
Enviado por jns
Da Universidade de Brasília
Como Decidem os Ministros do STF: Pontos Ideais e Dimensões de Preferências
de Pedro Fernando de Almeida Nery Ferreira
RESUMO Esse trabalho analisa padrões de divergência dos ministros no STF, estimando pontos ideais de preferências para o período 2002-2012, através de um modelo espacial (NOMINATE). Os ministros se dividem em duas dimensões: uma ligada aos interesses do governo federal na economia e outra ligada à autonomia dos Estados. A maioria formada no Supremo tende a ser favorável a esses interesses do governo e desfavorável a um papel maior para os Estados na federação. A Presidente Dilma Rousseff terá a oportunidade de alterar a composição da corte de modo a torná-la ainda mais favorável ao Executivo federal. Os resultados indicam ainda que nenhuma das principais teorias de comportamento judicial explica isoladamente os votos dos ministros do Supremo Tribunal Federal.
1. Introdução
Compreender os determinantes do comportamento dos ministros do STF é fundamental para entender o processo de tomada de decisões do tribunal. O Supremo é uma instituição que recebe, merecidamente, muita atenção no Brasil. Apesar de uma literatura ampla sobre comportamento judicial de tribunais constitucionais, os determinantes das decisões do STF foram pouco estudados no país. Essa dissertação visa preencher essa lacuna, analisando empiricamente as decisões do tribunal, usando dados de ações diretas de inconstitucionalidade (ADI) para estimar um novo modelo para entender o comportamento judicial no tribunal.
O Supremo Tribunal Federal é uma das instituições mais importantes do país. É ele o encarregado de zelar pela Constituição brasileira, em papel conferido pelo próprio texto constitucional. Anualmente, a corte profere dezenas de milhares de decisões, algumas com impacto direto na vida econômica, política e social do país. Entender como se formam as decisões dos ministros do tribunal é o propósito desse trabalho.
Há um espaço considerável na academia para estudos sobre o comportamento judicial no STF. Nos Estados Unidos, uma farta literatura – de autoria de juristas, cientistas políticos e economistas – analisa a tomada decisão dos juízes da Suprema Corte do país. As decisões são determinadas pelo texto da lei? Ou os juízes são orientados pela ideologia ao julgar? Que objetivos eles perseguem, e como perseguem esses objetivos? Essas são todas questões fundamentais da literatura de comportamento judicial. No Brasil, no entanto, a literatura é ainda incipiente e as decisões do STF foram pouco estudadas empiricamente.
leonidas
20 de dezembro de 2015 6:02 pmAcho que o primeiro momento
Acho que o primeiro momento em que o STF deixou de se ater ao teto que o texto legal lhe da, foi no governo FHC quando do julgamento sobre contratos de Leasing em que decidiu de forma absurda que os prejuizos decorrentes da desvalorização abrupta do real diante do dolar deveriam ser divididos entre as partes.
Depois disso ficou claro que a constituição virou detalhe para o STF e a acolhida do criterio racial para facultar direito só fez referendar esse aburdo que na ocasião foi festejado pela ala progressista, o resultado do que isso produz eles descobririam mais tarde no mensalão…rs
Dias desses lí na internet que vai rolar um processo contra candidatos que se declararam negros para ingressar no Instituto Rio Branco, claro que o processo vai acabar no STF pois na epoca ele não pôde ( e nem poderia faze-lo) definir quem era negro ou não.
Se provocado a dar seu veredito terá duas opçoes:
Confirma o criterio de auto definição ( não há outro rs ) e se ridiculariza por completo e merece isso ao fazer direito com base em demagogia racialista.
Ou determina o que faz de alguem um negro ( a revelia da biologia e do mais elementar bom senso ) o que culminaria literalmente na criação de um tribunal racial.
Tudo porque juizes não entenderam sua funçao e resolveram brincar de Politicamente Correto as custas da constituiçao do pais mexendo literralmente do alto de suas arrogancias com um vespeiro dando origem a algo que eles nao podem controlar, só iniciar…
Sérgio Brasil
20 de dezembro de 2015 9:22 pmFalou o especialista em
Falou o especialista em direito…
Meu pai tinha um ditado: “Se não sabe do que fala, é melhor ficar calado”.
Eu acrescento: passaria menos vergonha…
leonidas
20 de dezembro de 2015 10:31 pmE esta esperando o que para
o que o seu pai falou é assunto seu…rs
Ronaldo Souza
20 de dezembro de 2015 6:09 pmDo que mais será capaz o Ministro Gilmar Mendes?
Política na veia da Justiça
[video:https://www.youtube.com/watch?v=MTlq6Zz3ArU&feature=youtube_gdata align:center]
Almeid
20 de dezembro de 2015 11:08 pm“grande proprietário de
“grande proprietário de terras”
Lembrei de uma ação que correu em Diamantino (se não me falha a memória – em 2008/2009), onde estava sendo discutida a posse de terras alheia e GM era o pedinte (parece ser pela “ação de usucapião”)..Não sei o resultado mas gostaria de saber a quem pertenciam. Alguem sabe?)
maria rodrigues
20 de dezembro de 2015 8:16 pmGilmar Mendes é a ovelha
Gilmar Mendes é a ovelha negra da família.
Andre Araujo
20 de dezembro de 2015 9:27 pmPobre do Pais que tem todo
Pobre do Pais que tem todo seus holofotes em juizes e não em empresarios, depois se queixam que o Pais não cresce.
Astronauta
21 de dezembro de 2015 8:06 pmO que se estuda no Brasil?
Acredito que seja válido o estudo. Também o estudo do empresário, dos operários.
Estudar as empresas. As causas dos insucessos de Mauá, Delmiro Gouveia, Antonio Lages da Cia Navegação Costeira.
Vocação agrária ou industrial para o Brasil?
Acreditando que ultrapassamos essa falsa dicotomia, devemos ser abrangentes.
O estudo de decisões judiciais indica para onde leva a interpretação de nossas leis.
Se a aplicação das leis não está tendo a eficácia esperada, o que devemos mudar?
O novo código civil, aliado com a recente lei das falências têm o objetivo de tentar preservar empresas.
Preservando empresas, preservamos empregos, estabilidade na economia, etc.
Não é o que acontece com esses julgamentos de escândalos da Petrobras.
Acompanho suas opiniões a respeito do assunto e sou solidário.
No entanto, devemos estudar as decisões judiciais e sua eficácia.
Até para servir didaticamente, no futuro, não errarmos mais.
Sergio Brasil
20 de dezembro de 2015 11:42 pmO troll
Discutir com troll é assim mesmo, já que passar vergonha e escrever besteira e sobre o que não sabe é assunto completamente seu…
Vai abrir um livro antes de postar tanta bobagem.
+almeida
21 de dezembro de 2015 1:40 amefeitos colaterais
A minha análise é que o STF e o judiciário, como um todo, produziram mais efeitos colaterais do que efeitos para a cura que se esperava de um medicamento tido como superconfiável, imune e guardião. Seu desempenho no exercício de defender o bem mostrou muito pouca produção positiva e é o principal fato que vem afetando, sobremaneira, a sua credibilidade.
altamiro souza
21 de dezembro de 2015 2:25 amperdoe, mas é uma pletora de
perdoe, mas é uma pletora de chatices….
gráficos…
duvido que gráficos consigam demonstrar a inesensatez quie foi o tal do mentirão…
o tal do julgamento fora de curva….
duvido que apareça alguém aí pra resumir de forma simpels,
em portugues corrente,esse estudo….
mem que seja geômetra…
galilei diria do stf…eppur si move.