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  1. Notívago

    24 de fevereiro de 2016 3:17 am

    Renan vendeu a alma ao Moro. E por isso não será preso

    Renan: o grande vencedor. Dilma: a grande perdedora

    Dilma não disputou um voto!   
     publicado 23/02/2016 no Conversa Afiadaserra_phixr.jpg

    O Senado se cobriu de vergonha e deu o tiro que faltava ao peito de Vargas: aprovou o regime de urgência urgentíssima para a votação do projeto entreguista do Cerra.

    Faltou um voto ao projeto do Requião, que retirava a urgência.

    Quem venceu ?

    O Cerra, naturalmente.

    Mas, ele tenta vender o pré-sal à Chevron há muito tempo.

    O grande vencedor é o Renan, que operou e atropelou o regimento interno, pulou etapas e processos e cumpriu o que prometeu na abertura do Ano Legislativo: ele avisou que ia entregar o Brasil à Chevron !

    E entregou.

    Como disse o Requião, o Renan encheu os gabinetes dos senadores de lobistas das empresas internacionais.

    Essas que vão herdar a Petrobras, que será vendida pelo mesmo preço que  o Cerra e o Fernando Henrique venderam a Vale … a preço de banana !

    Esses são os vencedores !

    O maior perdedor é o Governo Dilma.

    A Dilma que ajudou a desenhar o regime de partilha e politica de conteúdo nacional.

    Ela mesma.

    Na Presidência, ela se limitou a uma nota no FaceBook para dizer que era contra a queda do regime de partilha.

    Dilma e seu governo não foram a campo !

    Ficaram presos no vestiário com medo de um panelaço !

    Não disputaram UM voto !

    UM VOTO !

    Dilma e seus (sic) Ministros poderiam ter conseguido um voto, um único voto de um senador vacilante e de sua (sic) base !

    E agora, com a derrota nessa fatídica Terça-Feira Negra, se desenha uma maioria no Congresso para destruir a Petrobras.

    A Petrobras será desmontada, desnacionalizada, descaracterizada no Governo Dilma !

    Esse será o resultado da engenhosa operação Golpista que começou na Lava Jato, com o deliberado enfraquecimento econômico da Petrobras, enquanto um suposto Ministro da Justiça defendia o Direito !

    O Direito de o Moro governar o Brasil !

    Horror !, me disse o senador Requião, ao fim da votação.

    Uma vergonha !, disse.

    Se esse quadro politico não se reverter, o Governo Dilma só não cairá porque a Oposição é muito incompetente !

    Com Gilmar e tudo !

    Porque, na votação de hoje, quem a derrotou não foi a Oposição.

    A Oposição está onde sempre esteve: no colo da Chevron.

    Quem a derrotou foi a sua “base”!

    O seu Renan !

    Em tempo: breve observação. Com esse notável desempenho, Renan ganha a carta de alforria da Lava Jato e de instâncias mais acima … Será necessário para entregas posteriores. E, portanto, torna-se, também, inimputável !

    Paulo Henrique Amorim

     

    Antes, o C Af havia publicado:

     

    Renan e Cerra vencem. Pré-sal é da Chevron!

    Governo Dilma perde a batalha mais importante!

    O Senado Federal manteve, nesta terça-feira (23), a urgência para votar o projeto que altera o marco regulatório do pré-sal. A votação foi marcada para quarta-feira (24), a partir das 14h.

    Mais cedo, o plenário da Casa rejeitou um pedido apresentado pelo senador Roberto Requião (PMDB-PR) para desacelerar o projeto do senador José Serra (PSDB-SP) que desobriga a Petrobras de ser a operadora única na exploração da camada do pré-sal.

    O pedido de Requião tinha apoio de 49 dos 81 senadores. O objetivo era retirar o projeto do plenário e remetê-lo para tramitar nas comissões permanentes.

    “Espanca a lógica que um projeto mantenha o caráter de urgência ad eternum”, declarou Requião na sessão.

    Renan recusou o pedido monocraticamente e, depois, Requião recorreu para que o plenário decidisse. Porém, o requerimento foi rejeitado pelo plenário.

    De olho no Moro

     

  2. Webster Franklin

    24 de fevereiro de 2016 3:58 am

    A um passo de entregar o pré-sal. É a obra coletiva de Paulo Rob

    Tijolaço

    A um passo de entregar o pré-sal. É a obra coletiva de Paulo Roberto Costa, Sérgio Moro e José Serra

     

    VENDILHAO

    O Senado aprovou, por 33 votos a 31 a tramitação em regime de urgência do PLS 131, de José Serra, que retirar o percentual mínimo de 30%  da Petrobras na exploração das jazidas de petróleo do pré-sal.

    Qualquer pessoa que não seja obturada verifica duas coisas. Não precisa sequer ser nacionalista ou de esquerda.

    Primeiro, que não pode haver urgência em vender jazidas de petróleo num momento em que o barril roda pelos 30 dólares e nenhuma petroleira está pondo um tostão em novas explorações.

    Segundo, porque o pré-sal é, entre todas as frentes exploratórias da Petrobras, a que une maior volume como maior produtividade e menores custos: US$ 8 dólares por barril, excetuados impostos e taxas. E, ainda, produção ascendente, porque nossa segunda maior jazida – o pós sal da Bacia de Campos – é antiga e está em declínio.

    É tão promissor o pré-sal que, anteontem, a Agência Internacional de Energia, da ONU, será uma das únicas áreas que aumentará (e em 800 mil barris/dia) a produção até 2021. E sem novas frentes de investimento, apenas cumprindo – e em ritmo mais lento – os compromissos já assumidos.

    Tudo está desenhado para que, amanhã, se consume a punhalada nas costas do Brasil.

    O cinismo de Serra diz que é, coitada, para “aliviar” a Petrobras do “esforço” de tirar petróleo de onde todos sabem que há, aos montes. E que o mais obtuso “analista de mercado” sabe que não é hora de correr, a qualquer preço, para tira-lo de lá.

    Os ladrões da Petrobras, o juiz Sérgio Moro e a covardia de parte do Governo prepararam o terreno para que a reação seja difícil.

    Difícil, mas não impossível.

