4 de junho de 2026

Fora de Pauta

O espaço para os temas livres e variados.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

24 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. José Carlos - Spin

    9 de dezembro de 2015 8:27 am

    José Alencar e o golpe contra

    José Alencar e o golpe contra Lula

    https://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/jose-alencar-e-o-golpe-contra-lula

  2. Odonir

    9 de dezembro de 2015 8:35 am

    As grandes parcerias de John Lennon no “além-Beatles”

    Como compositor, John Lennon levou Elton John e David Bowie ao topo das paradas. Como músico, ele conseguiu se entrosar com Frank Zappa e Chuck Berry, e “brincou” de supergrupo com Eric Clapton, Keith Richards e Mitch Mitchell. Na conta de encontros musicais “além-Beatles” de Lennon ainda consta o baterista do Yes Alan White e a eterna companheira, musa e parceira de composição Yoko Ono. A seguir, conheça as grandes colaborações de Lennon ao se excetuar o trabalho dele nos Beatles. 

    Por Lucas Brêda

    As grandes parcerias de John Lennon no “além-Beatles”

    Yoko Ono 

    A mais frutífera parceria de John Lennon depois de Paul McCartney é também a mais polêmica delas. Detestada por ex-integrantes, produtores e engenheiros de som dos Beatles (e basicamente boa parte do resto do mundo), Yoko Ono não só deu nome à principal banda que acompanhou Lennon em carreira solo (a Plastic Ono Band) como dividiu a autoria de canções como “Oh My Love” (Imagine), “Born In A Prison” (Some Time in New York City) e “Kiss Kiss Kiss” (Double Fantasy). No fim do dia, mesmo quando não contribuía com ideias experimentais ou performances, Yoko era a inspiração para quase tudo que Lennon compunha.

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=p5Kh-IMKDqM%5D

    Keith Richards, Mitch Mitchell e Eric Clapton 

    Mitch Mitchell (Jimi Hendrix Experience) na bateria, Keith Richards (Rolling Stones) no baixo e Eric Clapton (Cream) na guitarra e, comandando o grupo, John Lennon (Beatles) tocando guitarra e cantando. O encontro, promovido para o especial de TVThe Rolling Stones Rock & Roll Circus, rendeu uma performance desleixada e extremamente inspirada da sugestiva “Yer Blues” (lançada em The Beatles, 1968). Dificilmente outra formação representaria mais fielmente a produção roqueira da segunda metade dos anos 1960 do que o Dirty Mac (como ficou conhecido o supergrupo).

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=4KGmUWcLPbQ%5D

    Elton John 

    Quando John Lennon e Elton John decidiram compor juntos, o mais provável era pensar em uma balada que unisse “Your Song” a “Imagine” – ou um blues no estilo “Crocodile Rock” com a agressividade de “It’s So Hard”. A parceria, entretanto, rendeu a entusiasmada e dançante “Whatever Gets You Through The Night”, alavancada pelos instrumentos de sopro e pela soma de duas vozes vastamente conhecidas. A faixa foi lançada em 1974, não demorou a chegar ao topo das paradas e propiciou um encontro no palco do Madison Square Garden, em Nova York, durante show de Elton John. Na ocasião, eles tocaram “I Saw Her Standing There” e “Lucy In The Sky With Diamonds”, ambas dos Beatles, elevando aquela noite ao status de, no mínimo, épica.

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=eUqvZqaCrzo%5D

    Chuck Berry 

    John Lennon tirou toda a elegância de “Rock & Roll Music”, enchendo de berros a faixa de Chuck Berry, para o disco Beatles For Sale, de 1964. Mas essa não foi a maior relação do roqueiro branco britânico com o bluseiro negro norte-americano. Em 1972, eles uniram forças em duas performances para o programa Mike Douglas Show: “Memphis Tennessee” e “Johnny B. Goode”. Apenas a presença de duas das figuras mais importantes para a construção do rock como gênero já era suficiente para valer o momento. Mas quando Lennon e Berry dividiram o microfone, na apresentação arrastada de “Memphis Tennessee”, ficou claro como o pupilo em muito já havia superado seu mestre – e mesmo assim ainda o venerava como um fã.

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=h9kgu71d81U%5D

    David Bowie 

    As guitarras suingadas e funkeiras, a bateria torta, o baixo irresoluto e, principalmente, a ácida letra de “Fame” não vieram estritamente de David Bowie. Além de coautor, John Lennon forneceu backing vocals e guitarras para a faixa, que depois de lançada em 1975 foi diretamente para o primeiro lugar entre as mais vendidas. “Fame”, aliás, foi a primeira música da carreira de Bowie a alcançar o topo das paradas nos Estados Unidos. A canção abriu caminho para uma colaboração ao vivoem “Young Americans” (faixa de Bowie) e mostra como Lennon e o Camaleão foram dois mestres em unir pop com experimentação.

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=J-_30HA7rec%5D

    Eric Clapton e Alan White 

    Sim, Eric Clapton está aparecendo pela segunda vez nesta lista. Não dá para comparar, entretanto, o papel do guitarrista do Cream no Dirty Mac com este show em Toronto, no Canadá. A curta apresentação de John Lennon & Plastic Ono Band, além de Clapton tocando do começo ao fim, contou também com o baterista do Yes, Alan White, comandando as baquetas. O show foi registrado em disco, Live Peace in Toronto 1969, lançado meses depois de ser gravado – e em meio ao fim dos Beatles. Além da precisão de Clapton e White, a apresentação revelou um John Lennon vestido de branco, com barba e cabelo compridos, tocando desde canções-protesto como “Give Peace A Chance” até covers que os Beatles faziam no começo da carreira, como “Money (That’s What I Want)”.

