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  1. Almeida

    22 de dezembro de 2015 4:00 am

    Carta a Donald Trump, por Michael Moore

    «Tenho aqui uma estatística que lhe porá os cabelos em pé: 85 por cento do eleitorado que votará para presidente no próximo ano são mulheres, pessoas de cor ou jovens entre 18 e 35 anos. Por outras palavras, não são você. E também não são as pessoas que querem que o senhor governe o seu país.»

    Hoje estive parado em frente da Torre Trump com um cartaz até que chegou a polícia. Depois fui para casa e escrevi uma carta a Donald. Ei-la:

    Estimado Donald Trump:

    Talvez recorde (claro que sim, no fim de contas ¡tem uma memoria perfeita!) que nos conhecemos em Novembro de 1998, no salão verde de um talk show de televisão uma tarde em que ambos estávamos programados para aparecer. Mas pouco antes de entrar uma produtora chamou-me aparte para me dizer que aparecer comigo no estúdio o punha nervoso. Disse que não queria que o despedaçasse e que queria estar seguro de que não iria atirar-me a ele.

    – ¿Crê que o vou deitar ao tapete e imobilizá-lo? – perguntei, atónito.

    – Não – respondeu a produtora –. Mas parece que você o põe a tremer.

    – Com os diabos. Nunca me encontrei com ele. Não há razão para que tenha medo – disse –. Na realidade nem sei grande coisa dele, excepto que parece que gosta de dar o nome aos bois. Se quer, falarei com ele.

    E então, como talvez recorde, assim fiz. Fui e apresentei-me a si. “A produtora diz que o preocupa que eu lhe diga ou faça alguma durante o programa. Ouça, sem ofensa, apenas sei de si quem você é. Sou de Michigan. Por favor não se preocupe… ¡vamos dar-nos bem!”

    Pareceu aliviado. Depois inclinou-se e disse: “É só que não queria problemas e desejava assegurar-me de que, afinal, nos íamos dar bem. Que não ia aborrecer-me com alguma ninharia”.

    ¿Aborrecê-lo? Pensei: ¿ estamos acaso na terceira classe da primária? Chocou-me ver como alguém que se apresentava como um tipo duro de Queens parecia um tímido gatito.

    Entrámos no programa. Não se passou entre nós nada de especial. Não lhe dei puxões no cabelo nem lhe pus pastilha elástica no assento da cadeira. ¡Que palerma!, foi tudo o que recordo ter pensado ao sair do estúdio.
    Ora bem, agora estamos em 2015 e você, como muitos outros tipos brancos irritados, tem medo de que o papão o venha buscar. Esse papão, na sua mente, são todos os muçulmanos. Não só os que mataram, mas TODOS OS MUÇULMANOS.

    Por sorte, Donald, você e os seus partidários já não se identificam com o que os Estados Unidos são hoje. Não somos uma nação de tipos brancos irritados. Tenho aqui uma estatística que lhe porá os cabelos em pé: 85 por cento do eleitorado que votará para presidente no próximo ano são mulheres, pessoas de cor ou jovens entre 18 e 35 anos. Por outras palavras, não são você. E também não são as pessoas que querem que o senhor governe o seu país.

    Assim, no seu desespero e loucura, você apela à proibição da entrada de todos os muçulmanos neste país. A mim educaram-me para acreditar que somos irmãos e irmãs de todos, independentemente da raça, credo ou cor. Isso significa que se você quer excluir os muçulmanos, primeiro terá que me excluir a mim. E a todos os demais.

    Todos somos muçulmanos.

    Assim como todos somos mexicanos, todos somos católicos e judeus e brancos e negros e de todos os tons intermédios. Todos somos filhos de Deus (ou da natureza ou de qualquer coisa na qual acredite), parte da família humana, e nada do que diga ou faça pode mudar minimamente esse facto. Se não gosta de viver conforme estas regras estado-unidenses, necessita de se meter no quarto escuro fora de qualquer das suas torres e sentar-se aí a pensar no que disse.