    A diferença, hoje, mostra que não será tão fácil fazer maioria amanhã.

    Ainda haverá a Câmara, este desastre cunhal.

    E o veto, porque sem vetar um crime destes o governo brasileiro assinará sua sentença de morte.

    Há seis anos, José Serra prometeu a Patricia Pradal, feitora da Chevron no Brasil, que devolveria às  multinacionais  o nosso maior tesouro mineral.

    Está a um passo de cumprir o que prometeu.

    E, se o conseguir, será para sempre maldito.

    Por que? As palavras de meu professor Nilson Lage, no Facebook, explicam:

    Não escolhemos a Pátria, ela que nos escolhe. Não é uma camisa, uma canção, um time ou uma escola de samba: ainda que queiramos fugir, não nos livramos dela.

    A pátria está em nós e isso é evidente: nos deu nome, profissão, carreira, estado civil, títulos, imagem pública, cultura partilhada, os gestos; a língua materna e, por meio dela, o testemunho peculiar do mundo.

    O homem sem pátria é sempre o estrangeiro – o último a ser aceito, o primeiro a ser excluído. Há milhões deles vagando pelo mundo. Sozinho, diferente, entendendo mal o que dizem e o que fazem em torno, fará sacrifícios, tentará juntar ouro e bens que lhe deem ilusão de segurança e empenhará todo esforço para dar a melhor formação aos filhos para que tenham uma pátria – coisa preciosa que tanto lhe fez falta.

    A maioria de nós conhece essa história de tragédia e heroísmo; é a de nossos avós.

    Serra e seu mentor, Fernando Henrique, tomara, possam ser condenados pela história apenas por tentativa de homicídio desta pátria-útero que nos formou e protegeu.

    http://tijolaco.com.br/blog/a-um-passo-de-entregar-o-pre-sal-e-a-obra-coletiva-de-paulo-roberto-costa-sergio-moro-e-jose-serra/

     

  3. Jari da Rocha

    24 de fevereiro de 2016 4:01 am

    A fúria, o medo e o ‘salvador’; terreno fértil ao fascismo

    O quadro que vai sendo pintado a várias mãos – limpas – propõe reflexões. Tudo leva a crer que as cores escolhidas terminarão em imagens dignas de inveja ao holandês Hieronymus Bosch. A ideia é carregar na mão pesada para exprimir e explorar, ao máximo, o medo e a angústia.

    Quando a justiça começa a ter cara e sobrenome, quando o caráter impessoal e, por conseguinte, neutro, dá lugar a atitudes egocentricamente pueris, quando há, como representação dessa justiça, a personificação do super homem com direito a pega-rapaz, é porque o que menos se pode esperar dela é justamente o que a nomeou.

    O prefixo ‘in’ disfarçadamente assume as rédeas do processo de degradação social. Manda quem pode, obedece quem precisa.

    Usada como ferramenta de disputas, adquire exterioridade de fúria divina. Um deus vingativo e cruel. A INjustiça propagada a esmo cria ares de retidão, como se fosse legitimada pela repetição, não importando os conceitos de equidade ou de bem estar.

    A curiosa imagem de representação, cujos olhos vendados remetem à igualdade das pessoas diante da lei, assume aspecto de aberração quando esta se une à imprensa. Como se a segunda guiasse a primeira, apontando, a seu bel prazer e comprometimentos, a quem a espada será apontada. Ao seu comando, o golpe é desferido.

    O objetivo é claro e o efeito devastador. Criar uma atmosfera de medo para silenciar a voz de quem se atrever contestar. Usar ícones e líderes como exemplo é crucial, sem esquecer, porém, de inibir toda e qualquer manifestação popular de contrariedade.

    Veja que a palavra democracia fica tão distante que não encontra nem mais lugar aqui, senão por vontade de, pelo menos, lembrá-la.

    Escandalizar-se ainda com a manipulação dos meios de comunicação tradicionais é como acreditar na justiça cega.

    A sabedoria popular aponta, sem pestanejar, a quem a justiça serve e quem se serve dela. Aos três pês clássicos, outro P foi acrescido nos últimos tempos.

    Mesmo assim, volta e meia, nos surpreendemos com o exagero dessa dobradinha alvissareira. Seria por falta de controle? Pesar a mão por descuido ou por propósito?

    A grande maioria da população já percebeu a blindagem que ocorre dia após dia com determinado grupo político. Da mesma forma, a perseguição incansável aos atores do incômodo governo dos últimos anos.

    Se não se ganha dentro das regras, muda-se as regras. O dono da bola e do campinho exerce a sua autoridade. Uma autoridade por posse, não por virtude.

    A coleção de desmandos e arbitrariedades não é mais para ser escondida, pelo contrário. Acostuma-se ao absurdo para desfazer o estranhamento. Passa-se a acreditar que isso tudo é normal. Tubarão não se pesca e ponto final.

    Tudo será crível a partir do jogo proposto (ludere = jogar > iludir). A partir disso, o que parece ilegal, ilícito, incapaz, inconfortável, incrédulo, indecente, infeliz, inválido e infiel torna-se legal, lícito, capaz, confortável, crédulo, decente, feliz, válido e fiel.

    Porém, o desencanto que já vinha vagarosamente ocorrendo com os apoiadores da turma blindada tem adquirido força mais expressiva para abandonar o barco. Sugerem, sem cerimônias, uma terceira via.

    Eis o perigo.

    Muitas pessoas que nunca gostaram do Lula nem do PT ou de petistas começaram a se sentir amparados em discursos mais efusivos. Alguém que fale ‘verdades’ que acenem aos corações desamparados através de promessas de moralidade na política, fim de mordomias e defesa da pátria, da família e do pão de queijo.

    Abriu-se um terreno fértil ao fascismo.

    A trajetória dos últimos três anos é elucidativa. O congresso eleito é de chorar agachado. (Vide deputados federais mais votados em estados como, por exemplo: São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul).

    A instituição justiça, por sua vez, perdeu os últimos pruridos – se é que os tinha – e se mostra bastante confortável diante das câmeras. Seus atores, narcisos, devoram suas imagens refletidas em horários nobres.

    Com o lugar vago, um juiz de voz esganiçada assume a função de herói dos justos e rege, com aparente maestria, a orquestra estridente de horrores. O povo aplaude.

