
Enviado por Anarquista Sério
Da Folha de S. Paulo
Quem é esse moleque para estar na Folha?
Por Vera Guimarães Martins
“Como é acordar colega do Kim Kataguiri?, escreveu um leitor, crente de que estava fazendo uma provocação. A pergunta é retórica, mas diz muito a respeito do raciocínio autorreferente de quem faz. A lógica nela embutida supõe que a mera inclusão do coordenador do Movimento Brasil Livre no quadro de 125 colunistas da Folha é, para ficar no eufemismo, um problema para todos.
A estreia de Kim como colunista provocou quase uma centena de mensagens de reprovação. Parte do leitorado elogiava o pluralismo de opiniões, mas… Seguiam-se argumentos respeitáveis, mas… Ao fim e ao cabo, o resultado era a intolerância ao colunista e suas ideias.
Para esta ombudsman, foi um “revival” de junho de 2014, quando o digital passou a publicar uma coluna semanal de Guilherme Boulos, coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, cuja vinda também foi abordada neste espaço.
Como Boulos, Kim vai escrever só no site (há 31 colunistas nessa condição). Como a de Boulos, sua vinda foi vivamente criticada –inclusive, ora vejam, por Boulos, que usou sua coluna desta semana para fazer críticas ao novo colega.
Resumindo o teor das gritas de agora e d’antanho: Boulos é um filhinho de papai (médico) que não respeita a propriedade privada nem a lei, já que seu movimento invade propriedade alheia; sua contratação revela o viés esquerdista (ou comunista) do jornal. Já Kim é um “moleque que mal saiu dos cueiros”, um coxinha (filho de metalúrgico) arrogante e sem formação, que comprova o pendor direitista da Folha.
Vamos a Kim. Se pouca idade é um problema, este jornal já pecou mais feio. Em 2010, alçou João Montanaro, 14, a chargista das edições de sábado da nobilíssima página A2, a dos editoriais. Kim terá o fôlego e a capacidade de sobrevivência de Montanaro, até hoje no impresso? Impossível saber, mas o jornal está certo ao tentar renovar seus quadros e apostar em jovens promessas. Aos 19, Kim Kataguiri é uma promessa, goste-se ou não de sua cartilha liberal, sua posição pró-impeachment de Dilma Rousseff, seu ego ou suas mensagens abusadas.
Na reportagem que anunciou sua coluna, Kim declarou que, com sua vinda, o jornal faz uma “excelente tentativa de parecer mais idôneo”. Ok, ele se tem em alta conta, mas arrogância e pretensão nunca foram impeditivos para que alguém se tornasse colunista. Ainda segundo Kim, “a Folha sabe que terá alguém que vai criticar o jornal constantemente.” Mais um, ele quer dizer.
Não é de hoje que este jornal é criticado por esquerda ou direita, colunistas daqui ou alheios, leitores fiéis ou daquele tipo que “toca de ouvido” –sem deixar de mencionar a existência, há 26 anos, de um profissional pago para expor e discutir publicamente questões de conteúdo, o ombudsman. Não me parece que a perspectiva de mais fogo amigo vá abalar estruturas, mas espera-se que Kim ofereça algo além. Até porque, como colunista, é o seu próprio conteúdo que estará sob holofote, e o escrutínio já começou.
Leitores inconformados enviaram cópia de uma piada infame que ele postou na rede em 2014 (Qual a semelhança entre feministas e miojo? Ambos levam três minutos para ficar prontos e são comida de universitário). Em entrevista à TV Folha na terça, ele disse que o post foi feito quando tinha 17 anos e o MBL ainda nem existia, mas que não se arrepende dele –e deu uma explicação desconjuntada sobre feministas que querem o fim dos homens.
Pena que, inteligente como é, Kim tenha perdido a oportunidade de fazer autocrítica. A comparação é uma ofensa a todas as mulheres, e essa cretinice juvenil vai perseguir sua figura como um zumbi de filme B. É, no mínimo, um erro de avaliação para quem diz ter ambições políticas.
*
Um fato curioso (ou não): muitos dos que contestam as escolhas de colunistas da Folha, sejam à direita ou à esquerda, gostam de demonizar a “mídia monopolizada”, aquela que supostamente só publica o lado que lhe convém, e louvar a internet, pela liberdade e diversidade de vozes que ela abriga.
Lionel Rupaud
24 de janeiro de 2016 2:44 pmGraças a Deus abandonei este “folheto”,
que já foi jornal, em 1992. Portanto não sou “colega” de nenhum Kim, nem o coreano.