    E depois deixar-nos a todos os demais em paz para que possamos eleger um presidente de verdade, que seja compassivo e forte, pelo menos forte o suficiente para não estar todo assustado por um tipo de Michigan com boné de beisebol sentado junto a ele no sofá de um programa de televisão. Você não é tão duro como isso, Donny, e alegra-me ter podido há tantos anos ver o verdadeiro Trump de perto e pessoalmente.
    Todos somos muçulmanos. Aceite-o.
    Com os melhores votos,

    Michael Moore

    PS. Peço a todos os que leiam isto a que vão aqui (http://michaelmoore.com/weareallmuslim), subscrever a seguinte declaração: WE ARE ALL MUSLIM e colocar uma foto sua com um letreiro que diga WE ARE ALL MUSLIM no Twitter, Facebook ou Instagram, usando o hashtag #WeAreAllMuslim. Publicarei todas as fotos no meu sitio e enviá-las-ei a si, senhor Trump. Sinta-se livre de se juntar a nós.

    PPS. Para assinar a minha declaração #WeAreAllMuslim, vão ao meu sítio web: http://michaelmoore.com/weareallmuslim

    Fonte: http://www.odiario.info/?p=3867

  2. Babi

    22 de dezembro de 2015 10:36 am

    Alstom vai pagar R$ 60 mi em

    Alstom vai pagar R$ 60 mi em processo sobre propina

    :

    Multinacional francesa é acusada de pagar propina por um contrato de fornecimento de duas subestações de energia, em 1998, para uma empresa do governo de São Paulo, na gestão do tucano Mário Covas; Robson Marinho, um dos fundadores do PSDB, continua como réu na ação, por supostamente ter recebido US$ 2,7 milhões da empresa em contas secretas na Suíça entre 1998 e 2005; povas contra ele citam ainda a Secretaria de Energia, que era dirigida por Andrea Matarazzo; o acordo fechado na Justiça não inclui os processos sobre o Metrô, a CPTM e a acusação de formação de cartel em licitações de compra de trens; em todos, há suspeitas de que integrantes do PSDB tenham sido beneficiados; propina da Alstom também ajudou a bancar reeleição de FHC

    22 de Dezembro de 2015 às 06:09

     

     

    247 – A Alstom vai pagar uma indenização de cerca de R$ 60 milhões para se livrar de um processo em que é acusada de pagar propina por um contrato de fornecimento de duas subestações de energia, em 1998, para uma empresa do governo de São Paulo, na gestão do tucano Mário Covas.

    Auxiliar de Mário Covas à época, Robson Marinho, um dos fundadores do PSDB, continua como réu na ação. Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, ele foi afastado do cargo em 2014, acusado de ter recebido US$ 2,7 milhões da Alstom em contas secretas na Suíça entre 1998 e 2005. Provas contra ele citam ainda a Secretaria de Energia, que era dirigida por Andrea Matarazzo.

    O acordo fechado na Justiça não inclui os processos sobre o Metrô, a CPTM e a acusação de formação de cartel em licitações de compra de trens. Em todos os casos citados, há suspeitas de que integrantes do PSDB tenham sido beneficiados por suborno.

    A propina da Alstom também ajudou a bancar reeleição de FHC (saiba mais).

    Leia aqui reportagem de Mario Cesar Carvalho sobre o assunto.

  3. Babi

    22 de dezembro de 2015 10:39 am

    Guilherme

    Guilherme Scalzilli

    Historiador e escritor

    O falso exemplo de Azeredo

    21 de Dezembro de 2015Compartilhe no Google +Compartilhe no TwitterCompartilhe no Facebook

     

    Analistas da mídia empresarial aplaudem a condenação de Eduardo Azeredo. Segundo eles, a esquerda já não tem motivo para reclamar da perseguição seletiva do Judiciário.

    Bobagem da grossa. Continua inexistindo qualquer equilíbrio no tratamento dado a petistas e tucanos pelas cortes. O viés partidarizado manchou jurídica e moralmente os últimos dez anos de combate à corrupção no país. Com danos irreversíveis.

    As manobras de Joaquim Barbosa para livrar o PSDB das execuções sumárias no STF anularam as chances de algum membro da sigla ser de fato punido. Em termos práticos, a tal “condenação” de Azeredo significa apenas ele passar o resto da vida em liberdade, ou pouco menos que isso.

