17 de junho de 2026

Copa do Mundo – 1

Do leitor Josiano Gomes Chaves

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Eu acredito que como a maioria dos brasileiros, fiquei indignado com a derrota do Brasil pela França, não que ela fosse injusta, uma vez que eles jogaram muito melhor do que nós, mas pelo fato de termos o melhor time, se bem que uma boa parte dele estava no banco, e não saber armar a estratégia adequada, não saber usar as opções que temos.

Eu fiquei imaginando se isto não seria também um problema crônico do Brasil. Até hoje eu não consigo entender como conseguimos ser tão medíocres em gerar oportunidades para os nossos concidadãos, em fazer a economia crescer, com todos os recursos naturais que temos, temos grupos de pesquisa razoavelmente capacitados em várias áreas, não temos guerra, não temos inimigos. Nós somos excessivamente emocionais, temos governos que sobrevivem mais de marketing político do que de ações concretas, de resultados (todos eles PT, PSDB, e tantos outros P’s que habitam a ceara partidária brasileira). Eles não possuem planos concretos, portanto, lhes carece também rumo, além de governança e governabilidade na maioria das vezes.

É duro assistir a campanhas políticas de uma forma geral, mas especialmente quando elas se resumem a de um lado ter um presidente candidato com auto elogios e inauguração (agora só visitas) de obras inacabadas e de outro, ver como estratégia do principal oponente chamar o presidente candidato de cínico, de mentiroso, sem apresentar nenhuma proposta concreta, simplesmente sem comentários. Nossos empresários e a sociedade de uma forma geral ficam esperando que o governo/governante façam alguma coisa para sanar o mal de todo dia que nos aflige e com isso se tornam reféns do estado, que por sua vez joga na lata de lixo mais de 70% da capacidade intelectual do país, considerando que este é o percentual de pessoas que não atingem o grau de educação adequado para explorar as suas potencialidades.

Como você já escreveu estamos com a oportunidade dos biocombustíveis batendo a nossa porta, mas nenhuma estratégia decente para utilizá-la além mar. O que nos falta? Visão? Maestro? Disciplina? Cidadania? Ou uma mistura de tudo isto.

Acredito que uma frase que se aplica perfeitamente ao nosso país no momento é a frase título deste email.

“Quem não cresce, diminui enquanto os outros crescem” – Fitche.

Na realidade eu só queria, pelo ao menos tentar, te contagiar um pouco com a minha indignação e quem sabe escrever um pouco sobre isto. Pois de toda a mídia, te acho um dos articulistas mais consistente e contundente.

Eu sou farmacêutico, atuo na área de planejamento, gestão e análise de mercado e leitor assíduo da sua coluna, que freqüentemente repasso à várias pessoas, sendo que duas delas inclusive já encaminharam trabalho recente para o Projeto Brasil por seu intermédio, Marina Lima e Luiz Marinho.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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