Precisava colocar este post no blog?
Marco St.
24 de janeiro de 2016 2:59 pmDefesa do idenfensável.O
Defesa do idenfensável.
O problema não é a idade ou a formação estudantil.
O problema é a falta de conteúdo. Seja à esquerda ou à direita.
Jornalistas infinitamente melhores estão desempregados.
Ainda achava q a Folha, apesar de sua notável decadência, se pretendia um jornal.
Sergio Saraiva
24 de janeiro de 2016 3:01 pmEmbrulhando peixe no mesmo dia.
Marta Suplicy
Ronaldo Caiado
Aecio Neves
Kim Kataguiri
Reinaldo Azevedo.
Quem os lê?
PS1:poderia perguntar também: quem escreve? Imagino que Azevedo não tenham ghost writer.
PS2: comparar Kataguiri com Boulos é forçar a barra. Boulos tem muito o que dizer. Você pode concordar ou não. Kataguiri tem muito a repetir.
Aline Braga
24 de janeiro de 2016 4:12 pmBoulos tem muito a dizer!? É
Boulos tem muito a dizer!? É a sua opinião.
Chico O Cavalo Manso
24 de janeiro de 2016 3:32 pmQuando algo tão minúsculo
Quando algo tão minúsculo inerente ao universo paulistano vira “noticia” é o caso de profunda lamentação.
Frederico Firmo
24 de janeiro de 2016 3:38 pmQuem é esta Vera Guimarães
Quem é esta Vera Guimarães Martins para ser ombudsman?
Sergio Saraiva
24 de janeiro de 2016 4:21 pmNa falta de cão…
Ex secretaria da redação ainda em atividade.
Homer
24 de janeiro de 2016 3:38 pmSe fosse de esquerda, ninguém
Se fosse de esquerda, ninguém estava falando nada. Depois que acusam a esquerda de totalitária, monopolizar a virtude e ser incapaz de dialogar, a esquerda, fica, obviamente, irritadíssima.
Fernando J.
24 de janeiro de 2016 3:44 pmConsiderações da professora de jornalismo Sylvia Moretzsohn
Naturalmente que a professora Sylvia Moretzsohn vai se manifestar após a coluna de hoje da Ombudsman. Por enquanto, as considerações da professora de jornalismo, pelo Facebook, e um comentário mais do que pertinente e esclarecedor:
Sylvia Moretzsohn
18 de janeiro às 13:36 ·
Bem, o mais novo colunista da Folha nem estreou e já disse a que veio.
Acabo de cancelar a assinatura do jornal que eu assinava desde os anos 80.
Estive para fazer isso algumas vezes. No caso da ficha falsa da Dilma, por exemplo (da arrogância demonstrada ao ridicularizar a carta do Fábio Konder Comparato e da resposta patética depois da avalanche de críticas, “não se pode dizer que a ficha seja verdadeira nem que seja falsa”: brilhante jornal que, na dúvida, publica…). No caso da contratação do Reinaldo Azevedo.
Mas agora foi demais.
Claro que a moça que me atendeu tentou me demover. Perguntou se era por causa da posição política do rapaz. Claro que não: não é por ele ser de direita, os jornais devem ser plurais, mas devem contratar gente que tenha o que dizer. Que tenha relevância.
Ela insistiu, dizendo que ele era líder de um movimento (e eu disse, sim, aquele movimento que reuniu vinte pessoas numa marcha patética até Brasília, que a própria Folha ironizou), que o jornal estava querendo mostrar às pessoas o que ele pensa (ora, a essa altura, com todas as internets à disposição, alguém precisa de jornal pra divulgar o que pensa? Ainda mais o “líder” de um movimento?).
Enfim, eu encurtei a conversa, fiz ver a ela que o nosso tempo (meu e dela) valia muito e que prolongar o telefonema seria inútil.
Claro, também vou escrever à ombudsman, apenas para registrar.
E pronto.
Ufa.
Sylvia Moretzsohn
18 de janeiro às 14:33 ·
Apenas para registrar, enviei esta mensagem à ombudsman:
Assunto: cancelando a assinatura
Data: Mon, 18 Jan 2016 14:14:09 -0200
Cara Vera,
Escrevo apenas para registrar que acabo de cancelar minha assinatura da Folha.
O motivo, você deve imaginar.
