4 de junho de 2026

Argentina diz que pagará dívidas com exportadores brasileiros

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Jornal GGN – Durante reunião de ministros da área econômica na Cúpula do Mercosul, Federico Sturzenegger, presidente do Banco Central Argentino, disse que empresas brasileiras deverão receber até julho o valor referente a importações que companhias argentinas estão devendo devido à falta de acesso ao dólar. 

Alfonso Prat-Gay, titular da Fazenda da Argentina, estimou a dívida em US$ 5 bilhões na semana passada, reafirmando que a partir de julho “estará tudo normalizado”. 

Do Estadão

Argentina promete quitar dívidas com exportadores brasileiros até julho

Medida foi anunciada neste domingo pelo presidente do BC argentino, Federico Sturzenegger, após reunião de ministros da área econômica do Mercosul

O presidente do Banco Central argentino, Federico Sturzenegger, disse na manhã deste domingo, 20, em Assunção que empresas brasileiras devem receber até julho o valor referente a importações que companhias argentinas não pagavam por falta de acesso ao dólar.

Ele participou de uma reunião de ministros da área econômica na 49ª Cúpula do Mercosul, que termina nesta segunda-­feira, 21. No mesmo encontro, esteve o titular da Fazenda argentino, Alfonso Prat-­Gay, que estimou essa dívida em US$ 5 bilhões na semana passada. “Já temos um cronograma e a partir de julho estará tudo normalizado”, disse Sturzenegger.

O crédito dos brasileiros foi acumulado no período em que o kirchnerismo controlou o acesso à divisa americana, processo iniciado em 2011 e encerrado na quinta-­feira pelo governo de Mauricio Macri. A unificação brusca do câmbio levou a uma valorização do dólar de 41% e uma queda de 30% no poder de compra do peso.

A nova administração espera elevar no próximo mês em US$ 25 bilhões as reservas do BC, hoje em US$ 24,3 bilhões. Antes de desvalorizar sua moeda, o governo de Macri havia anunciado duas medidas de abertura. A primeira foi o fim de impostos sobre todas exportações agropecuárias, com exceção da soja, que teve sua taxa reduzida de 35% para 30%. A outra foi o fim da exigência de uma autorização para importações, alvo de reclamação constante de empresas brasileiras e argentinas. O chefe do BC previu que as três ações darão à Argentina um crescimento mais acelerado das suas exportações e o país normalizará o fluxo de capitais.

Sturzenegger criticou indiretamente o governo kirchnerista ao mencionar Bolívia e Paraguai como referências em política macroeconômica na América Latina. “Quando ouvimos que os bolivianos têm uma inflação de 2,5% e um crescimento de 5%… Nos dá um norte. O Paraguai com inflação de 4%”, disse. O Brasil não esteve representado por Nelson Barbosa, que só assume o cargo de ministro da Economia nesta segunda-­feira.

Redação

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2 Comentários
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  1. Andre Araujo

    20 de dezembro de 2015 9:14 pm

    Exuste ha mais de dez anos um

    Exuste ha mais de dez anos um Acordo Brasil-Argentina pelo qual os importadores e exportadores de cada Pais podem pagar seus fornecedores com moeda local, desde que é claro o fornecedor aceite essa moeda inves de dolar. Não decolou. Todos querm receber em dolar. O que acontece com os importadores argentinos é o que acontecia no Brasil em tempos de falta de dolar. O importador tem dinheiro local para pagar seu fornecedor estrangeiro MAS não consegue comprar as divisas porque o Banco Central não tem para vender. Já tivemos essa fase por decadas.

    Na Venezuela é muito pior, a fila para comprar dolares para pagar o expotador estrangeiro é de 3 anos se o importador tive bom pistolão politico. Nesse modelo a presunção é que o importador é solvente e tem dinheiro local para pagar , só não consegue fazer cambio mesmo tendo a contrapartida em moeda local.

    Então a divida NÃO é da Argentina, a divida é do importador, o Banco Central apenas precisa lhe vender os dolares.

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