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=HEnRVaDxQE0%5D

    Frank Zappa 

    “Essa é uma música que eu costumava cantar quando eu tocava no Cavern [Club], em Liverpool”, diz John Lennon, em 1971, durante participação em uma apresentação de Frank Zappa no Fillmore East, em Nova York. “Desde então, nunca mais a toquei”. Ele então passou a tocar e a cantar a faixa “Well (Baby Please Dont Go)”, com Yoko Ono promovendo gritos dramáticos ao fundo e Zappa sendo convocado para um solo furioso de guitarra. A improvável parceria só aconteceu supostamente por uma sugestão de Andy Warhol e gerou quatro performances ao vivo (“Jamrag”, “Scumbag” e “Au”, além da cover já citada) cujos registros tomaram um lado inteiro do disco duplo Some Time in New York City, de Lennon/Yoko. A apresentação de“Scumbag” é a intersecção clara entre o ex-Beatles e o eterno bigodudo.

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=3auiYaRw2WU%5D

    FONTE: Revista Rolling Stone

    http://rollingstone.uol.com.br/galeria/grandes-parcerias-de-john-lennon-no-alem-beatles/#imagem0

     

    1. Ivan de Union

      9 de dezembro de 2015 5:37 pm

      Lindo post, Odonir!  Lembro

      Lindo post, Odonir!  Lembro exatamente do dia depois da morte de JL (eu nao tinha lido jornal no dia e sai muito tarde do servico, dormi sem saber).  Foi um susto enorme.

      [video:https://www.youtube.com/watch?v=N8n7I8SJsLs%5D

  3. José Carlos - Spin

    9 de dezembro de 2015 9:27 am

    golpistas querem ganhar tempo

    http://www.cartamaior.com.br/?%2FEditoria%2FPolitica%2FOposicao-cozinha-o-golpe-em-fogo-brando%2F4%2F35124

  4. José Carlos - Spin

    9 de dezembro de 2015 9:29 am

    Professor da UNB emite parecer contrário ao golpe

    http://naovaitergolpe.org/2015/12/07/marcelo-neves-unb-da-parecer-contrario-a-impeachment/

  5. Meire

    9 de dezembro de 2015 9:50 am

    País vendido à CANALHICE !

    Estamos vivendo em um país da total SEM-VERGONHICE.

    Camara dos Deputados – votação aberta ou fechada tudo ao gosto de um LADRÃO SALAFRÁRIO e daquela CORJA IGUAL AO MESMO.

    Qualquer pessoa de senso comum constata isso, menos alguns integrantes do que seria o tal de supremo, que não anula toda a canalhice, acontecendo na corrupta camara da qual são SÓCIOS.

    O país sendo há tempos tumultuado por  CUNHA, O LADRÃO CANALHA,  que comanda até o próprio julgamento na dita comissão de ética, que não tem nem a capacidade de exigir um sala para executar o que seriam seus trabalhos.

  6. Edmar L. Melo

    9 de dezembro de 2015 10:21 am

    Ciro Gomes, em 2014, já
    Ciro Gomes, em 2014, já alertando para o que aconteceria no Brasil.

    Vale a pena conferir…

    https://www.facebook.com/CiroGomesBR/videos/1453604634931812/

  7. Nonato Amorim

    9 de dezembro de 2015 1:03 pm

    PRA QUE SERVE VICE (além de conspirar)?

    Nassif & Amigos, nos bons tempos do saudoso Viva o Gordo, ainda em nossa incipiente abertura política, no ritmo “lenta, segura e gradual”, o Jô Soares tinha um personagem cujo mote era “tirante Aureliano – o vice da época – vice não serve prá nada”.

    Pois aqui em Blumenau o vereador Ivan Naatz, do PDT, apresentou projeto de lei que acaba com o salário do vice-prefeito de Blumenau. Ele só receberia pagamento se exercesse outro cargo na administração. De acordo com o vereador, o cargo “não serve pra nada”. Hoje os proventos somam R$ 9.737,98.

    Se a moda pega…

    Abraços!

  8. veras

    9 de dezembro de 2015 3:25 pm

    O neto de Jango

     

    De O Diahttp://odia.ig.com.br/noticia/rio-de-janeiro/2015-12-05/neto-de-jango-e-medico-da-familia-na-rocinha.html 06/12/2015 14:52:47

    Neto de Jango é médico da família na Rocinha

    João Marcelo Goulart nasceu no mesmo dia que o avô e ex-presidente, de quem herdou o nome e a vontade de mudar o país pela base, promovendo justiça social

    CAIO BARBOSA

    Rio – O morador da Rocinha que chega ao Posto de Saúde da Família Albert Sabin, no alto do morro, e fica sob os cuidados do Doutor João, nem imagina que aquele médico, que detesta ser chamado de doutor, é neto de um ex-presidente da República. João Marcelo Vieira Goulart, como o nome sugere, é neto de João Goulart, e nasceu exatos 25 anos depois de seu avô ter sido deposto por um golpe militar que jogou o país nas trevas.

    A data de nascimento é 1º de março, a mesma do ex-presidente, de quem herdou não apenas o nome, mas a vontade de mudar o país pela base. E é do alto da favela mais conhecida do Brasil que ele faz sua parte, exercendo a Medicina humanitária que aprendeu em Cuba, buscando forças para seguir os sonhos de Jango.

    Doutor João, como é conhecido na Rocinha, estudou em escola de Medicina criada por Fidel CastroFoto: Divulgação

    Maranhense criado no Rio Grande do Sul até os 10 anos de idade, adquiriu o sotaque gaúcho da família e o apreço pelo Grêmio. Chegou ao Rio de Janeiro na pré-adolescência, mas não é do samba, nem da praia. Prefere a vida caseira, ouvindo Pink Floyd, Mano Chao e Caetano Veloso, curtindo a família e o filho recém-nascido.

