5 de junho de 2026

Em dia de poucos negócios, bolsa fecha em alta de 0,62%

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Jornal GGN – Com a proximidade do feriado de Natal, o ritmo do mercado financeiro começa a desacelerar e o volume de operações já perde força. Porém, o índice brasileiro conseguiu se recuperar da forte queda apurada na terça-feira e encerrou o dia em alta.

O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) fechou em alta de 0,62%, aos 43.469 pontos e com um volume negociado de R$ 5,066 bilhões. Mesmo com a recuperação, o índice continua no menor nível desde abril de 2009, no auge da crise financeira provocada pelo estouro da bolha imobiliária nos Estados Unidos.

Em um dia de poucos negócios, o resultado da Bolsa foi afetado pelas ações da Petrobras e da mineradora Vale, que haviam caído fortemente na véspera.

Os papéis preferenciais da Vale (VALE5) subiram 3,18%, a R$ 10,05, e as ações ordinárias (VALE3) avançaram 2,12%, a R$ 12,55. O avanço acompanha o movimento de mineradoras no exterior, com aumento dos preços do minério de ferro.

Já as ações ordinárias da Petrobras (PETR3) se valorizaram 2,77%, a R$ 8,54, e as preferenciais (PETR4), 2,26%, a R$ 6,79. Nesta terça, os preços do petróleo no mercado internacional operavam quase estáveis, após atingir o menor valor em 11 anos e meio no dia anterior.

Um dia depois de atingir o maior valor em quase três meses, a moeda norte-americana caiu e voltou a fechar abaixo de R$ 4. O dólar comercial encerrou vendido a R$ 3,989, com queda de R$ 0,034 (-0,85%). Ontem (21), a cotação tinha fechado em R$ 4,023, no valor mais alto desde 29 de setembro (R$ 4,059).

A moeda norte-americana operou em queda durante todo o dia. No entanto, a cotação ficou próxima da estabilidade no início da tarde, atingindo R$ 4,012 por volta das 14h. Somente depois das 16h, o câmbio consolidou a queda e voltou a ficar abaixo de R$ 4. A divisa acumula alta de 2,62% em dezembro e de 50,01% em 2015.

Segundo informações da Agência Brasil, o dólar ampliou a queda depois da teleconferência do novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, com jornalistas estrangeiros. Na conversa, o ministro disse que o governo pode avançar na proposta de reforma trabalhista no próximo ano e comprometeu-se a executar a meta de superávit primário de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB), sem possibilidade de abatimentos.

Para quarta-feira, os agentes aguardam a divulgação do IPC-S (Índice de Preços ao  Consumidor Semanal), sondagem do consumidor e do comércio pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), relatório trimestral de inflação e o fluxo cambial semanal pelo Banco Central, e o resultado primário do governo central, publicado pelo Tesouro Nacional. No exterior, destaque para o PIB (Produto Interno Bruto) do Reino Unido; vendas de imóveis novos, encomendas de bens duráveis, gastos pessoais e rendimento pessoal nos Estados Unidos.

 

 

 

(Com Reuters e Agência Brasil)

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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