4 de junho de 2026

Dívida mobiliária perde força em janeiro

Dados do BC mostram queda de R$ 43,2 bilhões ante dezembro

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Jornal GGN – A dívida mobiliária federal interna, fora do Banco Central, avaliada pela posição de carteira, encerrou o mês de janeiro com um total de R$ 2,607 trilhões (equivalente a 43,8% do PIB – Produto Interno Bruto) em janeiro, o que corresponde a um decréscimo de R$ 43,2 bilhões em relação ao mês anterior, de acordo com os dados do Banco Central.

O resultado refletiu resgates líquidos de R$ 75,7 bilhões, o que representa um acréscimo de R$ 600 milhões em razão da depreciação cambial, e incorporação de juros de R$ 31,9 bilhões.

Os dados de destaque no período foram ols resgates líquidos de R$ 103 bilhões em LTN (Letras do Tesouro Nacional), de R$ 14,2 bilhões em NTN-F (Notas do Tesouro Nacional – Série F), e de R$ 2,5 bilhões em NTN-C (Notas do Tesouro Nacional – Série C); e as emissões líquidas de R$ 38,4 bilhões em LFT (Letras Financeiras do Tesouro) e de R$ 5,7 bilhões em NTN-B (Notas do Tesouro Nacional – Série B).

A análise por indexador, em relação ao visto em dezembro, mostra que a porcentagem dos títulos indexados ao câmbio permaneceu em 0,5%; a dos títulos vinculados à taxa Selic elevou-se de 17,7% para 18,6%, devido a emissões líquidas de LFT; a dos títulos prefixados reduziu-se de 30,7% para 27,2%, pelos resgates líquidos de LTN e NTN-F; e a dos títulos indexados aos índices de preços permaneceu estável em 25,6%. A participação das operações compromissadas evoluiu de 25,2% para 27,9%, apresentando vendas líquidas de R$105,4 bilhões.

A estrutura de vencimento da dívida mobiliária em mercado indicava que R$ 395,3 bilhões (15,2% do total) possui vencimento em 2016; R$ 322,9 bilhões (12,4% do total) com vencimento em 2017; e R$ 1,888 trilhão (72,4% do total) vence a partir de janeiro de 2018.

A exposição total líquida nas operações de swap cambial alcançou R$ 422,3 bilhões. O resultado dessas operações em janeiro (diferença entre a rentabilidade do DI e a variação cambial mais cupom) foi desfavorável ao Banco Central em R$ 16,8 bilhões.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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