4 de junho de 2026

Eliane Elias leva Grammy de melhor álbum de jazz latino

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Da Agência Brasil

A pianista e cantora brasileira Eliane Elias ganhou o Grammy com o álbum Made in Brazil, considerado o melhor na categoria jazz latino. Lançado em 31 de março de 2015, o álbum é o 24º da artista – primeiro gravado no Brasil – que se mudou para os Estados Unidos em 1981.
 
“Estou tão feliz de compartilhar com vocês, meus queridos amigos, que Made in Brazil acabou de ganhar o Grammy de melhor álbum latino de jazz do ano. Obrigado por todo apoio “, disse a artista em sua conta no Facebook. Eliane estava no Brasil, durante a cerimônia, e foi representada por sua filha Amanda.

Já a cantora pop Taylor Swift foi a grande vencedora da 58ª edição do Grammy, em Los Angeles. O disco 1989 foi eleito o álbum do ano dos Estados Unidos e, com o prêmio, a artista se torna a primeira mulher a vencer o principal prêmio do evento por duas vezes – em 2010, com o álbum Fearless. O disco 1989álbum já vendeu seis milhões de cópias nos Estados Unidos.

O Grammy 2016 foi marcado por homenagens a lendas musicais que faleceram recentemente. Lady Gaga fez uma apresentação em homenagem ao artista de rock David Bowie, morto em janeiro deste ano, enquanto Jackson Browne prestou homenagem ao ex-integrante da banda Eagles Glenn Frey, que morreu há menos de um mês.

A canção Uptown Funk, de Mark Ronson, com Bruno Mars nos vocais, foi eleita a gravação do ano. Ed Sheeran ganhou o prêmio na categoria de canção do ano com a música Thinking Out Loud. O prêmio parece ter surpreendido o cantor: “meus pais vêm me assitir todo ano e toda vez eu perco”, disse.

O cantor de hip hop Kendrick Lamar recebeu 11 indicações ao Grammy – uma a menos que o recorde de Michael Jackson, em 1984 com o álbum Thriller. Ele levou o prêmio de melhor álbum de rap com a sua obra To Pimp a Butterfly, que já vendeu 800 mil cópias no mercado norte-americano.

 

Redação

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9 Comentários
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  1. Fernando J.

    16 de fevereiro de 2016 1:49 pm

    O CD Made in Brazil, na íntegra

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=O2-E7Y7BkuY&list=PLBDRiPurSu7zuSn9LmGvgEKl2Lmfbn7Wa%5D

  2. antonio rodrigues

    16 de fevereiro de 2016 2:23 pm

    Triste ver que uma artista,

    Triste ver que uma artista, como Eliane Elias, reconhecida no mundo todo por seu talento,com gravações em parceria com os mais conceituados musicos, não seja,ao menos, conhecida em seu pais.

    Aqui, ficamos escutando e premiando anitas, popozudas.

    1. Alan Souza

      16 de fevereiro de 2016 2:51 pm

      Existe gosto e público para todos

      Eu não ouço funk, mas o reconheço como uma manifestação cultural, tão legítima como o samba, ou o reggae no Maranhão, o forró universitário em São Paulo, o sertanejo em Goiás ou como o brega no meu Pará. São expressões da cultura de um povo, que só por serem populares não se tornam menos respeitáveis. Cultura é cultura, seja erudita ou popular. Aliás, os verdadeiros intelectuais deste país, homens de cultura, se orgulhavam e orgulham de conhecer, admirar e apreciar a cultura popular. Homens como Câmara Cascudo, Cravo Albin, Hermano Vianna e Gilberto Freyre.

      A Eliane Elias foi premiada pela qualidade do trabalho dela. O mesmo com a Anitta, cujo trabalho – para quem gosta de funk – tem a sua qualidade.

      1. antonio rodrigues

        16 de fevereiro de 2016 4:21 pm

        Voce esta confundindo alho

        Voce esta confundindo alho com bugalhos.

        “Homens como Câmara Cascudo, Cravo Albin, Hermano Vianna e Gilberto Freyre”, como voce mesmo diz, “apreciaram a arte popular”.

