO PMDB vai ficar dividido.
A
O PMDB vai ficar dividido.
A Katia Abreu já disse que não larga o osso.
Quero ver como vai ficar a situação do Temer quanto tudo acabar e não houver o impeachment.
Quero ver o que ele vai fazer, qual será a sua atitude . Se vai mandar outra carta para Dilma pedindo desculpa, ou se vai renunciar ao cargo de vice.
Vamos ver qual será a atitude do cara de pau Temer
Euler Conrado
27 de março de 2016 7:58 pmAo abandonar o governo num
Ao abandonar o governo num momento difícil, quando esteve ao lado do governo petista nos momentos bons, o PMDB vai passar uma ótima imagem para a população: de traíra, oportunista e não confiável.
Além de envolvido em todos os escândalos dos últimos anos, o PMDB confirma a sua posição de partido de governo, não importe qual governo. E o que pior até: partido golpista, já que poderia se manter na base do governo e manter o mínimo de estabilidade política. Ao contrário disso, o PMDB embarcou na lógica da derrubada do governo Dilma na tentativa de salvar Eduardo Cunha e outros deputados envolvidos em maracatuais mil.
Dificilmente o PMDB conseguirá fazer um resto de governo até 2018, já que a metade da população não aceita o golpe e a outra metade, quando perceber que foi enganada pela Globo e pelo juiz Moro, vai pra cima do novo governo com todo o ódio que lhe tem caracterizado.
Resumindo: se se mantiver na base do governo, o PMDB pode até apostar numa melhora nos próximos anos e colher frutos eleitorais. Se apostar na aventura golpista, como parece ser o desejo da maioria deste partido, o PMDB vai se dar mal nacionalmente. Com grandes possibilidades de desaparecer do mapa, já que ninguém mais – a não ser o PSDB, que diminui a cada eleição – vai querer uma parceria com um partido deste: aliado nas boas horas, infiel nos momentos mais difíceis.
Jotavê
27 de março de 2016 8:26 pmDiscordo, Euler. Há figuras
Discordo, Euler. Há figuras do PMDB que sairão chamuscadas do golpe, mas a Globo vai bater ainda menos neles do que bate hoje, caso Temer seja presidente. Se bater, será seletivamente. Eduardo Cunha é ótimo candidato a Judas no Sábado de Aleluia. Joga no tudo ou nada, sabendo que a alternativa seria o fuziliamento sumário. Tem chances de ser condenado a dez chibatadas, com possibilidade inclusive de clemência real no útlimo instante.
Imagem de partido do poder eles têm desde os tempos do Sarney. Estão aí até hoje, não estão? Pois é…
Nâo se iluda, meu caro. Vai ter golpe, sim. Em poucas semanas. E não espere mais do que o sagrado direito de espernear. O país assistirá aliviado a QUALQUER desfecho dessa crise. Dilma não é desfecho nenhum: ela é hoje a própria crise. Todos os principais atores já dinamitaram as suas respectivas pontes. Não tem volta.
Jotavê
27 de março de 2016 8:02 pmPermanência honrosa
Wellington Moreira Franco já deu a deixa para os fiapos do PMDB que restaram grudados a cargos e ministérios: podem desembarcar sem dor. Todos compreendem, segundo ele, que um ministro não pode abandonar o bote, assim, da noite para o dia. É preciso um tempo – duas, três, quatro semanas – para que se faça a transição sem prejudicar o serviço público. Basta sinalizar que está saindo do barco – basta, enfim, deixar a presidente Dilma Rousseff muito ciente de que está sozinha. O importante é que ela caia. Se não quiser dar esse sinal – se quiser, enfim, evitar o risco de ver seus apaniguados demitidos, entrando no governo Temer com seus comissionados a postos na administração federal – Moreira Franco oferece ainda uma outra saída honrosa: o afastamento temporário do partido. O ministro se afasta temporariamente do partido, mantém seus cargos (mantendo a pose governista até o último dia), e no primeiro dia do governo Temer se refilia ao partido, em posição de força. O que tem agora, conservará depois: eis a meia promessa feita por Moreira Franco, como quem diz – “ninguém vai querer puxar briga numa hora que é, digamos assim, de união nacional”.
O PMDB já desembarcou do Governo. O que se discute, agora, é o modo de fazer isso ferindo o mínimo de suscetibilidades e conservando o máximo de coesão interna para quando chegar o momento da divisão do butim com os tucanos. É compreensível que não se queira falar disso num momento delicado como este, mas a verdade é que não existe um único motivo racional para o PMDB continuar apoiando Dilma. Junto a Dilma, continua sob o fogo cerrado da Globo, de Moro, de Gilmar Mendes, etc. Contra Dilma, terá essa turminha toda a seu favor. Moro será rapidamente esquecido, como foi o juiz Di Pietro na Itália, e Joaquim Barbosa no Brasil. Daqui a dois anos, será um nome no passado, e nada mais. Na melhor das hipóteses, ganha uma indicação para o STF, reforçando o ataque reacionário liderado por Gilmar Mendes. A Lava-Jato caminhará para o esquecimento e será domada aos poucos, com o reconhecimento tácito dos “excessos” explicáveis pelo “calor da hora”. Com Temer no poder, esse desfecho é praticamente certo. Com Dilma no poder, a artilharia continua.
