Enviado por Jair Fonseca
Em memória de Júpiter Maçã, grande roqueiro gaúcho que morreu aos 47 anos. Vindo das bandas TNT e Cascavelletes, Flávio Basso fez alguns dos melhores álbuns do rock brasileiro, ao tornar-se Júpiter Maçã, e neles fazer misturas das mais interessantes.
https://www.youtube.com/watch?v=1oxirqz6zkI]
[video:https://www.youtube.com/watch?v=az_mSxwMoEw
Jair Fonseca
23 de dezembro de 2015 5:45 pmO programa de entrevistas
O programa de entrevistas mais nonsense do mundo era do Júpiter Maçã, na MTV.
[video:https://www.youtube.com/watch?v=gdTvS8fINBM%5D
[video:https://www.youtube.com/watch?v=405JaOyds7I%5D
Jair Fonseca
23 de dezembro de 2015 5:49 pmO jovem Flávio Basso com os
O jovem Flávio Basso com os Cascavelletes.
[video:https://www.youtube.com/watch?v=ilBshaBDbUo%5D
[video:https://www.youtube.com/watch?v=_qX0_gvYMPg%5D
Jair Fonseca
23 de dezembro de 2015 5:56 pmAlgumas das pérolas de
Algumas das pérolas de Júpiter Maçã, um doido genial, em homenagem a uma certa Mademoiselle Marchand, à Miss Lexotan, e a George Harrison.
[video:https://www.youtube.com/watch?v=MklJA_gKaF4%5D
[video:https://www.youtube.com/watch?v=g4Ng6sfmWEI%5D
[video:https://www.youtube.com/watch?v=PRCUYErB-30%5D
gaúcho
23 de dezembro de 2015 5:58 pmEssa hora deve estar trocando
Essa hora deve estar trocando uma idéia com Raulzito em algum botequim do além.
Mitou.
Marco St.
23 de dezembro de 2015 6:00 pmUma lenda ro rock
Uma lenda do rock nacional.
Tudo ficou mais sem graça a partir de agora.
Muito triste.
C. Khosta y Alzamendi
23 de dezembro de 2015 7:14 pmA música…
… de encerramento do filme do Angeli, “Wood & Stock – Sexo, orégano e rock’n’roll”, “As Mesmas Coisas”, é sensacional!
https://www.youtube.com/watch?v=RXrWC4YWTFQ
Akin
23 de dezembro de 2015 7:43 pmMerda de Ano…
que não acaba logo.
Frederico69
23 de dezembro de 2015 7:53 pmessa despedida foi tocante, copio aqui Carlos Guimarães
http://correiodopovo.com.br/ArteAgenda/Variedades/Musica/2015/12/575211/Quando-o-homem-Flavio-nao-suportou-o-mito-Jupiter
O rock não é feito somente de ídolos, de grandes músicas e de discos maravilhosos. O rock é feito de heróis, de exageros, de falta de limites. É feito de alma, subconsciente, vísceras, transcendência. O rock é o virtuosismo da própria atitude, é sobre ultrapassar as convenções e demarcar sua trajetória atravessando o que se determina como regra.
Flávio Basso se chamava assim quando introduziu cabeça, corpo, alma e sacanagem dos Cascavelletes no cenário musical brasileiro na segunda metade dos anos 1980. Entre Jéssicas Roses, menstruadas, mortes por tesão e punhetinhas de verão, o escracho, o politicamente incorreto – duvido que a banda faria sucesso no mundo de vigilantes do comportamento alheio de hoje em dia -, um misto entre pornochanchada da Boca do Lixo, cachaça no Bar João, cara de pau e atitude punk tomou conta das rádios mais antenadas, chegando à trilha de novela da Globo e a programa infantil da Angélica. Sem pudores, Flávio tinha a mais pretensiosa banda sem pretensão do Brasil, que falava sobre o que realmente importava para seu público: sacanagem.
Fã de Syd Barrett, dos Beatles, do rock inglês e do rock psicodélico, o homem Flávio virou o mito Júpiter. Em 1996, lançou o maior álbum do rock gaúcho moderno. Sintonizado com Londres, letras absolutamente incríveis e uma inspiração única fizeram de “A Sétima Efervescência” um marco de inspiração na indústria do rock dos anos 1990. Diferente de tudo, lisérgico, arrebatador, o disco fez de Júpiter aquilo que Flávio sempre quis ser. A partir dali, o garoto adolescente que cantava sob um céu de blues passou a cantar na 7ª Efervescência Intergalática. O céu não era o limite, não havia mais limites criativos para o talento de Júpiter, que depois virou Apple, voltou a ser Maçã, cantou em inglês, português, chegou a ser Flávio por um dia, Júpiter para sempre.
O homem Flávio não suportou os excessos do mito Júpiter. Não suportou os excessos do rock, a angústia de querer viver rompendo a zona de conforto da caretice, vivendo como um incompreendido, um outsider, fora de seu tempo, dentro de seu mundo. Júpiter já era refém dos próprios excessos. Cambaleante, corpo frágil, visivelmente alterado em suas aparições públicas, o corpo por trás da alma nos deixou. Não é fácil viver nesse mundo chato. Mitos têm seu próprio mundo. O de Júpiter começava quando batia a sétima efervescência, num barato permanente que só parou quando Flávio caiu.
A alma Júpiter deve estar por aí, com gente legal, que curta Syd Barrett e os Beatles, onde as pessoas sejam mesmo afudê. Um lugar onde as pessoas sejam loucas e super chapadas, como ele, Júpiter. Que ele esteja num lugar do caralho!
Sergio Saraiva
23 de dezembro de 2015 8:33 pmSabe que
vendo o tipo do pessoal marchando, gente fardada e outras enroladas na bandeira do Brasil, até que pensei que fosse mais uma passeata do pessoal do impeachment.
Pareciam-se mesmo.
Jair Fonseca
24 de dezembro de 2015 4:05 pmTrata-se de uma canção
Trata-se de uma canção tropicalista, talvez a última. Você deve ter notado que se trata de uma paródia do tipo de música que foi a mais popular e tradicional no Brasil, a marcha das bandas de música. Aquela dos dobrados do século XIX, que deu na marcha-rancho, nas marchinhas de carnaval e que foi retomada nos anos 60 pela MPB ( “A banda”) e pela Tropicália (“Alegria alegria”), entre muitos outros exemplos.
Braw
23 de dezembro de 2015 8:38 pmUma perda irreparável….na
Uma perda irreparável….na vertente do rock gaúcho para mim foi oelhor desde quando era do TNT.
Tinha planos de ver um show ele ao vivo em POA…vá em paz Júpiter!!