
Enviado por Leo V
Do Jornalistas Livres
Secretaria de Educação prepara “guerra” contra as escolas em luta!
Em reunião com 40 dirigentes de ensino, braço direito do secretário Herman anuncia que o decreto da “reorganização” sai na terça e lança estratégia para “isolar” e “desmoralizar” as escolas em luta, com o apoio da Polícia Militar
Por Laura Capriglione, especial para os Jornalistas Livres
Em reunião realizada agora há pouco, na antiga escola Normal Caetano de Campos, a primeira escola pública de São Paulo na era republicana, cerca de 40 dirigentes de ensino do Estado de São Paulo receberam instruções de Fernando Padula Novaes, chefe de gabinete do secretário Herman Jacobus Cornelis Voorwald, sobre como deverão agir a partir de amanhã para quebrar a resistência de alunos, professores e funcionários que estão em luta contra a reorganização escolar pretendida pelo governador Geraldo Alckmin.
A reunião foi realizada em uma sala anexa ao próprio gabinete do secretário.
Jornalistas Livres estavam lá e escutaram o chefe de gabinete anunciar para os dirigentes de ensino que o decreto da “reorganização sai na [próxima] terça-feira”. Segundo ele, “estava pronto na quinta passada (26/11) para o governador assinar”, mas pareceria que o governador não “tinha disposição para o diálogo”. A maioria na sala (todos “de confiança” do governo), suspirou de alívio, e Padula emendou: “Aí teremos o instrumento legal para a reorganização”.
Trata-se de uma gravação esclarecedora, que merece ser ouvida em sua íntegra pelo que tem de revelador. Nela, o chefe de gabinete Padula repete inúmeras vezes que todos ali estão “em uma guerra”, que se trata de organizar “ações de guerra”, que “a gente vai brigar até o fim e vamos ganhar e vamos desmoralizar [quem está lutando contra a reorganização]”. Fala-se da estratégia de isolar as escolas em luta mais organizadas. Que o objetivo é mostrar que o “dialogômetro” do lado deles só aumenta, e que a radicalização está “do lado de lá”.
Também importante foi o ponto em que o chefe de gabinete falou da estratégia de “consolidar” a reorganização. A idéia é ir realizando as transferências, normalmente, deixando “lá, no limite” aquela escola que estiver “invadida”. Segundo ele, o máximo que ocorrerá será que aquela escola “não começará as aulas como as demais”.
A reunião mencionou também o papel de apoio que a Secretaria de Segurança Pública, do secretário Alexandre de Moraes, está tendo, fotografando as placas dos veículos estacionados nas proximidades das escolas, e identificando os seus proprietários. Com base nessas informações, a Secretaria de Educação pretende entrar com uma denúncia na Procuradoria Geral do Estado contra a Apeoesp.
Padula contou como procurou o cardeal arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer, “A gente precisa procurar todo mundo, não é?”, dele recebendo a orientação para responder aos que se opõem à “reorganização”. “Vocês precisam responder”, teria dito dom Odilo ao chefe de gabinete do secretário Herman Jacobus Cornelis Voorwald. Dom Odilo teria afirmado ainda que “as ocupações nas escolas têm o objetivo de desviar o foco de Brasília”.
Foi interessante notar que a mesma reunião que insistia em denunciar a presença de partidos e organizações radicais entre os meninos e meninas contou com o anúncio solene da presença de um militante do Movimento Ação Popular, ligado ao PSDB e presença frequente nas manifestações pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Escute o áudio da reunião:
Ugo
30 de novembro de 2015 10:46 amme arrepia
Olho esta sinistra figura e vejo os campos de extermínio da segunda guerra.
Gilson AS
30 de novembro de 2015 11:23 amNa boa, esse secretário de
Na boa, esse secretário de educação, tem cara, sobrenome, e postura de um oficial da gestapo.
É claro que está sob às ordem do Führer.