Sou assinante antiga, desde os anos 80, quando me formei e comecei a trabalhar como jornalista. Estou para fazer 57 anos, estou também para me aposentar como professora de jornalismo na UFF, depois de mais de 25 anos dando aula de algo que eu sempre valorizei muito mas que está cada vez mais raro encontrar.
Várias vezes, antes desta, estive para tomar essa atitude. No momento em que se cunhou a expressão “ditabranda”. No caso da ficha falsa da Dilma: não só pelo fato, mas pelos seus desdobramentos, a incapacidade de reconhecer o erro, a canhestra justificativa de que não se poderia afirmar que a ficha era verdadeira nem que era falsa (brilhante jornal que, na dúvida, publica…). Na decisão de contratar o Reinaldo Azevedo.
Mas tudo tem limite.
Não se trata, obviamente, da minha rejeição a posições de direita. Eu sempre achei que um jornal deve buscar a pluralidade. Mas é preciso buscar também a substância. Como disse uma colega, também professora e jornalista, colunista não é o sujeito que simplesmente vai lá e dá uma opinião: é alguém que traz informação original e qualificada. Definitivamente, não é o caso desse rapaz, que não tem condições de estar em nenhum jornal que se leve a sério.
Todo jornal faz suas escolhas. Ao acolher certos colaboradores, escolhe também o público que quer preservar e, consequentemente, o que pode dispensar.
É uma pena.
Abraço,
Sylvia
Sylvia Moretzsohn 22.01.2016
25 min ·
Como tantos que reclamaram da Folha (e eventualmente cancelaram sua assinatura, como eu fiz), por causa do lamentável episódio que marcou a semana, recebi há pouco a resposta da ombudsman.
Se fosse uma correspondência particular, eu não a divulgaria, por motivos óbvios. Mas é apenas o encaminhamento da resposta do editor-executivo do jornal, Sérgio Dávila, uma resposta-padrão a quem criticou aquela decisão editorial. Entendo que seja uma manifestação formal, oficial, do representante do jornal.
Esta:
“Ao definir o seu time de colunistas, a Folha procura representar o vigor, a diversidade e a amplitude do espectro de opiniões na sociedade brasileira contemporânea. Kim Kataguiri é um dos expoentes de um movimento combativo, jovem e emergente, adepto de ideias liberais e crítico da esquerda. Fazia sentido, em nosso entendimento, agregá-lo ao nosso quadro de mais de uma centena de opinionistas dos mais variados matizes, ideológicos e temáticos”.
A ombudsman informou que irá tratar do tema em sua próxima coluna, depois de amanhã. Certamente reproduzirá essa resposta.
A minha foi a seguinte:
“Obrigada pela resposta.
Não imaginava outra coisa. Por isso mesmo não esperei para cancelar minha assinatura.
Considerar esse rapaz um ‘expoente de um movimento combativo, jovem e emergente’ é meio demais.
Trata-se simplesmente de um expoente do analfabetismo político, nada mais que isso.
Mas a Folha deve saber o que está fazendo quando cria corvos”.
Vou acrescentar aqui uma coisa a este comentário: um jornal, como todos deveríamos saber (sobretudo quem o comanda), é um relevo na geleia geral do cotidiano. Sua importância deveria crescer ainda mais nesses tempos de algaravia virtual, onde todo mundo aparentemente pode falar o que lhe der na telha. Um jornal sempre foi e precisaria continuar sendo uma referência de informação e opinião qualificadas. Mas cede ao que é “popular”: ao que é pujante, “emergente” (isso em outros tempos era uma ironia, mas tinha outro sentido). Então, deixa de ser um relevo para nivelar-se e indiferenciar-se nessa babel.
Carlos Tautz Sylvia, vou reafirmar o que já escrevi: é preciso uma pesquisa bem consistente pra que a gente descubra a razão dessa marcha da insensatez das maiores empresas de comunicação. Qualquer coisa pode estar por trás disso: o posicionamento estratégico agressivo diante da eleição e reeleição de governos do PT, o que talvez eles consideram uma inflexão de classe nos moldes e na profundidade do que foi o governo Jango; a marcha batida no sentido de deixarem de fazer produtos informativos e se concentrarem em produtos de entretenimento, que são muito mais rentáveis (esse parece ser especificamente o caso do Grupo Globo, pelo menos) etc Pode ser tudo e a única coisa da qual eu cá comigo tenho certeza é de que eles fazem de caso pensado. Não é apenas uma reação à crise, competição com internet etc Creio que não passa por aí. Mas, como disse, esse fenômeno carece de uma pesquisa consequente.