    Se isso tudo seguir no ritmo em que está, daqui três anos, possivelmente, estaremos fugindo em bando.

    Às montanhas.

  4. Palhaço Goiabada

    24 de fevereiro de 2016 4:07 am

    Virou zona, zorra total!

    Chamem o Woody Allen: Lula teria sido usado propina para construir prédio que já existia

    publicado em 23 de fevereiro de 2016 às 12:39  no Vi o Mundo

    http://www.viomundo.com.br/denuncias/chamem-o-woody-allen-pf-levanta-suspeita-sobre-lula-baseada-em-sigla-dinheiro-teria-sido-usado-para-construir-predio-que-ja-existia.html

    Captura de Tela 2016-02-23 às 12.32.54

    Da Redação

    Existe uma antiga piada de Woody Allen, dos anos 70/80, quando o FBI tentava de todas as formas acabar com a máfia italiana em Nova York. Rudolph Giuliani, posteriormente prefeito da cidade, era promotor. Valia literalmente qualquer coisa.

    Allen apresentou a transcrição de uma conversa telefônica, em que os interlocutores não conseguiam entender direito o que o outro dizia, por causa da péssima qualidade da ligação. Um estava em Nova York, o outro em Nova Jersey. A tentativa de conversa vai longe sem que eles consigam completar uma frase. Ao final dela, o humorista conclui: com base nestas provas, eles foram condenados pelo transporte ilegal de um golfinho através de fronteira interestadual.

    Lembramo-nos da piada ao ler a denúncia, baseada em anotações de um suspeito, de que o Instituto Lula teria sido construído através de doações ilegais da Odebrecht.

    Lula deve ser investigado ‘por possível envolvimento’ em crimes“, diz PF, grita a Folha, no que foi manchete do portal do diário conservador durante algumas horas. Enquanto escrevíamos, o texto já havia sido compartilhado 8 mil vezes.

    Vazar um relatório que fala em “possível envolvimento” é, em si, um crime, ainda que atenda aos interesses do momento: destruir a imagem de Lula para derrotar Fernando Haddad em São Paulo e livrar Fernando Henrique do Cardoso do escândalo em que ele é denunciado por uma delatora que apresentou provas materiais.

    Mas, qual é exatamente a denúncia?

    A PF interpreta a sigla IL, que apareceu ao lado de uma anotação numérica — num papel apreendido com administradora de empresas que seria ligada à Odebrecht — como sendo Instituto Lula, R$ 12,4 milhões.

    Vejam bem: IL pode ser qualquer coisa. Lembram-se de quando a PF interpretou “vaca” como sendo o tesoureiro Vaccari para depois descobrir que se tratava de uma vaca de verdade, comprada em um leilão?

    Pois é.

    O fato é que o Instituto Lula não construiu uma sede. Ponto.

    Portanto, mesmo que a Odebrecht tivesse pensado em doar R$ 12,4 milhões para construir o Instituto Lula, o fato é que ele não foi construído.

    Denunciar o Lula com base em um simples IL? Pois foi ao ponto em que chegamos.

    A nota do Instituto Lula a respeito:

    Desde que foi criado, em 2011, o Instituto Lula funciona em um sobrado adquirido em 1991 pelo antigo Instituto de Pesquisas do Trabalhador. No mesmo endereço funcionou, por mais de 15 anos, o Instituto Cidadania. Originalmente, era uma imóvel residencial, semelhante a tantos outros no bairro Ipiranga, zona sul de São Paulo.

    Portanto, não há sentido em fazer ilações sobre velho imóvel.

    Ao longo desses 20 anos, o endereço e o compromisso do Instituto Lula com a democracia e a inclusão social permanecem os mesmos.

    O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sempre agiu dentro da lei e a favor do Brasil antes, durante e depois de exercer a presidência da República.

    PS do Viomundo: A PF pode até vir a descobrir que Lula recebeu o dinheiro da Odebrechet e não usou. No passado, isso requeria provas: o dinheiro saiu daqui, passou por ali e chegou lá. Porém, denunciar Lula em manchetes de jornal com base numa ilação feita a partir de uma anotação de terceiro seria piada do Woody Allen, não fosse gravíssimo ato político do vazador em conluio com a mídia.

  5. Webster Franklin

    24 de fevereiro de 2016 4:43 am

    Da RBABlog da Helena   TCU

    Da RBA

    Blog da Helena   

    TCU confirma Mirian Dutra: BNDES favoreceu Globo no governo FHC

     

    Relatório mostra que grupo Globo recebeu 2,5 vezes mais recursos públicos do que todas as demais empresas concorrentes em um mesmo período, o que coincide com a reeleição e o segundo mandato de FHC    por Helena Sthephanowitz, para a RBA publicado 23/02/2016 11:42, última modificação 23/02/2016 13:22             reproduções rba dutra_fhc2.jpg

    Mirian Dutra e FHC: relações privadas, implicações públicas, que precisam ser investigadas

    Em entrevista ao Diário do Centro do Mundo, Mirian Dutra, ex-jornalista da TV Globo com quem o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) teve um relacionamento extra-conjugal, disse que em 1997 estava cansada de ficar na “geladeira” na sucursal da empresa em Portugal. Quis ir para a sucursal de Londres, mas a rejeitaram. Disse ao então diretor de jornalismo da TV Globo, Evandro Carlos de Andrade, que a escalassem para trabalhar no Brasil ou pediria demissão. Segundo ela, Evandro disse a subordinados: “Ninguém mexe com essa mulher. Ela mostrou que tem caráter”.

    Porém, os planos de Mirian de voltar ao Brasil chegaram aos ouvidos de Luís Eduardo Magalhães, na época presidente da Câmara dos Deputados, eleito pelo extinto PFL, de quem ela diz ter sido amiga desde antes de conhecer FHC. O deputado a convidou para um almoço, levou o pai, ex-senador Antônio Carlos Magalhães (também PFL-BA), que lhe disse não ser hora de voltar, pois FHC disputaria a reeleição e ela deveria ter paciência. “Foi quando entendi que eu deveria viver numa espécie de clandestinidade”, disse Mirian.

