5 de junho de 2026

A hora de apostar no livro digital

Por fooEu acredito muito na importâncio dos livros digitais para promover uma revolução na educação brasileira.

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De acordo com o FNDE, em 2009, o governo federal investiu R$ 577,6 milhões na compra de livros didáticos para a educação básica e R$ 97 milhões para as três séries do ensino médio.

O custo para distribuir livros digitais seria significativamente maior, porém, cada livro digital permite o armazenamento de uma biblioteca completa, de até 3.5 mil obras:

– Clássicos da literatura brasileira, portuguesa, e mundial (obras em domínio público têm custo zero para o Governo!) 

– Obras traduzidas e em idioma original

– Dicionários (português, inglês, espanhol)

– Enciclopédias

– Mapas, documentos históricos

– Livros didáticos

– Apostilas

Tudo isso em um aparelho de 240 gramas, que pode acompanhar o aluno durante os 3 anos do Ensino Médio!

Mas a distribução dos livros digitais não se resume a isso.

Trata-se de uma iniciativa para promover a democratização dos meios de informação, que hoje são dominados por 5 ou 6 famílias.

Os livros digitais serão um tiro certeiro contra a velha mídia, que buscou tantas “balas de prata” durante as eleições — e procurarão muitas outras durante os próximos 4 anos.

Os alunos expostos aos livros digitais se tornarão adultos conectados; não terão tanto interesse em assinar jornais e revistas de papel, e estarão menos ligados na TV — pois os livros digitais oferecem acesso à internet.

Enfim: o programa “Um livro digital por aluno” vai além das atribuições do MEC, e pode se tornar um dos pilares da liberdade de expressão, contribuindo para a democratização da mídia — que deverá ser um dos problemas centrais a serem enfrentados pelo próximo governo.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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