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Sylvia Moretzsohn Também acho, e pode ser as duas coisas que você citou. Não tenho dúvidas de que é planejado. Agora, em relação ao primeiro ponto, pode ser um tiro no pé: o Luciano Martins Costa algumas vezes escreveu sobre isso quando estava no Observatório: sobre a contradição de um jornal,como empresa, apostar na crise econômica e, assim, também sofrer as consequências dela. Seja como for (e considerando o adendo que eu fiz ao que publiquei), se um jornal (e aqui não importa o seu suporte, se em papel ou virtual ou audiovisual) deixa de ser um relevo no meio do pântano, ele deixa de ter importância. E o que não tem importância não sobrevive. Porque, convenhamos, abandonar a informação de referência para aderir ao entretenimento implica encarar uma concorrência enorme com os youtubbers que já infestam este ambiente aqui. A custo zero, ou quase.
Aliás, já se manifestou agora há pouco:
Sylvia Moretzsohn
3 h ·
Que lamentável a coluna da ombudsman.
Antônio - Minas Gerais
24 de janeiro de 2016 4:00 pmNo lugar certo
Confesso que até agora não entendi a polêmica pelo fato desse sujeito, Kim não sei das quantas, ser o novo colunista da Folha de S. Paulo. Estão forçando a barra. Menos pessoal. Menos. Ele está no lugar certo, isto é, colunista da Folha. Pra mim, estranho é a presença do Jânio de Freitas, do Boulos e do Safatle.
Mauro Segundo
24 de janeiro de 2016 4:14 pmMe chama a atenção o que se
Me chama a atenção o que se discute em relação a este Guri. Deveria ser ignorado, só isso….
Mircon
24 de janeiro de 2016 4:48 pmTambém estou estranhando isso…
Era só ignorar…. Mas criticaram tanto o rapaz, que se transformou em alguém “importante” mais rápido do que ele ou a própria Folha imaginava.
Foi como se todos tivessem feito um abaixo-assinado dando créditos e moral pro guri, dando-se a entender que o que ele tinha prá falar era importante de verdade!
São coisas sem importância que realmente causam surpresa: Ora, toda hora se fala que a Folha é um jornal/grupo de extrema-direita, que manipulam informações, que utilizam do jornal para atacar o governo do PT, etc…
Aí quando contratam um insignificante gurizinho que preenche todos esses requisitos do tal jornal as pessoas reagem com estranheza?
Anarquista Lúcida
24 de janeiro de 2016 5:36 pmMe desculpe, Mauro, mas isso seria agir como avestruz
Isso é uma tendência, manifesta uma escolha da Folha, merece ser discutido sim. Ignorar as coisas nao as faz desaparecer.
Cafezá
24 de janeiro de 2016 4:18 pmOvotavinho deve ser muito
Ovotavinho deve ser muito amigo dele.
Ronaldo Braga
24 de janeiro de 2016 4:19 pmNão seria o inverso?
Ombudsman pergunta: “Quem é esse moleque para estar na Folha?”. Não seria o inverso?
POR FERNANDO BRITO · 24/01/2016
O título da coluna da “ombudsman” da Folha, Vera Guimarães Martins, sobre a presença de Kim Kataguiri como colunista do portal (como se isso fosse menor que ser do “impresso”), entre aspas aí em cima, deveria estar ao inverso: “Quem é a Folha para estar com um moleque destes?”
Porque não é ao que pensa (pensa?) ou é (é?) Kim Kataguiri que a torcida do Flamengo está criticando no episódio.
Afinal, todo mundo tem o direito de ser um inseto mental. Inclusive o Kim.
Como tem o direito de prezar pouco ou nada a democracia, de achar – só achar, porque não é capaz de juntar três argumentos que guardem nexo para isso – que saúde e educação devam ser totalmente privadas e que quem for capaz que se candidate a uma Bolsa-Gilmar na tal franquia de escolas de Direito que Sua Excelência espalha pelo país.
Tem até o direito ao mau gosto de responder mostrando a bunda a um pedido de entrevista.
O que se discute é a atitude da Folha de dar foros de referência a este personagem.