    E é caso único. Nenhum membro do PSDB foi sequer indiciado por décadas de cartel no metrô paulista. A Lava Jato ignorou as origens da corrupção na Petrobrás para poupar o governo FHC. Poderíamos seguir mencionando a privataria, as sanguessugas, o Banestado, as contas suíças e assim por diante.

    O alívio da direita mostra que a sentença contra Azeredo faz parte de um roteiro previsto, seguro e controlado. Figura emblemática do mensalão, sua derrota ao mesmo tempo ameniza a percepção geral da impunidade tucana e é inócua o suficiente para mantê-la inalterada.

    Jamais veremos líderes do PSDB conhecerem os rigores punitivos aplicados aos petistas. Um José Serra passar anos no xilindró por “domínio do fato criminoso”. Um Aécio Neves entrar algemado no camburão diante da imprensa televisiva. Um assessor de Geraldo Alckmin sofrendo tortura psicológica para delatá-lo.

    Em circunstâncias menos assustadoras, isso apontaria para a inocência dos personagens. Mas a questão tornou-se meramente especulativa, pois ninguém ousa investigá-los de verdade, menos ainda com os abusos coercitivos de um Sérgio “Berlusconi” Moro. Assim que o primeiro depoimento sigiloso vazasse incriminando tucanos graúdos, o STF acabaria com a Lava Jato.

    Então descobrimos o círculo vicioso das hipóteses que cercam a supremacia judicial do tucanato: a própria omissão do Ministério Público e dos magistrados dificulta mostrar que todos se omitem. Quanto mais politizada e institucional é a crítica ao Judiciário, mais partidária e corporativa é a sua reação.

    A armadilha do episódio Azeredo consiste em canalizar o revanchismo petista para uma polêmica de rotos e esfarrapados, desviando as atenções do escandaloso viés partidário das cortes. Este é o debate que urge, e não o constrangimento reversível e tardio de uma figura já desmoralizada.

  4. Airão

    22 de dezembro de 2015 11:38 am

    A Dilma trabalhando e a Globo boicotando

    Quem parou foi a Globo. Não foi a Dilma

    O que ela faz e o que ela não faz    Imprimirpublicado 22/12/2015 no Conversa Afiadamimimiss universo

    Tornou-se uma “lenda urbana”, como costuma dizer o Gilmar PSDB-MT, acreditar que o Brasil parou.

    Que o Brasil está mergulhado na crise e de lá só sairá quando a Miss Colômbia retomar o poder.

    (Como se sabe, o Aecím é a nossa Miss Colômbia – foi presidente da República por cinco minutos, entre a abertura dos resultados no TSE e o resultado final…)

    Quem parou, amigo navegante: o Brasil ou a Globo?

    Se você desligar a Globo, o Brasil melhora.

    Se você sair de São Paulo, o Brasil cresce.

    É o que demonstra a agenda da Presidenta Dilma para essa terça-feira 22 de dezembro, 2015:

    09p5- Cerimônia de inauguração da Estação Pirajá e do trecho
    Bom Juá-Pirajá, do Sistema Metroviário de Salvador e
    Lauro de Freitas 

    12h- Cerimônia de entrega de unidades habitacionais em
    Camaçari/BA e entregas simultâneas em Simões Filho/BA,
    em Juazeiro/BA, em Brasília/DF, em Campo Grande/MS, em
    Ponta Grossa/PR e em Santa Cruz do Sul/RS

    16p0- Cerimônia de entrada em operação da 2ª Estação de
    Bombeamento-EBV-2, do Eixo Leste do Projeto de
    Integração do Rio São Francisco-PISF 
    Aquaduto da BR 316, Entrada para a EBV-2 –
    Floresta/PE

    E veja o que ela disse, na posse do Nelson Barbosa:

    (…)

    Em 2015, aprovamos medidas fundamentais e, cabe reconhecer: o Congresso Nacional cumpriu o seu dever e correspondeu ao seu compromisso inarredável com o País. Com o apoio do Congresso Nacional fizemos importantes revisões e faremos mais e melhor. Aprovamos a Lei de Repatriação de Recursos, acordamos a lei, a revisão da Lei Orçamentária de 2015 e a aprovação da Lei Orçamentária de 2016.