    Então decidiu comprar um apartamento em Barcelona e ir para lá, como contratada da Globo. A empresa topou mas, mesmo pagando a ela um salário de € 4 mil (cerca de R$ 18 mil), jamais a acionou, nem aprovou ou exibiu qualquer pauta sua em muitos anos.

    – Me manter longe do Brasil era um grande negócio para a Globo. Minha imagem na TV era propaganda subliminar contra Fernando Henrique e isso prejudicaria o projeto da reeleição.

    – Mas o que a empresa ganhou com isso?

    – BNDES.

    – Como assim?

    – Financiamentos a juros baixos, e não foram poucos.

    De fato, o TCU abriu processo de tomada de contas para investigar favorecimento à Net Serviços (operadora de TV a cabo criada pelo Grupo Globo e vendida depois para o grupo mexicano de Carlos Slim). O relatório TC 005.877/2002-9 analisou o período de 1997 até o início de 2002 e concluiu que o BNDES repassou 2,5 vezes mais dinheiro para o Grupo Globo do que o repassado para outras empresas do mesmo ramo que pleitearam empréstimos junto ao banco público.

    Ou seja, a cada R$ 3,50 liberados pelo BNDES, R$ 2,50 foram para a Globo, restando portanto apenas R$ 1 para todas as concorrentes do mesmo ramo.

    Eis trechos do relatório:

    tcu_bndes_globo_2002.jpg

     

    FHC-Globo-BNDES-Romapar.jpg

    Não são apenas os valores que chamam atenção no caso FHC-Globo-BNDES. Foram quatro empréstimos “estranhos” e manobras contábeis em menos de um ano.

    O Grupo Globo tinha uma holding chamada Globopar, que controlava duas outras empresas Roma Participações (Romapar) e Distel Holding. Estas duas, por sua vez controlavam a Net Serviços (que passou a ser o novo nome da Globo cabo).

    Mas para que serve essa estrutura em camadas como cascas de cebola, que para leigos (como a maioria de nós) só complicam, além de aumentar custos e impor uma burocracia desnecessária? Uma hipótese é obter empréstimos para as diferentes empresas que não poderia ser obtidos se fossem uma só. Por exemplo, quando a Globo Cabo já estava endividada, a Romapar ainda continuava tomando empréstimos.

    Outra hipótese é que os empréstimos à Romapar ficavam no balanço da própria Romapar, tornando o balanço da Globo Cabo menos “assustador”.

    Em 1997, ano do almoço de Mírian Dutra com ACM, o BNDES fez dois empréstimos para a Romapar recebendo, em garantia, caução em ações da Globo Cabo. Fez mais empréstimos em 1998, no mesmo dia 31 de março. Foram, como dissemos, quatro contratos de empréstimos em menos de um ano.

    Por que o BNDES não emprestou diretamente à Globo Cabo?

    E um banco de fomento como o BNDES, cuja missão é prover capitais para projetos (frise-se, de desenvolvimento econômico e social) de longo prazo, por que fazer quatro contratos de empréstimos para a Romapar no prazo de um ano? Um projeto financeiro maduro e de longo prazo deveria ser bem planejado e resolvido com um só empréstimo.

    Talvez as explicações para estas e tantas outras questões se encontrem no caso Mirian Dutra.

    http://www.redebrasilatual.com.br/blogs/helena/2016/02/tcu-confirma-mirian-dutra-bndes-favoreceu-globo-no-governo-fhc-4868.html

     

  6. Webster Franklin

    24 de fevereiro de 2016 4:46 am

    Requião e a luta do ‘Estado social’ contra o ‘capital vadio’

    Da RBA

    Requião e a luta do ‘Estado social’ contra o ‘capital vadio’

     

    Para o senador, avanço conservador mostra liberalismo “sem limite” e um governo acuado. Exemplos são os projetos que tratam das estatais e do pré-sal  por Vitor Nuzzi, da RBA publicado 23/02/2016 13:43   Jaílton Garcia/Contraf-CUT IMG_8938.JPG

    Requião, ao lado de Juvandia e von der Osten: “Petrobras tem condições de bancar o pré-sal e operar os 30%”

    São Paulo – O senador Roberto Requião (PMDB-PR) vê no momento atual brasileiro, mais do que um movimento anticorrupção, uma guerra contra o Estado social, contra direitos sociais e trabalhistas, em nome do que ele chama de “capital vadio” ou especulativo. Em palestra na manhã de hoje (23) na Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), em São Paulo, o parlamentar e ex-governador do Paraná (por três mandatos) associa a ofensiva conservadora ao liberalismo “sem limite” no Brasil, juntamente com um governo “acuado” pelas tentativas de impeachment, em cuja possibilidade ele não acredita. Por isso, pede mais mobilização nas ruas e no Congresso, “para garantir as políticas sociais”.

    Esse embate também se exemplifica pela tramitação do Projeto de Lei do Senado (PLS) 555, que cria a Lei de Responsabilidade das Estatais. Para Requião, uma tentativa de transformar todas as empresas públicas em sociedades anônimas, feita em parceria “com o pessoal da Bolsa de Valores”. Os “black blocs” do Senado, grupo no qual ele se incluiu, tem conseguido segurar a votação até agora. Mas o projeto já foi incluído na ordem do dia. Centrais sindicais, entidades de servidores e movimentos sociais têm se mobilizado contra a aprovação do texto, que segundo os opositores facilita a privatização. “Algumas (estatais) disputam o mercado, mas a maioria é dependente do erário, do orçamento público”, afirma o senador.

    Ele também critica o governo, em ações feitas “muito mais para não contrariar a opinião liberal, os interesses de mercado”. Como no caso do pré-sal, por exemplo, cuja proposta de venda teria partido do próprio governo. Requião diz que a Petrobras e o Conselho Nacional do Petróleo estão hoje “nas mãos de discípulos de Adam Smith”, referência ao pensador liberal escocês, autor de A Riqueza das Nações.