Os assinantes, muitos, que cancelaram a assinatura da Folha por conta de seu novo colunista, receberam uma carta-padrão onde se reproduzem as justificativas da direção de redação:
“Ao definir o seu time de colunistas, a Folha procura representar o vigor, a diversidade e a amplitude do espectro de opiniões na sociedade brasileira contemporânea. Kim Kataguiri é um dos expoentes de um movimento combativo, jovem e emergente, adepto de ideias liberais e crítico da esquerda. Fazia sentido, em nosso entendimento, agregá-lo ao nosso quadro de mais de uma centena de opinionistas dos mais variados matizes, ideológicos e temáticos”.
Pule-se a atraente discussão sobre o “expoente”, porque Kim é filho exclusivamente da mídia, que lhe deu destaque e um grupo de garotos de ocupação indefinida. Idem o fato de não se saber o que seriam as tais “idéias liberais” , porque desconhece-se qualquer ideário “liberal” no rapaz que não seja a abolição do Estado em quase tudo, exceto a Polícia e a Justiça e, talvez, a taxa de juros.
Dispense-se, ainda, o fato de que um jornal que se pretenda nacional deva ter a relevância como critério do que publica e de quem faz publicar.
Reconheça-se: a Folha tem o direito de convidar qualquer um para escrever sob sua marca. porque é um negócio e um negociante põe no mostruário aquilo que ele acha que o consumidor deseja “comprar”.
Se é de Kim Kataguiri que a Folha acha que seu leitor precisa, não reclame quando seu leitor se tornar ex-leitor justamente por isso. Quem quiser saber sobre a reação deste “pequeno detalhe” que é o leitor, leia “A luta por cliques na batalha do impeachment“. de Lívia de Souza Vieira, no Observatório da Imprensa.
É por isso que a pergunta não é “o que este moleque está fazendo na Folha”, mas o que é que a Folha está fazendo com ele.
O leitor sabe.
Só, por favor, poupe-nos de defender seu elogio à mediocridade na base do “publicamos o Boulos também” ou com mimimi sobre a pluralidade.
Ou, então, chame o Alexandre Frota para ser crítico de cinema. Afinal, ele faz filmes também e só mostra a bunda para quem deseja vê-la.
Fonte: http://tijolaco.com.br/blog/obudsman-pergunta-quem-e-esse-moleque-para-estar-na-folha-nao-seria-o-inverso/
wendel
24 de janeiro de 2016 4:23 pmE …………………
O cnto do Cisne deste jornaleco, causa algum frenesí somente aos que a ele dão importância.
Como sou indiferente ao que produz esta imprensa prostituta, NEM COMENTO !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Ronaldo Braga
24 de janeiro de 2016 4:27 pmA luta por cliques na batalha do impeachment
A luta por cliques na batalha do impeachment
Por Lívia de Souza Vieira em 22/01/2016 na edição 886Publicado originalmente no site Objethos, 20/1/2016, sob o título “Novo colunista da Folha de São Paulo causa polêmica entre leitores“
No mesmo dia em que anunciou uma média mensal de 20 milhões de leitores em 2015, o jornalFolha de S. Paulo divulgou a ‘contratação’ de um novo colunista para o site: Kim Kataguiri, um dos organizadores das manifestações pró-impeachment. Tal fato repercutiu durante toda a segunda-feira (18) nas redes sociais, gerando questionamentos entre muitos desses milhões de leitores.
O esforço de reflexão sobre a decisão da Folha começa por separar pluralismo editorial de informação qualificada. E sobre isso a professora Sylvia Moretzsohn comentou: “Não se trata, obviamente, da minha rejeição a posições de direita. Eu sempre achei que um jornal deve buscar a pluralidade. Mas é preciso buscar também a substância. Como disse uma colega, também professora e jornalista, colunista não é o sujeito que simplesmente vai lá e dá uma opinião: é alguém que traz informação original e qualificada. Definitivamente, não é o caso desse rapaz, que não tem condições de estar em nenhum jornal que se leve a sério”.
O currículo de Kim Kataguiri não diz tudo sobre ele, obviamente. Mas é preciso destacar o que disse a própria matéria da Folha: ele terminou o ensino médio em 2013, largou o curso de Economia e neste ano pretende cursar Direito numa faculdade inaugurada em dezembro por Gilmar Mendes. E ainda afirmou que vai criticar o jornal constantemente, reforçando minha hipótese para sua contratação: a Folha quer polêmica e cliques.
Se for isso, conseguiu. Como o próprio Kim divulgou em seu perfil no Twitter, a matéria estava entre as mais comentadas do dia, bem como o artigo, publicado na terça (19).