    Embora as questões fiscais tenham nos demandado muito trabalho e atenção ao longo do ano, avançamos na adoção de medidas em favor da retomada do crescimento e do estímulo ao investimento privado. Lançamos a segunda fase do Programa de Investimento em Logística, o Plano Nacional de Exportações e o Plano de Investimento em Energia Elétrica. Tanto o Plano de Investimento em Logística, como o Plano de Investimento em Energia Elétrica mostrarão seus melhores frutos ao longo do ano de 2016. Já o Plano Nacional de Exportações está já promovendo um aumento da nossa exportação. O volume de recursos destinados ao financiamento da agricultura para o agronegócio e para a agricultura familiar bateu recorde na atual safra e com condições de juros muito adequadas.

    (…)E o que o Farol de Alexandria construiu com cimento e tijolo nos seus oito plumbeos anos?

    Quantas universidades o Príncipe da Sociologia construiu?

    Nada e nenhum.

    Em tempo: não seria uma boa ideia a Dilma mostrar também o que faz, além do que não faz?

    Sim, porque o “ajuste” é o que deixa de fazer…

    Paulo Henrique Amorim

     

  5. Edivaldo Dias Oliveira

    22 de dezembro de 2015 12:25 pm

    50 anos de uma Obra Prima. Algumas curiosidades.

    ilustrada

    grade de tv livros cinema artes cênicas televisão artes plásticas música moda  

    ‘Doutor Jivago’ completa 50 anos como um dos principais romances do cinema

    SANDRO MACEDO
    EDITOR-ADJUNTO DA “ILUSTRADA”

    22/12/2015  08p1Compartilhar68 Mais opçõesPUBLICIDADE 

    Esta terça-feira (22) marca os 50 anos do lançamento de um dos romances mais emblemáticos do cinema,“Doutor Jivago”, estrelado por Omar Sharif e Julie Christie.

    Narrada em flashbacks, a trama épica adaptada do best-seller homônimo do russo Boris Pasternak ocorre nos anos anteriores e posteriores a Revolução Russa. Um triângulo amoroso envolvendo o médico e poeta Yuri (Sharif), sua mulher Tonya (Geraldine Chaplin) e Lara (Julie), enfermeira que se torna a grande paixão de Yuri, passa por décadas.

    Dirigido por David Lean, o filme estreou em 22 de dezembro nos Estados Unidos, em tempo de ser elegível para as indicações ao Oscar, mas teve recepção morna da crítica, que o tachou de excessivamente romântico e de não ser o melhor épico do diretor, o mesmo dos premiados “Lawrence da Arábia” (1962) e “A Ponte do Rio Kwai” (1957).

    Porém, quando as indicações foram anunciadas, “Doutor Jivago” foi nomeado em dez quesitos e terminou com cinco estatuetas: melhor roteiro adaptado, fotografia, direção de arte, figurino e trilha sonora para Maurice Jarre. Perdeu o prêmio de melhor filme para “A Noviça Rebelde”.

    Ouça a premiada trilha sonora que inclui a clássica “Tema de Lara” (faixa 8), música responsável por muitos batismos até hoje.

    Abaixo, confira algumas curiosidades do filme na galeria.

    Doutor Jivago

    1 de 8  DivulgaçãoAnteriorPróximaCOMPARTILHE Compartilhar68

     

  6. Fernando Luiz

    22 de dezembro de 2015 1:32 pm

    Em defesa da desesperança, por Eliane Brum (El País)

    http://brasil.elpais.com/brasil/2015/12/21/opinion/1450710896_273452.html

     

     

  7. bfcosta

    22 de dezembro de 2015 1:37 pm

    desvalorização do real no ano
    http://www.dw.com/pt/real-%C3%A9-a-moeda-que-mais-se-desvalorizou-em-2015/a-18933443

    Real é a moeda que mais se desvalorizou em 2015
    Com queda de quase 34%, moeda brasileira se consolida como divisa que mais perdeu valor ante o dólar americano no ano. Espécies sul-americanas ocupam as três primeiras posições.

