
Enviado por Gilberto Cruvinel
Do Sputnik
Lavrov explica reação dos EUA aos ataques da Rússia contra EI na Síria
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, concedeu nesta terça-feira, 13, uma entrevista ao canal de TV russo NTV, em que abordou o tema dos ataques aéreos russos contra o Estado Islâmico na Síria e da reação dos EUA a esta operação antiterrorista. A seguir, alguns trechos da entrevista.
Sobre a indisposição do Ocidente em formar uma coalizão antiterrorista com a Rússia
Sergei Lavrov: Não deve ser muito agradável de observar a eficiência com que trabalham os nossos militares frente a uma operação da coalizão liderada pelos EUA que já dura há mais de um ano, e que, se não me engano, já realizou cerca de 60 mil voos, dos quais a metade deve ter sido de voos militares, e que não surtiu resultados visíveis em terra. Pelo contrário, o Estado Islâmico e outras organizações terroristas apenas ampliaram a sua influência e expandiram seus territórios, nos quais eles criam o seu real califado, organizando a vida das pessoas segundo suas leis. E, em geral, este já é um tipo totalmente novo de terrorismo.
Se os nossos parceiros estão sem jeito pelo fato de não terem alcançado resultados significativos, é preciso, ao menos, passar por cima de si e, enfim, decidir o que é mais importante: o equivocado sentimento de orgulho ou a libertação do mundo da pior ameaça das últimas décadas…
Como eles criticam a nossa operação militar, declaram que nós estamos desferindo ataques não com o objetivo de enfraquecer os terroristas, mas para enfraquecer as posições da oposição síria moderada, nós pedimos para que eles compartilhassem as suas análises: onde estão os alvos corretos, onde estão os alvos que levarão maiores prejuízos aos terroristas na Síria? Eles fugiram da resposta.
Então nós dissemos: tudo bem, se vocês acham que nós enfraquecemos àqueles que vocês consideram como um reforço para a oposição, inclusive para a luta contra o EI, então mostrem para nós onde não se deve desferir ataques, onde devemos ter cuidado com as forças terrestres. Tampouco tivemos resposta.
Sobre a luta contra o EU como uma oportunidade de melhorar as relações entre Moscou e o Ocidente
Sergei Lavrov: “O presidente [Vladimir Putin] falou sobre isso ao discursar na Assembleia Geral da ONU. Na verdade, ele traçou exatamente esse paralelo com relação ao período de criação da coalizão antinazista, enquanto a União Soviética era considerado um mal do ponto de vista do Ocidente. Mas com o surgimento do nazismo, com o aparecimento de Hitler e sua nova ordem, não havia mais tempo para diferenças ideológicas… E se àquela altura dois sistemas opostos compreenderam estar em perigo mortal e se uniram contra um inimigo comum muito poderoso, então agora, com base em toda a experiência da nossa cooperação conjunta em muitas questões, com base na experiência da Guerra Fria, provavelmente, seria possível tirar a conclusão certa e criar essa coalizão, apesar das diferenças sobre vários assuntos. Estas, são secundárias”.
Entrevistador: O Pentágono forneceu à chamada oposição síria 50 toneladas de armamentos. Junto a isso, destacou-se ter sido realizada uma suposta verificação dessa oposição para garantir que a mesma não coopera com o EI. Apesar disso, existe a preocupação de essas armas e munições acabarem nas mãos de terroristas?
Sergei Lavrov: Serei bem sincero: nós não temos dúvidas de que ao menos uma parcela significativa desses armamentos irá parar exatamente nas mãos de terroristas.
Essa preocupação existe inclusive por parte dos EUA, onde a sociedade e o congresso já estão começando a fazer perguntas sobre tentativas prévias de apoiar a oposição moderada. Em particular, ali acabou de eclodir um escândalo sobre algumas centenas de jipes que os norte-americanos compraram da Toyota e que foram enviados ao Exército Livre Sírio e a outras forças da oposição. Todos os terroristas do EI estão usando esses jipes. Aparafusaram metralhadoras pesadas neles e estão “trabalhando” com eles, levando suas ideias destrutivas às massas…
Ataíde Coutinho
14 de outubro de 2015 11:31 amEsses Russos !
Me aponte os alvos aonde eu poso e nao posso atacar ! nem o sr Spock utilizou de forma tao contundente a Lógica .
Ivan de Union
14 de outubro de 2015 12:00 pmRealmente, uma fala
Realmente, uma fala devastadora especialmente por nao ter tido resposta nenhuma.
paulmoura
14 de outubro de 2015 11:50 amkkkk
Putin fez uma jogada de mestre. Aproveitou a hipocrisia americana denotada pelo fracasso nos ataques, usou o medo da europa com os refugiados e o fator humanitário (do restante do mundo) com o sofrimento dos mesmos.
Além de ampliar sua posião geopolítica no oriente médio, resolveu treinar seus soldados e ainda mostrar ao mundo que a Russia é tão forte e até mais capaz que os yankes.
Sobra algo para os EUA, comemorar?
Nada!
Cesar A
14 de outubro de 2015 2:21 pmSó discordo quando fala do
Só discordo quando fala do fracasso dos ataques americanos, nunca foram para dar certo! Os EUA tratam o terrorismo internacional como tratam os grandes traficantes internacionais, criam eventos midiáticos, mas ao mesmo tempo só fazem crescer
Cintra Beutler
14 de outubro de 2015 12:10 pmEUA e a grande mentira
A lógica é bem simples:
O EI é uma criação do Ocidente.
O ELS e outros grupos terroristas de “libertação” também são uma criação do Ocidente.
A Rússia resolveu agir porque possui bases navais em território sírio.