No entanto, a aparente força dos números esconde um aspecto qualitativo essencial: o descontentamento dos leitores, que ficou explícito nos comentários. Notem as menções ao cancelamento da assinatura do jornal, uma prova da gravidade da situação. É como se os leitores estivessem dizendo ‘não esperávamos isso de você, Folha’. Enquanto o jornal está atento aos trending topics, os leitores estão reivindicando qualidade.

Com os exemplos acima, fica claro que a crítica à contratação de Kataguiri não se restringiu somente à Academia, como esbravejou o também colunista da Folha, Reinaldo Azevedo. “Contam-me que, no Facebook, alguns doutrinadores disfarçados de professores de jornalismo também secretam o seu ódio. Isso explica, em parte, por que jornalistas recém-formados, muitas vezes, acham que os fatos são pura ‘conspiração da direita’. Acreditam que podem usar a profissão para ‘fazer justiça social’”.
Ledo engano. A crítica se dá por amor aos valores que fazem do jornalismo, ainda hoje, um mediador importante no debate público. É preciso ter o que dizer para dizer. Em seu artigo de estreia, só para ficar com esse exemplo, Kim diz que os integrantes do Movimento Passe Livre cometem “atos de vandalismo e terrorismo”. Mas convenhamos, Azevedo acerta quando tenta desqualificar: não só acreditamos como também lutamos para que o jornalismo, por meio da informação, contribua para uma sociedade mais justa.
Rir para não chorar
De forma irônica, mas muito significativa, sites de humor e crítica, como o Sensacionalista, tentaram pôr em evidência a decisão equivocada da Folha: “Estudantes que passaram em jornalismo no SISU desistem após Kim Kataguiri estrear na Folha”. E o The Piauí Herald: “Pedro Paulo é o novo colunista da Revista Cláudia”.
Trecho de post do site Sensacionalista
Trecho de post do site The piauí Herald.
De olhos e ouvidos fechados
Além da coluna no site, a TV Folha fez um programa ao vivo com Kataguiri, no dia da estreia. Não sem novas reclamações explícitas dos leitores, como vemos abaixo:

Vale lembrar que Kataguiri é também blogueiro do HuffPost Brasil, o que demonstra que a falta de preocupação com o debate realmente qualificado não é exclusividade dos veículos tradicionais.
Lívia de Souza Vieira é doutoranda no POSJOR/UFSC e pesquisadora do objETHOS
Fonte: http://observatoriodaimprensa.com.br/monitor-da-imprensa/a-luta-por-de-cliques-na-batalha-do-impeachment/
Ninguém
24 de janeiro de 2016 10:12 pmDuas coisas:
1) O HuffPost tem parceria com a Abril. Dá para esperar grandes coisas?
2) Na tentativa de defender o indefensável, o Dávila diz que a falha tem mais de 100 colunistas das mais variadas linhas ideológicas. O que ele não fala é que a maioria esmagadora deles é de direita. Essa é a “pluralidade” desse pasquim.
Marcos Antônio
24 de janeiro de 2016 4:33 pmFalar mal do PT é bom negócio
Quem disse que falar mal do governo não dá em nada?
Arrumou uma boquinha…
Por isso tem aquelas mulheres que ficam peladas nas passeatas, que sabe arrumam uma publicação em sites masculinos ou um contrato mais vantajoso?
Vale tudo mesmo…
chris
24 de janeiro de 2016 4:41 pmÉ só mais um singelo passo em
É só mais um singelo passo em direção a extinção da velha mídia conforme conhecemos… e viva a internet!
Marco André
24 de janeiro de 2016 5:58 pmPatrocínio
Astúcia da Folha para “legitimar” o financiamento (ocultando os reais financiadores) do MBL.
É uma ordinária desonestidade comparar intelectualmente Kim com Boulos.
veranis
24 de janeiro de 2016 6:04 pmfolha? não dá prá ler
Felizmente não tenho mais nada a ver com esse jornaleco tucano, maçônico e idiota de SP. Durante anos, feito uma tonta, me dirigi aos ombudsmans da folha pensando mesmo que pudesse mudar o jornal e transformá-lo em algo lível. Rápidamente percebi que não me davam a menor importância e desisti. Me admiro que ainda exista quem leia esse jornal e ainda se dê ao trabalho de tentar melhorá-lo.
Maria Rita
24 de janeiro de 2016 6:16 pmTendência global? No
Tendência global? No finalzinho de um programa de entrevista americano (Bill Mahler), apareceu um vídeo de um grupo de alunos da Yale que, aos berros, exigia que o diretor pedisse demissão do cargo. Ele havia censurado um evento das ‘crianças’. E ainda aos berros uma menina argumenta: Para que fazer de Yale um espaço intelectual?!! Isso aqui é um lar para a gente. ?….?….?….? É mundial não é?