    Nesta entrevista exclusiva ao DIA, o médico João Goulart se mostra sereno, ponderado, mas firme. Não hesita em afirmar que seu avô foi assassinado. Faz críticas e elogios ao governo Dilma, à Revolução Cubana e detona o sistema político brasileiro. E avisa: “me chama de João. Não gosto desse negócio de doutor, nem de senhor. Não sou senhor de ninguém. Somos todos iguais”, diz. 

    Você não conheceu o seu avô. Somente através de livros, filmes e pelos seus familiares. Vocês gostam de tudo o que já foi produzido sobre ele?

    Sim. Sobretudo a última biografia, escrita pelo (historiador) Jorge Ferreira, que é mais completa e fiel aos erros e acertos do meu avô. E o documentário Dossiê Jango, o mais recente, que traz novos documentos e depoimentos das pessoas que participaram da vigilância do meu avô no exílio, e que falam sobre o envenenamento dele. É um documentário rico em provas que apontam para o assassinato.

    Vocês estão seguros que ele foi assassinado? A exumação recente não provou isso.

    A exumação dá início a um processo. Mas 30 anos depois da morte, com o corpo enterrado em São Borja, onde chove muito e houve até inundação, é muito difícil provar que alguém foi envenenado. É preciso encontrar uma concentração da substância necessária para matar. E com o passar dos anos isso é impossível. Mas foram encontradas substâncias que não eram para estar ali, que na época da morte do meu avô, só o exército americano tinha acesso. Uma substância muito similar ao TNT (explosivo).

    Será um processo longo.

    Sim. Não é fácil chegar à verdade sobre a morte de um ex-presidente ainda no exílio, numa época em que os EUA faziam uma série de operações na América Latina, com ditadura na Argentina, no Chile. Já foi dado um primeiro passo, falta ter acesso aos documentos norte-americanos (hoje ainda secretos e confidenciais). Além de ouvir os agentes que participaram das operações, que já foram ouvidos por outros governos da América Latina, mas não pelo nosso, que nunca tomou a iniciativa de ir atrás disso.

    Mesmo com uma presidenta que sofreu com esta ditadura?

    Com a Dilma a gente teve bastante avanço. Mas com os outros governos, não. É muito mais uma questão de estado do que de governo. Precisamos fazer mudanças na Lei de Anistia, que ainda protege os militares. Ainda temos um longo caminho a percorrer para conhecer a verdade, conhecer a nossa história e evitar que aquilo volte a se repetir. Os livros de História não retratam a verdade. Quando eu estava na escola, falavam em Revolução de 1964, e não em Golpe Militar, e Jango comunista. Não dá.

    Quem foi Jango para você e para a família? Comunista, trabalhista, conciliador?

    Um trabalhista, mas acima de tudo um cara humanitário, que queria fazer justiça social no país. Que queria garantir trabalho, pois sem emprego não se movimenta a economia. Queria a reforma tributária, pois olha o que está acontecendo no país sem ela! Queria a reforma agrária para as pessoas produzirem e gerar desenvolvimento. Mas naquele momento político, é óbvio que seria classificado pelos americanos como comunista. Era apenas uma desculpa para a intervenção norte-americana, tanto que a frota dos EUA já estava na nossa costa. Eles já queriam dar o golpe em 1961, mas o Brizola segurou com a Campanha da Legalidade. Fizeram de tudo para tirar meu avô do poder, com a Operação Brother Sam, financiando campanhas de deputados da direita. Mas como não conseguiram, deram o golpe.

    E você se identifica com que ideologia?

    Sou socialista. Veja a Rocinha. Isso aqui é lugar de trabalhador. São domésticas que trabalham em casa de famílias da Zona Sul, porteiros, garçons, gente que ainda hoje tem seus direitos usurpados pela elite que adora reclamar mas ela própria não garante os direitos de seus empregados. Eu gostaria de ver o meu país garantindo o direito dos trabalhadores. Acho que o capitalismo e a direita tem coisas úteis ao socialismo, bem como o socialismo ao capitalismo. Mas socializar saúde, educação, cultura, esporte e lazer é mínimo que o estado deve garantir ao seu cidadão. Aprendi isso em casa, em Cuba, no meu trabalho, no meu dia a dia.

    Como você, médico, avalia a saúde pública no Brasil?

    Apesar de o SUS ser reconhecido no mundo todo, é preciso melhorar muito. E acho que grandes passos foram dados no governo Dilma com o Mais Médicos, que vem para garantir atenção básica de qualidade, para resolver o problema pela raiz. Você economiza muito investindo em atenção básica porque o hipertenso não vai infartar, ter AVC, parar numa UTI. O diabético não vai precisar de hemodiálise. Isso é muito custoso para o Estado e para o paciente. Temos que socializar o básico para o país poder crescer, mas nosso sistema político não permite.

    Como assim?

    Nosso sistema é financiado por empresas privadas. Então, como vai bater de frente com isso? Os planos de saúde devem bilhões à União e o nosso presidente da Câmara (Eduardo Cunha) quer perdoar as dívidas porque é financiado por plano de saúde (somente a Bradesco Saúde financia 214 deputados ligados a Cunha). Mesma coisa agora com a Samarco, que financia campanha. Quem vai cobrar providências para a questão de Mariana? Precisamos de uma reforma política que saia do papel.

    E como você se decidiu pela Medicina e por Cuba?

    Decidi fazer faculdade lá por saber que era o lugar que formava médicos com caráter humanitário e que tinha os melhores indicadores do mundo. Queria aprender e trazer meu aprendizado para o Brasil, contribuir de alguma forma com o meu país. E lá aprendi o que é atenção básica, primária, e que 85% dos problemas de saúde são resolvidos dessa forma.

