15 de junho de 2026

Carta aberta ao ministro Eugênio Aragão, por Marcelo Auler

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Do blog do Marcelo Auler

Carta aberta ao ministro Eugênio Aragão

Marcelo Auler

Prezado Ministro. Lá se vão 25 anos do nosso primeiro encontro, em Rio Maria, no sul do Pará, quando do “Dia Municipal contra a Violência e a Impunidade”, em 12 de março de 1991, um mês depois da morte do líder sindical Expedito Ribeiro da Silva. Eu, a serviço do extinto Jornal do Brasil.

Você – e me permito este tratamento por sermos da mesma geração, sem lhe faltar o devido respeito – junto com o seu então colega José Roberto Santoro, acompanhavam o Procurador Federal da Defesa dos Direitos do Cidadão, Álvaro Augusto Ribeiro da Costa, ao mesmo tempo que, designados pelo então procurador-geral da República, Aristides Junqueira, elaboravam um dossiê sobre a violência em toda região. Na época, a contabilidade era macabra: em 11 anos, 17 líderes trabalhistas assassinados e muitos dos acusados por esses crimes, livres, ameaçavam a todos. Estava lá também Luiz Inácio Lula da Silva.

Em 1991,o jovem procurador Eugênio Aragão, em missão no sul do Pará, onde a violência reinava e a impunidade também (Foto: arquivo pessoal)

Em 1991,o jovem procurador Eugênio Aragão, em missão no sul do Pará, onde a violência reinava e a impunidade também (Foto: arquivo pessoal)

Pouco depois, já na Veja, a partir de outra investigação sua com o Santoro, fui, com o fotógrafo Paulo Jares, ao “Garimpo do Sangue”, em Matupá (PA). Mas esta é outra história.

Neste quarto de século, muita coisa aconteceu. Nos distanciamos, você de jovem procurador na época, chegou a subprocurador da República e eu continuei na missão de reportar. Mas, cada um na sua trincheira, lutamos pelos mesmos objetivos: o fim da impunidade, o restabelecimento, a partir da Constituição de 1988, do tão desejado Estado Democrático de Direito onde predominam as leis e, em consequência, a civilidade.

Fomos nos reencontrar de maneira rápida, na quinta-feira passada (17/03) quando testemunhei o início desse seu novo desafio, ao ser empossado como ministro da Justiça. De tão concorrida a cerimônia, mal nos cumprimentamos.

Sem dúvida, sua nova função é espinhosa. Não a invejo. Mal chegou e já recebe críticas por falar o óbvio, isto é, que a lei existe para ser cumprida, principalmente por quem recebe do Estado para fazer cumpri-la. Nada de tão misterioso, mas na cabeça de alguns isto soa como ameaça. Por quê?

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7 Comentários
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  1. Fr@ncisco

    22 de março de 2016 11:40 am

    “Provocações”

    Porque põe em risco o golpe paraguaio em curso.

    Simples assim, como sabemos todos nós, que não temos cabeça em repouso na “Globo & Coro do Millenium”, Auler, Aragão, LN, a torcida do São Paulo, do Corinthians, do Flamengo … até chegar na do Íbis e o viúvo da velhinha de Taubaté.  

  2. Ely de Souza

    22 de março de 2016 11:49 am

    Associação de Funcionários

    Ministro, 

    Não se deixe intimidar por uma associação de funcionários que são obrigados a defender a Pátria e não o fazem.

     

  3. Roberto Monteiro

    22 de março de 2016 11:53 am

    Por quê?

    Porque tá tudo dominado. O povo vive numa realidade paralela criada pela mída. Temos que achar uma maneira de quebrar essa alucinação coletiva.

  4. Vladimir

    22 de março de 2016 12:04 pm

    Precisamos entender que o

    Precisamos entender que o golpe já foi dado. A explicitação das gravações da presidenta Dilma com o presidente Lula foram o sinal claro disto.

    As instituições não funcionam. O poder executivo está cercado por todos os lados pelo bando de bandidos que não aceita que as leis devem ser cumpridas.

    Neste momento a vigília permanente e a busca de apoios internos e externos é a única saída possível para a retomada do poder por parte daqueles que venceram nas urnas.

  5. maria rodrigues

    22 de março de 2016 12:43 pm

    Porque a PF, acostuara-se à

    Porque a PF, acostuara-se à ausência de um chefe, que deixou a tropa fazer o que lhe vinha à cabeça, e sabe que com o novo ministro pode haver alguma mudança, que coloque a ordem faltante. O novo ministro tenta dizer aos subordinados que eles são subordinados do Governo Federal, tendo como chefe o Ministro da Justiça, e não o Procurador do Paraná. A PF precisa deixar de lado seu ódio contra a Presidente e trabalhar honrando a farda que veste.

  6. luiz claudio pontes

    22 de março de 2016 12:59 pm

    na república do c.. na mão, quem tem telefone e c… tem medo

    “O chefe da polícia pelo telefone mandou me avisar
    Que na Carioca tem uma roleta para se jogar-
    O chefe da polícia pelo telefone mandou me avisar
    Que na Carioca tem uma roleta para se jogar”

    Mais um ministro acuado pela PF. Depois de encurralarem Cardoso, conspirarem contra Lins e Silva, agora ele ameaçam Aragão, caso ele mexa com os fodões da PF.

    P.S:sei que jogo pesado ao utilizar palavrões para me referir a esse letárgico governo, mas acho que todo brasileiro de bem que votou na Dilma sê vê agora envergonhado com a falta de ação dessa gente. Eles têm a rede nacional e não a utilizam, eles têm a rua, mas dela fogem. Precisaram tirar o Lula de casa para salvá-los, quando em muitos momentos graves não lhe deram nez voz nem ouvidos. O que há com essa gente que apanha só da cintura pra baixo e nada faz? Cadê a mulher que ficou pendurada no pau de arara, a guerrilheira, a aguerrida? Cadê o ministro que mandou Gilmar calar a boca em alemão? 

    Bem, acho que tá todo mundo com o c.. na mão.

  7. altamiro souza

    22 de março de 2016 2:31 pm

    isso ocorre porque, se houver

    isso ocorre porque, se houver lei, se a lei for  cumprida,

    simplesmente os golpistas serão derrotados….

    curioso é que, com a palavra do  ministro, os

    nomes dos golístas apareceram,de forma claríssima…

    por que golpé é golpe

    complexo assim…

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