
Do Sul 21
O Diário Oficial do Estado do Rio Grande do Sul publicou nesta quinta-feira (14) ato do governador José Ivo Sartori exonerando a primeira-dama Maria Helena Sartori das funções de Secretária Extraordinária do Gabinete de Políticas Públicas. A primeira-dama deve acompanhar Sartori em um período de 15 dias de férias. O governador transmite, nesta sexta-feira (15) o cargo de chefe do Executivo em exercício ao vice-governador José Paulo Cairolli. Segundo o Palácio Piratini, Sartori se ausentará do governo entre 15 e 29 de janeiro, na companhia da primeira-dama e de familiares. O governador e seus familiares – incluindo filhos, irmãos, cunhados e sobrinhos – deverão passar as férias na Flórida, segundo informou em sua coluna a jornalista Rosane de Oliveira, do jornal Zero Hora.
No dia 13 de fevereiro de 2014, o governador nomeou a primeira-dama como Secretária de Estado Extraordinária do Gabinete de Políticas Sociais. A transformação da primeira-dama em secretária exigiu um complexo trabalho de engenharia política. Um dia antes de sua nomeação ser publicada no Diário Oficial do Estado, Maria Helena Sartori tomou posse como deputada estadual na Assembleia e, logo em seguida, anunciou que estava se licenciando para assumir uma secretaria do governo Sartori. Na eleição de 2014, a esposa do governador fez 31.234 votos e ficou como segunda suplente da bancada do PMDB. Dois deputados do partido, Fábio Branco e Juvir Costella, foram nomeados secretários, abrindo uma vaga para a segunda suplência.
A criação de uma nova secretaria permitiu que Maria Helena Sartori se licenciasse da Assembleia sem perder o mandato. Além disso, abriu espaço para o terceiro suplente do PMDB, Ibsen Pinheiro, assumir uma cadeira na Assembleia.

Diário Oficial publicou nesta quinta-feira (14) ato do governador José Ivo Sartori exonerando a primeira-dama Maria Helena Sartori. (Reprodução/Diário Oficial do Estado)
gaúcho
15 de janeiro de 2016 10:41 amO padrinho político de
O padrinho político de Sartori a sonegadora RBS (afiliada da rede globo) acha que não tem nada de mais, seus rigorosos comentaristas sempre vigilantes da questão ética nunca reclamaram de nada… mas afinal isso não é nepotismo? não é a famosa e abominável prática de empregar parêntes no serviço público?
altamiro souza
15 de janeiro de 2016 11:04 ameconomia barata..
economia barata..
mauro silva1
15 de janeiro de 2016 11:08 ammiami
outra que vai visitar o castelo da cinderela.
o quê será que atrai tanto essa gente – políticos, juízes, promotores e procuradores – a miami?
essa gente, os emergentes, principalmente aqueles com cargos públicos, dão um jeitinho de ir a miami pelo menos 1 vez ao ano.
abre o olho, abin!
que tal investigar essa “estranha atração pelo castelo da cinderela”?
vamos trabalhar.
JB Costa
15 de janeiro de 2016 11:23 amImaginemos por um milésimo de
Imaginemos por um milésimo de segundo se fosse nos governos petistas.
Ainda estou por entender como o povo gaúcho, tido como evoluído politicamente, produz políticos tão jecas como esse governador Sartori.
E é porque o estado está mais quebrado que arroz de terceira.
Roberto Monteiro
15 de janeiro de 2016 11:37 amJB, o povo gaúcho foi na onda do anti.
Além da nossa tradicional e histórica polarização. O pior de tudo é que agora, aqueles que juravam que o sartoria era a melhor escolha, ficam bem quietinhos. Agora, a partir de 1º de janeiro houve um aumento generalizado no ICMS sobre bens, produtos e serviços. A alíquota da gasolina passou de 25 para 30% sobre o valor do combustível. E todo mundo bem quietinho e quando alguém vai xingar pelo aumento, quem é xingada? Sim, a Geni de plantão, a Dilma. Vou te contar, dá vontade chamar de burro pra baixo esse povinho iditoa, meus conterrâneos.
Flics
15 de janeiro de 2016 2:45 pmSe o amigo fizesse isso –
Se o amigo fizesse isso – chamar de burro esse povinho idiota – estaria fazendo uma injustiça com os burros e as mulas deste querido riogrande.
Edivaldo Dias Oliveira
15 de janeiro de 2016 11:24 amGauchada
As contas gaúchas estão muito bem administradas, o povo escolheu muito bem seu governante. Tem mais é que sar de férias mesmo, tudo está na mais perfeita ordem.
Roberto Monteiro
15 de janeiro de 2016 11:32 amE depois é o PT que aparelha o estado.
Sei… Sartori, o gringo que faz lambança.
Explico: no RS em alguma regiões chamam os descendentes de italianos de gringos, ao contrário do restante do país em que gringo é qualquer estrangeiro. Estranhamente, no restante dos pampas somente loiro é chamado de grindo, basta ver um loirinho e já falam: “aquele grinquinho”. Coisa de gaúcho. Volatando ao caso do Sartoria, em sua campanha a governador tinha uma chamda em seu programa de rádio: “O gringo que faz”, em alusão a suposta e pretensa boa gestão em Caxias do Sul, como prefeito daquele município da serra gaúcha. Por isso, eu digo que ele é o “gringo que faz… lambança.
Carlos Rajão
15 de janeiro de 2016 11:56 amDe acordo com o enunciado de
De acordo com o enunciado de súmula vinculante de número 13 do Supremo Tribunal Federal:
A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta em qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola a Constituição Federal.
A nomeação de parentes para cargos políticos NAO configura nepotismo. O Supremo Tribunal Federal, ao firmar o preceito de repúdio ao nepotismo, excepcionalizou os cargos políticos como se visualiza nos termos da Reclamação 6650 MC-AgR / PR Julgamento em 16/10/2008:
AGRAVO REGIMENTAL EM MEDIDA CAUTELAR EM RECLAMAÇAO. NOMEAÇAO DE IRMAO DE GOVERNADOR DE ESTADO. CARGO DE SECRETÁRIO DE ESTADO. NEPOTISMO. SÚMULA VINCULANTE Nº 13. INAPLICABILIDADE AO CASO. CARGO DE NATUREZA POLÍTICA. AGENTE POLÍTICO. ENTENDIMENTO FIRMADO NO JULGAMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 579.951/RN. OCORRÊNCIA DA FUMAÇA DO BOM DIREITO. 1. Impossibilidade de submissão do reclamante, Secretário Estadual de Transporte, agente político, às hipóteses expressamente elencadas na Súmula Vinculante nº 13, por se tratar de cargo de natureza política . (…) (Grifamos)
Vale dizer que o assunto em comento foi objeto de questionamento no concurso da Advocacia Geral da União/ 2009 e a assertiva correta dizia:
Considere que Platão, governador de estado da Federação, tenha nomeado seu irmão, Aristóteles, que possui formação superior na área de engenharia, para o cargo de secretário de estado de obras. Pressupondo-se que Aristóteles atenda a todos os requisitos legais para a referida nomeação, conclui-se que esta não vai de encontro ao posicionamento adotado em recente julgado do STF.