    Você já tinha ido a Cuba? Estudou onde?

    Fui em 2007 para fazer a faculdade, e fiquei seis anos e meio lá. Estudei na Escola Latino Americana de Medicina, criada pelo Fidel nos anos 90 após o Furacão Mitch (o pior da história, com mais de 18 mil mortes), que devastou Honduras, Nicarágua e Guatemala. Não havia profissionais para atender a população nestes países e Cuba precisou enviar milhares de médicos. Fidel, então, decidiu criar a escola para formar 10 mil médicos destes países, para que eles voltassem a atendendo pobres, carentes e multiplicando conhecimento. Só que a escola deu tão certo que foram formados dez, vinte, trinta mil médicos e hoje tem americano, canadense, chinês, vietnamita, gente do mundo todo lá. Gente pobre, que mora em povoado distante e volta ao povoado depois de formado para cuidar do povo.

    Uma realidade que não acontecia no Brasil antes do Mais Médicos.

    O problema aqui não é a falta de médicos. Está na distribuição e na formação, que precisa ser voltada para a atenção básica, que é a necessidade do país. Se você traz um estudante para a atenção básica, é natural ele querer ajudar. Mas se não tiver isso em sua formação, vai se lixar e querer ser apenas um especialista em sua clínica particular. Pois foi isso o que aprendeu na formação.

    Afinal, medicina também é servir, não apenas se servir.

    Sim, e a medicina que se aprende no Brasil é a de um modelo ultrapassado, criado nos EUA para o sistema mercantil americano de 100 anos atrás. Temos que formar médicos com vínculo com a população. Pelo menos por um período. Que fique dois anos na atenção básica. Se gostar, ótimo. Se não gostar, tudo bem. Que vá fazer sua especialização e ganhar dinheiro. Mas esse médico, lá na frente, nunca vai virar as costas na sua clínica para quem estiver necessitado.

    E que Cuba você conheceu? Aqui no Brasil, quem é de esquerda ama, quem é de direita odeia (risos).

    Os turistas adoram. Quem odeia, nunca foi. Na população, no entanto, há uma divisão. Quem viveu a Revolução é 100% Fidel. São pessoas que viram a transformação de uma país miserável, antro de drogas e prostituição, num país muito melhor. Mas com o embargo norte-americano (nos anos 60) e o fim da União Soviética (em 1990), faltou tudo, e há uma geração que nasceu nessa época e não gosta de Cuba. Mas, ainda assim, é um país que oferece educação, saúde, cultura, esporte e lazer em níveis excelentes.

    Que problemas você notou por lá?

    Há erros cometidos pela Revolução, como não permitir que o cubano abra seu próprio negócio, e isso deixa eles furiosos, e erros que vão além da Revolução. Na saúde, por exemplo, os níveis de meningite são muito bons, mas aquém do desejado porque a patente da vacina é norte-americana e nem isso o é permitido importar. Nem vacina, para evitar o sofrimento e morte! A internet, por exemplo, demorou a chegar. E só foi possível graças a um cabo de fibra ótica que atravessou o oceano pela Venezuela. Porque se não fosse a Venezuela, não teria internet até hoje.

    E por que muitos cubanos querem deixar o país?

    Ora, porque os americanos oferecem ao cubano que chega lá, casa, comida, roupa lavada, emprego no momento em que você coloca os pés nos EUA. Mas só ao cubano. Se você chegar lá hoje, ficará ilegal. Você e qualquer outra pessoa de qualquer país. Mas cubano recebe tudo. É uma estratégia norte-americana de boicotar o regime cubano. Só que alguém divulga isso? Não.

    E o que você pensa sobre Cuba, sobre a abertura que está acontecendo?

    Tenho muita vontade de voltar um dia e continuar estudando naquele sistema que é único. Vejo um país que ainda tem muito a oferecer ao mundo. Bastam algumas políticas mudarem, tanto por parte de Cuba como por parte dos EUA. Vamos ver o que acontece com essa abertura, se vai dar certo. Não adianta abrir e entrar a cultura do consumismo excessivo.

    E qual sua avaliação do governo Dilma?

    Não sou petista, mas acho que o Brasil mudou muito com o PT. De forma positiva. As oportunidades para quem não tem renda são muito maiores do que na década de 90. A miséria e a pobreza diminuíram muito. Mas ainda é preciso ampliar isso. Garantir direitos, saúde e educação. Acho que o governo desviou um pouco o foco destas questões nos últimos anos, com esta relação com empreiteiras…

    Nas redes sociais, muito se fala em relações milionárias dos filhos do Lula, da filha de José Serra, do neto do general Figueiredo. Você tem um perfil diferente. Dorme melhor assim?

    Durmo melhor sabendo que posso contribuir com meu país pelo meu trabalho. E espero contribuir ainda mais. Mas acho que cada um traça seus objetivos. Eu não fico pensando nisso. Penso apenas no meu objetivo.

    E o que você costuma responder a quem diz que a saúde no Brasil é uma tragédia?

    Digo que estamos dando passos importantes. O Mais Médicos, como falei, é um deles. A Escola Nacional de Saúde Pública, na Fiocruz, já está discutindo mudanças na formação médica no país. Isto é importante. A gente ouve muita reclamação no atendimento terciário, especializado. E com razão. Mas a atenção básica, quando está presente, funciona. O problema é que ela nem sempre está presente. E isso depende, também, da parceria e da vontade política de estados e municípios. Aqui no Rio temos melhorado muito. Ainda há problemas? Muitos. Mas o programa Saúde da Família no Brasil é coisa nova, é um bebê, diferentemente de Cuba, Reino Unido e Canadá, por exemplo. Precisamos chegar lá.