Lembro bem que uns 3 anos atrás os midiotas acreditavam piamente que Assad “atacava a população indefesa” e que não havia uma insurreição armada por trás. Não é preciso dizer que a mentira foi descoberta nesses dias. Mccain afirmou com todas a letras que os EUA apoiam rebeldes armados… (quanta novidade, não?)
Assim, o interesse em combater o terrorismo é fachada para o real objetivo: tirar Assad do poder e instalar um governo títere aliado ao Ocidente no lugar. A mesmíssima estratégia que foi usada na Líbia. Simples assim.
O desinteresse do Ocidente em colaborar com a Rússia reside no fato de que atacar as frentes terroristas seria atacar os seus próprios interesses na região.
Sta Catarina
14 de outubro de 2015 2:23 pmRússia
Correto, Cintra.
A máquina de guerra ocidental não pode parar pois financia tudo de ruim e corrompe os governos mais influentes do ocidente. A Rússia não está sozinha. Por enquanto a China não se pronunciou, apesar de achar que nos bastidores apoia a iniciativa russa.
Putin não é bobo e já mostrou o poder de fogo que possui, assustando a gangue EUA/OTAN e seus aliados. Porém os fanáticos por guerra de Washington não se dão por vencidos.
Sérgio da Mata
14 de outubro de 2015 2:12 pmParem de veicular notícias do jornalismo chapa-branca russo
Acho uma lástima que o GGN se preste a replicar material do portal oficioso “Sputnik”. Já é a segunda vez que constato isso. Quem duvidar, e seja capaz de ler o excelente diário britânico The Guardian (06.01.2015), que leia.
Se para criticar os Estados Unidos for preciso e jogar nos braços de um autocrata sem escrúpulos Vladimir Putin, então fica difícil defender a legalidade aqui dentro do Brasil. O site do Nassif está se prestando a um papel lamentável. Em nome dos valores democráticos básicos, parem de veicular esse jornalismo de quinta categoria.
Ex-Soviet countries on front line of Russia’s media war with the west
The Guardian (06.01.2015) The Kremlin’s media strategy
Amid tensions on a scale not seen since the Cold War, the plans for Sputnik News are just one component of the Kremlin’s changing international media strategy. Moscow has greatly increased projected spending for its foreign-focused media outlets for 2015, budgeting 15.38 billion roubles ($245m) for its RT television channel and 6.48 billion roubles ($103m) for Rossiya Segodnya, the state news agency that includes Sputnik News and is headed by Kiselyov.
The expansion of Russian state media and its increasingly anti-Western content has prompted European Union lawmakers to propose creating a joint Russian-language television channel to provide an alternative source of information.
A communications researcher with close ties to the Estonian government also told the Guardian that Estonia’s public broadcasting company plans to launch a Russian-language television channel next autumn to counter pro-Kremlin media.
“Free media made according professional journalistic standards is the best antitoxin to disinformation and propaganda,” said the researcher, who did not want to be named.
While some argue that Sputnik News and other Russian media initiatives will promote debate, concerns have also arisen that the “decentralisation” of state media represents a huge expansion of the frontline in what many are calling an information war between Russia and the west.
”I consider the coming of Sputnik to our region to be a twist in the overall propaganda strategy”
And for some, that front line appears to fall across Russia’s neighbours – the countries of the former Soviet Union – where many have watched events in Ukraine with growing concern.
Sputnik News
Sputnik News will have hubs in major capitals including Beijing, Berlin, London, Paris and Washington DC, but its offices are especially concentrated in Russia’s near abroad; with the exception of Turkmenistan, all former Soviet republics will host a Sputnik hub, as well the Georgian breakaway provinces of Abkhazia and South Ossetia, which Georgia considers to be under Russian military occupation. Besides English, the Sputnik News website now has local-language versions for Abkhazia, Belarus, Kyrgyzstan, China, Germany, Spain, and Turkey.
Rogério Costa Guiraud
14 de outubro de 2015 3:47 pmEu só queria entender!
Sem censura, “Me aponte os alvos aonde eu posso e não posso atacar.”
Ivan de Union
14 de outubro de 2015 4:38 pmOu o Estados Unidos RESPONDEU
Ou o Estados Unidos RESPONDEU ou NAO RESPONDEU a pergunta do ministro. NAO respondeu, e voce mudou de assunto.
jasantos
14 de outubro de 2015 6:52 pmSomos adultos podemos decidir
Não concordo, devemos ter o maior numero de informações possiveis.
O site do Nassif deve informar o lado russo também. porque só usa e UE?
Nesta estoria toda só são inocentes a população civil que apanha de todo o lado. O demais ( russia, isis, eu, usa, oposição, assad) estão com as maõs cheias de SANGUE.
Luciano GM
14 de outubro de 2015 2:49 pmDifícil de explicar. Ou não?
Enquanto isso, no Afeganistão, os EEUU lideram um ataque contra um hospital do Médicos Sem Fronteiras por supostamente abrigarem terroristas.
Tio Sam tem aliados como a Arábia Saudita e o Catar, que são apoiadores dos terroristas do ISIS. E os aliados de Tio Sam alimentam o ISIS com armamento americano. Se a guerra acabar, como vender armas?
A melhor solução pros EEUU é não resolver o problema, e tentar controlar o ISIS no intuito de derrubar Asad. Mas e depois, o que fazer com o ISIS?
A Al Quaeda se mostra como resposta.
Lucinei
14 de outubro de 2015 2:53 pm“Serei bem sincero: nós não
“Serei bem sincero: nós não temos dúvidas de que ao menos uma parcela significativa desses armamentos irá parar exatamente nas mãos de terroristas.”
Com a palavra os americanistas disneylandia e MBA.