    “A Petrobras tem condições de bancar o pré-sal e operar os 30% com seu equipamento, sem nenhum problema.” Pela lei atual, a empresa deve ser a operadora única dos campos do pré-sal, com participação de pelo menos 30% na exploração. Um projeto de lei do senador José Serra (PSDB-SP), PLS 131/2015, retira essa exclusividade e a participação mínima. “Se entregarem o pré-sal, a Petrobras está falida”, diz Requião. “Essas empresas (que ficariam com a exploração) não vão investir. As petroleiras estão em dificuldades. O que eles pretendem é se apropriar da tecnologia de águas profundas e estrategicamente manter o controle absoluto de fornecimento de petróleo.”

    Para o senador, o grande endividamento da Petrobras não veio da corrupção, embora ele ressalve que “todos aqueles ladrões” devem ser presos – de “forma linear”, acrescenta, sem exclusões. Ele acredita que houve, principalmente, um “erro estratégico” de apostar no barril acima de US$ 100. Segundo Requião, o chamado Estatuto das Estatais surgiu de uma proposta dele com o objetivo de regulamentar as licitações da Petrobras, depois que nesse campo o governo Fernando Henrique Cardoso “abriu as portas para uma corrupção inimaginável”. Ele também afirma que, em todo o mundo, apenas Brasil e Estônia não tributam lucros sobre ações de empresas.

    Ao citar fatores como a “frente” contra a acumulação de capital defendida pelo papa Francisco e a “substituição do Estado pelo Banco Central” pregada pelos liberais, ele prega uma aliança que envolva o capital produtivo, os sindicatos e os “sem sindicato” contra o “capital vadio”, pela manutenção do Estado social e para apresentar um projeto de desenvolvimento do Brasil, nacionalista.

    Requião participou da primeira reunião de 2016 do Comando Nacional dos Bancários, que começou ontem e termina hoje. No primeiro dia, a palestra foi do recém-eleito diretor regional da UNI Américas Finanças (sindicato global), o argentino Guilhermo Maffeo.

    “Vivemos hoje um momento importante da conjuntura. Temos de levar em conta que enfrentamos um Congresso Nacional inimigo dos trabalhadores e das trabalhadoras. Eles trabalham com uma pauta bomba, com ataques à democracia e aos direitos humanos”, afirmou o presidente da Contraf-CUT, Roberto von der Osten. Para a vice-presidenta da entidade e presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Juvandia Moreira Leite, o cenário continuará sendo das dificuldades, como já se viu na campanha salarial do ano passado. “A gente tem que pensar como é que vai se organizar e nos preparar para os enfrentamentos que teremos nessa conjuntura.”

    http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2016/02/requiao-e-a-luta-do-estado-social-contra-o-capital-vadio-7178.html

  7. José Carlos Lima...

    24 de fevereiro de 2016 9:51 am

      Xico Sá disse:3 h · Rio de
      

    Xico Sá disse:

    3 h · Rio de Janeiro, RJ ·  

    juro, vou assumir as dores da burguesia, agora sou golpista, nao aguento mais essa onda, não importa a derrota da eleição, carajo, assuma, vc manda no brasil independentemente da contagem da urnas, temos mais é q seguir a cultura brasileira de nao respeitar os eleitos… doravante serei golpista, como fuderam jk e jango, entre outros…

     

  8. Yves

    24 de fevereiro de 2016 10:21 am

    Desembarque. Ratos deixando
    Desembarque. Ratos deixando o navio.

  9. BRAGA-BH

    24 de fevereiro de 2016 10:44 am

    O acarajé, o sonho e o pó

    O acarajé, o sonho e o pó

    23/02/2016 Carlos EduardoDia da Baiana de Acarajé

    por Rogerio Dultra dos Santos, no Democracia e Conjuntura

    No acarajé vai pimenta, vatapá e camarão. Pelo menos. Nos olhos dos outros a pimenta é sempre refresco. No acarajé é essencial. Não queira experimentar o acarajé quem não está acostumado aos temperos da Bahia. Dá indigestão. É igual a questionar eleição vencida. É como uma droga: depois do sabor e da euforia, pode vir a depressão e o caos. A emenda sai pior que o soneto.

    É bom cuidar dos temperos, portanto. No vatapá, o leite de coco é abundante, mas o camarão é seco. A preparação é essencial. Afobação é a receita do fracasso. Se não tiver estudado, se não souber o andamento do processo, não invente. Vai ter sempre um baiano para dizer que você fez errado. E a vergonha não será alheia. Será sua.

    Sonhar é mais fácil do que fazer um acarajé funcionar de acordo com as expectativas.

    No começo, o sonho é doce. Existe o sonho da democracia e existe o sonho da ordem. O sonho democrático implica em pluralismo, aceitação das diferenças, ganhar e perder. O sonho da ordem são outros quinhentos. A ordem sonhada é só sua. Qualquer um outro é intruso. Enquanto no sonho da democracia todos podem participar, no sonho da ordem só quem pode meter a mão é você.

    O sonho da ordem não é doce. As elites brasileiras não sonham com a democracia. Nem mesmo operam sob seus parâmetros. Têm um sonho próprio, cujo desejo revelado é a acumulação de status, de benesses e de capital. E este sonho que não se sonha junto tem caráter exclusivista: está todo mundo proibido de participar. É um sonho de poder e é privativo, do qual deriva uma ordem que exclui e marca uma diferença que se consagra por si.

    Sonho que se sonha sozinho pode ser amargo. Não deixa de ser um sonho inebriante, que seduz alguns dos explorados, sob a promessa de que, tornados semelhantes temporários, sonhem virarem iguais em um dia perdido no firmamento. Mas um sonho que não se sonha junto é de difícil extração. Demanda muita violência, mídia paga, reportagens sem fim, uma justiça venal e uma articulação que pode enganar muitos por algum tempo, mas não a todos o tempo inteiro.

    E quando o artifício se esgota, lá pela vigésima terceira vez que é utilizado, aparece o povo, em romaria.

    Aparece o negro, o nordestino, retorna o acarajé, cobrando o experimento. Aparecem até as forças do candomblé e acusam a blasfêmia. E o sonho de um só é o destino de um só: se torna perdido em pensamento.

    Na real, a universidade do interior não ajudou. Não permitiu, nele, concatenar direito e democracia, constituição e processo, acusação com prova. Ficou tudo confuso, desde o começo, naquela faculdade do caipira, naquela vida sem luz.