        Acontece que voce se engana quando classifica como “arte popular” coisas que nada tem a ver com arte e muito menos com popular. São apenas produtos da industria de entretenimento, para diversão  e consumo de massas.

        O povo escuta “brega no Para” e o estudante “sertanejo universitario” porque, lamentavelmente, não tem mais acesso a cultura, a arte, seja popular ou erudita.

        Esse mesmo povo que escuta hoje popuzudas e anitas, num passado não muito distante, ja apreciou grandes artistas populares como Elis Regina, Elizeth Cardozo, Pixinguinha, Ary Barroso e muitos outros.

        1. Alan Souza

          17 de fevereiro de 2016 1:07 am

          Nossa, pior a emenda que o soneto!

          Acontece que voce se engana quando classifica como “arte popular” coisas que nada tem a ver com arte e muito menos com popular. São apenas produtos da industria de entretenimento, para diversão  e consumo de massas.

          E quem define o que é arte e o que é popular? Você, com base no seu gosto e na sua cultura? Ou um grupo de notáveis que toma pra si o papel de querer definir uma nação pela suas próprias cabeças? Acho que a melhor resposta pra isso é que a cultura e arte populares simplesmente ignoram os “donos das definições”…

          O povo escuta “brega no Para” e o estudante “sertanejo universitario” porque, lamentavelmente, não tem mais acesso a cultura, a arte, seja popular ou erudita.

          O mais ledo engano, achar que se der “cultura” ao povo vão todos virar austríacos dançadores de valsa. Ou vão consumir aquilo que “as esferas” definem como arte. Novamente, a melhor resposta a isso é que o povo ignora essas pretensões. Note que o povão não está nem aí pro que você escuta, mas você é que quer impedi-los de ouvir o que eles ouvem.

          Esse mesmo povo que escuta hoje popuzudas e anitas, num passado não muito distante, ja apreciou grandes artistas populares como Elis Regina, Elizeth Cardozo, Pixinguinha, Ary Barroso e muitos outros.

          Não esqueça que isso é cultura hoje. O samba já foi muito amaldiçoado, por gente que achava que cultura era foxtrote e jazz. Os chorões volta e meia eram tachados de vagabundos.

          1. antonio rodrigues

            17 de fevereiro de 2016 3:08 am

            Para quem acha que “cultura”

            Para quem acha que “cultura”  é “austriaco dançando valsa”, consumir a “arte” da popuzada  ou da banda calypso esta mesmo para la de bom.

            Alias nem sei porque estou respondendo a alguem que se refere ao povo como “povão”.

            A designação ja revela o conceito.

            Para pessoas assim, o “povão” esta muito feliz escutando a popuzuda, ja a musica do Milton Nascimento,do João Bosco, do Chico Buaque, do Pixinguinha, do Cartola, do Djavan, do Baden, do Ary Barroso, do Caymi é somente para a elite, para “as esferas”.

            Ta bom.

            Viva a internet enriquecendo a discussão.

      2. Roberto Monteiro

        16 de fevereiro de 2016 4:22 pm

        Eu também penso assim.

        Essa história de julgar pelo gosto próprio é de um egoísmo enorme. Erudição para quê? Para se exibir aos seus pares? Eu fora, não gosto ou gosto, tanto faz do que, pois o gosto é meu, assim como o seu gosto é seu e o gosto dos outros com seus gostos.

        Amém.

  3. jc.pompeu

    16 de fevereiro de 2016 5:51 pm

    complexo de vira-lata do perfeito idiota latinoamericano

    se então,

    Eliane Elias leva Grammy de melhor álbum de jazz

    é a consagração supreme aqui jazz

    no entanto,

    … latino

    danou-se!

    .

  4. Fernando J.

    16 de fevereiro de 2016 8:36 pm

    Eliane Elias Quarteto no Sesc Pompeia, 29 e 30.08.2013

    Eliane Elias apresentou-se nas datas acima no Brasil, no projeto anual do Sesc Pompeia, Jazz na Fábrica. Realizei um dos meus desejos, de ver a Eliane Elias, agora só falta a Lisa Ono. 

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=aLm_hBtXDKw%5D

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