
Foto: Alex Ferreira – Fotos Públicas
Jornal GGN – A defesa do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) pediu que o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF) adote a mesma decisão de liberdade que concedeu ao ex-assessor de Michel Temer, Rodrigo Rocha Loures.
Cunha encaminhou seu pedido no fim da tarde desta terça-feira (09) ao Supremo. Em 22 páginas, Cunha alega que sua situação é semelhante a de Rocha Loures, do advogado Willer Tomaz e do procurador da República Ângelo Vilella, que tiveram os mandados de prisão preventiva revogados.
“Ora, a partir dos depoimentos dos colaboradores, chegar-se-ia à absurda conclusão de que o hipotético pagamento a Lúcio Funaro, por meio de sua irmã, beneficiaria Eduardo Cunha e faria com que ele permanecesse em silêncio, mesmo sem qualquer comprovação de repasse a alguém indicado por ele. Nada mais fantasioso e incoerente para fundamentar o decreto prisional”, argumento a defesa de Cunha.
De acordo com os advogados do ex-deputado, a sua situação é ainda “mais favorável” que a de Rocha Loures, que foi denunciado inclusive por corrupção passiva. No pedido, o ex-parlamentar pede a substituição da detenção provisória por outras medidas cautelares. Enquanto isso, o peemedebista negocia um acordo de delação premiada com os investigadores da Lava Jato.
Rui Ribeiro
10 de agosto de 2017 12:02 pmMais favorável ou menos desfavorável?
Eu não acho que a situação do Cunha é mais farovável do que a de Rocha Loures, eu acho é que a situação do Rocha Loures é mais desfavorável do que a do Eduardo Cunha.
Se bem que, em regra, os poderosos não são punidos.