     

  9. Ivan de Union

    9 de dezembro de 2015 5:32 pm

    Preciso de ajuda matematica

    Gente, eu tava lendo um resumo de computacao quantica no wiki e a coisa me pareceu toda errada.

    Eh dito la no wiki que com 3 bits voce pode conseguir ate 8 resultados:  2 elevado a 3.  Portanto, x elevado a x eh sempre o numero de respostas que voce consegue com x bits.

    Isso esta errado.  Nao faz sentido pra mim.  Se voce tem 3 bits voce teria que conseguir 3 elevado a 3 mais 2 elevado a 2 mais 1 respostas certas.  Acho que meu futuro algoritmo vai ser um pouquinho mais rapido que computacao quantica!

    A coisa mais proxima que  consegui dessa sequencia foi essa:

    https://oeis.org/A002024

    E como em matematica eu tou muito, muito perto de “as arveres somos nozes” eu gostaria que alguem me explicasse o que essa sequencia significa pois foi o unico lugar onde achei 1, 2, 2, 3, 3, 3, 4, 4, 4, 4, 5, 5, 5, 5, 5, 6…  etc

    1. GalleoGalilei

      9 de dezembro de 2015 9:12 pm

      Escovando bits

      Caro Ivan,

      Não sei se alcancei qual foi a tua dúvida, nem se serei capaz de saná-la. Mas vou tentar.

      Um bit (contração de binary digit) é como o nome diz, um dígito no sistema binário de numeração.

      Um dígito no sistema binário só pode assumir dois valores possíveis: 0 ou 1, assim como um dígito no noso bom e velho sistema decimal só pode assumir 10 valores possíveis: 0, 1, 2, 3…. 9.

      Então, com um bit só é possível representar duas alternativas: verdadeiro/falso, preto/branco, luz acesa/apagada, torneira aberta/fechada, esquerda/direita. (É indiferente se escolhemos o 0 ou o 1 para cada uma dessas opções).

      Não existe, entretanto, a possibilidade de outras alternativas.

      Se você necesita de representar mais alternativas, você necessariamente vai precisar de mais dígitos binários (bits).

      Com dois bits você passa a ter quatro alternativas de representação, que são:

      00, 01, 10, 11.

      Além do preto e do branco você pode representar também mais dois tons de cinza.

      Com três bits você já tem 8 alternativas, o dobro do que tinha com dois bits:

      000, 001, 010, 011, 100, 101, 110, 111.

      E assim secessivamente. A cada bit a mais você dobra o número de alternativas.

      Portanto, com quatro bits, 16 alternativas.

      Então, com 10 bits, você passa a ter (2 elevado a 10) alternativas (1024).

      É semelhante à tua máquina de calcular. Quanto mais dígitos decimais, maior quantidade de valores podem ser representados.

      Com dois dígitos decimais, você passa a ter 100 (10 ao quadrado) alternativas. Com três dígitos decimais, mil (10 ao cubo), e assim sucessivamente.

      Com 12 dígitos decimais, você tem (10 elevado a 12) alternativas.

      Espero ter ajudado um pouco.

      Já sobre a computação quântica, o buraco parece ser mais embaixo… ou mais em cima… ou ambos ao mesmo tempo.

       

      1. Ivan de Union

        9 de dezembro de 2015 9:52 pm

        Galileo, eu conheco o sistema

        Galileo, eu conheco o sistema binario desde que li “O Homem que Calculava” aos 11 anos de idade!

        Eu tou falando de outra coisa:

        “Não existe, entretanto, a possibilidade de outras alternativas”:

        Existe se voce esta trabalhando na formula dos numeros primos.  Entao voce preve todos aqueles futuros.  Com 4 bits eu conseguiria prever 288 futuros.  Eu tou falando de coisa MUITO alem do imaginado ate agora.  Literalmente tou falando de tecnologia de disco voador…  de novo.  Parece ate novidade.  E eu vou postar toda ela muitissimo publicamente, como postei as previas.  Inclusive as que voce nao sabe porque foram clamadas por voce-sabe-quem.

        Eu preciso de ajuda de um matematico de burros pois nao entendo merda nenhuma de matematica e a equacao (do link que eu postei) do que pode ou pode nao ter a ver com o que eu estou fazendo nao vem com contexto nenhum.  Eu preciso de uma explicacao simples e direta do que aquela equacao significa e de qual campo ela saiu.

        Se o OEIS publicou a sequencia de resultados ela tem que ter saido de ALGUM LUGAR.  So que nao da nem pra descobrir de onde la!

        1. Ivan de Union

          9 de dezembro de 2015 11:59 pm

          Me pergunte porque cargas

          Me pergunte porque cargas dagua eu publicaria isso no blog ou em qualquer outro lugar.  Tente me perguntar isso.

          Ah, ja que voce perguntou:  eh porque a minha primeira “tecnologia de disco voador” foi apropriada pelo governo dos EUA e apareceu em gloriosas cores dois anos depois no youtube:  o electron-laser que eu tinha descrevido minuciosamente antes em forum americano.

          Sabe o que aconteceu com a segunda?  Eu a publiquei aqui no blog como uma pergunta pois nao tinha a mais infima ideia do que era aquilo que eu estava descrevendo.  E o que aconteceu?  Ninguem falou por mim um mes mais tarde quando “cientistas da NASA” anunciaram que tinha descoberto a tinta mais preta do mundo.

          NINGUEM do blog falou por mim.  NINGUEM.  A gigolagem depende de NAO existirem testemunhas pra merda nenhuma.  E de fato nao houve nenhuma no publico inteiro do blog!

          Nao vai haver uma TERCEIRA tecnologia saindo de mim sem testemunhas alem dessa putada, ok?  E do que quer que sair de Ivan Moraes, vai ser tudo publicado aqui.  De preferencia em linguagem tao simples que qualquer minininho de 12 anos a entenderia.

