5 de junho de 2026

A ofensiva conjunta das operações Acrônimo, Zelotes e Lava Jato, por Tereza Cruvinel

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Enviado por Tereza Cruvinel

Do Brasil 247

Acrônimo, Zelotes e Lava Jato em ofensiva conjunta 

Tereza Cruvinel

Na esteira da prisão do publicitário João Santana pela Lava Jato, a Operação Zelotes entrou em cena determinando o depoimento coercitivo de André Gerdau no inquérito que apura a compra de sentenças no CARF para driblar a Receita. Como Santana, ele também já havia se colocado à disposição das autoridades, que não viram muita graça nisso. Não pode faltar cobertura e espetáculo.  Não foi mera coincidência. Daqui até o fim de maio,  as operações Lava Jato, Zelotes e Acrônimo planejam intensificar suas ações, criando condições para o desejado “golpe final”. A PF avalia que depois as atenções da mídia estarão voltadas para as Olímpiadas e as operações perderão espaço na ribalta.
 
Segundo fonte da PF, o que se planeja é uma “blietzkrieg”, uma série planejada de operações-surpresa  com alvo certo e repercussão garantida.  O termo surgiu na Alemanha, a partir da invasão da Polônia, em 1939, para designar ofensivas contra os inimigos  baseadas em pelo menos quatro elementos: efeito-surpresa,  manobras rápidas,  brutalidade no ataque e desmoralização do adversário. De “blitzkrieg” deriva a expressão “blitz” em referência às ações policiais ou de trânsito.

 
A Lava Jato dispensa apresentações. A Zelotes começou investigando grandes empresas que subornaram conselheiros do CARF/Receita Federal mas mudou de foco e passou a investigar suposta compra de medidas provisórias nos governos Lula e Dilma, colocando no alvo o ex-presidente e um de seus filhos. A Acrônimo tem como alvo mais brilhante o governador de Minas, Fernando Pimentel e outros políticos mineiros, além do empresário  brasiliense Benedito Rodrigues.
 
Todas elas buscam produzir elementos que atendam à estratégia política da oposição: viabilizar o impeachment de Dilma pelo Congresso, com a posse do vice Michel Temer, ou a cassação da chapa Dilma-Temer pelo TSE, o que levaria à realização de novas eleições se isso acontecer antes de outubro,  além de alguma forma de condenação e desmoralização do ex-presidente Lula, tirando-o da disputa eleitoral de 2018.
 
Além das Olímpiadas, a partir de julho, pelo calendário eleitoral, os candidatos registrados às eleições municipais de outubro não poderão ser presos, o que também pode limitar o raio de ação das operações. Então, vem por aí muita turbulência.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

9 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. altamirano

    26 de fevereiro de 2016 11:47 am

    correção
    bltzkrieg deriva de blitz e não o contrário, como afirma o texto.

  2. -Charlie-

    26 de fevereiro de 2016 12:12 pm

    Tereza Cruvinel deveria parar

    Tereza Cruvinel deveria parar de assinar como jornalista e passar a assinar como “militante do PT”, já que o texto não contém nada de objetivo (apenas suas opiniões) e cita uma suposta “fonte da PF” que relata a existência de uma suposta blitzkrieg contra o governo. (pausa para muitos risos. Somente quem não tem a menor noção do que é a PF e de como funciona uma operação policial para escrever uma estultice dessas)

    Puro chute. As três operações citadas se constituem, na verdade, de centenas de inquéritos distintos, presididos por DEZENAS de Delegados de PF, assistidos por CENTENAS de policiais de outras carreiras (agentes, peritos etc).

    Segundo dona Tereza, TODOS trabalham afinados e concertados visando o “golpe” (centenas de pessoas, em todo o território nacional). Por qual motivo, exatamente…? É todo mundo “tucano”? É todo mundo “golpista” (centenas de servidores concursados, e não apaniguados)?

    Quando ó grande Paulo Lacerda, lá na década de 90, presidiu o inquérito do caso PC Farias, que ajudou a levantar provas contra Collor, o PT bateu palmas. Agora usa a manjadíssima tática de desqualificar o investigador, já utilizada por Dantas e companhia. Sintomático, aliás.

     

     

     

    1. Euler Conrado

      26 de fevereiro de 2016 12:45 pm

      Pela mesma lógica defendida

      Pela mesma lógica defendida por você TODOS (à exceção de Jânio de Freitas) os jornalistas da mídia golpista – Globo, Band, Veja, Folha, Estadão, etc. – deveriam assinar seus textos e comentários como “militantes do PSDB”. A autora do post fala aquilo que todo mundo que não foi lobotomizado pela mídia vê: existe um conjunto articulado de ações voltadas para derrubar o governo Dilma, destruir a imagem pública de Lula, maior liderança popular do país; entregar o pré-sal e privatizar a Petrobras; e detonar o PT. O combate à corrupção é mera perfumaria, assim mesmo seletiva, já que a roubalheira de um lado nunca é investigada – vide Furnas, Trensalão, merendas dos alunos de SP, privataria tucana, triplex dos Marinho, etc.

      Neste complô mafioso estão envolvidos: a mídia golpista com seus comentaristas a soldo da Casa Grande; o juiz Moro e sua equipe de policiais federais e procuradores do Paraná; Gilmar Dantas, declarado militante tucano antipetista, entre outros. É só ter um pouco de boa vontade para analisar as ações coordenadas destes personagens nos últimos 20 meses para entender que tudo faz parte de um jogo maior, que blinda os caciques tucanos, os Marinho, os banqueiros, entre outros, enquanto concentra total bombardeio diário e ininterrupto ao PT, Zé Dirceu, Lula, governo Dilma, e às conquistas do povo brasileiro.