Danilo Morais
24 de janeiro de 2016 6:25 pmDesonestidade intelectual ou
Desonestidade intelectual ou ignorância da ombudsman quanto às noções de pluralismo e democracia. Para um impresso que se reivindica democrático (a FSP não é democrática, mas assim se entende) não se justifica a inclusão do líder do MBL entre seus colunistas pelo “pluralismo de opinões”. O autoritarísmo quase fascista que esse rapaz já expressou mais de uma vez não é apenas “mais uma opinião”. Sua posição política é pela eliminação do que para ele são os “outros” – petistas, feministas, defensores dos direitos humanos etc. Portanto, dar maior aplitude a suas opinões com uma coluna regular é fomentar o pensamento anti-democrático. O que não ajuda o debate público democrático e sim dificulta ou até anula esse efetivo debate.
olivires
24 de janeiro de 2016 6:41 pm“deu uma explicação
“deu uma explicação desconjuntada sobre feministas que querem o fim dos homens.”
O novo colunista não sabe o que escreve, ainda assim merece ser publicado. Lógica incompreensível.
A lógica (de mercado) compreensível: Kim foi contratado para criar polêmica e aumentar o número de cliques.
http://observatoriodaimprensa.com.br/monitor-da-imprensa/a-luta-por-de-cliques-na-batalha-do-impeachment/
Algaravia
24 de janeiro de 2016 6:42 pmDe Kim Kataguiri eu não quero nem a bunda. Você quer?
A “Marcha pela Liberdade” foi organizada por Kim Kataguiri e seu Movimento Brasil Livre como mais um ato contra Dilma Rousseff e o PT. Em sua imensa ignorância, Kim não sabe que está fazendo uma reedição coxinha da Coluna Prestes de 1925.
Contra o petismo e o bolivarianismo, Kataguiri decidiu convocar seus simpatizantes e os militantes do grupo para andar de São Paulo até Brasília e pedir o impeachment da chefe do governo federal.
PUBLICIDADE
A mobilização reuniu 22 pessoas no primeiro dia, incluindo uma mulher que estava de salto alto num congresso de medicina e aguentou 12 minutos. No Facebook, os próprios seguidores tiram sarro da coisa. A fim de entender melhor do que trata a tal caminhada, mandei um email para o MBL com perguntas.
Eram elas:
Como está a viagem de vocês? Quantas pessoas se juntaram à marcha? Vocês estão conhecendo o Brasil?Vocês não vêem semelhanças entre essa marcha e a coluna de Prestes?Nas redes sociais, parte do público de vocês tira sarro da marcha. É normal?De quem foi a ideia de marchar até Brasília? Foi do Kim Kitaguiri?Depois de pedir o impeachment de Dilma, vocês voltarão andando de Brasília?
Como o Movimento Brasil Livre me respondeu? Kataguiri mandou um selfie feito com seu iPhone. Ei-lo:
A bunda de Kim Kataguiri. É de graça, você quer?
Moraes
24 de janeiro de 2016 7:05 pmUai, até que melhorou. Nos
Uai, até que melhorou. Nos anos 70, o sr. Frias contratava torturadores para trabalhar na Folha da Tarde.
chico da dilma
24 de janeiro de 2016 7:57 pmEsse,Kim tem tudo para ser o próximo governador do Tucanistão os
coxinhas gostam desses bichos exóticos,vide Geraldo!
Rui Daher
24 de janeiro de 2016 8:05 pmUai, se o Ronaldo Caiado
Escreve por que não o estranho Kim. Agora vejam se o que escrevo sério no meu blog interessa aqui. Não sobe nem a pau (êpa!)
Mário Mendonça
25 de janeiro de 2016 12:02 amPrezado Rui
Não achei
Prezado Rui
Não achei comentário seu no post sobre a Monsanto.
Porque será heim?
altamro souza
24 de janeiro de 2016 8:17 pmo folhetim golpista tem
o folhetim golpista tem quinhentos direitistas como colunistas
e dois ou tres esquerdistas mas se vangloria de ser um jornal democrático…
grandes bosta.
um comentarista lembrou bem dos tempos da ditadura,
em que o time de um dos veículos dos frias era composto por repórteres
investigadores da ditadura, armados até os dentes.que pariciparam de mortes de pessoas
tudo comprovado no livro cães de guarda…….
