4 de junho de 2026

Japão abre torneira após terremoto & Para imigrantes, tsunami também na economia

 

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MONITOR MERCANTIL

 

Japão abre torneira após terremoto


 

A TV japonesa mostra barcos e carros sendo arrastados pela tsunami, na região mais a leste de Tóquio (Reprodução da TV/ABr)


AUTORIDADES ECONÔMICAS PROMETEM “NÃO CONTAR DINHEIRO QUANDO HÁ VIDAS EM RISCO” 

Integrantes do Ministério das Finanças e do banco central do Japão avaliam várias opções para levantar recursos para lidar com o impacto econômico causado pelo forte terremoto e pela tsunami que atingiram o país nesta sexta-feira. 

“Não ficaremos contando dinheiro quando a vida das pessoas está em perigo”, disse fonte do ministério não identificada pela agência Dow Jones, enfatizando que o governo irá gastar o que for necessário para ajudar as vítimas. 

O governo deverá usar inicialmente cerca de 200 bilhões de euros de recursos de emergência do Orçamento do ano fiscal que termina em 31 de março. 

Depois do terremoto de Kobe, em janeiro de 1995, os gastos com medidas para salvaguardar vidas e acomodar vítimas ficou em cerca de 15 bilhões de ienes nas semanas seguintes ao desastre. 

O Orçamento proposto para o próximo ano fiscal tem 350 bilhões de ienes para gastos com desastres naturais e 810 bilhões de ienes para medidas econômicas de emergência. Se houver instabilidade nos mercados na segunda-feira, o BoJ pode injetar grande montante de recursos de curto prazo, via operações reguladoras no mercado aberto para garantir liquidez. 

Poucas horas após o terremoto, o Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) anunciou a criação de uma equipe para administração do desastre, comandada pelo presidente do BoJ, Masaaki Shirakawa. 

O BC também anunciou estar pronto para prover liquidez ao interbancário – em que os bancos fazem suas transações internas. A reunião de política monetária de dois dias do BoJ da segunda-feira foi reduzida para um único dia. 

O Ministério das Finanças informou estudar os gastos necessários para a reconstrução e considera incluí-los em um orçamento extraordinário. 

Outra medida possível é a expansão da linha de 5 trilhões de ienes para a compra de bônus do governo e do setor privado. 

 

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Para imigrantes, tsunami também na economia



O forte terremoto ocorrido no Japão na madrugada desta sexta-feira (no horário de Brasília) veio em um momento delicado para o país, segundo o presidente de uma associação de imigrantes japoneses de São Paulo, Koichi Nakazawa. 

De acordo com ele, a economia japonesa ainda está frágil após a crise econômica mundial de 2008. Os prejuízos causados pelo tremor e pelo tsunami que se seguiu podem atrasar ainda mais a recuperação econômica do país. “O Japão está vivendo um momento difícil economicamente. Isso (o terremoto) afasta ainda mais a volta do crescimento econômico do país”, afirmou Nakazawa, da Associação Miyagui Kenjinkai do Brasil, a única de imigrantes japoneses vindos da província de Miyagui. 

Segundo Nakazawa, a economia de Miyagui é baseada na pesca e no cultivo de ostras. A província foi uma das mais atingidas pela onda gigante causada pelo tremor. Praticamente toda a infra-estrutura pesqueira foi destruída. 

Mais de mil pessoas morreram e pelo menos 100 mil estão desaparecidas por causa do terremoto e do tsunami que atingiram o Norte do Japão, segundo estimativas de fontes da prefeitura de Miyagi citadas pela agência de notícias Kyodo. 

O terremoto de 8,8 graus na Escala Richter foi um dos piores registrados na história do país asiático e provocou um alerta mundial no Círculo de Fogo do Pacífico. 

 

 

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Exportação brasileira de ferro deve ser afetada



As exportações brasileiras de minério de ferro podem ser afetadas pelo tsunami ocorrido nesta sexta-feira no Japão. Segundo o vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, o Japão é o terceiro maior comprador de minério de ferro do mundo e este é um dos principais produtos exportados pelo Brasil para o país asiático. 

“O Brasil, como um todo, num primeiro momento, vai sentir o impacto negativo pela queda de preços, principalmente do minério de ferro. Isso porque o Japão tem uma economia industrial muito forte”, afirmou. 

Castro disse que o Japão importa 50% do minério de ferro que consome, e o país é a terceira maior economia do mundo. “A terceira economia do mundo, reduzindo as suas importações, pode prejudicar toda a economia mundial”, afirmou. Só no ano passado, o Brasil exportou para os japoneses mais de US$ 3 bilhões em minério de ferro. 

 

 

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