          Eh a SUA vez de testemunhar por mim.

          Por sinal, NINGUEM do blog notou que eu publiquei o unico modelo logico, eletronico, e magnetico possivel das 4 letras do DNA aqui ha poucos dias atraz.  Quatro maquinas primordiais e ninguem notou!

          Mais uma vez:  NINGUEM falou por mim.  Nem vai falar.

        2. GalleoGalilei

          10 de dezembro de 2015 1:10 am

          Houston, temos um problema

          Sinto que está fora de meu alcance a ajuda solicitada.

          Sorry.

    2. Ivan de Union

      9 de dezembro de 2015 9:53 pm

      Opa!  Correcao:
      “Portanto, x

      Opa!  Correcao:

      “Portanto, x elevado a DOIS eh sempre o numero de respostas que voce consegue com x bits” etc.

      1. GalleoGalilei

        10 de dezembro de 2015 12:57 am

        Não seria o contrário?

        “Portanto, x elevado a DOIS eh sempre o numero de respostas que voce consegue com x bits”

        Não seria DOIS elevado a x?

        1. Ivan de Union

          10 de dezembro de 2015 1:00 pm

          Obrigado!

          Como eu disse…  as arveres somos nozes!

  10. Fernando J.

    9 de dezembro de 2015 5:50 pm

    ‘Às favas todos os escrúpulos de consciência’

    ‘Às favas todos os escrúpulos de consciência’

    75

    Mário Magalhães

    09/12/2015 13:04Compartilhe Imprimir Comunicar erro

    Eduardo Cunha: a cara do impeachment – Foto Ueslei Marcelino/Reuters

     

    Nestes dias de ódio e desatino, às vezes a rapaziada derrapa na história e malha quem não merece. Tome-se o exemplo de Hélio Bicudo, signatário do pedido de impeachment de Dilma Rousseff. Justa ou injusta, a proposição não apaga os relevantes e valentes serviços prestados à nação pelo antigo promotor público. Sem ele, a iniciativa pelo afastamento da presidente andaria de qualquer maneira. Mas talvez sem Bicudo o esquadrão da morte jamais tivesse sido enfrentado como foi, nos anos tormentosos da ditadura. Agora o velho combatente se alia a quem, no passado, esteve em trincheiras opostas. Gente como Jair Bolsonaro. É seu direito. Sua façanha e seu destemor estão gravados na memória. Ninguém tasca.

    Michel Temer é caso diferente. Só se assemelha a Bicudo no ressentimento. Um filho do ex-petista escreveu um relato pungente sobre como o rancor conduziu o pai à pregação contrária à soberania das urnas. Acontece, cada um com os seus fantasmas, calos e cotovelos. Temer nunca foi grande. Sua grandeza de estadista é miragem pincelada por vários pintores. Entre eles, jornalistas que se beneficiaram por décadas de informações sopradas pelo atual vice. De correligionários seus, não precisa nem falar. Os petistas não escapam, em seu empenho enganador para edulcorar a influência do PMDB no governo.

    O tamanho de Michel Temer é o expresso na mensagem a Dilma. Ele se queixa dos carguinhos e cargões que seus compadres perderam. O estadista amuado por vaguinhas no governo? Surpresa? Ora, que virtudes são compatíveis com o presidente nacional do PMDB? Se sempre se considerou um vice decorativo, e isso o chateava, por que topou participar da dobradinha eleitoral em 2014? Para manter os amigos nas altas esferas? Se quer despachar no Planalto, que batalhe pelo voto popular em 2018.

    Mas seu manifesto _carta é eufemismo_ é muito mais do que um pote até aqui de mágoas. O ressentido maquinou para que a bomba estourasse no dia em que a Câmara escalaria a comissão do impeachment. E em que a Comissão de Ética deveria enfim dar sinal verde ou vermelho ao andamento do processo de cassação de Eduardo Cunha. Deu no que deu.

    Temer conspira pela deposição da presidente constitucional. Como inexistem informações sobre conta secreta dela no exterior, criou-se o pretexto das tais pedaladas fiscais. Quem assinou algumas delas? Michel Temer no exercício da Presidência. Assim como governantes anteriores tinham feito a mesma coisa. O vice atua para salvar Eduardo Cunha, o que vale por uma síntese. Grassa a hipocrisia.

    Ou não é hipocrisia trombetear o “fora, Dilma” em nome do cerco à corrupção e entregar o leme do golpe ao deputado que, informam as autoridades suíças e o Ministério Público brasileiro, mantém depósitos não declarados em paraíso fiscal? FHC e Lula podiam pedalar, e de repente Dilma não pode. Delcídio do Amaral roubar na era PT é um vexame, e danem-se os tempos de FHC (o senador já embolsava o alheio, entregou Nestor Cerveró).

    A cara da pujante escalada do impeachment, contudo, não é a da trajetória honrada de Hélio Bicudo nem a da pequenez de Michel Temer: dada a truculência, é a de Eduardo Cunha.

    Desde o pronunciamento dos cidadãos em outubro do ano passado ele trama pela derrubada da presidente. Sobretudo depois que o PT bateu chapa na disputa pela cabeça da Câmara. A sabotagem da votação de medidas econômicas contribui para paralisar o país.

    A abertura do processo de impeachment foi vingança decorrente da decisão de deputados petistas votarem pelo prosseguimento da ação contra Cunha. Por mais esperta que seja a lábia diversionista, eis a real: o impeachment progride a partir de ato de Eduardo Cunha, o correntista, na guerra para não ser investigado e julgado por seus pares. Há pecado de nascença.