Cunha
24 de janeiro de 2016 8:44 pmJovem
Jovem promessa.
Inteligente.
É brincadeira, argumentar o quê?
Sem comentários.
Edi Passos
24 de janeiro de 2016 9:33 pmTambém acho
que ironizaram o tempo todo, só pode!
Gilson AS
25 de janeiro de 2016 1:59 amIronias.
Ironias.
JB Costa
24 de janeiro de 2016 9:10 pmEnquanto isso um jornalista
Enquanto isso um jornalista do naipe do Xico Sá é espezinhado.
Duvi-d-o-dó que Nelson Rodrigues, ilustre integrante de uma Direita honesta e inteligente, aceitaria dividir espaço com um imberbe repetidor de refrões liberalóides idiotas como esse Katupiri.
Pensando bem, não foi o Katupiri que subiu, mas a Folha que desceu. Pobres assinantes!
Rabuja
24 de janeiro de 2016 10:50 pmEste jornal já acabou faz tempo
O garoto está perfeito para o nível atual do que sobrou do jornal e dos seus assinantes e leitores.
Quem destoava lá era o Xico Sá.
Lamento pelo Janio Freitas. Estar lá atualmente denigre um currículo.
Justiniano
25 de janeiro de 2016 12:41 amAzedume jornalístico.
Katupiri?!? Seria isto um tipo de requeijão do Camboja, consumido pela população hidrofóbica de SP?
Ninguém
24 de janeiro de 2016 10:17 pmEm outra época…
Se tivesse a chance, a Falha convidaria o Hitler para ser colunista e não veria o menor problema.
Mário Mendonça
25 de janeiro de 2016 12:01 amNassif
Vou perguntar ao Mino
Nassif
Vou perguntar ao Mino o que ele acha desse “colonista”!!!
Revival do Pasquim….
Fernando Simão Vugman
25 de janeiro de 2016 12:09 amKim Cata…
Não leio a falha. Recuso-me a sequer ler a primeira página. Não me importa quem esse troço impresso contratou ou deixou de contratar. Não é mais uma questão de direita ou de esquerda. Não leio o que escrevem os idiotas.
Kim quem? Qual é o assunto? Para ficar no jargão: isso não é pauta. Só pode fazer sentido nalguma dimensão paralela, que eu prefiro não visitar.
Prefiro ficar com o Macunaíma, herói nacional: que preguiça….
medroso curitibano
25 de janeiro de 2016 12:41 amcom esse cara a foia criou o
com esse cara a foia criou o quinto império da inquisição dos barões de limeira….
império do quintucanistão….
mistura de torquemadas, quintos dos infernos e com o reino tucanês…
Trunfim
25 de janeiro de 2016 9:07 amOS CHEFÕES DA FOLHA
Já demitiram Paulo Francis, Alberto Dines, Newton Rodrigues. Foram obrigados pelos ditadores a demitir Cláudio Abramo. Recentemente demitiram excelentes Jornalistas.
Como não mais assino a FOLHA, cuja leitura meu pai deixou de herança (antes comprava Última Hora), não critico, mas deixei de assinar e há muitos “erramos” só para um dos lados
Ricardo Staack
25 de janeiro de 2016 10:16 amUma legião de CATACUNHAS
Eduardo Cunha faz escola, tremendo ladrão golpista, cara de pau petrificada, golpista sem vergonha, bode maçônico vagabundo, querendo destruir a democracia, Folha jornal que emprestava carros para os psicopatas torturadores da ditadura de 64 sumirem com as pessoas, entreguistas de todos os naipes, como esse guri catacunha. Na Suíça os milhões do Cunha, no Brasil os milhões(?) de babaquinhas catacunhas. Recebendo dinheiro dos bilionários petroleiros anglo americanos que de olho no pré-sal dão verdinhas para os neo judas brasileiros, para ver até onde esses entreguistas conseguem bagunçar a democracia, para os gringos espertos deitarem e rolarem. Guri catacunha otário.
Vagalume do Brejo
25 de janeiro de 2016 12:44 pmÉ bom lembrar que o
É bom lembrar que o comentarista de esquerda tem estudo superior, já o da direita….
isso é meritocracia tucana!
Tio_Zé
25 de janeiro de 2016 2:19 pmBatalhas por cliques
Parece que a Falha não é a única usando o moleque pra ganhar cliques. Sacaram?