Gilson AS
30 de novembro de 2015 11:27 amDeus que me perdoe pelo
Deus que me perdoe pelo comentário.
Mas quando alguém perde um ente querido, a tendência é a pessoa formosear o rosto e aquebrantar o coração.
Com o governador está acontecendo o contrário.
veras
30 de novembro de 2015 11:53 amaudio
Quem gravou e divulgou esse audio?
Era uma reunião fechada com dirigentes da Secretaria. Está muito estranho.
jasantos
30 de novembro de 2015 11:56 amcom um nome desses…
Herman Jacobus Cornelis Voorwald, com um nome “pomposo” como esse estaria melhor dirigindo um pelotão de Gestapo.
Devemos repassar a informação para a estudantada!
Eu boto fé na rapaziada.
Lamentavelmente a assemblia legislativa está ausente do debate, fora um meia duzia que se importa.
Tristes tempos.
lenita
30 de novembro de 2015 1:04 pmTirania
Já imaginaram um Alckmin presidente ?
Participei de muitas reuniões, nos tempos de Malluf, no final da ditadura. Nem ele tinha tal procedimento.
O PSDB é um partido ditatorial, conforme pode ser comprovado em Minas Gerais, Paraná e SP. “Ai que saudades da ditadura”, onde fazíam e pronto. Diálogo ? não se pode dialogar contra o inimigo, o que desejam é tirar o foco de Brasília.
D Odílio, meus pêsames ! O papa Francisco , que prega o diálogo , não gostaria nem um pouco se ouvisse suas palavras.
Marcelo Augusto Pedromonico
30 de novembro de 2015 1:30 pmque monstruosidade…
… Herman Monstro!
chico da dilma
30 de novembro de 2015 2:24 pmTristes figuras,geradas nas entranhas do Demônio,hão de pagar pe
los seus crimes no mesmo buraco onde foram criados. Fernando Padula Novaes,Herman Jacobus Cornelis Voorwald,Alexandre de Moraes,governador Geraldo Alckmin,dom Odilo Scherer.Canalhas!
Sergio Saraiva
30 de novembro de 2015 2:41 pmA guerra suja de Alckmin já começou.
Escolas ocupadas em Paraisópolis têm tumulto e ofensas a alunos
Pais de alunos compareceram nas escolas estaduais Maria Zilda Gamba Natel e Etelvina de Góes Marcucci para participar de uma reunião com a direção das unidades, marcada para as 7h desta segunda-feira (30).
Quando os pais chegaram aos respectivos colégios não havia como entrar nas unidades porque os alunos ainda ocupavam as instalações.
O princípio de tumulto começou quando pais contrários ao movimento pediram que os alunos desocupassem a escola Maria Zilda.
“Eles disseram que era errado os alunos ocuparem as escolas. Alguns chamaram os estudantes de vagabundos e que eles estavam reunidos para usar drogas e não para protestar”. Declarou uma mãe de aluno.
Tudo começou quando um carro de som passou no último fim de semana convocando os pais para uma reunião com a direção da escola.
(a Folha disponibiliza um vídeo do tal carro de som).
“O carro passou ontem na minha rua, que fica perto dos colégios, anunciando essa reunião que teria com os pais às 7h. Cheguei e já havia uma multidão com gente discutindo. Uma das diretoras da escola [Maria Zilda] apareceu e, depois, foi embora”, concluiu a mãe do aluno.
http://www1.folha.uol.com.br/educacao/2015/11/1712884-escolas-ocupadas-e…
Renato Soares Furtado
30 de novembro de 2015 6:37 pmFora Com Todos…
Tem que botar TODOS pra fora das escolas. Quer Protestar?????? TUDO BEM. É DIREITO de todo cidadão que se ache injustiçado. Mas proteste FORA DA ESCOLA.
Graças a Deus a sociedade brasileira esta aprendendo a LIVRAR-SE desta minoria BARULHENTAS…FORA TODOS.