    E com a cabeça afundada em nós, o pai peão com sede de poder, e mesmo sem saber orar, o filho pródigo veio mostrar o seu olhar, para a globo lhe dar a paz e a fama de seu sonho sonhado a só.

    Mas, por mais que rezasse, e força tarefa fizesse, não vinha nada.

    Ou melhor: vinha das minas geraes o pó. Mas o pó desfazia o sonho e o sonho se desfazia com o pó e com o acarajé. Então o pó era varrido para debaixo do tapete toda vez que se espalhava pelo ambiente. E o acarajé, mastigado sem dó, era expelido em golfadas pela polícia política descontrolada.

    Até onde iria o sonho?

    Que a democracia poderia se perder a custa de suas aventuras, não importava. Afinal, o sonho se sonhava só. Sem povo, sem voto, sem jurisdição.

    Até onde ir? Era a pergunta que, no fundo, não queria responder. Porque aí o sonho fatalmente acabaria.

    E não restaria povo, democracia, país. Não restaria porque sonhar.

    Restaria somente o pó.

    E o seu olhar não bastaria para redimir toda a ignorância, e toda a violência, e a barbárie que uma vida escura e medíocre causara a todo um país. E o acarajé seria apenas uma triste lembrança, um regurgitar medonho do que nunca poderia ter sido.

     

  10. BRAGA-BH

    24 de fevereiro de 2016 10:47 am

    O juiz Moro é a peça-chave da articulação conservadora

    O juiz Moro é a peça-chave da articulação conservadora

    23/02/2016 Carlos EduardoCaptura-de-Tela-2016-02-01

    Isso porque os tribunais superiores, que são colegiados, teriam dificuldades para prender Lula e acabar com o PT, enquanto que Moro, não; ele inclusive marcou o depoimento de Lula para o dia seguinte à manifestação conservadora do dia 13 de março, já havendo camisetas sendo vendidas em shoppings pelo Brasil com frases em inglês apoiando Moro

    no CulturaPolítica.Info

    Ainda não caiu a ficha do progressismo brasileiro sobre o papel extremamente chave que tem o juiz Moro na atual articulação conservadora para prender Lula, cassar Dilma e acabar com o PT. Isso simplesmente porque ele é um juiz, podendo assim mandar gente pra cadeia com sua caneta. Pode-se argumentar que os tribunais superiores podem libertar quem ele prender, mas uma vez que alguém está preso, é muito mais difícil para um tribunal superior colegiado soltar esse alguém do que simplesmente não prendê-lo. Assim, a pessoa que o conservadorismo tem para fazer o trabalho judicial mais difícil, não colegiado, que é prender o Lula e acabar com o PT, é Moro.

    Vejam, ele marcou o depoimento do Lula a ele para o dia seguinte à manifestação conservadora do dia 13 de março. Vou repetir, apesar de já ter ficado claro, apenas para enfatizar. No dia 13 de março, haverá uma daquelas manifestações de rua conservadoras, como as três que houve no ano passado, pedindo tudo que é antipetisse: impeachment da Dilma, prisão do Lula, cassação do registro do PT, golpe militar se nada disso acontecer, etc. No dia seguinte, quando a manifestação conservadora vai estar no seu auge de influência nos meios de comunicação conservadores, Moro marcou o depoimento de Lula a ele. Coincidência???

    A manifestação de massa progressista só vai acontecer 18 dias depois da manifestação conservadora, ou seja, no dia 31 de março. É muito tempo. Deveria ser antes, em minha opinião. Mas enfim, só da manifestação progressista acontecer já é uma grande coisa. Essencial, aliás. A única chance de evitar que Moro prenda Lula e acabe com o PT é fazendo uma manifestação progressista no dia 31 de março que seja muito, mas muito grande, em todo o país. Quem se achar progressista e ficar torcendo pro Moro acabar com o PT, achando que seu partido vai tomar o lugar do PT, não passa de um(a) conservador(a) de esquerda. Quem quiser derrotar o PT, que derrote nas urnas, o resto não é democracia.

    Assim, como hoje em dia tem muita gente tentando saber qual é o núcleo da articulação conservadora que usa a Lava-Jato para seus propósitos, aqui vai minha opinião: o juiz Moro. Atenção nele, pois somente se a sociedade brasileira perceber a politização de suas decisões, elas poderão ser revertidas nas instâncias superiores. Senão, não.

     

  11. BRAGA-BH

    24 de fevereiro de 2016 10:54 am

    TCU confirma Mirian Dutra: BNDES favoreceu Globo no governo FHC

    TCU confirma Mirian Dutra: BNDES favoreceu Globo no governo FHC

    23/02/2016 Carlos EduardoBNDES-fachada

    Relatório mostra que grupo Globo recebeu 2,5 vezes mais recursos públicos do que todas as demais empresas concorrentes em um mesmo período, o que coincide com a reeleição e o segundo mandato de FHC

    por Helena Sthephanowitz, na Rede Brasil Atual

    Em entrevista ao Diário do Centro do Mundo, Mirian Dutra, ex-jornalista da TV Globo com quem o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) teve um relacionamento extra-conjugal, disse que em 1997 estava cansada de ficar na “geladeira” na sucursal da empresa em Portugal. Quis ir para a sucursal de Londres, mas a rejeitaram. Disse ao então diretor de jornalismo da TV Globo, Evandro Carlos de Andrade, que a escalassem para trabalhar no Brasil ou pediria demissão. Segundo ela, Evandro disse a subordinados: “Ninguém mexe com essa mulher. Ela mostrou que tem caráter”.

    Porém, os planos de Mirian de voltar ao Brasil chegaram aos ouvidos de Luís Eduardo Magalhães, na época presidente da Câmara dos Deputados, eleito pelo extinto PFL, de quem ela diz ter sido amiga desde antes de conhecer FHC. O deputado a convidou para um almoço, levou o pai, ex-senador Antônio Carlos Magalhães (também PFL-BA), que lhe disse não ser hora de voltar, pois FHC disputaria a reeleição e ela deveria ter paciência. “Foi quando entendi que eu deveria viver numa espécie de clandestinidade”, disse Mirian.

