
Tempos atrás, o empresário Beto Sucupira – um dos três sócios da 3G, que controla a Ambev – procurou o governo de São Paulo com uma proposta de monitoramento da poluição dos rios paulistas e outro projeto na área de segurança pública.
Entrou com uma parte dos investimentos, o estado com outra. Foi contratada a consultoria do INDG, de Vicente Falconi, e o estado disponibilizou sete técnicos da Fundap, a fundação incumbida de pensar a gestão no estado. A equipe ficou sob o guarda-chuva da Casa Civil.
Aí o governador Geraldo Alckmin nomeia o ex-Secretário de Segurança Saulo de Castro para Secretário de Governo.
Na burocracia pública, espaço é poder. Ou seja, o poder de qualquer secretaria é proporcional ao espaço que ocupa. Imediatamente Saulo requisitou a sala onde a comissão se instalara. E se apropriou dela da forma mais simples possível: acabou com o programa para ficar com a sala.
Foram três anos de trabalho, de dinheiro do estado e da fundação de Sicupira jogado no ralo. Quando o projeto foi encerrado, a consultoria estava transferindo para o estado todos os modelos de monitoramento dos rios. A agência de publicidade África já tinha uma campanha engatilhada sobre o assunto. Perdeu-se tudo.
No ano passado, o governador Alckmin tentou completar sua obra, ordenando a extinção da Fundap.
Ocorre que, para fechar uma fundação de direito público, são necessários dois quesitos:
1. Não existe mais o motivo pelo qual ela foi criada. Não é o caso, já que o aprimoramento da gestão pública é um processo permanente.
2. O patrocinador não tem mais condições de bancá-la. Também não é o caso, porque o patrocinador é o estado de São Paulo.
Parte da receita da Fundap era obtida com projetos para outros entes públicos. Com o anúnciou de sua extinção, os contratos foram minguando, substituídos por outros com consultorias privadas.
Lionel Rupaud
17 de fevereiro de 2016 4:18 pmQuem mora em SP desde a chegada dos tucanos
e não é totalmente midiota já entendeu o significado de “modelo tucano de gestão”.
E não faz diferença nenhuma o nome do “governador”.
Rodnei
17 de fevereiro de 2016 6:43 pmDesenha
Desenha o que vc quis dizer, por favor.
Ninguém é obrigado a advinhar as eventuais suspeitas que o outro deixa no ar.
Na boa, este tipo de atitude só traz confusão mental e de comunicação.
Resultado: cada um imagina o que quer, e concorda ou discorda de acordo com seu próprio humor.
Saudações,
jasantos
17 de fevereiro de 2016 4:24 pmo que me incomoda
O que me incomoda mais é que grandes empresarios se calam quando acontece esse tipo de coisa.
E não estou me referendo só ao assunto Fundap.
Tivemos dezenas de situações!
Eles deveriam ser os primeiros a botar a boca no trambone! e por que não o fazem?
Um sr Sucuprira vai ser ouvido, já um blog independete é muito mais dificil!
Lionel Rupaud
17 de fevereiro de 2016 5:35 pmMas por que o sistem tucano e a midia que os controla
(Globo e aspones) dá cobertura total aos esquemas de evasão fiscal tipo assim Mossak Fonseca, que permitem á plutocracia brasileira não pagar imposto de renda.
Só isto.
Frederico69
17 de fevereiro de 2016 9:08 pmesse é o substituto do moita??
ou estou enganado
jura
18 de fevereiro de 2016 3:23 amPau pra toda obra
1. Se a poluição dos rios for medida aumentará a cobrança por limpeza. A Sabesp não trata os esgotos e já nem consegie mais fornecer água suficiente e eficientemente. A limpeza do Tietê foi prometida há 24 anos com um empréstimo do Japão. O dinheiro foi convertido em mais lama.
2. A Fundap topa tudo por dinheiro, mas a extrema diversificação de suas atividades, muito além de sua capacidade técnica e de suas atribuições estatutárias é uma das principais causas de sua extinção. E o PSDB é totalmente responsável por isso. Resolveram fechar porque não chegaram a um acordo que pudesse resolver todos os problemas que eles mesmos causaram…
Nenhuma organização é capaz de cobrar pênalti e cabecear pro gol. Para cumprir seu papel de inovação em administração pública a Fundap deveria se apoiar no tripé pesquisa, formação e consultoria. A pesquisa foi a primeira a ser descartada e sem ela o tripé desabou.
Medição de poluição não é a praia da Fundap. Mas pesquisar como melhorar a gestão ambiental e apoiar a Cetesb nisso, sim.
Aliás, é estranho que esse projeto não tenha sido alocado na Cetesb… Eles tem salas de sobra lá! Cada vez mais!
Nassif, você sabia que o índice de ociosidade dos Especialistas em Políticas Públicas do Estado, cargo criado há uns cinco ou seis anos, é de 83%? E que eles foram treinados pela Fundap no início? Assim não há Fundap que resolva!
aleminas
3 de março de 2016 4:24 amO seo SUCUPIRA, então …
fica quietinho .. 3 anos de trampo no lixo.. e ele nem tchum! esquisito viu Nassif!