    No dia em que o ex-ministro do Planejamento Nelson Barbosa assumiu a pasta da Fazenda, o dólar americano voltou a subir e fechou acima de 4 reais pela primeira vez em quase três meses. O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (21/12) vendido a 4,023 reais, com alta de 1,93%. Com isto, o real está se consolidando como a moeda que mais perdeu valor ante o dólar em 2015.
    Levando em conta o recuo desta segunda-feira, o real acumula uma desvalorização de 33,87%, seguido de perto pelo peso argentino (queda de 33,34%). Em seguida surgem o peso colombiano (-28,61%), o rand sul-africano (-23,38%) e a lira turca (-20,08%), segundo dados do veículo especializado Bloomberg.
    Apesar de Barbosa ter se comprometido a manter a direção da política econômica, os indicadores se deterioraram depois da primeira teleconferência do ministro com investidores do mercado financeiro. Na conversa, Barbosa prometeu dar prioridade ao ajuste fiscal e ao combate à inflação. Ele defendeu ainda a reforma da Previdência, que institui a idade mínima para aposentadoria.
    A segunda-feira também foi de fortes perdas na Bolsa de Valores. O Ibovespa, índice da Bolsa de Valores de São Paulo, caiu 1,34% e encerrou o dia em 43.321 pontos, no menor nível desde abril de 2009, no auge da crise provocada pelo estouro da bolha imobiliária nos Estados Unidos.

  8. BRAGA-BH

    22 de dezembro de 2015 5:09 pm

    CHICO BUARQUE DISCUTE COM JOVENS NA ZONA SUL

    CONFUSÃO NO LEBLON! PRÓ-PT, CHICO BUARQUE DISCUTE COM JOVENS NA ZONA SUL E SOLTA: “ACHO QUE O PSDB É BANDIDO”

    Entre os jovens de classe alta estava Alvarinho, filho do empresário Álvaro Garnero, proprietário do Café de La Musique

    22/12/2015 às 13:28 POR: Lucas Rezende

    O tempo fechou ontem em frente ao Sushi Leblon, restô hype da Zona Sul Carioca. Chico Buarque dava sua tradicional voltinha pelas ruas do bairro onde reside depois de jantar na Rua Dias Ferreira, até que foi parado por um grupo de jovens abastados – incluindo Alvarinho, filho do empresário Álvaro Garnero, proprietário do Café de La Musique – que questionavam seu discurso pró-Partido dos Trabalhadores. “Petista, vá morar em paris. O PT é bandido”, gritou um deles. Foi quando Chico retrucou: “Eu acho que não é. Acho que o PSDB é bandido”. Depois de um “você não me conhece”, a faísca do debate baixou, Chico até deu um sorrisinho amarelo de canto de boca e continuou o embate em tom ameno. No meio do papo, sobrou até para as reportagens políticas da “Revista Veja”

    O episódio procede dois recentes atos políticos de Chico. Primeiro, ele assinou uma carta redigida pelo escritor Fernando Morais e pelo produtor de cinema Luiz Carlos Barreto pró-Dilma Rousseff (PT), demonstrando descontentamento ao pedido de impedimento de mandato encaminhado à Câmara dos Deputados pelo presidente Eduardo Cunha (PMDB). Segundo o documento, dar fim a um mandato eleito por meio do voto secreto é romper com a “democracia representativa” que “não admite retrocessos”. Depois, Chico se reuniu, neste domingo (20), com Dani Black e Dado Villa-Lobos para gravar a canção “O trono do estudar”, que Dani escreveu em homenagem aos estudantes que ocuparam escolas paulistas para protestar contra o plano de reorganização escolar do governo Alckmin (PSDB).

  9. antonio francisco

    22 de dezembro de 2015 8:47 pm

    A boa e a má notícia do Supremo, por Randolfe Rodrigues

    Numa única sessão, na quinta-feira, 17 de dezembro, o Supremo Tribunal Federal (STF) brindou o país com duas decisões importantes – e contraditórias no seu conteúdo.

    Uma muito boa e outra muito, muito ruim.