    Não sou jurista nem especialista em regimento do Congresso. Mas observo contrastes. Na decisão do Senado a respeito da prisão de Delcídio do Amaral, o voto foi aberto. Para escolher a comissão do impeachment na Câmara, fechado, o que não tem base legal, de acordo com Ayres Britto, ex-ministro do STF. O voto oculto impede que os eleitores monitorem o desempenho dos seus representantes. A pressão do Executivo, o toma-lá-dá-cá, é um risco. Mas cabe aos retaliados denunciar vendetas imorais.

    A Comissão de Ética adiou pela quinta vez a deliberação sobre Cunha. Lá, os partidários do chefão vão falando, falando, falando, até que termina o horário, e a sessão é encerrada sem nada definir. No plenário, aconteceu o contrário. Cunha barrou deputados que queriam discursar antes da votação da comissão do impeachment. Ordenou que desligassem o áudio. Microfone fechado, simbolizando tempos de liberdade ferida.

    A verdade é dura, e não há malabarismo retórico que a esconda: quem está com o impeachment está com Eduardo Cunha e parceiros dele como Bolsonaro, Paulinho e Feliciano. Só um mentecapto sustentaria que todos pró-afastamento de Dilma advogam o mesmo programa primitivo para o Brasil. Mas que todos estão abraçados com Cunha, em torno da bandeira do impeachment, estão.

    Com a verborragia do ódio, Eduardo Cunha não é somente o arauto maior da ruptura da legalidade. Ele defende ideias sombrias sobre a autonomia das mulheres e a condição de família. Não é uma agenda de retrocesso a 1954 e 1964, e sim à Idade Média. Não temos mais fogueiras, mas tais intromissões na vida alheia _como o Estado não reconhecer uma família como família_ também constituem violência que queima as consciências de bem.

    Esses pitacos sobre o impeachment não eliminam a avaliação sobre o péssimo governo Dilma reloaded. A presidente abandonou a base social que a escolheu, e agora se vê cercada por quem não votou nela em outubro. O manifesto de Temer reforça a impressão de inépcia política de Dilma Rousseff. Se alijar o vice de um encontro com autoridade estrangeira pode magoá-lo, por que não levá-lo? A segunda administração é desastrosa. Mas cabe aos cidadãos se pronunciarem, em 2018.

    Pior que uma governante ruim eleita pelo povo é um governante, qualquer um, imposto contra o voto. A oposição venezuelana apostou no golpismo e se deu mal. Ao se submeter às urnas, aplicou um chocolate histórico no chavismo. A oposição argentina construiu um programa e um candidato contra Cristina Kirchner. Triunfo incontestável. A oposição brasileira quer ganhar no tapetão.

    Não são Dilma e seu triste governo que estão em jogo, mas conquistas democráticas de décadas. Presidente se elege no voto.

    O próximo protesto anti-Dilma está marcado para 13 de dezembro. Na mesma data, 47 anos atrás, a ditadura enfiou o AI-5 goela abaixo. Na reunião do Conselho de Segurança Nacional que abençoou o ato liberticida, o coronel Jarbas Passarinho, ministro do Trabalho, exaltou-se: “Às favas, senhor presidente, neste momento, todos os escrúpulos de consciência”.

    Ao testemunhar ladainhas em nome da “democracia”, tendo ao lado Eduardo Cunha, a impressão é que Passarinho fez escola.

     

  11. anarquista sério

    9 de dezembro de 2015 8:03 pm

    Esse tornou post
      Segunda de

    Esse tornou post

      Segunda de manhã sabia-se que os opositores sa Venezuela ganharam as eleições.–99 vortos PORENQUANTO diziam as agências de notícias.

        Diziam ainda que faltava algumas apurações.

        Dois dias depois, um postt no blog sobressaiu quando já se sabia que eram 112 ”—mas escrevia em 99,

               Quero dizer o seguinte : NÃO PODE COMETER ESSAS BARRIGAS.

    * N verdade foram 109, mas os índios que são pró oposição tem direito a 3 votos.

  12. Fernando J.

    10 de dezembro de 2015 12:11 am

    dedo podre, por Zê (Marcelo) Carota, pelo Facebook

    dedo podre

    quando eu era editor do site do Fausto Wolff [pra quem tem menos de 30 anos, cronológica ou mentalmente, escritor e jornalista gaúcho que foi um dos fundadores d’O Pasquim], sempre que o Brizola era tema de alguma discussão, o alemão citava todas as muitas virtudes pessoais e políticas de seu conterrâneo, mas sempre ponderava o que julgava ser o mais grave de seus defeitos: “o dedo podre pra escolher assessores, aliados etc” – e citava garotinho, cesar maia e tantos outros que o tempo se encarregou de revelar o que todo mundo via, menos Brizola.

    por muito tempo, concordei com essa visão, até conhecer, já morando em Brasília, outro imenso jornalista que, como Fausto, também peitou a ditadura de frente: o Guto [não vou marcá-lo aqui pra não o incomodar com notificações], que se tornou outro mestre que a Vida me deu.

    um dia, batendo canecos numa birosca, contei pro Guto essa leitura que o Fausto fazia do Brizola, e Guto, carioca que viu o modus operandi de Brizola bem de perto, jogou luz sobre outro ponto que não me ocorrera, com o qual passei a concordar.

    Brizola não tinha um dedo podre, mas, calculadamente, escolhia quem não ameaçasse a porção caudilhesca de sua personalidade.
    à sua altura, e pronto para eventuais e contestações, já tinha o Darcy Ribeiro, e isso bastava.
    se fodeu, foi traído por todos esses parasitas escolhidos por conveniência, mas sobreviveu a eles.

