4 de junho de 2026

Contra minirreforma eleitoral, Barroso dá 30 dias para filiações à Rede Sustentabilidade

 
Jornal GGN – A Rede Sustentabilidade, partido da ex-senadora e candidata à presidência da República em 2014, Marina Silva, terá 30 dias para novas filiações. A determinação foi concedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Roberto Barroso, criticando as regras da nova lei aprovada da minirreforma eleitoral.
 
O ministro da Suprema Corte concordou com o partido que alegou estar sendo prejudicado pelo prazo de apenas uma semana para que políticos com mandato pudessem migrar e se filiar à nova legenda, por conta da data da criação do partido, no dia 23 de setembro, e da nova lei aprovada na minirreforma eleitoral. 
 
“Há forte plausibilidade jurídica do direito invocado pelo requerente, no que se refere à violação ao princípio da segurança jurídica e, mais especificamente, ao direito adquirido e às legítimas expectativas das agremiações recém-fundadas”, disse Barroso, concedendo mais 30 dias à Rede e aos demais partidos criados este ano e que foram prejudicados com a nova regra.
 
Com a decisão, além do partido de Marina, o Partido da Mulher Brasileira e o Partido Novo também serão beneficiados com o adicional de um mês para a adesão de deputados que queiram mudar de sigla. 
 
Apesar de proferida por Barroso, a decisão seguiu um entendimento de todo o colegiado que definiu, no último dia 1° de outubro, que partidos novos não podem ser prejudicados com a cláusula de barreira que limite o acesso aos recursos do fundo partidário e ao horário gratuito em cadeia nacional de rádio e televisão.
 
De acordo com a minirreforma, as legendas novas têm direitos a 5% do fundo (e os demais 95% distribuídos de acordo com o tamanho das bancadas) e a nona parte do tempo total do horário eleitoral gratuito. Antes da decisão do STF, a lei impedia que parlamentares que migrassem de partido pudessem transferir à nova legenda parte do fundo e do tempo de transmissão.
 
A Rede Sustentabilidade conta hoje com os deputados Miro Teixeira (RJ), Alessandro Molon (RJ), João Derly (RS), Aliel Machado (PR) e Eliziane Gama (MA) no Congresso Nacional. No Senado, Randolfe Rodrigues (AP) foi o único a migrar. 

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

4 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Gunter Zibell - pró-Rede

    10 de novembro de 2015 1:44 pm

    Palmas para Barroso

  2. CB

    10 de novembro de 2015 2:47 pm

    Este negócio do tempo de

    Este negócio do tempo de propaganda é secundário. A Rede terá todo tempo, papel e tinta que a mídia de direita puder gastar com ela. O psdb já, tem que colocar alguma coisa no lugar dos tucanos.

  3. Schell

    10 de novembro de 2015 4:19 pm

    esse Barroso, mais um a “dar

    esse Barroso, mais um a “dar asas aos abutres”. Pobre país.

  4. Brutus

    10 de novembro de 2015 10:18 pm

    Putz!
    Putz!
    Alguém tem um saco higiênico que possa ceder?
    Aí vem ela …

Recomendados para você

Recomendados