      Com isso, o poder paralelo de fato desses golpistas prepara abertamente o terreno para assumir de direito o que não conseguiram através das urnas. Vivemos uma quartelada policial-judicialesca com verniz de legalidade, que sequestra a nossa democracia, suas instituições e princípios constitucionais. Tomara que em algum momento o povo brasileiro consiga reagir e resistir. 

  3. era republicana

    26 de fevereiro de 2016 12:20 pm

    e põe tuirbulencia nisso,pelo

    e põe tuirbulencia nisso,pelo jeito….

    mas como diz o filósofo de botequim às cinco da manhã

    – tudo que começa acaba ou vice-versa.

  4. veras

    26 de fevereiro de 2016 12:22 pm

    Que absurdo!

    É completamente politizado.

    O que faz esse ministro da justiça?

  5. nininha

    26 de fevereiro de 2016 12:24 pm

    24a.fase da lava-jato

    Vejam a lista dos perseguidos na 24a. fase da lava jato. Família, amigos e o próprio Lula na segunda-feira. Blog do Eduardo Guimarães.  

  6. Cunha

    26 de fevereiro de 2016 1:01 pm

    A pior ditadura é a ditadura

    A pior ditadura é a ditadura do Poder Judiciário. Contra ela, não há a quem recorrer  ( Rui Barbosa )

     

    Confira prova de que Lava Jato e mídia formam uma polícia política

    http://www.blogdacidadania.com.br/2016/02/confira-prova-de-que-lava-jato-e-midia-formam-uma-policia-politica/

  7. antonio francisco

    26 de fevereiro de 2016 1:31 pm

    Denúncia sobre a 24ª operação da Lava Jato

    Li no twitter de  Stanley Burburinho um post classificado como denúncia.

    Um trecho:

    — Requerente: Ministério Público Federal

    — Acusado: Luiz Inácio Lula da Silva e seguem-se mais ou menos 40 nomes. A partir daí o juiz [Moro] passa a detalhar o pedido. Vou agora ao deferimento, que é o que interessa.

    — Defiro o requerido e decreto a quebra do sigilo bancário e fiscal de:

    LILS palestras, eventos e publicações (período 2011 a 2016)

    Instituto Luiz Inácio Lula da Silva (período 2005 a 2016)

    Luiz Inácio Lula da Silva (período 2003 a 2016)

    Marisa Letícia Lula da Silva (período 2003 a 2016)

    Fábio Luiz Lula da Silva (2004 a 2016)

    G4 entretenimento e tecnologia digital (2004 a 2016)

    BR4 participações ltda (2004 a 2016)

    Game Corp (2004 a 2016)

    LLF participações (período de 2004 a 2016)

    FFK participações ltda (2004 a 2016)

    Sandro Luiz Lula da Silva (2007 a 2016)

    Flex BR tecnologia ltda (2007 a 2016)

    Luiz Claudio Lula da Silva (2011 a 2016)

    Marcos Claudio Lula da Silva (2007 a 2016)

    Fernando Bittar (2004 a 2016)

    TV Araras ltda (2004 a 2016)

    Costinha assessoria empresarial ltda (2004 a 2016)

    M7 produções e comércio de equipamentos ltda (2004 a 2016)

    Jonas Leite Suassuna Filho (2004 a 2016)

    Editora Go ltda (2004 a 2016)

    Imobiliária Zarpar ltda (2004 a 2016)

    Go Games ltda (2004 a 2016)

    Zapt comércio e serviços ltda (2004 a 2016)

    Go [incompreensível] disco ltda (2004 a 2016)

    Banco Banca consultoria e projetos ltda (2004 a 2016)

    Go mídia participações ltda (2004 a 2016)

    Go Mobile produtos e serviços de tecnologia da informação (2004 a 2016)

    Go Clean projetos ambientais e energéticos ltda (2004 a 2016)

    Imobiliária Go ltda (2004 a 2016)

    PJA empreendimentos ltda (2004 a 2016)

    Nipo Sistema representação e lançamento (2004 a 2016)

    Paulo Tarcísio Okamoto (2004 a 2016)

    Oca 2 consultoria e gestão empresarial (2004 a 2016)

    Guadelupe comércio de roupas e assessórios ltda (2004 a 2016)

    José Filipi Junior (2006 a 2016)

    Instituto Diadema de Estudos Municipais (2006 a 2016)

    AFC3 engenharia ltda (2006 a 2016)

    Adriano Fernandes dos Anjos (2010 a 2011)

    Ignes dos Santos Irrigarai Neto (2010 a 2011)

    Fernandes dos Anjos e Porto Montagens de estruturas metálicas ltda (2010 a 2011)

    Elcio Pereira Vieira (2010 a 2016)

    Edvaldo Pereira Vieira (2010 a 2016)

    ***

    Sobre os dois últimos nomes da relação, vale explicar que Elcio é o caseiro do sítio de Atibaia do qual acusam Lula de ser dono e Edvaldo é o irmão dele, que nada tem que ver com o assunto.

    Leia mais, no link

    https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=518291704998782&id=223843157776973

  8. Maria Rita

    26 de fevereiro de 2016 1:46 pm

    O livro de Hitler deve ser

    O livro de Hitler deve ser leitura obrigatóra na comarca do Moro – o muro. Ô, tio Sam, você resolveu transplantar o Muro do México para o Brasil? Maldade pura, titio¹

Recomendados para você

Recomendados