8 de junho de 2026

Refletindo sobre Exú…

Por Leonardo Barbosa*

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Foto: Carol Beckwith e Angela Fisher

Outro dia um colega de profissão me perguntou quem é Exú? E justificou a pergunta dizendo que queria saber o que ele significa e se é alguma coisa negativa, porque outro colega o tinha chamado por este nome, como se fosse uma ofensa ou xingamento.

-Sim, você é um Exú! Esta foi a primeira coisa que disse a ele na explicação que dei sobre Exú. Ele arregalou os olhos surpreso, e ficou sem compreender. Logo justifiquei minha explicação, com base na opinião que tenho, sobre a relação que há entre esta divindade do panteão africano e o profissional das comunicações, mais precisamente o Jornalista.

Contei ao meu colega que Exu é o ego de cada ser, o orixá em essência mais próximo ao homem, e como o ser humano ele não é totalmente bom nem totalmente mau, é como nós um ser capaz de amar e odiar, unir e separar, promover a paz e a guerra.

Além do sexo, magia, união, poder e transformação Exú, assim como alguns jornalistas, domina também a comunicação, ele fala todas as línguas e permite, ou não, que haja conversação entre o orum (céu) e o aiyê (terra), e também entre os homens e os orixás.

Exú é o dono da primazia, é dele o direito de ser louvado e de receber culto, antes dos demais orixás. Ele tem a prioridade sempre. E assim como Exú tem seus privilégios relacionados à liturgia do culto ao qual está inserido, nós jornalistas temos, de certo modo, prioridade no acesso a determinados elementos que garantem a força vital do nosso culto ao jornalismo/comunicação, que neste caso são as informações.

As informações na maioria das vezes chegam aos jornalistas primeiro, e cabe ao profissional passar a diante, ou não. Claro que isso implica uma série de fatores éticos e morais que podem resultar em ódio amor, afetos e desafetos, uniões e separações e até mesmo paz e guerras. Ai a história do formador de opinião se entrelaça com a de Exú.

Cursos e especializações proporcionam também o domínio do jornalista sobre várias normas e convenções que garantem aos homens uma boa comunicação. Cabe ao profissional dar o melhor de si para prestar melhor serviço a sua comunidade, e procurar sempre fazer o que é correto e ético de acordo com os códigos de conduta da profissão.

Agora enquanto ao sexo, magia, união, poder e transformação fica difícil qualquer um dominar, se não Exú. Mas com certeza é bem mais fácil para aqueles jornalistas que creem, agradam e agradecem a Exú da maneira devida, para que ele seja em nossas vidas a manifestação do amor, da sorte, da riqueza, da prosperidade e do bem viver.

Logo, ser chamado de Exú não é ruim, muito pelo contrário , é bom e muito bom, independente de ser jornalista ou não. Mas se for, isso seria quase uma redundância pois estamos mais próximos de Exú do que podemos imaginar.

 

*Leonardo Barbosa, um Exú jornalista.

 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. roberto quintas

    2 de fevereiro de 2015 2:17 pm

    eu gostaria de reproduzir

    eu gostaria de reproduzir este texto em meu blog.

Recomendados para você

Recomendados