4 de junho de 2026

O DNA dos negros e pardos brasileiros

Alegrai-vos negros e pardos do Brasil! Vós possui sangue euporeu!

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Saibam que a cor de sua pele é um parâmetro enganoso!!!

O que vale é seu DNA europeu!

Da Folha

DNA de negros e pardos do Brasil é muito europeu

Estudo diz que cerca de 70% da herança genética nacional vem da Europa

Variação de região para região do país é baixa; cor da pele tem elo com poucos genes e, por isso, é parâmetro enganoso

Folha de São Paulo – 18/02/2011 – REINALDO JOSÉ LOPES – EDITOR DE CIÊNCIA

No Brasil, faz cada vez menos sentido considerar que brancos têm origem europeia e negros são “africanos”Segundo um novo estudo, mesmo quem se diz “preto” ou “pardo” nos censos nacionais traz forte contribuição da Europa em seu DNA.

O trabalho, coordenado por Sérgio Danilo Pena, da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), indica ainda que, apesar das diferenças regionais, a ancestralidade dos brasileiros acaba sendo relativamente uniforme.

“A grande mensagem do trabalho é que [geneticamente] o Brasil é bem mais homogêneo do que se esperava”, disse Pena à Folha.

DoBeDe Belém (PA) a Porto Alegre, a ascendência europeia nunca é inferior, em média, a 60%, nem ultrapassa os 80%. Há doses mais ou menos generosas de sangue africano, enquanto a menor contribuição é a indígena, só ultrapassando os 10% na região Norte do Brasil.

QUASE MIL

Além de moradores das capitais paraense e gaúcha, foram estudadas também populações de Ilhéus (BA) e Fortaleza (compondo a amostra nordestina), Rio de Janeiro (correspondendo ao Sudeste) e Joinville (segunda amostra da região Sul).

Ao todo, foram 934 pessoas. A comparação completa entre brancos, pardos e pretos (categorias de autoidentificação consagradas nos censos do IBGE) só não foi possível no Ceará, onde não havia pretos na amostra, e em Santa Catarina, onde só havia pretos, frequentadores de um centro comunitário ligado ao movimento negro.

Para analisar o genoma, os geneticistas se valeram de um conjunto de 40 variantes de DNA, os chamados indels (sigla de “inserção e deleção”). São exatamente o que o nome sugere: pequenos trechos de “letras” químicas do genoma que às vezes sobram ou faltam no DNA.

Cada região do planeta tem seu próprio conjunto de indels na população -alguns são típicos da África, outros da Europa. Dependendo da combinação deles no genoma de um indivíduo, é possível estimar a proporção de seus ancestrais que vieram de cada continente.

Do ponto de vista histórico, o trabalho deixa claro que a chamada política do branqueamento -defendida por estadistas e intelectuais nos séculos 19 e 20, com forte conteúdo racista- acabou dando certo, diz Pena.

Segundo os pesquisadores, a combinação entre imigração europeia desde o século 16 e casamento de homens brancos com mulheres índias e negras gerou uma população na qual a aparência física tem pouco a ver com os ancestrais da pessoa.

Isso porque os genes da cor da pele e dos cabelos, por exemplo, são muito poucos, parte desprezível da herança genética, embora seu efeito seja muito visível. O trabalho está na revista “PLoS One”

P.S: Fui atrás para saber o que é esta revista. “PLoS ONE é uma revista científica de acesso livre disponível apenas online publicado pela Public Library of Science. Cobre principalmentepesquisa primária de qualquer disciplina na área da ciência e medicina.”

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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6 Comentários
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  1. ana_cris

    1 de novembro de 2015 10:59 pm

    Qual o Qualis da revista onde

    Qual o Qualis da revista onde foi publicado?

  2. Roberto Pezim Fernandes Filho

    8 de novembro de 2017 5:27 pm

    Racismo

    É justamente o povo europeu, filho de homens europeus, independentes de cor, que estão no topo da pirâmide racista no Brasil, sou de pele clara, de olhos azuis, porém filho de pai africano, e de mãe italiana, meu pai foi assassinado quando criança, fui criado por um pai Italiano, pelo italianos da minha família sempre fui considerado africano, certa vez meu padastro estava no hopistal precisando de sangue, ele me disse quando iria doar: Não recebo sangue de africano. Foi um homem honesto e muito trabalhado, morreu sem dar calote a nenhuma pessoa, mas disto dele sofri, porque namorava minha mãe ante de casar com o meu pai, que já era filho de pai africano com mulher italiana. Mas… as maiores humilhações sofri dos negro europeus, que faziam estar bem claro que eu era inferior ao um negro filho de homem europeu. Tomo porrado dos dois lados…mas estou lutando.

  3. Roberto Pezim Fernandes Filho

    20 de fevereiro de 2018 2:56 pm

    País racista de merda…

    https://www.gazetaonline.com.br/noticias/cidades/2018/02/ufes-barra-42-aprovados-por-meio-de-cotas-raciais-1014119707.html

     

    …. Mostram os estudos do sociólogo Oracy Nogueira que no Brasil as relações de preconceito e discriminação racial estão relacionadas aos traços negroides como a cor da pele e composição estética, ou seja, o racismo no Brasil caracteriza-se de marca e não de origem como ocorre nos Estados Unidos da América, (NOGUEIRA, Oracy. Preconceito racial de marca e preconceito racial de origem. Tempo Social (Revista de Sociologia da USP), São Paulo, v. 19, n. 1, p. 287-308, nov. 2006), que explicita tais diferenças. ( Criterio falacioso da cultura portuguesa, que não observou/atropelou a cultura de outras etnias no Brasil…) 

    .

    Então, um bisneto de escravo, que passou por um processo de colorismo para “amenizar” as perseguições raciais, tornando-se “branco” ou “pardo” como os filhos de portugueses (chamados “bastardos”), agora deve ser preterido em relação as estes mesmos filhos de europeus com mulheres negras? Política racista esta, não é? Uma elite cada vez mais branca, uma nação negra e parda europeia, e cada vez menos africanos legitimos…

     

     

     

     

     

     

  4. nisof

    14 de abril de 2018 1:55 pm

    O autor so falou blá,blá,blá

    O autor so falou blá,blá,blá sem tem corajem de dizer que no Brasil todas as raças se misturam, exceto os judeus não se misturam com ningúem! Me mostrem judeus casados com negros!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  5. Reinaldo

    8 de fevereiro de 2020 11:05 pm

    “Vós possui sangue euporeu”… Vós possui??? Euporeu??? Parei de ler aí…rsss

  6. Anônimo

    16 de setembro de 2022 2:37 pm

    Para mim esses testes de ancestralidade que mostram que o DNA brasileiro é 80% europeu, são totalmente manipulados. É muito fácil manipular uma pesquisa, basta fazer uma seleção não aleatória da amostragem. O Brasil é um explicitamente eugenista, que exterminou seus índios e tentou exterminar os povos de origem escrava. Boa parte das pessoas das pessoas das classes artísticas, econômicas, políticas e científicas são explicitamente racistas. Existe uma pesquisa afirmando que o Ceará,um estado 60% pardo,tem mais ancestralidade nórdica do que indígena e negra.

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