Eu gostaria de saber que tipo de raciocínio se faz para concluir que o PMDB ainda está “indeciso”, ou que existe alguma “chance” de ele não atirar Dilma aos jacarés (entre os quais, diga-se de passagem, estarão eles mesmos). Qual é a lógica por trás dessa suposição? O que se imagina que o PMDB poderia ganhar ficando que ele não possa ganhar em triplo saindo? Que tipo de risco se imagina que ele correria juntando-se ao coro do impeachment que ele não correria traindo o governo que ajudou a compor? O PMDB já saiu do Governo, e esse era mesmo o melhor lance sobre a mesa disponível para o partido. O que eles discutem agora é quem entra novamente no Palácio junto com Temer, e em que posição. O resto é wishful thinking, autoengano ou piloto automático.
Ockham
27 de março de 2016 8:36 pmListão da Odebrecht
Depois desse listão da Odebrecht, quero sabre QUEM vai governar este país, caso o impeachment passe.
Jesus Cristo? Pelo menos, com exceção de Lula e Dilma, ele é o único que não está na lista.
Henrique O
27 de março de 2016 8:41 pmPmd um partido criado pela ditadura
Esperar o que?
peregrino
27 de março de 2016 9:33 pme também “criado”, por FHC…
para a Petrobras
peregrino
27 de março de 2016 9:40 pmverdadeiros cupins de qualquer casa governamental…
patifes que se aproveitam até a casa começar cair
peregrino
27 de março de 2016 9:51 pmdécadas de 80 e 90…
todos os que tentaram fazer negócios com a Petrobras sabem muito bem como estes cupins se alimentam
destruindo tudo onde são colocados ou aceitos
Athos
27 de março de 2016 9:29 pmAcorda esquerda!
A decisão foi tomada tem mais de mês. Não há recuo! Opinião pública É fantasia de idiota!
Insisto para que às esquerdas façam às pazes com as forças armadas mas se recusam a acreditar no que acontece diante de seus olhos.
Olhe as FOTOS!
Acham que é questão de sair o artigo certo do Nassif que fará com que cem milhões de pessoas enxerguem a verdade e pronto. Acreditam que às forças do golpe recuarao quando todos perceberem que é golpe.
O problema é que eles não perceberam que TODOS sempre souberam do que se tratava.
Então, esse movimento de RUAS para conscientizar a população, resumidamente, é coisa de idiota. Poucas foram as rupturas patrocinadas pelas massas. São uma pequena fração do todo. No fim às esquerdas pensam que talvez seja a oportunidade que sempre quiseram para mobilização de massas.
A esquerda esta errada é quem vai pagar o pato é o Brasil, somos todos nós. Se vc acha que a esquerda é infalível Em suas avaliações, observe às indicações do PT ao STF.
Não há recuo! Será ruptura com 100% de certeza! Vc pode fazer ou ficar olhando que façam com vc.
A opção é sempre sua!
PS. Eliana Calmon era o caminho pela via republicana, mas não acreditam. Não há esquerda na República! !! Não há ninguém Das esquerdas que trabalhe para o ESTADO há 30 ou 40 anos!
Jose mestre Carpina
27 de março de 2016 9:43 pmVote no símbolo do PMDB…
Aí vai minha sugestão; Bem ao estilo do PMDB, tem em todo lugar…em qualquer lagoa do Brasil !!
É a cara de seus políticos hoje e sempre !!
drigoeira
27 de março de 2016 10:03 pmTemer vai renunciar???
Esta é pra ver de camarote…
Vou comprar um rojões para comemorar.
luizmattos
27 de março de 2016 10:15 pm#foracunha #foratemer #foracongresso.
Como foi muito bem explicitado, pelos nobres juristas, não estamos no parlamentarismo, onde o congresso pode derrubar o presidente. No presidencialismo. só com crime de responsabilidade, teria base o impeachment, que ao que parece não tem. Então, nesse caso, o Temer não tem legitimidade, pois cometeu os mesmos tais crimes de responsabilidade. E esse congresso corrupto e às vias de ter grande parte dos parlamentares indiciados, não tem moral para votar impeachment. Nesse caso , caso ocorra o golpe, temos que ter eleições gerais, para presidente e para o congresso e não podemos aceitar esses parlamentares corruptos de carteirinha no poder.Nós temos que cassar esse parlamentares pelo voto. Vamos anotando os nomes. #foracunha #foratemer #foracongresso.
Joabe Souza
27 de março de 2016 11:44 pmTiming
Meu palpite é de que haja novo adiamento e a decisão não saia esta semana.
Dilma já demonstrou que não renuncia e o rito do impeachment ainda dura algumas semanas. Saindo agora,o PMDB obriga o governo a se movimentar à esquerda em busca de apoio no varejo, o que pode potencializar as mobilizações populares anti-impeachment e antecipar o desgaste à imagem de Temer, que assumirá o papel de antagonista.
Penso que, para o PMDB o ideal é se manter como está e deixar a iniciativa do rompimento a cargo do governo, somente tomando a decisão no último (único) momento.
OBS
28 de março de 2016 2:55 am“Os diretórios a, b, c, d,
“Os diretórios a, b, c, d, etc…pedem ruptura com o planalto”.
Mas quais diretórios destes estavam com a candidatura de Dilma para presidente em 2014 ???
Basta ver os candidatos a governador em cada um destes Estados e com quem fizeram aliança e saberemos que muitos deles eram oposicionistas.