    Então decidiu comprar um apartamento em Barcelona e ir para lá, como contratada da Globo. A empresa topou mas, mesmo pagando a ela um salário de € 4 mil (cerca de R$ 18 mil), jamais a acionou, nem aprovou ou exibiu qualquer pauta sua em muitos anos.

    – Me manter longe do Brasil era um grande negócio para a Globo. Minha imagem na TV era propaganda subliminar contra Fernando Henrique e isso prejudicaria o projeto da reeleição.

    – Mas o que a empresa ganhou com isso?

    – BNDES.

    – Como assim?

    – Financiamentos a juros baixos, e não foram poucos.

    De fato, o TCU abriu processo de tomada de contas para investigar favorecimento à Net Serviços (operadora de TV a cabo criada pelo Grupo Globo e vendida depois para o grupo mexicano de Carlos Slim). O relatório TC 005.877/2002-9 analisou o período de 1997 até o início de 2002 e concluiu que o BNDES repassou 2,5 vezes mais dinheiro para o Grupo Globo do que o repassado para outras empresas do mesmo ramo que pleitearam empréstimos junto ao banco público.

    Ou seja, a cada R$ 3,50 liberados pelo BNDES, R$ 2,50 foram para a Globo, restando portanto apenas R$ 1 para todas as concorrentes do mesmo ramo.

    Eis trechos do relatório:

    347fe857-d381-4eff-9e19-785074953e47

    FHC-Globo-BNDES-Romapar

    Não são apenas os valores que chamam atenção no caso FHC-Globo-BNDES. Foram quatro empréstimos “estranhos” e manobras contábeis em menos de um ano.

    O Grupo Globo tinha uma holding chamada Globopar, que controlava duas outras empresas Roma Participações (Romapar) e Distel Holding. Estas duas, por sua vez controlavam a Net Serviços (que passou a ser o novo nome da Globo cabo).

    Mas para que serve essa estrutura em camadas como cascas de cebola, que para leigos (como a maioria de nós) só complicam, além de aumentar custos e impor uma burocracia desnecessária? Uma hipótese é obter empréstimos para as diferentes empresas que não poderia ser obtidos se fossem uma só. Por exemplo, quando a Globo Cabo já estava endividada, a Romapar ainda continuava tomando empréstimos.

    Outra hipótese é que os empréstimos à Romapar ficavam no balanço da própria Romapar, tornando o balanço da Globo Cabo menos “assustador”.

    Em 1997, ano do almoço de Mírian Dutra com ACM, o BNDES fez dois empréstimos para a Romapar recebendo, em garantia, caução em ações da Globo Cabo. Fez mais empréstimos em 1998, no mesmo dia 31 de março. Foram, como dissemos, quatro contratos de empréstimos em menos de um ano.

    Por que o BNDES não emprestou diretamente à Globo Cabo?

    E um banco de fomento como o BNDES, cuja missão é prover capitais para projetos (frise-se, de desenvolvimento econômico e social) de longo prazo, por que fazer quatro contratos de empréstimos para a Romapar no prazo de um ano? Um projeto financeiro maduro e de longo prazo deveria ser bem planejado e resolvido com um só empréstimo.

    Talvez as explicações para estas e tantas outras questões se encontrem no caso Mirian Dutra.

     

  12. José Carlos Lima...

    24 de fevereiro de 2016 11:00 am

    (Sem título)

  13. José Carlos Lima...

    24 de fevereiro de 2016 11:38 am

     “Em função da aprovação da
     “Em função da aprovação da urgência, o projeto do Serra agora está na pauta todos os dias”, alerta João Antônio de Moraes, diretor de Relações Internacionais da Federação Única dos Petroleiros (FUP). “Logo, pode ser votado a qualquer momento, inclusive hoje.”“O debate da lei da partilha com a sociedade levou cinco anos”, atenta Moraes. “É um absurdo que se queira alterá-la, sem qualquer discussão, em alguns dias.”“Essa pressa demasiada dos tucanos só tem uma explicação”, observa Moraes. “Entregar o nosso passaporte para melhor educação e saúde do povo brasileiro e a nossa soberania energética para as petroleiras estrangeiras, entre as quais a Chevron; a esta, especificamente, se comprometeu a alterar a lei da partilha.”A única área do pré-sal já leiloada é o Campo de Libra, na Bacia de Santos, em 2013.“Se a Petrobras não fosse a operadora única do Campo de Libra, nós teríamos R$ 50 bilhões a menos para educação”, arremata João Antônio Moraes. “E R$ 250 bilhões a menos para o Estado brasileiro.”

     

  14. José Carlos Lima...

    24 de fevereiro de 2016 11:46 am

    De GO as aves de rapina

    De GO as aves de rapina contaram com os votos de, Caiado e Wider, este entrou no lugar do  Demóstenes Torres, da turma do Cachoeira, sendo que estes se uniram à traira Marta Suplicy. 

    Enquanto o povo brasileiro debatia nas redes sociais sobre os destinos dos participantes do BBB, na calada da noite o conluio entre os poderes verbalizador, curador e legislador, comandados por Irmãos Marinho, Moro e Cunha deu um no cravo e outra na ferradura: pré-sal sendo entregue a petroleiras estrangeiras no momento quebradas por causa do baixo preço do petróleo, a Petrobrás foi um sucesso em meio a derrocada da indústria do petróelo exatamente por causa do pré-sal. Adeus 30% da produção pro Brasil, adeus 100% dos royalties para a saúde e a educação. 

     

  15. José Carlos Lima...

    24 de fevereiro de 2016 12:01 pm

    ander Neves compartilhou

    ander Neves compartilhou o live video de Lindbergh Farias.

    8 h

    Amigos e Companheiros, ALERTA VERMELHO! Ontem o projeto de entrega do PRÉ-SAL perdeu a votação do regime de urgência e será votado hoje, 24/02/2016. Se perdermos a votação, o PRÉ-SAL sai das mãos da Petrobras e a Petrobras quebra e perde todo seu potencial de se recuperar. Hoje, então, precisaremos nos mobilizarmos urgentemente no Senado Federal para impedirmos que entreguem o PRÉ-SAL brasileiro para empresas estrangeiras. Caso contrário, o PSDB e o PMDB quebrarão a Petrobras e, consequentemente, o Brasil.

