4 de junho de 2026

O “especialista em linguagem não verbal” da Folha

Esse projeto da Folha não vai dar certo. Se o objetivo era superar o inacreditável O Globo, conseguiu.

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A convocação de um sino-americano, ligado ao judô – que se diz especialista em “linguagem não verbal”- para escrever aos domingos, conseguiu superar até o astrólogo da Veja, aquele que declarou que o mapa astral de Serra dizia que ele venceria as eleições, e só não aconteceria se o mapa astral da Dilma fosse melhor.

O sujeito assiste vídeos de campanha de Serra e de Dilma e conclui na lata:

1. Quando Dilma sorri tem expressão assustadora, de raiva contida.

2. Já Serra, “é mais apresentável, bem-apessoado, provavelmente querem que ele seja mais charmoso, mais agradável socialmente. Usa muitas expressões faciais para enfatizar o que diz. Geralmente, pessoas assim se passam por honestas em seus signos não verbais, e isso dá uma percepção de confiabilidade”.

Não há mais limites para o ridículo. Pode falar o que quiser de Serra. Dizer que é charmoso, mais agradável socialmente é algo que nem sua companheira de toda vida, a Mônica, ousaria dizer.

Da Folha

Sorrisos de Dilma e Serra são sociais

DAVID MATSUMOTO
ESPECIAL PARA A FOLHA

Já estive no Brasil muitas vezes por conta do judô, em São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador. Sei que é um país muito forte nesse esporte. Mas não acompanho a política brasileira. Não sei nada sobre Dilma Rousseff e José Serra, suas convicções políticas, o passado deles.

É bom também lembrar que não sou cidadão brasileiro, por isso não voto e muito menos recebo benefícios de nenhum deles. Assim, pretendo passar nessa coluna apenas minhas impressões, que são baseadas no que vi nos trechos de vídeos que recebi, com legendas em inglês, da primeira propaganda eleitoral na TV.

Em primeiro lugar, os dois sorriem muito. São sorrisos sociais, não genuínos, o que é comum em candidatos em busca de uma aparência presidenciável. Isso aparece mais nele do que nela.

Dá para ver que Dilma é uma pessoa muito intensa. E que tem algum tipo de raiva ou irritação que ela tenta controlar. Não sei se é algo pessoal ou em relação à campanha, mas fica claro para mim que ela é o tipo de pessoa que eu nunca gostaria que ficasse brava comigo.

Quando fala sobre prisão, faz uma expressão bastante assustadora. Isso aparece claramente em seus olhos e na curva dos lábios. Tenta ser simpática, neutra ou agradável, mas parece ter dificuldade. Se isso é bom ou ruim para políticos, é outra questão.

Já Serra tem personalidade muito diferente. É mais apresentável, bem-apessoado, provavelmente querem que ele seja mais charmoso, mais agradável socialmente. Usa muitas expressões faciais para enfatizar o que diz. Geralmente, pessoas assim se passam por honestas em seus signos não verbais, e isso dá uma percepção de confiabilidade. O sorriso, porém, me chamou a atenção. É muito social, nada verdadeiro. Isso me faz pensar no quanto ele realmente se importa com as coisas de que está falando.

Dilma, por ser tão intensa, não passa dúvidas sobre seus sentimentos. Acho que ela tem problemas em aparentar ser uma boa pessoa. Serra, não: o problema dele é mostrar que está emocionalmente engajado.

Em depoimento a FERNANDA EZABELLA, de Los Angeles 

Por Sérgio Troncoso

Putz, a FSP arruma especialista picareta em tudo o que é buraco. O estudo verdadeiro da Linguagem Corporal, é um ramo da comunicação dificílimo justamente por estudar um “objeto” pleno de subjetividades, um estudioso sério não pode sair por aí dizendo essas asneiras. Então segundo ele, Dilma que já esteve presa, faz expressão de raiva quando fala de prisão? Eu chamaria essa conclusão de “bestial”. E digo que chamar o “especialista” em sorrisos por foto para opinar sobre candidatos em campanha, soa tão natural quanto uma girafa voando.

Essa fica guardada no escaninho dos momentos hilários da Fôrça Serra Presidente. Um abraço. 

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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