    Dilma trabalhou durante anos com Brizola.
    não aprendeu com ele o nunca menos que perfeito timing para vigorosa reação aos seus adversários, o que é uma pena, mas herdou o dedo para escolhas que se acomodem à sua personalidade, o que é pena ainda maior.

    só ver seus dois principais assessores jurídicos: cardozo, no ministério da Justiça, e rodrigo janot, na PGR, escolhidos por ela, e que defende com garras por mais que, sistematicamente, a vulnerabilizem pelo bunda-molismo que lhes é comum.

    é triste, porque Dilma, sem qualquer defesa governista ou partidária, é uma das mulheres mais fortes – senão a mais – que a história política desse país já teve, com uma capacidade de suportar porradas [físicas, inclusive] e manter a dignidade pessoal e institucional como nunca vi; logo, torna ainda mais sem graça a piada que adora fazer sobre seu temperamento forte, dizendo que “não é que eu seja dura, eu sou cercada por homens muito sensíveis”.

    repito: não tem graça.

    Dilma é Mulher o bastante pra se afirmar perante quem quer que seja, é daquelas admiráveis pessoas que se garantem, donde não precisaria cercar-se de tipos que só lhe digam amém, mas de assessores [homens e mulheres] igualmente fortes, e os há nesse governo, deixando-os agir.
    até porque sua personalidade é nada, perante a obrigação que tem para com o país ao escolher aqueles que a ajudarão a governá-lo.

    esses dois bananas, cardozo e janot, se sustentam dizendo-lhe améns, para que sigam valendo-se de suas respectivas covardia e relativização da aplicação da Lei para não enfrentarem as obrigações que seus cargos – e as circunstâncias – lhes impõem, o que não deixa de ser uma traição, como a que os escolhidos de Brizola lhe imputaram, e o mais grave: os pusilânimes cardozo e janot traem o país, seu povo.

    Brizola sobreviveu, politicamente, aos que o traíram.
    Dilma sobreviverá?

    a resposta, acredito, está unicamente em cada um de nós, na disposição de cada um de nós para a ação, e não apenas por ela, mas por aquilo que seus garotinhos comportados desprezam abjetamente: a Democracia.

    de lambuja, apoiamos você, Dilma.
    mas melhore.
    e passando tudo, tem muita conversa para ser posta em dia.
    e nada no tom de outra criancinha – esta, travessa – desse governo: um velhaco já bem entrado nos anos para choramingar como se lhe tivessem tomado o pirulito.

    boa noite, pé na Rua, fé na Rua e à luta.

     

     

  13. Emanuel Cancella

    11 de dezembro de 2015 10:11 am

    Papo de bar

    Papo de bar IV com Emanuel Cancella

                                                     

    Mídia criminosa e futriqueira: Globo, Band, Folha, Editora Abril, responsável pela Veja, Grupo RBS e outras. São correntistas no HSBC da Suíça para lavagem de dinheiro e sonegação do Imposto de Renda. E futricam o tempo todo contra o governo federal e a Petrobrás. Se as informações divulgadas por ela fossem consideradas, a Petrobrás já teria sido entregue aos gringos; Aécio Neves seria presidente do Brasil e o deputado Eduardo Cunha seria presidente perpétuo da Câmara dos deputados. E o mais importante, se dependesse da mídia e principalmente o Globo, a festa da descoberta do pré-sal seria realizada no Texas ou algum país Europeu!

     

    O jeito de governar do PSDB: sem água, sem escola, e a investigação da Sabesp e do metrô só em 25 anos!

     

    Nenhuma agência de risco alertou da quebradeira dos EUA, em 2008, nem as americanas, por isso caíram no descrédito. Agora a agência norte-americana, Moody’s ameaça rebaixar a nota do Brasil. Na época da quebradeira americana, o grau de investimento dos EUA era AAA, grau máximo. Dá para acreditar nelas?

    A bem da verdade, o mundo está em crise. Os EUA têm crescimento de 3% porém Los Angeles, nos EUA, decretou Estado de Emergência em função do alto número de sem-teto. Grécia com 25% de desempregados e com pires na mão buscando ajuda financeira. Zona do Euro tem crescimento médio de 1,5%, Japão 0,7% e o Brasil de -3%. Tá feia a coisa para o mundo desenvolvido. O Brasil, apesar das tentativas sucessivas de golpe, é o país com chance de sair da crise com maior brevidade. Tem mercado interno, coisa que grande parte do mundo, principalmente a Europa, não tem e são extremamente dependentes das exportações. O Brasil possui território continental, água, energia, e na agricultura chega a ter 2,5 safras por ano, por ser um país tropical. Entretanto para retomarmos o crescimento de forma sustentável é preciso investirmos mais em energias alternativas. Estamos entre os líderes na construção de hidrelétricas e parque eólico, mas precisamos avançar mais. Precisamos construir a refinarias do Ceará e do Maranhão e construir o braço petroquímico do Comperj, só com isso a Petrobrás vai dobrar sua participação no PIB que já é de 13%. Nós que já vendemos por uma ninharia a maior mineradora de ferro do mundo, a Vale do Rio Doce, não  podemos entregar nosso pré-sal que é nosso passaporte para o futuro. O PSDB, a Globo e grande parte dos golpistas querem o impeachment para consolidar a ideia do Brasil “quintal dos EUA”. Eles não aceitam a ideia do Brasil soberano!  

    Rio de Janeiro, 10 de dezembro de 2015 

    OAB/RJ 75 300              

    End.: Praia do Flamengo nº 100, apto. 905, CEP 22210-030;               

    Emanuel Cancella é coordenador do Sindicato dos Petroleiros do Estado do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ) e da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP). 

    OBS.: Artigo enviado para possível publicação para o Globo, JB, o Dia, Folha, Estadão, Veja, Época entre outros órgãos de comunicação.

    http://emanuelcancella.blogspot.com.

     

Recomendados para você

Recomendados