     

  16. alfeu

    24 de fevereiro de 2016 12:18 pm

    *

    Único prefeito do PSOL é derrubado no interior do Rio de Janeiro 

    http://www.diarioliberdade.org/brasil/reportagens/60390-único-prefeito-do-psol-é-derrubado-no-interior-do-rio-de-janeiro.html

  17. Brutus

    24 de fevereiro de 2016 12:20 pm

    Onde está o Rei de Espadas?
    Onde está o Rei de Espadas?

  18. Vivi Lefay

    24 de fevereiro de 2016 1:08 pm

    4as. de Cultura – Estilo: Pessoas são salvas por pessoas
    http://m.oglobo.globo.com/cultura/pessoas-sao-salvas-por-pessoas-18735004

    MARIA RIBEIRO

    Pessoas são salvas por pessoas
    Fui salva por uma peça que me lembrou: tudo pode mudar só porque alguém te mostrou uma frase

    24/02/16 – 05p8 | Atualizado: 24/02/16 – 05p8

    Pessoas são salvas por pessoas. Saí do teatro Poeira com essa frase ecoando no peito e agradecendo em pensamento a toda a cadeia de seres humanos que me permitiu ouvi-la naquele último dia de janeiro: de Will Eno e Guilherme Weber, respectivamente autor e diretor da peça, a Debora Bloch, produtora do espetáculo, passando por todos os filhos de Deus que criaram o Waze e me salvaram dos 42 blocos que ocupavam o Rio de Janeiro naquele último domingo de janeiro. Minha folia se deu no quintal do cemitério São João Batista, e, Evoé Momo!, ninguém foi mais feliz que eu.

    Pessoas são salvas por pessoas. Parece óbvio. Mas às vezes a gente esquece. Esquece que teve uma professora de Literatura que um dia escreveu no quadro-negro um poema do Manuel Bandeira que terminava com “te amo como se ama um passarinho morto”, e que aquelas palavras deram sentido e entendimento pra garota de 8 anos que agora tinha duas casas — só que isso não era bom.

    Esquece que uns seis anos depois, à época da primeira mudança de endereço, ganhou do irmão um labrador com nome de filósofo chinês e o disco “Cores, nomes”, do Caetano, e que, tanto um quanto o outro, suavizaram a incompreensão (sentida até hoje) do amor não ser obrigatoriamente uma coisa sempre recíproca e que não acaba.

    Esquece que aos 19 conheceu um diretor de teatro que te chamou pra uma leitura na casa dele, e que ao ouvir o texto da peça — autobiográfico — você percebeu três coisas importantíssimas e redentoras. A primeira é que as coisas que você sentia podiam virar uma historinha. A segunda é que não era só você que sentia aquelas coisas. E a terceira é que aquelas coisas que antes pareciam tristes ficavam bonitas e até um pouco engraçadas se você soubesse dizer.

    É o que tento fazer agora. Não quero esquecer, que, mal recuperada da tríade natal-réveillon-carnaval — tudo isso sublinhado em vermelho pela temperatura escaldante —, vi uma peça onde os personagens me deram a mão com a potência e a leveza de um recém-nascido, e que fiquei feliz como quem tem pai e mãe porque em duas horas me senti entre amigos da vida toda, tipo paz de Cristo ou arquibancada de time.

    Porque se até a Mariana Lima — que parece tão bem resolvida com aquela pinta na boca e aquele histórico de atriz do Antônio Araujo — às vezes não sabe como fazer pra conversar com o cônjuge, então tudo bem ninguém saber, não é mesmo? Mariana, no caso, personagem.

    Pessoas são salvas por pessoas. No Bateau Mouche, um único pescador resgatou 30 náufragos. No incêndio da boate Kiss, um estudante salvou 14 universitários. Minha avó dizia que devia tudo a Dostoiévski e ao inventor do cristal japonês. E eu fui salva do verão por uma peça de teatro onde os personagens — meio contentes e meio tristes, meio legais e meio egoístas, meio com medo e meio com coragem — me lembraram de que a qualquer momento tudo pode ficar diferente só porque alguém te mostrou uma frase simples.

    João, José, Julia e Pônei são “Os realistas”. Eles têm o mesmo sobrenome: Silva. Eles têm medo de morrer, de ficar sozinhos, de não serem amados, de falar a verdade, do silêncio. Além de Mariana e Debora — gênias —, o elenco ainda conta com Emílio de Mello e Fernando Eiras, dupla eterna e inesquecível do espetáculo “In on it”, de Daniel Maclvor (e pra quem não viu, vale ler o texto, aqui editado pela Cobogó).

    Os quatro atores contam a história de dois casais vizinhos que têm suas vidas transformadas uns pelos outros. Transformadas é exagero. Não há nenhum grande acontecimento — ao mesmo tempo em que não há no mundo acontecimento maior do que uma pessoa nova. Pônei e José chegam à pequena cidade campestre onde moram João e Julia. A vida dos quatro parece, e é, prosaica: ir ao mercado, escolher os copos certos para o vinho, ter empregos do tipo consertar ar-condicionados ou fazer cartões comemorativos, tomar uma cerveja ao fim de um dia de trabalho, ser casado, olhar o céu, achar a vida boa, achar a vida ruim. Eu marquei um x em todos os itens.

    O autor, o americano Will Eno (indicado ao Pulitzer e que aqui já havia sido montado por Felipe Hirsch, Guilherme Weber e Murilo Hauser) é frequentemente comparado a Beckett e discípulo de Albee, mas, a despeito da acidez que os une, há uma delicadeza do tipo mão estendida que há muito não via no teatro.

    Estreia do autor na Broadway, “Os realistas” é de uma dramaturgia “gentil”, de idas à farmácia e a laboratórios e não a hospitais, de pensamentos ditos pela metade, de personagens rindo quando estão tristes, de geladeiras abertas com comidas vencidas e cadeiras de praia estendidas sob a noite, de frases como “eu gostaria de ser uma pessoa mais do tipo ao ar livre, sabe?” e de amores nublados.

    Uma gente errada e angustiada, mas sem profundidade-ostentação.

    Pessoas são salvas por pessoas.

    E eu que achava que não tinha um bloco…

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