    A primeira – e muito boa – decisão foi a desmontagem da manobra, mais uma, urdida pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e sua ‘tropa de choque’ na tentativa nefasta de impor suas ideias pessoais e seus interesses escusos no processo de impeachment da presidente da República. Uma grave e séria ferramenta constitucional que não pode ser manipulada por conveniências vingativas.

    Numa avaliação madura e respeitável, a maioria dos ministros do STF tirou o processo do impeachment do desvio pantanoso que se formou e o recolocou no caminho seguro, seco e estável do rito previsto pela Constituição Federal.

    A reflexão ponderada dos juízes da mais alta corte de Justiça desfez a Comissão Especial imposta por métodos burlescos, impôs a supremacia partidária para a indicação de seus membros e restabeleceu a primazia do voto aberto, que estabelece um vínculo de transparência e responsabilidade entre o parlamentar e o eleitor que o elegeu.

    Tudo isso rende homenagens à democracia e à Constituição, que todos juramos defender.

    E, mais importante, o Supremo restabeleceu a autoridade do Senado Federal como a instância de poder a quem cabe aprovar ou rejeitar a admissibilidade do processo de impeachment, assim como ocorreu no Caso Collor.

    O Supremo restabeleceu, assim, o primado da lei e da Carta Magna.

    Não cabe, aqui, festejar ou lamentar a sorte do impeachment, que não tem ainda qualquer decisão. O que nos cabe, na democracia e no Estado Democrático de Direito, é louvar a segurança de que a futura decisão do Congresso Nacional, em sua composição bicameral, irá respeitar todos os parâmetros legais que irão definir se o impeachment é ou não devido e aplicável, acima e além dos propósitos subalternos de corruptos.

    Esta é a primeira – e muito boa – decisão do Supremo.

    A segunda decisão do Supremo foi ruim – muito ruim –, ao negar-se a apreciar agora o pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pelo imediato afastamento de Eduardo Cunha da Presidência da Câmara dos Deputados e de seu próprio mandato parlamentar.

    A inércia do Supremo dá uma sobrevida a quem já deveria ter sido expulso da vida política. O fato é que o câncer permanecerá até fevereiro de 2016, quando o STF retorna do recesso.

    O Brasil e os brasileiros terão que conviver mais 40 dias com este cidadão que envergonha a Câmara dos Deputados, o Congresso e a política nacional.

    O notório Cunha é alvo de três inquéritos oriundos da Operação Lava Jato coordenada pelo STF. Teve sua casa oficial, sua residência particular e seu gabinete de trabalho na Câmara revistada pela Polícia Federal, no curso de mandados de busca e apreensão, o que dá a dimensão do vexame público a que está submetido.

    É denunciado por quebra de decoro no Conselho de Ética da Câmara, por ter mentido descaradamente na CPI da Petrobrás, negando contas secretas na Suíça oficialmente informadas pela Justiça daquele país à Procuradoria-Geral da República (PGR).

    Eduardo Cunha usa e abusa de seu cargo e de sua glacial desfaçatez para travar, induzir, intimidar e manipular investigações e testemunhas, numa grave afronta à Lei e a Justiça.

    A PGR, num alentado e judicioso pedido de 200 páginas – formulado ao STF na quarta-feira, 16 – listou 11 fatos que comprovam o uso continuado e reincidente do mandato e da função de presidente da Casa para bloquear os passos da investigação.

    Só isso já bastaria para que o Supremo, em medida cautelar, no resguardo da lei e atento à consciência e a vontade dos brasileiros de bem, tivesse aprovado de pronto o sanitário afastamento de Cunha.

    Teremos, infelizmente, que suportar sua presença viciosa e venenosa no centro do poder e da política nacional por mais 40 dias.

    Mas, estamos confiantes de que a sua sorte está selada.

    Na reabertura dos trabalhos do Supremo, em fevereiro, os ministros da Corte terão a sabedoria de reconhecer os fatos e ajustar sua decisão aos anseios do País, dando a Eduardo Cunha o destino que ele merece.

    Estes são os nossos melhores votos para um feliz início de 2016.

     

    http://www.alcinea.com/artigo/artigo-a-boa-e-a-ma-noticia-do-supremo#more-31792

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