Gostaria de expor meus protestos contra a forma de apresentação das questões e da folha de gabarito do Enem 2010.
Antes de mais nada, sou totalmente favorável ao tipo de prova que se realiza nesse sistema de avaliação, priorizando proficiência de leitura, contextualização social/ nacional, a integração de conteúdos e, acima de tudo, ensinando também. As reclamações que vejo expostas por pais, professores de cursinho e outros são feitas por desconhecerem o que se exige hoje de um aluno que vai cursar uma boa universidade ou por má- fé, resultantes de interesses outros: como o político, o econômico etc.
Cumpre salientar que há outra parcela de pais que vêm “cobrando” das escolas particulares que seus filhos apresentem bom desempenho no Enem- o que provoca revisão de conteúdos , antes “acadêmicos demais”, para uma nova forma de planejar e acompanhar o que ensinam. Sabe-se que as universidades há muito, muito tempo mesmo, vêm se queixando da formação dos alunos que ali chegam. Importante seria que os pais das escolas públicas, conscientizados e politizados suficientemente, também o fizessem, exigindo essa mesma revisão de contédos , tendo em vista os impostos que pagam.
Mas, não se admite, principalmente porque em seu segundo ano de democratização, que se encontrem os ERROS que se viu nessa edição. Palavras escritas com minúsculas em vez de maiúsculas, sem acento. alternativas pouco ou nada claras, questões de resolução muito óbvia (o que desrespeita a todos os alunos e de qualquer procedência: particular ou pública), folha de gabarito em ordem invertida de áreas avaliadas, entre outros.
Causa-me tristeza observar ERROS tão grosseiros, não que FUVEST, UNICAMP e outros não apresentem os seus também, entretanto como “telhado de vidro” que o Enem vem se tornando, com tantos senões e óbices de todos os lados, não poderia JAMAIS “se dar ao luxo” de deixar que tudo isso viesse a ocorrer.
Já desde o ano anterior, ouviam-se muitas queixas sobre a postura dos fiscais nas salas de exame, uns até lendo e ridicularizando redações que alunos haviam feito. Agora, sabe-se de uso de celulares, relógios, lápis etc. contrariando as regras antes estabelecidas e prejudicando aqueles que as seguiram.
Além disso, há o terrível, terrível mesmo, local de realização dos exames- não se pode pretender um exame democrático, se não se torna este, minimamente viável do ponto de vista do acesso. São dois dias de exame e distâncias enormes entre a residência e o local da prova- parece que em todos os Estados isso já havia acontecido e continua acontecendo da mesma maneira.
Sr. Fernando Haddad e Inep, por favor, sejam esclarecedores, ocupem o espaço reservado aos senhores no rádio e na TV e explicitem o que ocorre e o que ocorreu, por favor.
Caso contrário, o senhor José Serra terá razão ao afirmar que o Enem não é bom, que acabaria com esse tipo de Enem, que falta competência a quem o elabora e mais e mais. E a credibilidade de um EXAME, assim maiúsculo como esse e suas razões, pela SEGUNDA VEZ, podem “ir para o ralo.” Quase que literalmente.
POR FAVOR, senhores.
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